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História O Escritório - Dramione - Capítulo 2


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Notas do Autor


Well hello!!

Segundo capitulo da ''miniserie" hahaha
Aproveitem e me digam o que acharam!

Capítulo 2 - Yakisoba


 

Pov Geral

Algumas horas já haviam se passado desde que eles tinha começado o trabalho de verdade, e, entre alguns choques de opiniões, eles tinham que admitir que até que o projeto estava ficando bom.

O telefone de Hermione começou a vibrar e ela atendeu.

– Alô? Ah, oi, Gina.

Olha, Mione, eu não quero dar uma de mãe, mas você não estava respondendo suas mensagens. Você nunca chega tarde em casa. Bom saber que você está viva. – Disse a voz de Gina do outro lado da linha. – Luna já estava quase indo no escritório.

– Não se preocupe, estou no escritório, sim. Preciso fazer um projeto para amanhã.

Ah, bom. Mas não está sozinha, não é? Olha aqui, garota, se algo acontece com você, eu infarto. Tenho que cuidar da minha ex-cunhada e melhor amiga.

Hermione riu e desejou dar um abraço em Gina naquela hora.

– Não estou sozinha, não se preocupe.

Mande um beijo para Cho. Diga pra ela aparecer essa semana.

– Não estou com Cho... Eu estou com... – Pigarrerou. – Malfoy.

DRACO MALFOY? – Gritou Gina, e Hermione teve certeza que Draco tinha ouvido. – Uuuuhhh... Luna, corre aqui! Mione está fazendo hora extra com Draco!

– Tenho que desligar... Chego mais tarde...

Hermione desligou o celular rapidamente, sem esperar a resposta de Gina. Quando olhou para Draco, ele tinha uma expressão engraçada no rosto.

– Por que ela ficou assim quando soube que estava comigo? – Perguntou ele, claramente interessado.

– Não sei, ela é maluca.

Draco riu.

– Vocês falam sobre mim?

– Não.

– E porque tenho a impressão que sim? – Debochou. – Você sabe que eu já vi vocês naqueles bares... Eu já vi vocês olhando para mim e conversando.

– Uau, minhas amigas são bem discretas, mesmo. – Ironizou Hermione.

– O que vocês falam sobre mim? – Insistiu.

– Não falamos sobre você. – Respondeu ela, calmamente.

– Vamos, Hermione. Alguma das suas amigas tem interesse em mim¿

– Não.

– Ok, então... Você tem interesse em mim?

– O quê? Não! – Exclamou.

– Não precisa ficar assim. – Draco sorriu.

– Eu só não sei porque esse seu interesse com isso agora. Não vou apresentar ninguém a você.

– Não disse que queria que me apresentasse. Gina é muito bonita, mas não faz bem meu tipo. E Luna... Bem, ela parece ser engraçada.

– Todas elas são muito bonitas, interessantes e engraçadas. – Defendeu Hermione.

– Ah, agora está fazendo propaganda?

– Ah, cala a boca... – Hermione revirou os olhos.

Nessa hora, a  barriga de Draco roncou alto e Hermione gargalhou.

– Estou morrendo de fome. – Disse ele, passando a mão na barriga.

– Acho que ainda tem biscoitos e água no armário.

– Aceita comida chinesa? – Perguntou ele, a ignorando e começando a mexer no seu celular procurando o número do telefone de um restaurante.

– Hm... Ok.

– Ótimo. Quantas cervejas peço? Espera... – Ele desgrudou os olhos do celular, analisando Hermione. – Você toma cerveja?

– Eu tenho cara de que não tomo?

– Tem. – Draco deu de ombros, direto. – Pensei que só tomasse drinks finos naquele bar.

– E você observa tanto assim o que tomo ou não? - Hermione arqueou uma sobrancelha.

– Não, eu não fico olhando pra você.

Hermione suspirou.

– Vai fazer o pedido ou não?

Draco sorriu, vitorioso, e colocou o celular no ouvido. Fez o pedido para o restaurante mais próximo e se recostou na cadeira.

– Vai chegar em quarenta minutos. Não sei se vou aguentar tanto.

– Você irá sobreviver. – Brincou Hermione, digitando no computador.

– Mas então, você toma cerveja? - Perguntou ele, guardando o celular no bolso.

– Não. – Respondeu Hermione, contendo um sorriso.

– Então porque não disse nada? Você me ouviu pedir quatro garrafas.

– Não se preocupe comigo. – Disse. – Posso tomar uma hoje.

