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História O Espírito da Fênix - Era dos Marotos - Capítulo 25


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Capítulo 25 - Mamãe Potter


Fanfic / Fanfiction O Espírito da Fênix - Era dos Marotos - Capítulo 25 - Mamãe Potter

Já se passaram duas noites desde que Alev tinha nascido. Ele era um menininho tão pequeno em comparação ao seu irmão mais velho, mas ainda assim era lindo. De longe não era possível perceber, mas a cor de seus olhos eram diferentes. Um olho era como a da mãe e o outro tinha um tom castanho-esverdeado. Sirius achou esse detalhe em particular muito bonito. Todas as parteiras, curandeiros, médicos, enfermeiros do hospital achavam o menino uma graça. Todos diziam que ele gostava de viver. Sirius passava o dia entre esperar notícias da esposa e olhar o filho dormindo.

- Papai.

- Oi, Petrius.

- Por que o meu irmão é tão pequeninho? Não dá pra brincar com ele.

- Ele nasceu agora, filho. – explicou. – Daqui há pouco, ele vai estar do seu tamanho. – ele beijou o filho e começou a fazer cócegas nele. O menino adorava as brincadeiras do pai, mas de repente ele parou de sorrir e ficou triste. – Ei, meu lindo. Fica assim não. Já, já, a gente volta para casa.

- Eu quero ver a minha mamãe. – falou determinado. Determinado do jeito como só uma criança sabe ser.

- Mamãe está dormindo, Petrius. Não dá pra vê-la agora. – tentou explicar, mas o menino não parecia entender. Ele não entendia porque não podia ver a mãe.

Os dois voltaram para a frente do quarto da mãe, apesar de não poderem entrar, ficar próximo da porta dava uma boa sensação. Aqui é o mais perto que me deixam chegar da minha própria esposa. O professor Notus parecia não encontrar nada que pudesse salvar a sua ex-aluna. Ele nem sequer descansara durante todos esses dias. Todos pareciam estar muito empenhados em salvá-la, mas nada que eles fizessem conseguia amenizar o sofrimento que ela sentia ou então refrear o efeito da praga. E a cada dia Celene piorava mais um pouco.

- Sirius, você pode entrar aqui um pouquinho. – ele olhou para o filho que queria desesperadamente ver a mãe de quem sentia muita saudade. – Eu fico com ele aqui fora. – o pedido de Effred parecia mais uma ordem. Então Sirius entrou no quarto e deixou o filho do lado de fora, prometendo que iria leva-lo para ver a mãe depois.

Assim que ele entrou, Celene levantou os olhos na direção dele. As chamas estavam tão fracas, prestes a se apagar. Sirius queria desesperadamente trocar de lugar com a esposa, ele não se importava se tivesse que morrer contanto que ela sobrevivesse. Mas mesmo assim, ele ainda a achava a mulher mais linda do mundo. Ele ainda a amava. Que espécie de pessoa seria capaz de fazer algo assim com ela? O professor Notus estava ao lado dela, segurando-a para que ela não caísse.

- Sih...

- Não precisa dizer nada, Celly. – interrompeu e se sentou o mais perto que podia dela. A pele dela costumava ser tão quente.

- Ele está bem? – Sirius sabia que ela estava perguntando sobre o filho, que aliás, ela ainda não tinha visto.

 – O nosso filho é tão lindo. Parece mais comigo. Vai ser disputado entre as garotas. Ele e o Petrius. Já se prepare para as namoradinhas e para os corações partidos. – ele sorriu de leve. O primeiro sorriso de dias.

O professor Notus se emocionou com a cena dos dois. Quando ele imaginaria que dois de seus alunos iam ser tão apaixonados? Quando ele imaginaria que aquelas crianças de 16 se tornariam esses fortes bruxos quase 4 anos depois? Então, uma ideia surgiu na cabeça do homem. Uma coisa que aprendeu, ele mesmo, com um de seus professores. Virou-se e imediatamente começou a preparar uma mistura com plantas e raízes. A agitação de Notus chamou a atenção do casal.

- Sirius, eu quero que pegue uma bacia para mim. Dentro do armário à esquerda. – ele prontamente se levantou e fez o que o professor ordenou. Qualquer coisa que pudesse salvar Celene. – Agora, segure os cabelos dela, por favor. – Celene se espantou, mas não estava em posição de julgar e de reagir a nada. Sirius fez exatamente o que lhe foi pedido. Ele queria ver a esposa saudável, feliz, viva e quente de novo. – Querida, eu quero que você beba isso.

