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História O Espírito da Fênix - Era dos Marotos - Capítulo 22


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Capítulo 22 - Sr. e Sra. Black


Fanfic / Fanfiction O Espírito da Fênix - Era dos Marotos - Capítulo 22 - Sr. e Sra. Black

Walburga

- Que história é essa de morar com Cygnus, Reggy?

- Mãe, é uma ótima oportunidade para mim. Quer dizer, pelo que o tio Cygnus falou, eu vou poder auxiliá-lo em todas as pesquisas dele. – Regulus me olhou daquele jeito. Ele sabia que apesar de eu estar com raiva e não o querer longe de mim, eu o deixaria ir morar com o louco do Cygnus. Eu não conseguia negar nada a Regulus, meu caçula.  – Papai me deixou ir. – completou.

- Filho, chega desse assunto maldito. Não quero discutir isso hoje. Já basta o que o seu irmão está me fazendo passar.

- Mãe, ele está casando...

- Não me lembre dessa insanidade! Cada vez que eu escuto, fica pior aos meus ouvidos. Meu nome misturado com aquela escória! Nada que eu faça parece ser suficiente para consertar as loucuras do seu irmão.

Regulus ria do meu desespero. Ele não ligava a mínima para os desvarios de Sirius. Se bem que, eu deveria deixar de me importar. Sirius escolheu o caminho dele. Ele quis se juntar com aquela gente. Ele jogou todo o meu amor fora. Ele me trocou por aquela menina pagã. Ele preferiu dar meu nome a uma pagã miserável a honrar a família que ele faz parte. Eu não digeria o fato do meu primogênito dar o meu sobrenome a uma namoradinha de Hogwarts que ele engravidou por completo descuido. Tantas garotas em Londres de boa família para escolher e ele tinha que casar, justamente, com essa?! Sirius é um rapaz tão lindo, podia ter qualquer garota que ele quisesse, bastava estalar os dedos e choveriam boas moças para casar, mas não, ele foi e noivou com a pagã.

O único lado bom dessa história é que eu, finalmente, poderei ver o meu neto, que aliás, Sirius não me deixava chegar perto.

- Prontos? Não pretendo chegar atrasado no casamento do meu próprio filho.

Como Orion conseguia ficar feliz com essa insanidade?! Sirius estava prestes a cometer o maior erro de toda a vida dele e Orion sorria. SORRIA! Ele não admitia, mas, de algum jeito, ele gostava da menina. Simpatizava pelo menos. Milhares de vezes, meu marido, tentou me convencer de que esse casamento faria bem ao Sirius, mas eu não aceito. Meu filho merecia mais. Eu merecia uma nora melhor.

- Sabemos pelo menos onde fica isso? – questionou Regulus enquanto ajeitava a gravata.

- Eu já me informei a respeito da localização. Sei exatamente onde aparatar. – Orion veio na minha direção com aquele jeito sedutor que derretia o meu coração. Sirius tem a quem puxar. – Querida, você será a mulher mais linda do casamento. Celene será humilhada por sua estonteante beleza.

- Poupe seus elogios para a sua futura nora, querido. Não vai conseguir me convencer de que esse casamento é algo diferente de loucura juvenil.

- Pelo menos, tirei um sorriso seu. – ele me beijou.

- Você vai borrar meu batom, querido.

- És linda do mesmo jeito, Burga. – ele piscou para mim e aquilo fez o meu coração palpitar involuntariamente. Tantos anos de casamento, dois filhos e esse homem ainda mexe comigo. – Vamos?

- Infelizmente...

. . .

Devo admitir que a casa me impressionou. A família dela devia ser muito rica para manter algo tão suntuoso. O portão estava aberto e os convidados entravam livremente dentro do pequeno palácio. Orion e Regulus me dirigiram um sorriso de ‘’reclamou tanto da menina, pelo menos é rica’’. Enfim, eu não tinha argumentos contra aquilo, mas mesmo assim, não conseguia gostar de uma desvairada que tira o filho da própria mãe. Duvido que ela gostaria que alguém tirasse o meu neto dela.

Isso Walburga Black, lembre-se do seu neto. Você vai conhecê-lo hoje.

Assim que chegamos dentro da casa, um rapaz apareceu e se ofereceu para guardar os nossos casacos. Eles têm empregados! Que espécie de família rica tem empregados? Não seria muito mais simples agir como qualquer pessoa normal e ter um elfo-doméstico?

