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História O Espírito da Fênix - Era dos Marotos - Capítulo 41


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Notas do Autor


gente
aviso muito importante sobre a história
bem, esse é o penúltimo capítulo da primeira parte da história.
o que isso significa?
significa que vai ter parte dois - óbvio - e que essa parte vai terminar com o julgamento do Sirius.
então aproveitem os momentos finais dessa primeira parte da história, mas fiquem tranquilos que vai ter mais.
enfim
boa leitura
e comentem o que vocês acharam da personagem nova

Capítulo 41 - Relacionamentos


Fanfic / Fanfiction O Espírito da Fênix - Era dos Marotos - Capítulo 41 - Relacionamentos

Sirius

Celene estava trocando a minha atadura novamente. A ferida estava bem melhor agora, mas ia deixar uma cicatriz enorme na palma e nas costas da minha mão. O que é mais uma cicatriz, não é mesmo, Sirius Black? Ela me deu um beijo assim que terminou e foi trocar de roupa. Já havia me acostumado a fazer parte da casa, eu me sentia bem na cama macia, reaprendi a dormir abraçado com Celene, me acostumei a ter os meninos todos em casa fazendo barulho. Como eu pude sobreviver esses anos todos sem isso? E os quatro já iam embora novamente. Fletcher viria mais tarde para leva-los a King’s Cross.

Não vejo a hora desse maldito julgamento acontecer. Eu queria poder sair de casa com a minha deslumbrante e querida esposa, queria poder levar os meus filhos até a estação de trem e me despedir antes deles irem a Hogwarts, queria poder andar na minha moto. Mas eu não podia fazer nada disso por causa da maldita ordem de reclusão que o Ministério me fez assinar. Certo que eu quebrei uma ou duas vezes, mas eu sabia que se isso se tornasse um hábito eu corria sérios riscos de não ver os meus filhos novamente. Beijo do Dementador é uma banda legal, não imagino que um de verdade seja agradável.

Desci as escadas e vi as mochilas e malas na sala. Eu não quero ficar longe deles de novo. Os quatro estavam terminando de comer e de colocar alguns potes de doces dentro das bolsas. Eles levavam os doces da mãe para sempre se lembrarem do gostinho da comida de casa.

- Bom dia, delinquentes.

- Bom dia, pai. – disseram todos.

- Precisam de ajuda? – perguntei, mas eu sabia que eles não precisavam. Essa era uma das coisas que Celene tinha incutido nos quatro, eles eram extremamente independentes. Faziam tudo sozinhos. Ela não estava errada, se ela tivesse de fazer tudo quatro vezes, iria enlouquecer com os meninos.

- Não, a gente está só esperando o tio Dug aparecer. – Lis veio me abraçar. – Eu vou sentir tanta saudades, papai.

- Nem é tanto tempo assim. O que são alguns meses comparados a 12 anos? – beijei o topo da cabeça dela.

- Cadê a mamãe?

- Terminando de se vestir, Levy. – ele acenou e concordou. Os quatro estavam super empolgados com a gravidez da mãe também. – Olha, quando vocês voltarem, Celene vai estar com o barrigão.

- Nossa irmã. – afirmou Éos.

- Irmão. – retrucaram Hórus e Petrius.

- Não precisa brigar por isso. Sempre tem a possibilidade de se fazer mais um. – eles riram. – Óbvio, se a mãe de vocês quiser.

- O que eu tenho que querer? – ela desceu as escadas e veio abraçar Hórus. – Bom dia. – ela encostou a testa na dele, isso era um símbolo de proteção. Celene fez isso com os quatro. – Pegaram o dinheiro? Eu não vou mandar dinheiro pelos correios para nenhum dos bonitos de novo.

- Pegamos. Mãe, assim que você descobrir que é realmente uma menina, escreva, viu?

- Pode escrever também para dizer que é um menino.

- Eu não vou escrever coisa nenhuma, vocês que morram de curiosidade.

- Pai, você escreve então.

- Nem pense em dizer ‘sim’, Sirius Black.

