História O Espadim e a Manopla - Uma História de Undertale - Capítulo 30


Escrita por: ~ e ~ThunderBoltRA

Postado
Categorias Undertale
Personagens Alphys, Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Chara, Doggo, Flowey, Frisk, Gerson, Greater Dog, Grillby, Mettaton, Muffet, Napstablook, Papyrus, Personagens Originais, Sans, Toriel, Undyne, Vulkin, W. D. Gaster
Tags Aayrine, Alphyne, Alphys, Aventura, Buster, História, Linha Do Tempo, Nacabi, Nitch, Pacifista, Passado, Rota, Undertale, Undyne
Visualizações 40
Palavras 1.004
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 30 - O Oitavo Humano







AAYRINE  


 

Alguns dias haviam se passado, desde o encontro com Nitch na gruta.  

Em determinada manhã, por algum motivo, durante nosso lanche rápido de ketchup pela manhã, Sans parecia anormalmente nervoso e distraído.  

- Tudo bem, saco de osso? - perguntei em tom de brincadeira, sem ocultar o tom preocupado em minha voz, enquanto mordiscava minha embalagem.  

Sans colocou as mãos esqueléticas dentro do bolso, soltando um muxoxo.  

- Heh – inclinou o crânio para mim - claro… por que não estaria?  

Ah... eu reconhecia aquele tom deprimido e pensativo. Estreitei o olhar.  

- Andou brigando com a sua amiga das Ruínas?  

- Que? Não… - lançou-me uma pupila branca, arregalada de perplexidade – nós continuamos nos dando… muito bem. Só… - balançou as omoplatas – tivemos uma conversa… diferente – ele ergueu uma falange, antes que eu o interrompesse – e bem mais particular.  

Ergui a sobrancelha.

- Ah… não vai me contar. Certo.  

Ouvi o som de algo chacoalhando. Só pude imaginar que havia sido sua mandíbula rilhando contra o crânio, numa tentativa de reprimir um riso exasperado.

- Ela me fez guardar segredo, garota.  

- Ah... eu também não queria saber mesmo – sacudi os ombros, fingindo intensa mágoa.  

Sans riu.  

- Qual é, Nacabi – ele ergueu os indicadores na minha direção – em questão de guardar segredo… eu realmente sou cabeça-dura.  

Fechei os olhos e tentei contar até dez.  

Não consegui.  

- Às vezes tenho vontade de enfiar meu espadim no teu cóccix, Sans.  

- Falando em enfiar coisas onde não se deve – por alguma razão, aquele comentário fez meu rosto esquentar de imediato – como vão as coisas com seu namorado?  

O esqueleto nem se encolheu quando taquei o sachê mais próximo em seu rosto, encharcando seu crânio de molho vermelho.  

Ficou maluco, cara? - exclamei – que namorado??

Vi-o passar a mão em cima da cabeça, baixando-a, e começando a lamber os dedos com o ketchup que havia limpado, com uma expressão de absoluta serenidade.

- Ora essa… - Sans decididamente reprimia o gracejo naquele momento - o filho secreto de Asgore… o cabrito-temmie musculoso e bonitão, Nitch Dreemurr Buster.  

Meu rosto, já corado, ficou ainda mais ruborizado.  

- Ele não é meu namorado, seu idiota – por que diabos minha voz havia ficado tão trêmula de repente? - eu e o Nitch somos apenas amigos!

- Ah… claro – ele me encarou, nem um pouco convencido, de uma maneira zombeteira – e eu sou o revenant mais sério e formal do Underground. Vai mesmo ter coragem de me dizer isso, após ter cuidado do garoto naquela noite... e depois daquele encontro? Vou te contar, Rine... - lançou-me uma piscadela - amar e não admitir deve ser osso duro de roer.

Ele se teleportou para longe dos espadins que conjurei abaixo dele, gargalhando, equilibrando-se desengonçadamente no parapeito da minha varanda.  