- Orion Black, achei que não chegaria mais. – um homem muito elegante e charmoso apareceu. A barba começava a ficar grisalha, assim como o cabelo. Tinha profundos olhos azuis escuros e um belo sorriso no rosto. – Estávamos pensando em começar o casamento sem vocês.

- Não duvido que faria isso, Dyke. – os dois se cumprimentaram como velhos amigos. Estava tudo explicado! Esses dois se conheciam, era por isso que Orion fazia uma propaganda tão boa daquela menina. Ele é amigo do pai dela, ou pelo menos aparenta ser. – Minha esposa, Walburga. Meu filho mais novo, Regulus.

- Seu esposo é um louco apaixonado, tenha certeza, sra. Black. Falava-me muito sobre sua beleza.

- Orion é o último dos românticos. – falei e beijei meu esposo. Ah, mas ele iria me explicar de onde ele conhecia o pai dessa roubadora de filhos. – Aliás, bela casa. Muito confortável. Pergunto-me porque sua filha não mora aqui. – a indireta saiu sem eu perceber.

- Garanto que não pelo mesmo motivo que levou o seu filho a sair de casa.

- Olha só, os dois ainda nem casaram e vocês já discutem como se fossem da mesma família. – disse Regulus.

- Sem querer ser abusado, Dyke, onde está o meu neto? Sabe que Sirius não nos deixa vê-lo, então, poderia nos deixar, ao menos, vê-lo? – Dyke abriu um sorriso. Eu não compreendi se ele ia dizer ‘não’ ou ‘sim’. Não importava, de um jeito ou de outro, eu iria ver o meu neto. Afinal, eu tinha plenos direitos disso. Ele tinha meu sobrenome, não tinha?

- Claro. Ele está com a minha nora. Ele é um menino muito comunicativo. Vocês logo verão. – ele foi nos guiando até um jardim, mas antes de nós entrarmos, ele parou. – Eu sei que vai parecer muito estranho o que eu vou pedir, mas são tradições que envolvem a cerimônia de casamento. Vocês poderiam tirar os sapatos?

- Por quê? – perguntou meu filho curioso.

- O casamento vai acontecer no gramado. Então, para respeitar a natureza, o certo é andar descalço na grama para que todos se conectem com a manifestação terrena das divindades. Além de lavar os pés em água de rosas para purificar o caminho por onde os noivos irão passar logo em seguida.

Como era o jeito, eu tive de tirar os meus sapatos e deixar que um empregado derramasse água de rosas sobre meus pés. As coisas que Sirius me faz passar! Enfim, entramos no gramado que era cercado por flores muito bem cuidadas e árvores frutíferas e ciprestes. Os outros convidados estavam conversando e eu não vi nenhuma cadeira, apenas imensos tapetes no chão. Eu teria que me sentar no chão para assistir o casamento do meu próprio filho?! Isso estava passando dos limites do aceitável.

Foi então que uma moça com a pele meio morena e cabelos cacheados presos em uma trança se aproximou segurando uma criança. Meu coração disparou. Ele era tão parecido com o meu Sirius. Tinha a pele branquinha, os cabelos escuros e até o mesmo sinal no pescoço que ele tinha desde que nasceu.

- Essa é a minha nora, Amélia. – ela sorriu para todos nós, já que estava segurando meu neto e não podia soltá-lo. – E esse homenzinho é o Petrius. Eu fico com ele, querida. Pode ir ver como Celene está. – ele dispensou a garota.

- Uôuô. – ele disse e passou os bracinhos em torno de Dyke.

- Petrius, esse aqui é seu vovô também. – ele apontou para Orion. O menino pareceu confuso com o fato de ter dois avôs. Culpa do Sirius! Sempre culpa do Sirius! – Ele é o pai do seu pai.

- Fafai? – ele começou a olha ao redor procurando por Sirius e ficou um pouco angustiado quando não encontrou. – Fafai, uôuô?

- Calma, menino. Esse aqui é seu outro avô. Esse aqui é seu tio também. – Petrius estendeu a mão para tocar no rosto de Regulus. Acho que é porque ele é parecido com Sirius. Ele encontrou algo de familiar. E Reggy deixou o seu rosto ser tocado. – E essa é a sua avó.