O cheiro era muito forte. Deu enjoo até mesmo em Sirius. Assim que Celene sentiu o forte odor que vinha da mistura preparada por Cadmus, o efeito foi quase que instantâneo. Ela não se segurou e vomitou um liquido preto. Foi, provavelmente, a coisa mais nojenta que Notus viu na vida, e olha que ele era professor de Defesa Contra as Artes das Trevas! O líquido, que pensando bem mais parecia uma gosma negra, ficou se remexendo na bacia como se estivesse vivo.

- Se sente melhor, querida? – perguntou em um tom quase paternal. Celene sempre fora tão gentil com ele. Uma das poucas alunas que sabia sobre a morte de sua esposa e entendia o motivo de suas bebedeiras. Às vezes, ela pegava detenção de propósito para poder conversar com o professor e fazê-lo se sentir melhor.

- Muito. – falou recuperando o ar e abraçando o corpo de Sirius com mais força. Ela até já se sentia mais forte. Sirius que estava tão agarrado a moça que temia quebrar seus ossos. Ele estava muito feliz e aliviado de vê-la se recuperando. Agora, tudo ficaria bem. Eles voltariam para casa e tudo voltaria ao normal. Ela voltaria a cozinhar ftono, ouvir Led Zeppelin com ele, ensinar Petrius a escrever o próprio nome e a tomar banho sozinho. Ele voltaria a dormir abraçado com ela todas as noites.

 – Essa... essa coisa. O que é?

- Morte. É a praga da morte. Geralmente, ela é letal. Por isso, eu descartei logo no início. – explicou. – Mas você escapou, penso eu, porque a praga não era para você e, sim, para Alev. Seus deuses devem ter muito poder, querida. Estou até pensando em começar a acreditar neles.

Ela sorriu fracamente e adormeceu nos braços de Sirius.

 

...

Godric’s Hollow

Dois Meses Depois (Janeiro de 1980)

- Se prepara, Prongs! – disse Remus super feliz pelo amigo que iria ser pai. Depois do que tinha acontecido alguns meses atrás todos ficaram abalados, principalmente ele e Lily – perder um filho daquele jeito! Era visível que James estava soltando fogos de artificio por dentro, assim como Lily. Eles estavam recebendo uma segunda oportunidade de serem pais.

- Ainda bem, já estava ficando chateado de ser o único a trocar fraldas aqui. – Sirius deu um abraço forte no seu melhor amigo-irmão. – Eles são coisinhas muito lindas, até aprenderem a correr. Um filho cheio de energia é a melhor academia que existe. Olha só a Celene! – e apontou para a esposa que não apresentava mais nenhum vestígio físico de que estava grávida e quase morreu há dois meses.

Claro que o corpo de uma mulher mudava depois da gravidez, mas Sirius achava as mudanças tão irrelevantes que era melhor nem comentar. Uma gordurinha aqui e outra ali, uma estria no quadril ou no seio. Enfim, irrelevante!

Os dois estavam cheios de amor e carinho um com o outro. Depois do aperto que passaram no St. Mungo’s, os Black eram um casal mais apaixonado ainda – se é que era possível. Remus não duvidava que daqui há um tempinho outra criança ia aparecer. Talvez um terceiro Black.

Lily pegou Alev no colo. Ela queria se acostumar com a sensação de ter um bebezinho em seus braços. Dentro de alguns meses, ela também seria mãe e não conseguia disfarçar o quanto isso a deixava nervosa. Era uma vida, afinal de contas, que ela teria de cuidar daqui para frente. Era muita responsabilidade. As duas foram para um canto da sala mais reservado, o mais longe dos Marotos possível. Elas queriam conversar à sós.

- Lily, não se preocupa tanto com isso. Ainda tem muito tempo até seu filho nascer.

- Eu sei. É que eu fico ansiosa, sabe? Eu quero que tudo esteja perfeito e em ordem. Eu quero tanto ser mãe. – ela olhou Alev com seus olhos de cores diferentes. Será que seu filho teria seus olhos? – Você não ficou com medo?

- Lily. – um enorme sorriso se abriu nos lábios dela. – Eu tinha 16 anos quando descobri que estava grávida. Eu não tive medo. Eu fiquei apavorada! Eu surtei. Madame Pomfrey foi um anjo e eu estava gritando com ela na Ala Hospitalar. Você não precisa ter medo. Olha o tanto de gente que vai te apoiar e te ajudar! E, cá entre nós, James me parece um pai mais sensato do que o Sirius.