- Eu sou bem mandado, pessoal. São só alguns meses, dá pra aguentar até lá.

Continuamos conversando e nos despedindo dos meninos. Eu ia sentir tanta falta deles, mas era uma saudade razoável desta vez. Eu saberia onde eles estariam e saberia que eles voltariam. Eles me escreveriam e eu teria Celene comigo o tempo todo. Lyra apareceu para se ‘’despedir’’ do Petrius, mas duvido que uma despedida deixe um sorriso daquele tamanho. Então Mundungus chegou.

- Se acontecer alguma coisa com meus filhos, eu te esfolo, Dug.

- Ela diz isso todo ano. – os dois amigos se abraçaram. – Esses projetos de bruxo são como meus filhos. Andem, o pai e a mãe de vocês ainda vai estar aqui em Junho.

Eles se despediram mais uma vez de nós e seguiram com Fletcher para pegar o trem.

- Odeio quando eles vão. A casa fica vazia sem eles. – Celene se deitou no sofá.

- E a minha presença? – me sentei no espaço vazio do sofá.

- É diferente. Você é o amor da minha vida, não o meu filho. – sorri e beijei os joelhos dela. – Falando em filho... – ela colocou a mão na barriga. – É tão estranho ficar grávida de novo, Sih. Faz tanto tempo desde que eu estava grávida do Ory.

- Ainda acho que você devia falar com a Effred. – falei. – Você está grávida, Cee.

- Eu não vou falar com ela agora, Sih. – persistiu. – Eu quero ir com você. Quero ir com o pai do meu filho.

- Não precisa disso, Celene...

- Precisa, sim. – ela me encarou. – O julgamento vai ser em poucos dias, Sirius. Não vai demorar para você finalmente ser um homem livre novamente. Já pensou no primeiro lugar que irá visitar?

- Ainda estou pensando. Mas pode deixar que a minha querida esposa vai estar comigo nessa. Mudando de assunto completamente, eu acho que fiz bem mesmo em resolver as minhas pendências com o James. Sabe, eu me sinto muito melhor. Ele foi meu melhor amigo por tantos anos, não fazia sentido termos um rixa idiota dessas. Por mais que eu tenha motivos para ter raiva dele e tudo mais, eu ainda considero ingratidão. Ele fez tanto por mim também e por você inclusive. Eu devo muito a ele como pessoa. E Harry é meu afilhado ainda. Não quero ficar brigado com o pai dele.

- Pretende se aproximar do menino mesmo? Não estou te proibindo, Sirius. Acho mesmo que você devia tentar ser mais próximo dele. Esse é o objetivo de se apadrinhar alguém, não é? Eu não sei muito bem, não temos isso. Mas será que o James vai querer?

- James não tem que querer nada, quem tem que querer é o Harry. – corrigi. – Eu sou o padrinho dele. Eu quero conhecer o meu afilhado. James não é louco de privar o próprio filho disso.

- Aliás, como vai a Lily? Não ouvi falar muito dela ultimamente. Dug me disse algo sobre ela ser professora em Ilvermorny quando os dois moravam nos Estados Unidos. Ela é louca de abandonar um emprego desse por causa do marido. Nessas horas, agradeço por estar casada com você.

- James sabe ser tóxico quando quer. Eu não falei muito com ela, Celly. Sinceramente, a impressão que eu tive é que o casamento dos dois não vai aguentar mais muito tempo. Escreve. Lily não vai mais engolir as proezas do Potter. Sei lá, tem muita coisa acontecendo na vida deles também. Harry pode ter unido os dois anos atrás, mas é ele quem vai separá-los agora.

- Profetizando divórcios, Sirius Black?

- Estou analisando fatos. Eu já pedi alguma vez para você largar seu emprego por minha causa? Óbvio, que não. Eu não ia te pedir uma coisa sem cabimento dessas. O trabalho é seu, o dinheiro é seu. Ou seja, o problema é seu. As pessoas se sentem sufocadas com esse tipo de comportamento. Ela fazia tudo pro James, tratava ele como se fosse um reizinho. Que casamento é esse? Eu posso ter muitos defeitos, mas você nunca lavou uma cueca minha, nem ficava me esperando para jantar às 22:00. Nunca te proibi de ver nenhum de seus amigos. Certo que o amigo dela era o Severus, mas mesmo assim, James não tem autoridade nenhuma para pedir uma coisa dessas.