Eles voltaram a trabalhar por um tempo, mas a barriga de Draco fazia barulhos estranhos.

– Eu avisei que estava com fome. – Disse ele, quando sua barriga roncou pela quarta vez e Hermione riu de novo.

– Tudo bem, é bom ter um som ambiente.

O telefone de Draco começou a vibrar enlouquecido.

– A comida chegou! – Anunciou ele, enquanto seu celular ainda vibrava.

Ele se levantou rapidamente para ir em direção aos elevadores e Hermione observou ele se afastar.

Draco chegou até um dos elevadores e entrou em um. Apertou o botão para o Térreo e se encostou na parede. Odiava lugares fechados e sempre ficava torcendo para o elevador ser o mais rápido possível. Suspirou e esfregou sua testa, um pouco nervoso.

Ele chegou ao andar desejado e passou pelo segurança da noite, que dormia profundamente sentado em uma cadeira. “Ótimo”, pensou Draco, “sorte que esta não é um área tão perigosa”. Passou pelas portas de vidro e havia um homem ao lado de uma moto, tirando uma sacola da mochila. Draco pagou ao homem e subiu rapidamente, agora mais feliz que iria finalmente comer. Assim que saiu do elevador, todas as luzes se apagaram de uma vez.

Draco olhou ao seu redor e viu todas as luzes reacenderem lentamente novamente. Chegou até Hermione e ela também estava olhando ao seu redor para o que havia acabado de acontecer.

– O que houve? - Perguntou ela.

– Não sei, talvez tenha tido uma queda de energia. Mas pelo menos já voltou.

– Ainda bem que você não estava no elevador.

– Ainda bem mesmo. Tenho um pouco de claustrofobia. – Disse ele, começando a tirar a comida das sacolas.

– Sério?

– Sim. – Respondeu tranquilamente. – Porque¿

– Nada, só não esperava essa informação nova sobre você.

– Ainda tem muito o que descobrir, então. – Disse, sem olhar para ela. – O jantar está na mesa! – Anunciou, orgulhoso de como tinha arrumado a comida entre os computadores.

Hermione olhou para ele e deu um meio sorriso. Se inclinou para pegar um dos pacotes. Ela não tinha percebido o tamanho da sua fome até ela sentir o cheiro do yakisoba. Suspirou, feliz, pegou um par de hashis e começou a atacar sua comida. Draco olhou impressionado quando a viu comer com tanto desespero.

– Não sabia que estava com tanta fome. – Disse ele, abrindo duas cervejas e passando uma para Hermione.

– Nem eu. – Hermione pegou a cerveja de sua mão. – Está perfeito! – Completou, de boca cheia.

Draco sorriu e se encostou na cadeira, colocando os pés em cima da mesa. Eles começaram a matar a fome em silêncio. Draco observava Hermione comer, como se realmente fizesse muito tempo que ela não comesse um yakisoba.

– Mas que dama. – Disse ele, irônico e achando divertido.

– Sim, uma princesa. – Ela falou de boca cheia. – Os homens ficam impressionados com tamanha delicadeza.

Draco olhou para ela e lembrou que realmente nunca viu Hermione ficar com alguém naquele bar e pensou que ela na verdade nunca deve ter tido muito contato com outras pessoas além do seu namorado na escola.

– Você chegou a namorar o Weasley, não foi? – Perguntou ele, curioso.

– Sim... Por que? – Hermione limpou sua boca com um guardanapo.

– Nada, só estava me lembrando. Porque acabou?

– Porque você se interessa por isso? – Perguntou Hermione, sem querer parecer rude.

– Sei lá. – Respondeu ele com a boca cheia. – Esse parece ser o momento que começamos a falar das nossas vidas.

Hermione não conseguiu não rir, e viu que Draco também sorria.

– Bem, hm... Ah, sei lá. A gente viu que não combinava tanto. Na verdade desde que o conheci, vi que não combinaríamos tanto, parando pra pensar.

– Mas vocês ainda se falam?

– Mais ou menos... Nós decidimos manter uma amizade por causa de Gina e Harry, então decidimos não estragar nossa relação com o grupo por causa disso. As vezes ele aparece lá em casa.

– E não rola mais nada?

– Por que você quer saber? – Hermione riu, envergonhada.

– Rolou ou não? – Draco arqueou uma sobrancelha.

– Bem, já sim, há um tempo atrás. Mas não sei se rolaria de novo. Pelo menos acho que não da minha parte.

