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História O erro. - Capítulo 2


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Notas do Autor


Oi amore <3

então sei que eu demorei mas o negócio é o seguinte... eu to mega doente e tava indo e vindo do hospital ontem.... fiz uns testes...

e infelizmente deu positivo para pneumonia viral, que é tão foda quanto :/
então estou proibida de sair de casa por 15 dias :c

então vou botar as fics todas em dia LOL

por isso que eu demorei perdona-me ç-ç

e aproveitem :3

Capítulo 2 - Segundo


Fanfic / Fanfiction O erro. - Capítulo 2 - Segundo

Alguns dias após toda a confusão com Geralt e todo o resto, lá estava Jaskier com uma garota que ele salvou de forma totalmente aleatória. Ela ainda não confiava muito em si. Estava difícil até o momento fazê-la entender que queria apenas ajuda-la.

-Não me entenda mal, Jaskier. Não é que eu não confio em você, apenas tenho medo de colocá-lo em um perigo desnecessário.

-Pequena, eu sou adulto, e posso decidir se quero ou não entrar nessa enrascada por conta.

Cirilla contou a Jaskier, boa parte da sua infância. Como viveu no castelo. Quem era sua avó. Os bruxos que a rodeavam. Sua família. E Jaskier escutou tudo pacientemente.

-Eu tenho alguns poderes, Jaskier. Poderes que eu não controlo.

-Como quais? Me conte!! Estou super curioso e farei uma balada sobre você um dia se me permitir, princesa.

-Eu consigo entrar na mente das pessoas, e as vezes ler tudo o que elas pensam no seu mais íntimo.

-Nossa! Santo poder.

-Quer um teste?

-Sim, por favor.

-Neste exato momento, não consigo ver o nome dele, mas você pensa frequentemente no homem que você amou. Amou e ele o trocou por uma mulher. Arrisco a dizer que é uma feiticeira, pelo que vi aqui.

Jaskier abriu a boca, em um “O” perfeito. Ela acertou tudo. Do começo ao fim. Aquilo era um poder muito raro. E ela deveria ser protegida. Mesmo que isso custasse sua vida.

-Obrigada, Jas! Opa. Desculpe. Fiz de novo.

-Tudo bem, Ciri. Mas ainda falta algo nessa história.

-Sim. Como meu reino foi invadido e massacrado, minha avó pediu que eu encontrasse o famoso “Geralt de Rivia”, para que ele fizesse meu treinamento todo.

-A.. não...

-O que foi, Jas?

-Ele é o homem, Ciri. Eu andei por um bom tempo com o Geralt. Ele que me trocou pela Yennefer.

-Não... A Jas... Você não precisa passar por isso... não apenas por minha causa.

-Tudo bem, leoazinha. Eu jamais deixaria você na mão. Eu não tenho o costume de abandonar ninguém que precise de mim. Eu vou te ajudar a achar aquele fodido. Porém eu partirei assim que você estiver aos cuidados dele, tudo bem?

-Mas Jas, você ainda gosta dele não?

-Sim. Mas ele não gosta de mim, Ciri. Ele escolheu a Yennefer. Não há necessidade de mais de uma pessoa sair sofrendo nesta história.

-Jaskier, algo me diz que você está tão, mas tão enganado...

-Será? Ciri o que eu vi. O que aconteceu não pode ser desvisto.

-Eu não quero ver. Eu quero que você me conte.

-Ciri. Eu me machuquei muito, por conta do djinn que ele abriu e fez um pedido inconsequente. Então ele foi atrás dessa maga. Quando eu quase morri, ele me beijou. E eu senti como se eu valesse algo real para o bruxo. Mas uns dias depois que eu estava a salvo, e depois dele me dizer que conversaríamos depois que tudo acabasse, ele me fez assistir ... deixa pra lá. Não vale a pena.

-Jas... Continue...

Jaskier respirou fundo. Ele não queria fraquejar, nem chorar na frente da pobre menina.

-Fui obrigado a ver ele ter relações com a maga, na minha frente.

Ciri ficou em um estado possesso. Ela não conhecia o Geralt, mas já estava muito brava com ele. Ela tinha sentido a conexão. Ela sabia que Jaskier era o destino do bruxo assim como ela. E o bruxo estúpido estava jogando seu destino aos ventos. Para quem quisesse o pegar.

-Jaskier, será que não tem a possibilidade de ele estar arrependido?

-Não. Ele me disse que se o destino lhe desse uma sorte seria eu sair de seu caminho para sempre.

-Nossa... sinto muito Jas. Mas sei que o destino não erra em suas escolhas.

-Talvez tenha errado comigo. Bom vamos ao que interessa. Você precisa encontrar com ele. E eu ajudarei no que puder.

 

E lá se foi ambos atrás do bruxo. Jaskier precisava entregar a menina sã e salva ao bruxo, e ali partiria sem nem ao menos olhar para trás. Mais à frente quando estivessem próximos ao bruxo ele diria isso a menina que entenderia com perfeição. Ela era realmente muito boazinha. E Jaskier havia gostado dela logo de cara.

