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História O Escandinavo - Capítulo 14


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Capítulo 14 - Hospital


Fanfic / Fanfiction O Escandinavo - Capítulo 14 - Hospital

- Acho interessante como as empresas funcionam hoje em dia. - meu pai estava deitado em uma maca dentro de um pequeno quarto de hospital.

Estava sentado em uma poltrona ao seu lado, mantinha o notebook em meu colo, resolvia alguns problemas no sistema que haviam falhado nos últimos dias, sorte a minha de ter estudado isso um pouco antes. 

- Você precisa de algo? - pergunto atencioso.

- Morfina! - ele movia sua cabeça lentamente, seus olhos estavam entreabertos, era notável o quão tinha piorado - E um copo d'água também...

- Certo, vou chamar o enfermeiro - aperto o botão ao lado da maca e me levanto indo até um bebedouro elétrico, pego um copo descartável e o preenchi de água. 

Ele já não tinha um pelo sequer em sua cabeça, sua pele estava pálida quase cinzenta, conseguíamos enxergar suas veias sob a pele. Sentia muita dor e muito enjoos, as vezes gritava e chorava. Efeito colateral da quimioterapia. Haviam outros pacientes no quarto, cada um com distância considerável, separado por grossas cortinas esverdiadas de plástico, ele teve a sorte de estar ao lado da janela. Lhe ajudo levando o copo até sua boca.

- Algum problema ou algo que possa ajudá-lo? - um enfermeiro latino, aparece na porta. 

- Ele pediu um pouco de água - o copo na minha mão entregava - e morfina. Ainda sente dor.

- Claro, não há problema. - ele mexe em uma máquina atrás da maca e após, me dá um sorriso e sai.

- Está melhor?

- Aos poucos eu sinto o efeito. Como está Anna?

- Bem, ela... ela foi com a mamãe para o trabalho após as aulas de manhã. 

- E seus estudos?

- Bem também. Consigo conciliar com o trabalho, saí de uma das minhas aulas faz algumas horas. Tenho agora esse período livre... "livre", ainda trabalho no notebook, nada tão urgente. 

- Entendo. - ele fecha os olhos e fica em silêncio, bem provável a morfina fazendo efeito. 

Volto a poltrona e ao meu trabalho. Por momentos eu penso o quão a vida pode nos  surpreender e que a frase "nós escrevemos nossas próprias histórias" não seja tão certa. A morte é um fato, mas as a trajetória é incerta e uma doença pode desconstruir o planejamento de uma vida.

Sinto meu celular vibrando em meu bolso, o verifico e leio "Gemma Leblanc" na tela. Saio do quarto para não incomodar ninguém, sigo até um grande salão e atendo:

- Gemma? Algum problema?

- Ewan - escuto uma voz diferente porém familiar - sou eu, Michelly! Estará livre amanhã para uma evento? Precisamos de um representante na área de T.I.

- Ah... - penso um pouco sobre minha imaginaria agenda de compromissos  - claro! Que horas e em qual local? 

- 20:00 tomaremos a palavra. Irei enviar o endereço... bem, isso significa que você vai ter que planejar um discurso.

DISCURSO?!

- Discurso? 

- Não se preocupe. Só tem que falar sobre o seu trabalho e o sistema de atendimento em que focamos, seria possível?  É só falar essas coisas que não entendo e no final dizer que não conseguiríamos sem a ajuda de algumas empresas parceiras... eu vou lhe enviar os nomes... E depois disso você só precisa passar  palavra para Gemma que vai fechar com chave de ouro! 

- Michelly, respira! Tudo bem eu faço... pela velocidade que está falando devo adivinhar que está bastante ocupada!

- E como... Gemma teve uma reunião importantíssima de última hora, ambas estávamos tentando agilizar em tudo para os outros compromissos não serem cancelados.

- Pode deixar então, bom trabalho para as duas.

- Owww, obrigada, você é um doce... ah, eu fiquei sabendo sobre seu pai - ela suaviza sua voz - sinto muito por terem que passar por essa situação, desejo toda energia positiva para você e sua família.

- Obrigado, Michelly. Recebo de coração.

Nos despedimos e então volto para o quarto. Ele continuara da mesma forma em que o vi alguns minutos e por algum momento estava tudo silencioso, escutava apenas as máquinas e os suspiros de pacientes e dos acompanhantes alí presente. O cheiro do hospital começara a me incomodar.

Me aconchego na poltrona após terminar completamente as responsabilidades que tinha, coloquei o notebook em cima de uma mesa ao lado e fechei os olhos para descansar. 



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