– Hm... Pra ser sincero, pensei que você terminaria namorando com Potter.

Hermione olhou para Draco e fechou a cara.

– Porque as pessoas tinham essa mania de quererem que a gente tivesse mais do que uma amizade? – Ela levantou a voz, aborrecida.

– Calma, eu não disse que queria que vocês tivessem algo. Eu só achei que... Sei lá...

– O quê?

– Vocês eram bem próximos, já achei que tiveram algo na escola.

– Ele é só meu amigo. E ele já namorou com Gina.

– Ok, ok, já entendi. – Draco franziu a testa, mas indiferente. – Mas acho que ele faria mais seu tipo do que o Weasley.

– Lá vem você com isso de “tipo” novo... Quer saber? Eu posso muito bem adivinhar qual é o seu “tipo”. – Ela fez aspas com os dedos.

– Então me diga.

– Hm... Loiras altas, cabelos lisos, muito bem encorpadas e com vestidos apertados.

– Errou. – Draco balançou a cabeça.

– Então me diga. – Pediu ela.

– Para começo de conversa, prefiro as morenas.

– Já vi que vai descrever a Pansy Parkinson...

– Pansy? – Draco soltou uma gargalhada. – Não mesmo.

– Vocês nunca ficaram? – Hermione se impressionou. – Pansy parece muito desesperada por você.

– Não, não... Ela já tentou, claro. – Disse, convencido. – E ela até se cansou de esperar que eu a chamasse para sair e tentou se atirar em mim um dia desses.

– Uhum... Tá. – Hermione revirou os olhos, mas interessada.

– Estou falando sério! Ela me encurralou quando fui imprimir alguns papeis naquela salinha ali atrás.

– Sério? – Hermione riu. – E o que você fez?

– Eu não quis ficar com ela. Ela trabalha comigo! Imagina o quão grudenta ela iria ser? Eu não iria ter paz no trabalho. Não, não mesmo... Namorar alguém do trabalho deve ser terrível.

– Não acho.

– Porque?

– Você falaria coisas com seu parceiro que ele entenderia e participaria, e não te escutaria só por obrigação.

– Mas e quanto ao fato de você enjoar da pessoa por vê-la o dia inteiro?

– Eu não enjoo fácil de alguém, quando ela é interessante. Você enjoa?

– Ah... Sei lá.

– Acho que as meninas que você sai não são muito interessantes, não é? Vocês chegam a conversar muito?

– Bem... Não. Mas não que eu queria realmente conversar com elas.

– Você já namorou sério com alguém, Draco?

Ele demorou para responder, procurando em sua mente se havia tido alguém que tinha durado mais de duas semanas.

– Não.

– Pois é, um dia você encontra a pessoa que você vai querer ter mais do que um contato físico.

Com essa, Hermione voltou a terminar sua comida, deixando Draco pensativo. Ele percebeu que Hermione tinha um sorrisinho no canto da boca.

– Ei, espera aí. O que você quer dizer com isso? – Perguntou, fazendo Hermione olhar para ele novamente. – Eu posso muito bem arranjar uma namorada quando eu quiser. Eu só não tenho interesse em namorar.

– Tudo bem, não precisa ficar assim... – Hermione escondeu um sorrisinho.

Draco bufou e aproximou sua cadeira de Hermione.

– Então me diga, Granger, com quantos você já namorou sério?

– Um só. – Respondeu ela, prontamente.

– Você me dá esse tapa na cara sobre namorar sério, sendo que você só se baseou em uma única experiência que teve? E logo com Ron Weasley? Fala sério...

– Foi o suficiente para me fazer ver que as pessoas são mais do que corpo e sexo, Draco. – Ela corou um pouco ao dizer isso. – Ter um namorado é ótimo.

– Então, digamos que você está sempre à procura? – Riu, querendo ver a sua reação.

– Eu não estou sempre à procura. Só prefiro namorar do que ficar, é bem simples. E cá entre nós, os homens daquele bar são patéticos. – Refletiu ela.

– Devem ser mesmo. Pelo menos pra você.

– Como assim?

– Ah, sei lá, você tem assunto, não é? A maioria dos caras que vão lá só estão procurando uma coisa. Simples e direta.

– É por isso que eu prefiro namorar, é bem mais divertido. Eu sou praticamente arrastada por Gina e Luna para ir pra lá todo final de semana. É muito entediante.

– Você deveria frequentar bares que são mais a sua cara. Eu posso te indicar alguns.