Eles sabiam que aquilo era só o começo. Eles teriam que arrumar sempre uns trocados para que dormisse em estalagens e hospedagens, afinal a menina não poderia dormir com ele ao relento já que nenhum deles sabia lutar corretamente. Quer dizer Jaskier até entendia um pouco de esgrima, mas isso não os salvaria contra as criaturas que existiam noite a fora.

 

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Geralt por outro lado, sentia-se perdido. Depois que descobrira seus sentimentos por Jaskier, e como havia perdido-o por uma mera burrice, ele não sabia o que fazer. Tantos anos nas costas, e se sentia como um adolescente que acaba de descobrir o primeiro amor.

-Geralt, depois que descobriu que gostava do Jaskier, você tem ficados cada vez mais desatento.

-Yennefer, eu sei que ele não vai querer me ver... depois de tudo o que eu lhe disse...

-E o que diabos você pode ter dito de tão ruim, para que ele fique tanto tempo magoado consigo?

Geralt contou tudo a Yennefer, que ficou totalmente chocada com a maldade nas palavras do bruxo.

-É... Você está fodido. Com todas as letras.

-Jura? Não me diga!

 

Yennefer arremessou Geralt longe. Muito brava com a arrogância dele.

-Está achando que eu sou o bardo? Que você faz o que quer e o que não quer com ele?

-Hmm...

-Abusado.

-Se arruma. Vamos partir. Direção oeste.

Geralt nada disse. Apenas preparou tudo. E seguiria as direções da maga, já que ela era mais ligada ao destino do que ele mesmo. Estava preocupado. Não sabia se ao final disso tudo, Jaskier o perdoaria. E aquilo vinha lhe tirando noites de sono, as quais ele passava em claro. Lembrando do humano falador.

Caminhavam em seus respectivos cavalos, Yennefer seguia em um lindo alazão branco e preto enquanto Geralt seguia em sua fiel Plotka. O bruxo estava em um estado de esgotamento mental. Ele não parava de pensar em Jaskier, e isso o tirava de qualquer eixo.

Yennefer, que como todo e qualquer feiticeiro, estava super irritada com os pensamentos de Geralt. Ela os lia com perfeição.

-Escuta. Você já fez a merda. Se martirizar desse jeito... Nem vai ajudar. Ou você arruma um propósito real, ou eu só te ajudarei com a criança. Não sabia que Geralt de Rivia era assim tão covarde.

-Não provoque! Eu juro por qualquer coisa desse mundo que eu não estou em um bom dia.

-Então faça ser um bom dia, seu imbecil. Pretende encontrar o Jaskier desse jeito?!

-E você acha que ele vai querer me ver? Claro que não.

-Ele sempre gostou de você Geralt, só você não tinha percebido até então.

-E depois de tudo, não faz mais diferença. Eu já estraguei a merda toda.

-Ou não, quem sabe? A única coisa que eu sei é que eu estou aqui para fazer ponte entre você e seu destino, Geralt.

 

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Longe dali estava um bardo cantando alegremente numa festa e ganhando bastante moedas, o que garantiria algumas estadias e boas refeições para a menina.

Jaskier via feliz como a menina gostava de suas canções. Finalmente um bruxo havia notado seu talento para a música. E isso o fazia imensamente feliz. A festa acabou e Jaskier fora convidado por um homem para que ele fizesse uma “apresentação” especial em seu quarto, e muito educadamente o bardo recusou.

-Porquê? Tens problemas em deitar com homens?

-Não veria problema se eu já não fosse comprometido.

Ciri via a cena ao longe e sua vontade era de bater no abusado arrogante, mas se manteve calma como uma boa “lady”.

-Eu pago por isso, sem problemas.

-Como é que é? Você está querendo insinuar o que?

-Como é? Tá achando que meu irmão é alguma prostituta? – Ciri não se conteve e se apresentou como irmã de Jaskier –

-Como são desagradáveis. Tudo bem bardo, se você se recusa em dormir com um cara como eu, eu me recuso a deixar-te ser feliz. Se prepara que quando você menos esperar, eu volto para cobrar essa negativa.

Ciri apenas surtou de raiva, e numa instabilidade em sua magia ela estourou tudo ao seu redor. Fazendo o nobre se afastar de ambos.

-Eu volto para cobrar esse insulto, bardo.

Jaskier não era de se arrepiar à toa, mas daquela vez estava com todos os pelos do corpo arrepiados. Seria um mal presságio? Não saberia dizer. Apenas resolveu sentar e se acalmar. O dono da estalagem, com pena do que havia visto, ofereceu um quarto mais seguro aos irmãos. Para que descansassem. E totalmente de graça. O que contribuiu para que jantassem bem.

Jaskier depois do banho tomado, isso após a menina estar totalmente bem cuidada e já descansando em uma das camas no quarto, virou para encará-la.

-Não Jas. Não tem problema. Partiremos cedo para não corrermos riscos.

-Ah. Nunca vou me acostumar a você saber as coisas antes mesmo de pronunciá-las.