- Realmente. Eu não sei como ela aguenta ficar casada com ele todos esses anos também. Ela deve ter aguentado tanta coisa nesse casamento.

Eu costumava conversar muito com James sobre o casamento dele. Era nítido que a Lily se sentia sufocada. As únicas pessoas que ela via, era o pessoal da Ordem da qual James fazia parte. Suas amigas eram amigas de James também. Seu melhor amigo era melhor amigo do James também. Todas as pessoas que a cercavam, de alguma maneira, estavam ligadas a Potter também. Era como se um vivesse unido ao outro. Eles sempre saiam juntos, sempre apareciam juntos. Sufocante, no final das contas. Eu mandava ele parar com isso. Prongs, qual a necessidade de você arrastar a Lily para todo o lugar que você vai? Deixa ela sair com as meninas, passear com o Harry, visitar aquela irmã louca dela. Sirius, você não entende. Eu não posso deixar a Lily sozinha. E se alguma coisa acontecer? Ela é bem grandinha e sabe se defender sozinha. Basta dizer umas palavras e apontar a varinha. Você fala isso porque não é a Celene. Por favor, Prongs, não me compare com você. Eu não saio andando com a Celly debaixo do meu braço. Disse o bruxo que tentou matar o Moony por causa de ciúmes dela. Eu estava bêbado e surtado. Quer mesmo se comparar comigo nessa situação? Quer mesmo ser um surtado? Não muda o fato de que você morre de ciúmes dela. Eu sou ciumento sim, admito, mas eu nunca a proibi de fazer nada. E você também não devia fazer isso com a Lily.

- Você nem imagina. Dê graças aos seus deuses por ter encontrado um marido maravilhoso, lindo e bom de cama como eu. Bruxos como eu estão fora do mercado, sabia? – ela sorriu e colocou os pés no meu peito.

- Eu tirei a sorte grande com você, Sirius. Eu não consigo me imaginar casada com mais ninguém além de você. Você podia saber cozinhar alguma coisa e ser menos ciumento, mas todo mundo tem que ter um defeito, não é mesmo?

- Sabe que eu te amo, não sabe?

- Sei. Eu te amo também. – ela veio na minha direção e me deu um beijo. Ela podia me beijar o dia inteiro que eu não me cansava daquilo. Do jeito como ela sempre me puxava para mais perto e o cheiro do cabelo dela. – Eu pedi minha licença no Instituto e no Gringotts. – contou.

- Já? Não é muito cedo, sei lá. Não dá nem pra perceber que você está grávida. – passei o braço pela cintura dela.

- Não posso ficar aparatando daqui até a Romênia com uma criança dentro de mim e vai ser ótimo me livrar daquele goblins por alguns anos. A única coisa boa que o Ministério fez nos últimos anos foi estender a licença maternidade por dois anos. – ela me deu mais um beijo. – Você vai ter que me aturar todos os dias a partir de agora.

- Vou enlouquecer te vendo todo dia. Eu não resisto a mulher bonitas e inteligentes. É o meu fraco. Principalmente aquelas que estão grávidas de um filho meu.

- Você não vale nada, Sirius Black.

- Você me ama, Celene Black.

 

. . .

Estação King’s Cross

Remus

- E a rotina volta novamente, Remus. – James bateu nos meus ombros. – Pronto para voltar às aulas?

- Não muito. Sinceramente, não penso em continuar com isso. O Conselho está pedindo a minha demissão e por mais que Dumbledore queira me ajudar, ele não vai resistir por muito tempo. E eu não quero continuar dependendo do Snape para não sair por aí mordendo alunos. Um conhecido meu me ofereceu um emprego legal em uma loja no Beco Diagonal. Contador. Eu não vou precisar ver os clientes, apenas ficar trancado em uma salinha fazendo contas. O salário é razoável até.