- Posso pegar? – perguntei. Eu queria colocá-lo nos braços. Sirius costumava ser essa criança meiga também, mas aí cresceu e começou a andar com gente que não prestava.

- Petrius, quer ir ficar com a vovó? – ele pareceu desconfiado e continuou olhando para o avô. Então, ele estendeu os braços na direção de Orion.

- Eita, que menino pesado! – Orion fez cócegas na barriga dele do mesmo jeito que fazia com o nossos filhos pequenos. E Petrius riu! Ele tinha uma risada tão gostosa. – Eu sou seu avô também, Petrius. Sabia?

- Uôuô. – disse e deu um beijo em Orion. – Uôuô.

 

...

Sirius

Eu ainda não acredito que vou me casar.

Tinham tantos detalhes da cerimônia que eu tinha de lembrar. A ordens de todos os rituais. Era tanta coisa!

- Dá pra acreditar que o Pads vai se casar primeiro que eu? Logo ele que dizia que nunca ia ser encoleirado por ninguém. Tá todo nervoso, nosso bichinho.

- Óbvio, Prongs. Eu nunca casei antes, eu não sei como me comportar. E... e tem a minha mãe. Eu sei lá o que aquela louca pode fazer. Remus, se ela tentar triscar um dedo no meu filho, você está autorizado a morder o braço dela e manter o seu sobrinho em segurança.

- Olha o exagero, Pads.

- Eu não confio naquela mulher. Se ela fazia aquelas coisas horríveis comigo que sou filho dela, imagina o que ela seria capaz de fazer com o Petrius? Não, eu quero aquela louca longe do meu filho.

- Ei, hoje é um dia feliz, Pads. – disse James tentando mudar de assunto. – Hoje, você vai se casar com a mulher que ama. Não deixa a sua mãe estragar esse dia. Esquece. Pensa que tem muita gente aqui, ela não vai ter coragem de tentar nada.

- Tem razão. Tem razão. É por isso que você é meu padrinho, Prongs. – nos abraçamos. – Você é a pessoa mais importante da minha vida, James Potter, depois da Celene e do Petrius obviamente.

- Não me faça chorar, maldito Black.

- Desculpa ter que interromper esse momento super bromance de vocês, mas estão chamando a gente. – era Dorcas, a minha madrinha de casamento. Eu não poderia escolher pessoa melhor para o título. Meadows foi durante anos a louca que me acompanhava nas minhas aventuras mais sem noção, que colava junto comigo nas provas de História da Magia e invadia a cozinha de madrugada junto comigo atrás de torta de maçã. – Aliás, Si-ri-us Bla-ck! A sua noiva está arrasando. Eu pegava com certeza e não largava mais.

Os quatro saíram do quarto e me deixaram sozinho. Você vai casar, Sirius! Você vai casar com a mulher mais linda do mundo. Fui me olhar no espelho para ter certeza que não estava faltando nada e que eu estava bonito para Celene. Não importa quantas vezes ela diga que me acha bonito, eu não gosto de mim sem o cabelo grande. Maldita hora em que eu fui apostar com o James! Era tão horrível quando eu ia tomar banho. Não tinha cabelo! E demora tanto para crescer! Minha barba crescia mais rápido que meu cabelo.

- Sirius, seu lindo. Hora de casar, todos os convidados já chegaram. – era Amélia.

- Certo. – ela sorriu do meu nervosismo. – Amélia, quando você casou, você também ficou assim?

- Eu estava pior, Sirius. – confessou. – Eu tinha 16 anos quando me casei com Ytzvan. Agora, coloca esse terno e desce!

Obedeci. Coloquei o terno e saí do quarto. Eu tinha que esperar Celene porque nós tínhamos que entrar juntos. Como ela estava deslumbrante! Era um vestido leve e sem muita pompa, mas ela sempre compensava a simplicidade das roupas com as joias. A mulher da minha vida. Ela sorriu pra mim e me deu um beijo. Ela estava sem maquiagem, coisa do ritual também, mas isso não importava. Celene era linda de qualquer jeito.

- Não se esqueça de nada, por favor, Sih.

- Eu não vou esquecer, Celly. – depositei um beijo na bochecha dela. Que mulher cheirosa! – Não se esqueça do nosso combinado para a lua de mel.

- Não tem como esquecer, tarado. Agora, vamos casar.