Ciri quase gargalhou. E Jaskier se encantou. Não sabia que bruxos poderiam ser tão amáveis e alegres. E talvez morreria sem saber se não tivesse encontrado essa menina.

-Por que acha isso, Jas?

-Por que você é a primeira bruxa que eu vi ter tantos sentimentos humanos. Geralt não sente. Yennefer é louca por poder. E ambos disseram que bruxos não tinham sentimentos.

-Pior mentira do mundo. E eu tenho certeza que você irá descobrir isso Jaskier. Mais cedo ou mais tarde.

-Bom, hora de deitar.  – Jaskier foi até a menina e a cobriu. Acariciou seus cabelos dourados e sorriu ao ouvir o pedido da menina. –

-Canta vai, nem que seja só uma melodia para eu dormir... Por favorrr

Jaskier soltou sua voz linda e delicada em uma melodia totalmente encantadora. Aquilo faria qualquer um se apaixonar por ele. E Ciri sabia que Geralt já gostava de Jaskier. Apenas por ordem do destino fora proibida de falar.

Quando Jaskier deu por si, a menina já ressoava calma e tranquila. Queria proporcionar boas noites de sono a criança, que já tinha passado por tanta coisa. Não sabia lutar, não tinha muito aptidão a não ser para esgrima, mas faria o que pudesse para protege-la e entrega-la a salvo para o lobo branco.

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Naquela noite, Geralt dormiu e pior sonhou. O que era realmente estranho para um bruxo. E dentro dos seus sonhos algo muito improvável aconteceu.

Ele conheceu a menina surpresa. Sua criança surpresa.

 

-É você? A criança surpresa?

-Sim, Geralt. Sou eu.

-Onde você está agora? Sei que estamos conectados por sonhos.

-Não posso te dizer onde estou e com quem estou. Estou proibida pelo destino de tal atrocidade.

-Entendo. Mas está bem?

-Estou bem, estou com gente que está cuidado de mim por hora. E estou indo ao seu encontro. Mas não foi sobre mim que eu vim até aqui.

-E sobre o que é então? – disse curioso –

-Você partiu o coração de alguém. E consequentemente seu próprio coração. Bruxos sentem. Bruxos amam e bruxos perdem.

-Mas como...

-Pessoas ligadas por um destino são capazes de saber muitas coisas.

-Hmm...

-Eu não tenho muito tempo. Mas pense no que eu lhe disse... ou você vai perder o pouco que levou tanto tempo para conquistar.

-Pensarei.

-Nos vemos em breve, Geralt.

Geralt sorriu de leve para a menina, que parecia confortar e apaziguar um pouco de sua alma.

 

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Ciri levantou extremamente cansada. Fazer uma viagem longa pelos sonhos era cansativo demais, ainda mais pelo fato dela não ter quaisquer treinamentos para tal.

Jaskier achou que a menina estava adoecendo, então acabou por optar em ficar mais um dia naquela cidade. Esquecendo-se totalmente do episódio do dia anterior. Sua preocupação estava toda voltada para a saúde da menina.

O dono da estalagem havia gostado muito dos “irmãos” e ofereceu ajuda necessária para ambos, até porque ele já conhecia aquele nobre que havia os atacado no dia anterior. Era um cara sórdido e perigoso. Ninguém naquela cidade gostava dele, porém como ele tinha dinheiro era difícil ir contra o mesmo.

-Recuperem-se hoje e partam amanhã. Aquele cara que mexeu com vocês. Ninguém gosta dele aqui, mas ter dinheiro o deixa levemente intocável.

-Não queremos lhe trazer problemas, ainda mais sendo tão gentil conosco!

-Fique tranquila, criança. Temo mais por vocês do que por mim. Ele realmente cismou com seu irmão.

Jaskier escutava tudo pensativo e preocupado. E se a menina se ferisse por causa dele? Estava ficando apavorado. Ele era um humano e não podia cuidar nem de si mesmo quem dera defender a menina de qualquer atrocidade.

-Mas ele costuma matar, senhor?

-Não moça. Arthur é covarde demais para manchar as próprias mãos de sangue, porém ele paga para fazerem por ele.

Aí Jaskier teve mesmo um mini colapso.

-Senhor tem carroças que fazem viagens aqui?

-Sim. Quando estiverem de saída amanhã chamarei um de confiança.

-Ciri amanhã viajaremos de carroça.

-Certo.

Cirilla estava realmente preocupada com Jaskier. Ele estava pálido e amedrontado. Talvez ela devesse ter quebrado as regras e ter contado ao Geralt onde ela estava e com quem estava. Tentou quebrar o clima pedindo para Jaskier ir cantar. E por alguns momentos funcionou. Jaskier acabou animando a estalagem e ganhou mais uns trocados.

No dia seguinte, foram em direção ao oeste, algo dizia a Ciri que ali era seu ponto de encontro com seu destino. E a carroça seguiu despreocupada sem ao menos ter visto ser seguida por um corcel negro com um homem encapuzado montado ao mesmo. Em seu encalce.


Notas Finais


Ui Jaskier arrasando uns pobres corações </3
se der certo amanha posto ou mais ou sexta :3

bjinhus 💜


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