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História O Escandinavo - Capítulo 13


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Capítulo 13 - Honestidade


Fanfic / Fanfiction O Escandinavo - Capítulo 13 - Honestidade

- Vamos sentar na última fileira - Oliver me puxa enquanto, desajeitado, tento não esbarrar em nada naquele escuro.

- Bem conveniente, Sr. Oliver.

- Não seja bobo, não vou atrapalhar o seu filme. Apenas quero estar confortável perto de você. Temo encontrar alguém que conheça meu pai. Ou ele próprio.

- Entendo sua preocupação. - sentamos um ao lado do outro, ele ainda mantinha sua mão encaixada a minha - Seria constrangedor meus pais me vissem com um rapaz, mas acho que não seria tenso, eles são... tentam, ter mente aberta.

- Só quero estar seguro de nós estarmos bem. Não sei realmente qual seria a reação dele se nos víssemos assim tão próximos - ele joga o balde de pipoca em meu colo - Não sei o que ele faria com você! Longe de todos assim, fico menos ansioso.

- Por enquanto estamos bem, não deixaria nada acontecer conosco - coloco uma pipoca em sua boca e em seguida lhe roubo um selinho.

O filme começara. Era um filme de ação. Não era bem a praia de Oliver, mas ele estava alí pois era algo que me interessava, ato carinhoso. Em vez e outra ele pegava minha mão para rápidos beijos, até que resolvo colocar meu braço envolta do seu pescoço. Mera cena clichê de filmes. Ele deita sua cabeça em meu ombro, demorando alguns segundos até encontrar uma posição confortável, naquele momento, ser uma pessoa alta não lhe dava vantagem. Quase deitado em meu tórax, lhe dou um ou dois beijos na testa, demostrando o carinho que sentia por ele. Não demorou muito para que eu sentisse sua mão passeando pela minha calça.

- Oliver! - sussurro.

- Shii... Não vai querer que alguém nos pegue, não é mesmo? - Ele leva sua mão para dentro da minha calça impedindo qualquer reação de objeção que poderia ter.

Ele me massageia por cima da minha roupa íntima. Suspirava devagar... só conseguia imaginar como aquela sala estava quase que vazia, ninguém perto de nós. De uma certa forma era excitante fazer algo do tipo, o proibido me atraía. Senti meu membro exposto, em um ato de impulso coloquei o balde à frente tentando esconder o que Oliver fazia. Sua mão se movia devagar, enquanto isso tentava focar na sangrenta cena exibida, difícil manter a atenção. 

- Oliver, não acho que seja uma boa idéia...

- Então quer que eu pare? - pelos deuses, NÃO! - Não farei nada que não queira. 

Continuo calado.

- Não se preocupe, resolvo isso rápido.

Ele começa a chupar meu membro enquanto me masturbava aumentando o prazer que sentia me fazendo suspirar um pouco mais forte. Rapidamente cubro minha boca e nariz para abafar o som até que gozo.

- Resolvido...

Passamos o resto do filme abraçados. Após a seção, saímos em direção à praça de alimentação, enquanto comentava sobre partes marcantes do filme. Pela primeira vez saímos de mãos dadas.

- Achei até exagero do diretor, essa cena deveria ser editada. Achei ser algo desnecessário e pouco...

- Ewan! - Sou interrompido - Você fala demais! Vamos sentar, queria falar algo com você...

Confesso que me desanimei, já imaginava o que poderia ser o assunto.

- Estamos saindo algum tempo e - ele segura minha mão enquanto suspiro devagar - Acho que seria interessante se tomarmos mais um passo! 

- Isso é...

- Estou lhe pedindo em namoro! - ele sorri meio apreensivo esperando a resposta - Queria fazer algo especial mas, não pensei muito sobre e já não aguentava mais, eu tinha que lhe pedir.

- Oliver, não precisa fazer algo especial para mim, nenhum momento. Gosto muito de você mesmo! Não precisa me impressionar para nada, o que importa é que seja você.

- Ewan - ele abre um grande sorriso, era um dos mais lindos que já vi - estava muito nervoso, mas ainda bem... 