As duas riram e Celene continuou a dar dicas para a mãe de primeira viagem. Você vai ter sua parteira que vai te acompanhar por toda a gestação e até depois. Elas são muito simpáticas, você vai adorá-las. O papo rendia entre as duas. Lily estava tão empolgada com a futura maternidade que não pensava em mais nada.

Do outro lado da sala, a conversa não era muito diferente.

- Papai! Papai! – Petrius não se cansava. Ele subiu no sofá e estava pulando em cima dele. – Papai!

- Oi, filho. – Sirius pegou o menino pela cintura e colocou em seu colo. A gasolina desse menino não acaba, Merlin!

- Viu como eu pulei altão?! – Sirius sentiu o pelo de Sarabi, em forma de gata, passar por suas pernas. – Eu e Sarabi vamos pular até a lua. E wu vou te trazer um pedacinho dela pra você, papai.

- Eu vi. Mas não pula no sofá do tio James, porque sua mãe vai brigar com você e comigo. – James riu do amigo sendo ‘’responsável’’. – Pensar que eu já fiz outras coisas nesse sofá, ein Prongs? – disse se lembrando daquele Natal em 1976 quando ele e Celene transaram naquele sofá e foram flagrados por James.

- O quê, papai? Eu quero fazer também. – Pads começou a rir desesperadamente. Crianças eram tão divertidas e inocentes. Acima de tudo, inocentes! Petrius era uma criança tão inocente, não via mal em ninguém.

- O que seu pai fez, você ainda não consegue fazer, Petrius. – Potter pegou o menino nos braços. Em poucos meses, ele também teria o seu próprio filho. Ele também teria uma criança pulando no sofá e o chamando de ‘papai’. Um menino que poderia ser parecido com ele, assim como Petrius e Alev eram parecidos com Sirius. Ele prometera a si mesmo que seria um bom pai. O melhor pai do mundo!

- Tio Eimis, eu posso fazer tudo o que papai faz. – disse cheio de si.

Menino pra frente!

- Tinha que ser filho do Pads. – afirmou Moony entrando na brincadeira. – Se o outro também for desse jeito, você que se prepare, Sirius Orion Black.

Remus ficava feliz em ser chamado de ‘’tio Upin’’, ele não pensava em ter filhos. Imagina se ele passasse a licantropia pro seu filho? Ele jamais poderia se perdoar por isso. Como ele poderia passar uma condição dessa para uma criança tão pura e inocente? Não, ele não teria filhos. Ele não queria que outra criança tivesse que enfrentar a desgraça que ele passou durante boa parte de sua vida.

- Meu leãozinho gosta de se exibir. – disse e deu um cheiro no filho. – E fica tranquilo, Prongs. Eu consegui, você com certeza consegue criar um filho.

 

...

Mais Tarde

Esconderijo Secreto de Você-Sabe-Quem

- Espero que tenha trazido notícias melhores esta noite, caro amigo Wormtail. Estou começando a ficar cansado das suas informações fúteis. E você sabe o que acontece com pessoas pedantes.

­- Sim, meu Lorde. Eu sei o acontece a pessoa inúteis. – disse se lembrando do pobre Comensal que morreu nas escamas de Nagini.

- O que me trouxe hoje?

- Sirius chamou o filho de ‘’leãozinho’’. Talvez, o menino seja o leão da profecia...

- Não seja estúpido! A profecia fala de um leão nascido de LEÕES! Aquela pagã, desperdício de sangue-puro, é um dragão. Não me faça perder meu precioso tempo com aqueles meninos da família Black. Eu quero o Potter!!!!!

- Claro, Lily está grávida novamente. Dizem que será um menino.

- Seu imprestável. Ainda não matou esse feto abominável por quê?

- Eles não me deixam chegar perto. Lily principalmente. Acho que eles desconfiam de mim.

- Tirem esse RATO da minha frente, antes que eu mesmo o mate! RATO MISERÁVEL. Tirem esse infeliz da minha frente. – Voldemort gritou para os outros Comensais que assistiam ao interrogatório de rotina de Peter Pettigrew.

- Perdão, senhor. Meu Lorde, eu faço. Eu vou tentar mata-lo. – disse em uma vã tentativa de escapar com vida daquele lugar.

- Tentar? Você vai conseguir, seu imprestável. E não ouse me voltar aqui sem o cadáver daquela criança imunda! Estamos entendidos?

Nagini se aproximava da perna esquerda de Peter e começava a, languidamente, se enroscar nela. A pele fria causava arrepios de terror no pequeno homem covarde. Ele não era corajoso como seus amigos, não sabia como reagir a uma cobra, que o mataria com certeza. Ele parou de respirar por alguns segundos. Era difícil reagir.