Antes de a gente entrar no jardim, tivemos de tirar o sapato e lavar os pés. Fomos caminhando até o lugar do ‘’altar’’, que não era nada além de um grande tapete com uma mesinha no meio e todas as outras pessoas estavam ao nosso redor, formando um círculo. Sentamos um de frente para o outro. Dois acólitos ficavam andando em círculos ao nosso redor enquanto seguravam incenso. O cheiro era muito forte, mas fazer o quê? Tá na chuva é pra se molhar mesmo. Depois da nuvem de incenso, o sacerdote veio e se sentou junto conosco. O nome dele era Anorakk e, pelo que eu tinha entendido, ele era um tártaro. Ele começou a dizer várias coisas em uma língua que eu não entendia, mas Celene tinha me explicado o que basicamente significava. O que ele estava fazendo era chamar os espíritos mensageiros para que eles avisassem os deuses de que duas das almas que eles criaram estavam prestes a se unir em matrimônio. Em suma, o objetivo era atrair a benção dos deuses para o novo casal.

Quando ele terminou, os dois outros acólitos trouxeram os skralin. Eram agulhas compridas de metal. Uma pra mim e uma pra Celly. Agora, isso me exigia concentração. Eu peguei o skralin e molhei sua ponta em tinta preta. Olhei Celene e ela estava um pouco apreensiva, sabia que iria doer. Sirius, pense que quanto mais você demorar, mas dor vai causar. Encarei de novo os olhos de Celene tentando dizer ‘eu te amo’ com os meus olhos. Ela estendeu o pulso esquerdo pra mim, já que ela era canhota, e eu, o mais delicadamente que consegui, enfiei a agulha na pele dele. Não saiu sangue, mas magicamente a tinta começou a se espalhar em ordem e formar um desenho. Uma espécie de duplo infinito – dois símbolos do infinito entrelaçados. Quando a tinta parou de andar na pele dela, eu tirei o skralin. Depois, foi a minha vez. Ela pegou a agulha comprida, mergulhou na tinta e pressionou a ponta no meu pulso direito porque eu sou destro. Era agoniante o movimento da tinta na pele, mas não chegava a doer de fato. Terminada essa parte, Anorakk voltou a falar em uma língua que eu não entendia, mas dessa vez o objetivo era ouvir o que os espíritos mensageiros tinham a dizer.

Eis que a força máxima do universo pertence a vós.

O sussurro de pouco adianta quando não há palavras a se dizer.

Eis que sereis a força máxima do universo infinito que vos habita.

Sois a ascensão e a queda.

Sois o bem e o mal.

Sois o sangue que alimenta o mundo.

- És minha ascensão e queda. – Celene disse e colocou a aliança no anelar da minha mão direita.

- És meu bem e mal. – eu coloquei a aliança no anelar da mão esquerda dela.

Nos beijamos para finalizar o ritual religioso.

E então veio a chatice do Ministério! A gente tinha que assinar uma papelada oficializando o casamento. Eu percebi que Celene quase escreveu Draken, mas aí ela lembrou que o sobrenome era Black. Força do hábito. Ela passou 19 anos escrevendo aquele sobrenome, começar a ser Celene Meraxia Black era novidade.

Também era novidade para mim. Eu nunca estive tão ligado a alguém na minha vida inteira. Agora, eu tinha a minha própria família. Eu tinha uma esposa linda que eu amava incondicionalmente, eu tinha um filho que era o amor da minha vida. Eu tinha uma casa com 10 quartos e uma lagoa! Era muita coisa e, de repente, me deu tanto medo de perder tudo isso. Eu sempre fui aquele que se imaginava com 40 anos, solteiro, morando na casa dos outros e mimando as crianças alheias. Como eu tinha pegado um caminho totalmente diferente!

- Eu te amo, Celene Meraxia Black.

- Eu te amo, Sirius Orion Black.

. . .

- Cadê o meu homenzinho? – Celene perguntou para Amélia. – Quero encher aquele menino de beijos, já que eu vou passar uma semana longe dele.

- Com seu cunhado. – respondeu com naturalidade.

- Amélia, você deixou meu filho com o Regulus?!

- Petrius queria mostrar as amoras para o tio. – confessou. – Não me critique, Sirius. O menino adorou o tio.

E Regulus realmente estava andando perto das amoras com o meu filho no braço.

- Fafai! – ele estendeu os braços pra mim e eu o tirei de perto do meu irmão. Meu coração até diminuiu o ritmo das batidas depois que eu peguei Petrius. Eu não queria que ele se aproximasse daquele gente. – Amóia?

