História O caçador e a bruxa branca - Capítulo 3


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Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - A Bruxa do Vinhedo


Fanfic / Fanfiction O caçador e a bruxa branca - Capítulo 3 - A Bruxa do Vinhedo

    Alan quase não dormiu na noite passada, não parava de pensar em Alison, a garota de olhos azuis. Ele já tinha tido contato com outras garotas (a maioria era caçadoras) mas nunca se interessou por ninguém, isso porque todas elas não chamavam sua atenção, nem mesmo as modelos que ele conhecia durante suas viagens. Isso até agora. Alan mesmo tendo uma aparência comum com seus olhos mel e cabelos castanhos, sempre atraiu olhares, mas nunca correspondeu a nenhum.

    Ele se arruma e desce as escadas em direção a cozinha, logo se senta e começa a se servir sem olhar para Leonel que o encara.

--- Não vai me dar bom dia?

--- Não acho que seja necessário, mas bom dia mesmo assim.

--- Para onde foi ontem anoite? Fez bem sair, acordou com uma cara boa.

--- Estava por aí.

--- E conheceu alguém?

--- Sim uma garota.

    Lionel para o que estava fazendo e foca sua atenção em Alan.

--- Há sim? E ela é bonita?

--- A Alison é muito bonita. --- “Ela tem olhos lindos” pensou Alan.

--- Me apresente ela quando puder, é a primeira vez que você elogia uma garota com essa cara, ela deve ser especial.

--- Há... está bem.

    A hora do café passo logo e seu pai saiu para investigar algo, antes de sair ele disse “vou dar uma olhada por aí”. Alan por outro lado, ficou em casa organizando seu novo quarto deixando tudo do seu gosto, ou quase tudo.

(...)

    Leonel chega em casa logo depois do almoço, ele havia dado uma volta pelos bairros e em um bar ouviu falar de um vinhedo onde todos os trabalhadores estavam ficando doentes ou desaparecendo. Logo ele descobre onde o lugar ficava e foi investigar. Leonel entra em casa e procura por Alan, e o encontra dormindo no sofá com a TV ligada, ele desliga a TV e joga uma almofada que estava no chão em Alan, o fazendo acordar.

--- O que aconteceu?! --- Ele pergunta se levantando num pulo.

--- Eu só acordei você.

    Alan boceja e volta a raciocinar se lembrando do que aconteceu no dia.

--- Então, encontrou “algo”? --- Alan pergunta sem interesse.

--- Eu estava andando por aí e ouvi um boato sobre um vinhedo aonde os trabalhadores estavam ficando doentes e desaparecendo. Depois de descobrir o endereço, comecei a investigar, eu encontrei uma Bruxa se escondendo lá, ela não me viu mas tenho que agir logo se não ela some ou causa mais problemas.

--- Haan... interessante. --- Alan comenta desinteressado.

    Embora Alan tenha crescido no meio de caçadores, ele nunca foi muito interessado por esse trabalho, mesmo com todas as coisas incríveis que ele vê, aprende e faz. Ele não desgosta de ser caçador, mas em seu cabeça, se tivesse uma vida normal, sua mãe não estaria morta, pois no dia que ela morreu, foi a primeira vez que ele viu uma Bruxa de perto. (Prologo).

--- Eu vou pegar algumas precauções para voltar lá. --- Leonel fala.

--- Boa sorte. --- Alan fala indo em direção ao controle da TV.

--- Não tão rápido. --- Leonel pega o controle. --- Você também vai.

--- Mas...

--- Mais nada, e anda logo. --- Leonel fala e joga o controle no sofá.

--- Toda vez é a mesma coisa. --- Alan resmunga para ele mesmo.

     Depois de prontos, Leonel e Alan se dirigem para o vinhedo. Chegando lá Leonel utilizou um relógio especial para sentir de onde vinha a magia, ele é uma espécie de bússola para localizar magia, ela apontou para uma direção e eles seguiram na direção apontada. O vinhedo era como um labirinto, quanto mais se avançava, mais podia se perder com uma facilidade imensa, a cada passo dado, mais sombrio ficava mesmo estando no meio do dia, no auge do sol.

    Avançando mais, avistaram de longe uma espécie de buraco escondido entre duas árvores. Nesse momento eles foram para traz de alguns arbustos se esconder para observar se há algum tipo de movimento, o único problema era que eles já estavam sendo observados de longe. Enquanto estão distraídos não percebem o objeto de metal pontudo indo em direção a Alan, Leonel que sente algo se aproximar avista o objeto e empurra o filho que desvia do objeto antes de ser atingido, fazendo com que os dois caíssem.