- Mas... - seu sorriso desaparece aos poucos - Não me sinto pronto para um relacionamento agora. Adoro seu sexo, sua companhia e de receber seu carinho. Há muitas coisas mal resolvidas, são questões minhas...

- Você está negando? - sua voz estava falhada e seu olhar estava mais triste. Poxa Ewan, como pode magoar ele assim? Agora me sinto péssimo, mas não posso deixar algo do tipo me pressionar a decidir algo que não quero, certo?

- Oliver, quero ser o mais honesto possível com você! Ainda quero sair com você, trocar mensagem de texto com você toda manhã assim como fazemos - envolvo ele com apenas um braço para um meio abraço enquanto acaricio a sua mão - Acho a atitude mais fofa entre nós. Mas me entenda, não quero um rótulo em nossa situação.

- Achei que você gostasse de mim da mesma maneira que eu gosto de você...

- Não seja bobo... esse sentimento carinhoso é trocado com a mesma intensidade. Apenas alguns pontinhos somos diferentes. Não quero que sofra com isso. 

Ele mantém a cabeça baixa evitando contato visual. Acaricio seu cabelo cacheado, passo minhas mãos em seu rosto, seguro seu queixo com um dedo, levantando levemente seu rosto para que seus olhos claros fixassem aos meus. Me aproximo devagar lhe dando um selinho que demorou alguns segundos. Nenhuma reação.

- A verdade é que a culpa é minha. Você tinha todo o direito de saber sobre isso desde o início. Ocultar isso foi uma atitude bem imbecil, perdão. Mas fica à seu critério, vou entender se não quiser mais nenhum envolvimento comigo.

Estava sendo totalmente honesto, não queria piorar a situação. Não o conhecia tão bem para prever sua reação. Não esperava nada que fosse infantil, era uma certeza. 

- Tudo bem, Ewan... talvez eu tenha sido utópico. Não é a primeira vez que isso me acontece. Gosto muito de você, quero continuar com nossos encontros mas... então isso quer dizer que, ambos podem se envolver com outras pessoas sem que tenha ressentimentos pelo o outro?

- Se assim você desejar... - não via necessidade de estar com outra pessoa a não ser ele. Claro, houve aquele episódio com a Gemma, mas eu tenho quase que certeza de que não iria acontecer mais algo entre nós. Na empresa, ela agia normalmente, assim como eu. Nunca mais tocamos no assunto e ainda saíamos com Michelly.

- Ok, então... quando isso acontecer, vamos guardar para nós mesmos. Não gostaria de saber que está agarrando um outro atleta por aí! - ele provoca um sorriso meu - é algo novo pra mim na verdade, tenho que me acostumar. 

- Tudo bem.

Se eu sentiria ciúmes de Oliver, eu não sei dizer. O desejo é algo comum no ser humano, é impossível alguém tentar privar outrem desse sentimento, pois ele não terá hesito. Não é algo controlável ou manipulável, é natural e necessário. Era fato que não tinha toda a sua atenção para mim, assim como a minha não era voltada apenas para ele.

Seguimos nossos caminhos. Foi uma conversa tensa para mim, porém necessária para os dois. Seguir com honestidade é a escolha mais digna além de ser o mínimo. Gostava bastante dele, mas eu tinha um outro ponto como prioridade, talvez um relacionamento nos atrapalhe  além de que não queria iludi-lo e magoa-lo. 

Chego em casa e recebo um grande abraço de Anna. Há alguns dias éramos apenas 3 em casa. Nossa mãe estava frágil e não conseguia mais disfarçar desde o internamento de nosso pai. Foi uma sorte muito grande ele ter sobrevivido ao primeiro surto daquela doença, mas está vez estava sugando ainda mais todos que eram próximos. Christian o acompanhava em todos os procedimentos, mas minha mãe se negava ficar longe dele e fazia questão de faltar o trabalho para estar ao seu lado. Eu cuidava mais de Anna, todos os dias de visita a levava para vê-lo.

Após uma semana, deixei o escritório e algumas aulas optativas - essas eu conseguiria recuperar depois - para estar com ele. Visitava a empresa apenas para dar as instruções presenciais aos novatos, Gemma sabia de minha situação e tentou de todas as maneiras encaixar meus horários para não ser prejudicado. 

Mas eu me desmoronava cada vez mais.



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