- Se é isso que prefere, Lupin. Ainda acho que você merece mais do que um simples emprego de contador em uma loja no Beco Diagonal. Você é tão inteligente e competente quanto qualquer um de nós.

- Mas nenhum de vocês é um lobisomem, Potter. – lembrei-o.

- Mas você me parecia tão feliz, aposto que não foi por causa de um empregozinho desses. – me perguntou.

- Ah, sobre isso. Eu saí com uma garota algumas vezes nesse feriado. Você gostaria dela, seriam bons amigos. Ela é tão divertida e espontânea, um pouco desengonçada também. Acredita que ela quase quebrou o meu aquecedor? – ele riu. – Mas...

- O quê? Por favor, não venha com essa história de ‘’não vou ter um relacionamento sério porque sou um lobisomem e nenhuma mulher iria me querer’’.

- Além disso, ela muito nova pra mim. Ela merece alguém da idade dela. James, ela tem 18 anos. Não vou prendê-la comigo. É injusto. Com 18 anos, as pessoas querem viver. É covardia, James. Ela é muito nova, tem o direito de andar com gente da idade e se divertir.

- Discurso muito derrotista, Remus John Lupin. Não estou gostando nada disso.

- Você não tem que concordar. É maneira como eu penso. Para um instante e pensa. Se você tivesse uma filha de 18 anos gostaria que ela saísse com um cara que tem quase a mesma idade que você? Ela é dois anos mais velha que o filho do Sirius. Petrius me chamava de ‘tio’. Eu sou muito velho pra ela. Tem noção de quanto isso é bizarro?

- Você gostou dela?

- Sim.

- Então, isso deveria ser o suficiente. Você tem que parar de se privar das coisas, Remus. A vida é para ser vivida, não temida. Qual o problema de gostar de uma moça mais nova? Se permita fazer as coisas, nem parece que você é meu amigo!

O trem apitou.

- Eu tenho de ir. Nos vemos nas férias, Potter.

- Até mais, Lupin.

. . .

Eu não conseguia tirar da cabeça o que James tinha me dito. Eu tinha realmente achado Tonks interessante. Ela é divertida, espontânea, inteligente e extrovertida. Eu achava até aquele cabelo colorido bonito. Mas por que ela queria sair comigo? Para uma garota de 18 anos, um bruxo como eu não parecia muito interessante. Eu sou tão sem-graça e apagado em comparação a ela. Tonks é colorida, eu me acho tão cinza. Ela tem aquela risada linda e gostosa de se ouvir e é tão fofa a maneira como ela tenta se desculpar sempre que quebra ou derruba algo.

Não acredito que estou apaixonado por uma garota com quase metade da minha idade!

Não vou negar, eu sempre invejei Sirius e James por terem encontrado suas parceiras, terem constituído famílias. Eu nunca tive nada daquilo. Todas as mulheres que se interessavam por mim, acabavam se decepcionando comigo quando percebiam que eu não iria lhes oferecer nada além de dor de cabeças e contas para pagar. Aconteceu isso com Avril depois que nos formamos em Hogwarts, com Lana quando ela descobriu que eu era um lobisomem, com Anastasia assim que ela soube que eu não tinha emprego e com Sophie.

Sophie foi a pior, com toda a certeza. Aconteceu no Natal de 1988. A gente já estava junto há um bom tempo, morávamos juntos e até noivos tínhamos ficado. Ela sabia que eu era um lobisomem, mas mesmo assim não tinha me abandonado. Ela dizia que me amava e que não ligava se a Lua me roubava uma vez por mês. Ela era curandeira e trabalhava especificamente com recém-nascidos no Saint Mungo, aliás foi lá que nos conhecemos. Enfim, o problema aconteceu quando o assunto foi parar em filhos. Por mais que eu desejasse muito, muito mesmo, ser pai, eu não queria que meu filho nascesse como eu. Que tipo de pessoa eu seria se condenasse uma criança a ser um lobisomem por toda a sua vida? Tínhamos brigas horríveis quando a conversa parava nesse tópico. Eu não queria ter filhos, mas ela sim. O maior sonho dela era ser mãe. Remus, eu passo o dia inteiro vendo aquelas coisinhas lindas. Eu também quero ter os meus. Eu quero poder sentir um bebezinho dentro de mim. Por favor, não me priva disso. Não me faça ter de escolher entre você e um filho. E quando a situação ficou insustentável, eu acabei terminando com ela e nunca mais a vi. O que era uma pena, porque eu realmente a amava. Nós poderíamos ter dado certo, senão fosse essa insistência obsessiva em ter filhos.