    Os dois se levantam e a Bruxa estende a mão e dela aparecem mais objetos de metal, que vão em direção a Leonel com grande velocidade. Conforme ele desviava, mais objetos apareciam, era como se não tivesse fim; ele desvia de um objeto, perde o equilíbrio e cai, nesse instante a Bruxa atira mais objetos afiados em sua direção, e o mesmo não tem tempo de desviar.

    Dois segundos antes dos metais acertarem Leonel, Alan atira uma flecha no coração da Bruxa e no mesmo instante os objetos desaparecem. Leonel e Alan ficam aliviados quando o corpo da Bruxa cai no chão jorrando sangue. Alguns segundos se passam e ele se decompõe e eles vão olhar a passagem no meio da arvores, dentro dela havia uma espécie de sala em uma pequena gruta.

    Alan observa atentamente cada canto e objeto até seus olhos param em uma estante de livros, ele caminha em sua direção para dar uma olhada e pega um para ver, quando abre ele vê uma escrita que nunca vira antes na vida, ele o fecha e guarda no mesmo lugar de antes. Ele vai em direção a um livro aberto em cima de uma mesa, ele esperava algum tipo de livro de feitiços em uma outra língua estranha, mas dessa vez era um livro que parecia contar uma história, dessa vez em espanhol, o título era “Las Brujas Blancas”, o que despertou uma certa curiosidade de criança já que nunca tinha escutado o termo.

--- Alan está fazendo o que? Vamos! --- Seu pai grita.

--- Já vou, mas você já resolveu o problema das pessoas doentes?

--- Não se preocupe já está tudo resolvido.

--- Ok.

    Eles vão embora por não ter mais nada a fazer, não se pode destruir o covil de um Bruxa pois geralmente tem feitiços e maldiçoes que são jogados em quem os viola.

(...)

    Hoje Alison passou o dia ajudando sua Avó, por isso ela mandou a menina ir para casa descansar um pouco e comer algo, dito isso quando chegou em cada foi direto para o chuveiro, ela ficou lá por uns trinta minutos, a agua quente sempre a acalmava e relaxava. Saindo do banheiro, ela passou pelo corredor enrolada em uma toalha, quando chega perto de seu quarto, vê o gato da sua Avó se espreguiçando. Ele é um gato muito bonito com seus olhos amarelos e seus pelos negros, Alison sempre achou que ele tinha um ar de elegância e superioridade, nunca entendeu o motivo, mas nunca deu muita importância.

--- Quer alguma coisa Romeu? Está com fome. --- Ela pergunta entrando no quarto.

    O gato a segue lentamente.

--- O que foi, está se sentindo solitário de repente? --- Ela pergunta sem esperar resposta quando vê o gato atrás dela.

--- Você é uma humana muito barulhenta. --- Ele fala subindo na cama.

--- E você um gato muito mal-humorado.

--- Tsc. Por que não fica quieta e me traz uma tigela de leite? Isso melhoraria meu humor.

--- Eu não sou sua empregada e nenhum gato manda eu ficar... eu...você... você fala?! Eu estou falando com um gato?! --- Alison começa a entrar em desespero.

--- Pare de gritar humana.

--- Você é um gato, gatos não falam!

    Alison fica nervosa e assustada e o mundo ao seu redor começa a girar, ela começa a sentir uma forte dor de cabeça, ela leva as mãos à cabeça e grita de dor e fecha os olhos, no mesmo instante vários objetos do quarto começam a flutuar. A dor passa tão rápido quanto apareceu, Alison abre os olhos e olha ao seu redor assustada.

--- O que está acontecendo comigo? --- Ela pergunta em lagrimas.

    Ela vai dando passos para trás lentamente até que sente que o espago acabou quando suas costas encontram a parede gelada. Ela vai escorregando até o chão e passa os braços ao redor dos joelhos abaixando a cabeça. Lagrimas escorrem pelo seu rosto e ela não consegue pensar direito.

    A avó da menina que viu todo o ocorrido do lado de fora do quarto, caminha devagar e se senta em uma cadeira que se encontra perto de onde Alison estava.

--- Alison... acho que precisamos conversar.

--- Vovó? --- Ela pergunta levantando o rosto. --- O que há de errado comigo? Eu estou ficando maluca?

--- Minha querida não há nada de errado com você, você não esta maluca.

--- Mais...

--- Preciso lhe contar algo, é sobre nossa família. Nós recebemos uma habilidade especial que é passada de geração em geração, desde muitos séculos atrás, começando com os nossos primeiros ancestrais. --- Alison escuta e olha atentamente para sua avó, que levanta uma mão, fazendo com que os objetos voltem aos seus lugares.

--- Minha querida, nossa família vem de uma grande geração de Bruxas Brancas.


Notas Finais


Eu continuo?


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