- Não, filho. Papai não quer amora.

- Sirius, menos drama, por favor. Eu só estava colhendo amoras com o meu sobrinho. Não é, Petrius?

- Tio Eugulus, fafai. Tio Eugulus me deu amóia. – meu filho parecia ter realmente gostado da companhia do tio, mas eu não tinha nenhum problema com Regulus. Meu irmão era uma pessoa boa. O problema de verdade era a minha mãe. Eu não queria aquela mulher perto do meu filho de jeito nenhum.

- Foi, filho? Agradece o tio pela amora.

- Bigado, tio Eugulus.

- Vamos falar com a mamãe? – Petrius se remexeu de felicidade no meu braço e deixamos Regulus de lado. Minha família não vai estragar esse dia pra mim. Hoje é o meu casamento.

Como ainda iria ter um jantar, os empregados tiveram de colocar mesas e bancos no jardim. Celene estava em uma das mesas junto com Dorcas, Lily, James, Remus e Stevie. Mas para Petrius, todo mundo era tio. Tio Eimis, tia Lily (era a única pessoa que ele pronunciava o nome perfeitamente, além do tio Dug), tio Upy, tia Tivy, tia Maieny, tia Dóica. O único que ele nunca chamou de tio foi o Peter. O que era muito estranho.

- Maman!

- Olha aí o meu menino bonito.

- Posso apenas confessar uma coisa? – disse Dorcas. – Acho bom o James se preparar, porque a nossa querida amiga Evans não parou de chorar um segundo durante a cerimônia. Isso é um sinal, James Potter.

 

...

Celene

Já estava escurecendo e as pessoas foram indo embora. E eu nem preciso comentar que James, Remus, Lily, Peter, Stevie, Mundungus, Marlene e Dorcas foram os últimos a ir pra casa. Só saíram quando não aguentavam mais ficar de olho aberto! Petrius tinha dormido e acordado e dormido de novo e acordado quando a festa, finalmente, acabou. Me doía um pouquinho ter de me separar da minha coisinha por uma semana, mas eu merecia uma semana com o Sirius todinho só pra mim.

- Filho, você vai ficar aqui com o biso, a bisa, o vovô, seus tios e o Cássio, tá bem? Eu e o papai vamos viajar, mas a gente já volta. Não vai dar nem tempo de sentir saudade de mim, viu? E se você ficar com muita saudade, você vai pedir carinho pro seu vovô. – ele me abraçou forte. – Aí, que abraço gostoso! Mamãe vai sentir muita falta desse menino forte. Agora, vai se despedir do papai. – ele saiu ‘’correndo’’ no jeitinho desengonçado dele e foi abraçar o pai.

- Eita, que menino forte! Papai vai ficar com tanta saudades de você, Petrius. Papai promete que quando voltar, e a gente for morar na casa nova, vai te comprar um cachorro.

- Eu vou gaiar um au-au?

- Vai. – ele deu um beijo na testa do filho. – Agora, vai brincar com o tio Damasus e o Cássio. – meu irmão o pegou no braço. Meu filho estava chorando já. – É de cortar o coração deixá-lo sozinho.

- Não sei como você conseguia fazer isso todas as vezes que tinha que voltar a Hogwarts.

. . .

1 Semana Depois

Milhauld Street, 24

Sirius cumpriu o que prometeu. Ele comprou um cachorro pro Petrius. Um labrador filhote com o pelo cor de chocolate e os olhinhos azuis. Gente, esse menino não parava de correr no jardim atrás desse cachorro. E o dæmon dele ficava voando atrás vigiando os dois desvairados, mas como eu não confiava muito, Ismat já estava de prontidão na janela da cozinha observando a cena para caso fosse necessário ele atuar. Sirius estava muito ocupado organizando a sua gigantesca coleção de discos de vinil. A ideia inicial dele era colocar tudo por ordem cronológica, mas depois ele desistiu e está organizando por estilo musical.

Sirius estava deixando a barba crescer em uma vã tentativa de se autocompensar pelo cabelo curto. Mas eu achava meu marido lindo de qualquer jeito, apesar de não negar que aquele cabelo longo dava um charme extra no visual dele e o deixava mil vezes mais atraente e sedutor. Ainda não me acostumei com o fato dele ser meu marido e das pessoas me chamarem pelo sobrenome Black. 