– Como quais?

– Tem um bar que fui mês passado que era nos fundos de uma casa. Você arrasta uma estante cheia de livros e é uma passagem para ele! É genial. Lá é bem tranquilo, com uma música calma, livros e pessoas mais... Cultas?

– Cultas? – Riu Hermione. – Interessante. Como você foi parar lá?

– Eu também gosto de bares assim, ok? É um ambiente bem agradável, eles alugam livros e tem uma mesa de sinuca enorme.

– Um dia, quem sabe. Minhas amigas iriam achar um saco.

– E você só sai se for com suas amigas?

– Não. Só não tenho mais ninguém pra ir.

– Eu posso te levar. – Draco deu de ombros.

– Você? Me convidando pra sair? Pensei que não saísse com garotas do trabalho. Pansy vai ficar muito decepcionada. – Brincou.

– Não estou te convidando para um encontro, Granger. Só estou te dando uma oportunidade para conhecer um lugar diferente com uma pessoa legal. – Disse, convencido.

– E você seria a pessoa legal?

– Não, Fudge. Claro que sou eu. – Ele sorriu. – Não gostaria de ir para um lugar diferente? Sempre que você vai àquele bar dá pra ver você literalmente contando as horas para ir pra casa.

– Pensei que você não me observasse. – Desafiou Hermione, arqueando uma sobrancelha.

Touché. – Draco sorriu, reconhecendo a vitória de Hermione.

Eles se olharam por alguns segundos e sorriram. Hermione suspirou e viu sua garrafa de cerveja quase cheia, enquanto a de Draco estava quase no fim.

– Como pode gostar tanto disso? Não tem um gosto muito bom...

– Você se acostuma. – Draco deu de ombros. – Quando você começa a tomar, realmente o gosto é um pouco forte. Mas depois de um tempo você se pega em um momento no qual tudo o que você quer é uma cerveja gelada descendo pela sua garganta num dia bem quente.

– Faz sentido.

– Pronto, o bar que vou te levar tem uma cerveja alemã incrível. Calma, também há drinks para a senhorita, que não gosta de cerveja. Mas acredite, a cerveja alemã é diferente. Devia experimentar.

– Bem, por que não? – Ela deu um meio sorriso.

Ela desviou seu olhar e pegou seu celular para ver a hora, arregalando os olhos.

– Passamos muito tempo conversando! Precisamos terminar este trabalho. Ok, o intervalo do jantar acabou. – Disse, decidida, se ajeitando novamente para recomeçar a mexer no computador.

Draco riu pelo nariz e também voltou a fazer o projeto.

As horas se passaram e eles avançaram bastante com o trabalho. Draco as vezes ia na salinha para tomar um café. Era muito cansativo estar ali ainda, depois de um dia inteiro no estágio, mas confessava que gostava da companhia de Hermione. Não imaginava que ela podia ser tão legal, afinal.

Quando voltou para a mesa, Hermione sorriu para ele.

– Nem acredito que está quase pronto. – Disse ela. – Estou começando a ficar com sono.

– Estou vendo. O que está fazendo? – Draco olhou para a tela do seu computador, onde podia ver como estava o documento compartilhado desde que ele ficou longe.

– O que...? – Hermione olhou diretamente para a sua tela. –  Aqui está dando certo! Porque aí não está?

O projeto estava uma bagunça. Os comandos que Hermione usava não estavam dando certo nem para o seu computador, nem para ela.

– Afasta pra lá. – Draco se levantou e assumiu o seu computador. – Deve ser alguma configuração. Isso que você fez não faz sentido nenhum.

Hermione franziu a testa.

– Não precisa falar assim.

– Não é sua culpa. É o seu computador.

– É o seu programa, na verdade. – Hermione analisou.

– Não é meu programa. Seu computador não suporta todos os comandos dele.

– Então, é seu programa.

– Temos um empate, ok? – Draco revirou os olhos. – Vamos ter que refazer algumas coisas que você fez, mas no meu computador.

– Que droga, estávamos quase terminando.

– Mas ainda estamos quase terminando. Só vamos ter que dividir um computador para refazer algumas partes. Vai ser rápido.

Hermione suspirou, arrastou sua cadeira mais para perto de Draco e se encostou, bocejando.

– Então eu digo o que fazer e você faz. Eu estou cansada demais pra fazer tudo de novo.