- Agora entendo o que Papyrus diz sobre suas piadas – grunhi, comichando de vontade de treinar meu arremesso, e fazer tiro ao alvo naquele esqueleto abusado.

- E o que ele diz? - brincou – que as minhas piadas são absolutamente sansacionais?  

Pronto.  

Foi o suficiente para me transformar na encarnação do demônio.

- AHHHH! - berrei, encolerizada - SOME DA MINHA FRENTE, SANS!  

Com um último teleporte, Sans gargalhou, desaparecendo no ar e finalmente sumindo de vista.  

Sacudi a cabeça, atordoada e irritada. Por mais que Sans fosse meu amigo, haviam horas em que era dificil conseguir aturá-lo.

Não fosse por consideração e carinho por Papyrus, já tinha afiado minhas lâminas naquela ossada há um bom tempo. 

- Ei, Nacabi!  

Virei-me, vendo Dogamy e Dogaressa acenando para mim à alguns metros adiante, brandindo seus machados ao lado do corpo.

- Dogamy! Dogaressa! - vendo uma deixa para esquecer o que havia acabado de acontecer, aproximei-me dos dois, ajeitando as ombreiras de minha armadura – já estão indo para a patrulha?  

Sorri para eles, que aparentavam uma felicidade quase contagiante. Há menos de uma semana, ambos haviam finalmente se casado - era visível o quanto ainda estavam eufóricos e apaixonados.

O que também me lembrava desagradavelmente da insinuação tola de Sans, á alguns minutos atrás. Pisquei, refreando um guincho exasperado.                                         

- Sim… - Dogamy assentiu - vamos fazer vigília no nosso posto antigo, ao longo do caminho dos antigos carvalhos – sua voz baixou um tom – ouvimos dizer… que outro humano caiu no subsolo.  

Senti-me enregelar de choque.  

Minhas orelhas se eriçaram.  

- Um humano?  

Seria o oitavo a cair. E a sétima alma que coletaríamos. A última que o rei necessitava para nos libertar.  

Apenas mais uma.  

Enrijeci.  

- Sabe o que isso significa, não é? - Dogaressa sussurrou, retraindo o focinho de ansiedade.  

Sibilei.  

- Claro que sei – resfoleguei, contraindo os punhos sobre a empunhadura do espadim, que jazia embainhada em meu cinturão – é o que todos nós temos esperado durante anos – meneei a cabeça de forma irredutível – a Guarda Real se preparou para este dia… - grunhi - e não podemos hesitar agora – enfatizei, encarando Dogamy – o rei já foi comunicado?  

- Sim… - ele concordou – e Undyne… também foi avisada. Estaremos todos a postos – inclinou o rosto, fazendo suas orelhas felpudas esvoaçarem – se este humano cruzar nosso caminho… poderá se considerar morto.  

Assenti em aprovação.

- Não podemos perdê-lo de vista. Vamos nos espalhar por Snowdin. Distribuam-se pelas passagens da área. Se realmente for verdade… cedo ou tarde iremos encontrá-lo – vinquei a testa – estarei de tocaia... defronte á antiga ponte do vilarejo. Avisem se conseguirem algum resultado.  

Ambos acenaram em concordância, despedindo-se com uma vênia e disparando rapidamente em direção à estrada nevada dos carvalhos.  

Não me demorei, dando a volta por trás da cabana, e apanhando um atalho em direção à velha ponte de madeira.  

Nós estávamos mais perto da liberdade do que nunca.  

A possibilidade de dar cabo de toda aquela situação ribombava dentro de mim, alimentada ferozmente pelo desejo de vingança e justiça.  

Se eu realmente o encontrasse, teria o maior prazer em arrancar sua alma. Eu o espreitaria das sombras. Eu queria - e iria - causar a destruição daquela ameaça inexplicável.

Eu não tinha dúvidas.

Aquele humano teria o seu fim sob o gume de minha espada.









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