Era tão estranho e bom ao mesmo tempo. Quer dizer, a sensação de ter a sua própria casa era incrível. Eu podia fazer o que eu bem entendesse. E Sirius também gostava disso. A primeira coisa que ele fez foi tirar a camisa e entrar na lagoa junto com Petrius, o dæmon dele – que aliás era uma fêmea chamada Sarabi - e o cachorro. A gente ainda não tinha mobiliado a casa inteira, até porque eram cômodos demais que iriam ficar sem uso nenhum. Os únicos quartos que tinham móveis eram o nosso e o do Petrius.

Eu terminei de organizar a despensa que ficava debaixo da cozinha e voltei para sala. Só que no meio do caminho me bateu uma sensação tão estranha. Tipo uma vertigem ou algo assim. Mas foi estranho.

- Tá tudo bem, Celly? – perguntou Sirius preocupado. Ele largou os discos e ficou me estudando com os olhos, tentando encontrar o que estava errado comigo.

- Sim. Só uma sensação estranha. Nada demais. – Sirius se aproximou para me dar um beijo mas eu me afastei na hora! Porque, do nada, veio uma vontade de vomitar. Eu corri pro banheiro e parece que vomitei a minha alma. Gente, que sensação horrível!

- Celly.

- Eu estou bem, Sih!

- Não é o que parece. Tem certeza que você não quer ir no St. Mungo’s? Sua cara está péssima e você passou meia hora trancada no banheiro vomitando.

- Eu não preciso ir ao hospital. Foi passageiro, eu já estou me sentindo melhor... – mas aí a vontade de ir ao banheiro vomitar veio novamente. E eu nem sequer sabia que ainda havia alguma coisa que eu pudesse colocar para fora, mas claramente ainda tinha algo dentro de mim.

O que era isso? Nem quando eu estava grávida do Petrius eu sentia isso! E olha que eu desmaiei e fui parar na Ala Hospital sendo carregada pelo Mundungus e a Stevie. Eu juntei minhas forças e fui me trocar para ir ao hospital, já que eu não tinha escolha. Até eu estava curiosa para descobrir o que eu tinha. Que diabo de doenças era essa? Eu não comi nada estranho, não bebi nada estranho, não comi nada estragado, não fiz tanto esforço assim.

Sirius pegou o Petrius e teve que dar um banho nele, porque estava sujo, muito sujo, a água da banheira deve ter ficado marrom de tanta sujeira. E o cachorro não ficava atrás. Sarabi pousou na janela e ficou próxima de Ismat. Todos prontos, fomos ao hospital.

. . .

Estávamos apenas eu e uma médica em uma sala de exames. Ela, com certeza, não tinha 10% do carisma da Effred.

- E o que eu tenho afinal? – perguntei ansiosa. Eu só queria ir pra minha casa, dormir na minha cama, do lado do meu marido, fazer o meu filho rir, acordar com a latido do Melado (o nome do cachorro do Petrius) e ouvi os passarinhos ou o Creedence Clearwater Revival cantando.

- Você tem 12 semanas de gravidez. – disse curta e grossa.

- Oi?

- Isso mesmo que você ouviu. 12 semanas de gravidez. – ela ignorou o meu choque e continuou falando. – Já tem uma parteira aqui no St. Mungo’s?

- Sim. Banks, Effred Banks.

- Certo. Eu vou encaminhar os exames a ela e mandaremos uma carta para te avisar da sua próxima consulta. – ela virou as costas e saiu. Mas eu nem me importei com a grosseria dela porque eu estava muito envolvida no meu drama pessoal.

Outro filho?!

E se minhas contas estiverem certas, aconteceu no feriado da Páscoa quando o Sirius veio nos visitar. Como isso aconteceu de novo? DE NOVO! Por que eu não posso ser uma dessas mulheres normais que planejam quando vão engravidar e se preparam psicologicamente para ter um filho? Eu sempre descubro de uma maneira inesperada e totalmente aleatória.

Sirius entrou junto com Petrius na sala.

- E aí, Celly? – perguntou baixinho. – O que ela disse?

Como eu vou dizer isso?!

- Bem, não é nada de grave. Fique tranquilo. – falei sem segurar o riso. Era a segunda vez que eu tinha que dar essa notícia a ele. – Petrius vai ganhar um irmãozinho ou irmãzinha.



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