Enquanto Hermione ditava o que fazer, Draco fazia, um pouco desajeitado. Não gostava de quando ditavam o que ele tinha que fazer, e o fato dele saber que Hermione era muito boa nisso o intimidava um pouco, deixando-o até um pouco nervoso.

Hermione percebeu que ele não estava conseguindo fazer exatamente o que ela estava dizendo e não queria parecer rude.

– Hm... Acho que não é bem assim, Draco...

Draco tentou reparar seus erros, mas acabou desfazendo mais coisas.

– Assim?

Hermione suspirou e, por estar cansada, revirou os olhos. Ela só queria ir pra casa.

– Ah... Hm... Não, não foi isso que eu falei pra fazer.

– Bem, de qualquer forma o seu jeito não faria muito sentido. Não prefere assim?

– Não... – Respondeu ela, com sinceridade.

Draco fez mais alguns ajustes, modificando mais coisas.

– Draco, não é assim que eu pedi. Isso está tudo errado. – Insistiu ela, com a voz mais firme.

– Porque você não senta aqui e tenta então? Eu estou cansado.

– Eu também estou, bastante.

Draco continuou fazendo o projeto, mas não estava gostando nada de certas ideias de Hermione. Mesmo assim, continuou tentando fazer tudo, sem reclamar. Entretanto, quando ouviu mais uma reclamação de Hermione, tirou as mãos do computador.

– Quer saber? Eu não estou conseguindo passar para o programa como você quer. Faça você mesma. – E empurrou o seu computador para ela.

Hermione fechou a cara para Draco, e suspirou novamente, tentando manter a calma. Começou a fazer seus ajustes, com um pouco de dificuldade, porque aquele não era seu computador. Depois de um tempo, Draco olhou torto para o projeto.

– Isso não é o que você estava mandando eu fazer.

– Mas é claro que era. Você não entendeu.

– Você não explicou bem.

Hermione, já impaciente, terminou de fazer seus ajustes e salvou o arquivo.

– Terminamos. – Anunciou ela.

– Quê? Não está pronto, eu não concordo com o projeto inteiro.

– Mas eu também não concordo com muito do que você sugeriu. Então apaguei.

Eles passaram mais um tempo tentando achar um consenso no projeto que agradasse aos dois. Já impacientes, finalmente salvaram o arquivo final e desligaram os computadores.

– Meu Deus, como a gente podia ter terminado há mais tempo. Estou exausta. – Disse Hermione, bocejando.

– A gente não precisava ter passado tanto tempo. Se não fossem seu computador e suas ideias para o projeto... – Draco começou a guardar suas coisas.

– Ah, claro, porque eu ia ter coragem de mostrar ao Fudge aquela sua ideia patética. – Hermione o interrompeu.

– Não era patética. Só precisava de mais precisão e ajustes.

– Draco, sei que é um bom aluno, mas não tem como um futuro arquiteto ser tão desleixado nos projetos. Como consegue notas tão boas?!

– Consigo notas boas porque minhas ideias e meus trabalhos são bons. Se não está dando certo agora, é por causa de você.

– Eu?! Mas minhas ideias também são muito boas. Você que tem muito o que aprender ainda.

– Ah sim, até porque nem tive capacidade pra conseguir esse estágio. – Draco revirou os olhos, irônico.

Eles arrumaram suas coisas rapidamente e foram em direção aos elevadores. Entraram no elevador.

– O que eu quero dizer é que todos temos capacidade de estar aqui, mas você devia se esforçar mais, assim vai ser fácil dizer quem não vai ser escolhido para trabalhar na empresa depois. – Disse Hermione, suspirando.

– Você é mesmo muito difícil de trabalhar, meu Deus... Muito orgulhosa e cheia de si...

– Até parece! Você que é cheio de si e um preguiçoso. – Exclamou Hermione, apertando o botão do elevador para a garagem com força.

A porta do elevador se fechou e eles começaram a descer.

– Preguiçoso? Pelo menos não tenho TOC ou algo parecido. Qualquer coisa fora da reta, e você ficava maluca.

– Porque imagine entregar um projeto “fora da reta” para um engenheiro, que desastre seria? Quer saber? Não é a toa que nunca tínhamos nos falado direito, afinal! – Hermione bufou e cruzou os braços.

– Pois é, nisso concordo com você. Eu queria ter feito o trabalho com qualquer um, menos com você!

Bum. O elevador deu um solavanco e parou. Escuridão total.

 

 


Notas Finais


Ah pronto só faltava essa hueuhehu

O que acharam?
Vejo vocês no próximo :)))


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