Às vezes, eu me arrependo de ter tido uma atitude tão drástica. Ela não se importava com a minha licantropia, nem com o baixíssimo salário que eu ganhava. Ela amaria um filho licantropo da mesma maneira que um filho ‘’normal’’. Os melhores anos da minha vida foram com ela. Inclusive, viajamos juntos para a França uma vez para que eu conhecesse os pais dela. Eles gostavam muito de mim e também não se importavam com o fato de eu ser um lobisomem. Sophie era a pessoa perfeita pra mim, mas eu joguei mais essa oportunidade de ser feliz fora. Como teria sido a minha vida se eu tivesse continuado com ela? Teríamos filhos, provavelmente. Me chamariam de ‘papai’. Eu estaria casado e com uma família. Mas eu dispensei tudo isso por medo.

É a minha vida poderia ter sido bem diferente.

 

...

Nymphadora

Saint Mungo

- Boa tarde, o que a senhorita está sentindo? – me perguntou a atendente do hospital.

- Essa é uma ordem do Ministério para que uma de suas curandeiras seja disponibilizada a nós. Precisamos de uma curandeira para tratar de alguns ferimentos de um bruxo. Coisa simples e rápida. Não tomaremos o tempo dela, não afetará a carga horária dela.

- Claro, eu vou ver o quadro de horários e analisar qual das curandeiras está disponível.

Fiquei esperando a atendente me dar o nome dela. Enquanto isso, fiquei sentada em uma das cadeiras. O Ministro tinha me pedido para ‘’escoltar’’ a curandeira para que ela tratasse do Peter Pettigrew. Ele não estava apresentável para o julgamento de amanhã. A atendente saiu com um papel na mão e voltou com uma mulher loira, magra e alta. Muito bonita.

- Essa é Sophie d’Órleans. Ela será a curandeira cedida pelo Hospital. Por favor, não se demore muito por lá. Temos recém-nascidos precisando de cuidados. – a atendente me deixou com a bruxa e retornou ao seu posto.

- Prazer, eu sou a Tonks. Auror do Ministério. – estendi a minha mão para cumprimenta-la.

- Sophie. – ela vestiu o sobretudo. – Precisam de mim para o quê? Se for algo muito grave, eu não serei de grande ajuda. Meu trabalho é com recém-nascidos.

- Nossa, que legal. – falei. – Deve ser muito mais agradável do que lidar com criminosos. – ela sorriu e seguiu comigo até a sede do Ministérios. Fomos trocando algumas palavras pelo caminho, apenas para que o silêncio não se tornasse aterrorizador. Eu não conseguia andar com alguém do meu lado e não dizer algumas palavras.

Acabou que tivemos uma longa conversa. Ela me contou sobre um término, um casamento e um divórcio e disse que tinha um filho. Os dois moravam em uma pensão pequena no subúrbio da cidade. Ele ainda era muito novinho, então uma das meninas que morava na pensão cuidava do pequeno enquanto ela estava no trabalho. Coisas de mãe solteira, ela me disse. Eu perguntei sobre o ex-marido dela, mas ela simplesmente disse que ele era um homem que não valia a pena ser comentado. Um marido horrível e que ela não se arrepende de ter pedido o divórcio.

Chegamos ao Ministério e ela foi direcionada a sala onde Peter estava.

Eu estava muito ansiosa para o julgamento de amanhã. Meu tio finalmente vai ser inocentado e poderá ter a sua vida de volta. A prisão dele foi uma injustiça completa e estava mais do que na hora dela acabar.