Ele sabia o que teria de fazer, mas era muita crueldade. Ele não queria matar uma criança, não queria. Eu não vou ter forças para matar uma criança, um bebê! Eu não tenho forças para isso. Mas se eu não matar, quem irá morrer sou eu! E, apesar de tudo, eu gosto muito de viver.  Rabastan e Rodolphus Lestrange agarraram Peter pelos braços e o arrastaram para fora da sala.

Peter sabia que teria de arranjar uma maneira de matar o filho de James e Lily ou ser arrastado seria a coisa mais humana e gentil que fariam com ele. Mas como? Não importava, o menino tinha que aparecer morto.

 

...

- Estou interrompendo?

- Você não interrompe nunca, Sih. – ela fechou o livro e o colocou no chão do banheiro. Sirius achava muito estranha e, ao mesmo tempo, sexy essa mania que Celene tinha de ler enquanto estava na banheira.

- Queria conversar. – ela revirou os olhos e afundou o corpo todo na água.

- Pega meu roupão, por favor. – disse assim que emergiu.

- Tá cheirosa, Cee. – Sirius cheirou o pescoço da esposa enquanto entregava o roupão a ela. Celene colocou um vestido bem leve e foi encontrar Sirius com um cigarro na boca. O assunto deve ser sério mesmo. O hábito dele fumar tinha diminuído tanto, que Celly nem se importava mais, contanto que não fosse na frente dos meninos.

Ele estava sentado no tapete com a cabeça encostada na cama. Ela se sentou ao lado dele e começou a fazer carinho nos seus cabelos. Já estavam tão grandes quanto antes para a felicidade de Sirius. Ele deitou no colo dela e se deixou acalmar pela sensação gostosa dos dedos dela no seu cabelo.

- Aconteceu alguma coisa na Ordem?

- Não, ainda não pelo menos. – os olhos dele seguiam o caminho da fumaça se espalhando pelo quarto. – Peter está agindo estranho. Digo, mais estranho do que o normal para o Worm. Eu sei que parece que eu estou exagerando, afinal Peter sempre pareceu mais um rato do que um bruxo, mas eu sinto que ele está escondendo alguma coisa. E não é um segredo do tipo bom, como o Moony que não conta a ninguém sobre ele ser um lobisomem. É como se ele estivesse se remoendo de culpa por fazer algo errado.

- Ele também é um animago não é? – ele fez que sim com a cabeça. – Sabe que eu acredito fortemente na simbologia por traz disso. Um bruxo que escolhe se transformar em um rato não é confiável. Eu sei que ele é seu amigo, mas...

- Mas ele não é flor que se cheire. Eu sei disso. Mas sei lá, ele sempre foi tão... tão inofensivo. Ele nunca brigava com nenhum de nós três e olha que a gente brigava muito, principalmente eu e o Remus. – ele parou um instante, mas Celene não o interrompeu. Por experiência própria, ela sabia que Sirius ainda tinha muito o que falar. – E eu não consigo tirar da minha cabeça aquela história do chá de boldo. Foi coincidência demais! Peter, que nunca fez um suco de abóbora, de repente, aparecer com chá de boldo justamente quando a Lily estava grávida. O que você acha? Loucura demais?

- Concordo. Foi realmente muita coincidência o aborto da Lily. E ervas são uma maneira bem covarde de assassinato, o que é a cara do Peter. Mas por que ele faria isso? O que alguém ganha com uma criança morta?

- Quem queria essa criança morta? – ele se levantou e sentou-se de frente para Celene. – Quem tem tanto medo de uma criança a ponto de usar o Peter como assassino?

- Crianças crescem, Sih. – elucidou.

- Mesmo assim. Você precisa estar desesperado para matar uma criança.

- Bom, não é querendo ser pessimista nem nada disso. Mas acha que o menino que Lily está esperando agora pode ser um alvo?

- Quem sabe? Talvez. – falou e deu uma tragada. – Peter não faria uma atrocidade dessas sozinho. Alguém está usando o Worm. Acha que eu devo falar com James sobre isso?

- Agora não. A maioria das suas suspeitas não tem prova nenhuma, Sih. Não que eu não concorde que tudo isso é bizarro e que Peter esteja escondendo algo. Mas James está tão feliz com a gravidez da Lily.

- Eu sei. Eu vou tentar descobrir alguma coisa. Afinal, isso pode ser impressão minha.



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