Entrei no Departamento de Execução das Leis da Magia e fui direto para o Quartel-General dos Aurores. Sentei na minha mesa e fiquei pensando na noite que eu tive com o Remus antes de ele voltar para Hogwarts. Foi tão perfeita! Sempre era perfeito com ele. Ele sempre pensava em todos os detalhes, ele sempre era tão atencioso. Eu era completamente enfeitiçada pela covinha que se formava na bochecha esquerda dele sempre que ele sorria.

Merlin, acho que estou apaixonada!

- O que foi, Nymphadora?

- Nada, Kingsley. E, por favor, não me chame assim. Eu odeio esse nome.

- Você está dispersa.  Aconteceu alguma coisa no caminho?

- Nada, Kingsley. Quantas vezes eu terei de repetir? Eu só estou pensando na minha vida. Nada demais.

- Sei. Pensando na vida. Isso aí tem nome e sobrenome.

- Para, Kingsley. Não bagunça a minha cabeça!

 

- Tá bom, não tá mais aqui quem falou.

 

...

Celene

- Se for uma menina, a gente podia chamar ela de Arianne. O que acha, Sih?

Eu estava puxando o assunto para que ele desviasse a atenção do calendário e do relógio. O julgamento dele seria em amanhã de manhã e ele não conseguia pensar em outra coisa a não ser isso. Em parte, eu completamente entendia. Era horrível ter sido condenado por algo que você não fez.

- Não, eu prefiro Meissa.

- Meissa? – estranhei. – Deuses, você está começando a agir como o seu pai. Até querendo colocar um nome de estrela na sua filha, você está. – ele riu e chutou uma das maçãs que havia caído no chão.

- Não tem muito a ver com o meu pai. – respondeu. – Eu fiquei com o nome na cabeça por causa do Hórus. Passei muito tempo ajudando ele com Astronomia. Confessa, o nome é bonito e combina com o sobrenome.

- É. Meissa Black é bem bonito. Mas e se for um menino?

- Bom, seguindo a linha de pensamento. Rígel é apropriado.

- Mais nome de estrela!

- Você pediu a minha opinião, Celene.

- Certo, parei. O nome fica bonito mesmo, admito. Me dou por vencida. Depois de 16 anos, você finalmente aprendeu a colocar nome nos seus filhos. Não acredito que queria que o nome do Petrius fosse Ringo. – falei e ele sorriu ao meu lado. – Ei, vai dar tudo certo amanhã. Já pensou em como vai ser a comemoração?

Ele levantou a cabeça e encarou o céu.

- Podíamos ir ao Caldeirão Furado ou em algum outro lugar. Um lugar que não tenha apenas bebidas alcoólicas, por sua causa.

- Que marido atencioso.

- E depois, nós vamos ao Saint Mungo. – afirmou. – Eu quero saber sobre o meu filho ou filha. E também quero ver a Effred. Aposto que ela vai me chamar de garotão como da outras vezes. Aquela mulher adorava me irritar. – ficamos em silêncio por um tempo.

Dava para sentir o quão feliz Sirius estava com a atual fase da vida dele. Ele estava fora de Azkaban, estava perto de mim e dos meninos, finalmente seria inocentado e seria pai novamente. Sirius fez as pazes com o pai e com a mãe. Assim que ele chegou, mal dormia e comia, parecia um animal abandonado. Aos poucos, eu via aquele espírito ressurgindo nele. Seu rosto parecia até mais jovem, ele tinha engordado e surtava bem menos em comparação a antes. Tinha se acertado com James.

Poderíamos seguir as nossas vidas juntos e felizes.

- Sirius?

- Oi.

- Vai dar tudo certo. Azkaban termina amanhã, minha estrelinha. Eles não vão nunca mais te tirar de perto de mim.

- Eu sei.

- Que bom. Agora, voltando aos nomes...


Notas Finais


queria saber a opinião de vocês sobre os nomes e sobre a ex-noiva do Lupin
apenas o básico
é para fins narrativos gente


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