1. Spirit Fanfics >
  2. O espírito da ópera >
  3. Entrelaçados

História O espírito da ópera - Capítulo 32


Escrita por: CRIS75950

Capítulo 32 - Entrelaçados


Fanfic / Fanfiction O espírito da ópera - Capítulo 32 - Entrelaçados

Christine e Erik haviam terminado o jantar e estavam sentados juntos lado a lado em frente a lareira. Christine estava com sua cabeça repousada sobre o peito dele. 

-Tem mais alguma coisa que você sabe fazer além de cozinhar, compor, fazer mágicas?

-Eu sei amar uma linda garotinha loira com voz de anjo....

Christine sorriu enquanto Erik acariciava delicadamente seus cabelos loiros.

-E você a ama de verdade?

-Mas do que a minha própria vida... Mais do que tudo. 

Christine levantou a cabeça e olhou atentamente para ele.

-Nunca esteve com uma mulher de verdade?...Em nenhum momento?

Erik deu um longo suspiro e acariciou a face dela suavemente e a encarou nos olhos.

-Eu nunca fiz amor com ninguém, minha querida... Como eu já disse, eu nunca tinha amado nenhuma mulher antes de você. E pela minha aparência também...

-Eu...eu quero muito ser sua de verdade....mas...

-Mas o que? Você tem medo?

-Não é isso... Tenho vergonha.

-Vergonha de que?

-Eu também nunca estive com ninguém e...sou muito tímida e reservada...

-Você não precisa fazer isso senão quiser, meu amor... Para mim, você ainda é aquela menina inocente que eu conheci há onze anos atrás. Mesmo que tenha se tornado uma bela mulher, continua sendo a minha garotinha loira.

-Mas eu queria muito...

Por alguns instantes, Erik e Christine olharam um para o outro... Erik sentiu seu coração palpitar fortemente, sem saber por onde começar. Ele então cobriu os lábios dela com os seus... Christine estava usando um vestido simples, sem crinolina e sem espartilho. Ela então sentou-se no colo dele com as pernas abertas de cada lado e com a barra do vestido levantada até as coxas. O peito de Erik vibrou e sua tensão aumentou.

Enquanto beijava o pescoço dela, desabotoava os botões das costas do vestido dela. Enquanto ele fazia isso, Christine fazia o mesmo com o colete dele... Erik continuou beijando-a no pescoço até chegar no ombro...ao mesmo tempo, acariciava as coxas dela de forma delicada. Assim que tirou o colete, Christine abriu a camisa e acariciou seu peito... Erik sentia-se fortemente excitado. Podia sentir o calor que emanava por entre as pernas de Christine repousadas sobre às suas. Assim que abriu o vestido dela revelando seus seios, Erik os beijou com suavidade. Christine suspirava com os olhos fechados. Porém, sentiu seu coração bater na garganta quando Erik acariciou gentilmente sua intimidade por debaixo da saia do seu vestido... Christine mordeu o lábio inferior enquanto movimentava seu quadril suavemente sobre a mão dele. 

-Quer que eu pare?-murmurou Erik enquanto beijava o pescoço dela.

-Não...eu quero sentir mais....

Erik então levantou carregando ela em seus braços. Ele a levou para o quarto aonde despiram-se completamente. Christine estava nervosa, mas deixou-se ser conduzida por ele que também estava nervoso e apreensivo. Tinha medo de machucá-la. Ela fechou os olhos e sentiu quando Erik deitou sobre o seu corpo. Ela abriu os olhos. Os dois ficaram olhando um para o outro por alguns minutos; não tinham a menor ideia por onde começar. Lentamente, Erik começou a penetrá-la... Estava trêmulo, com receio de machucá-la. Christine fechou os olhos enquanto gemia baixinho... 

-Eu não vou te machucar, eu prometo...

Christine respirou fundo e fechou os olhos. Erik fez o mesmo e a penetrou mais profundo, rompendo o hímen e fazendo com que o sangue escorresse. Christine soltou um forte gemido doloroso e abriu os olhos. 

-Está tudo bem?-perguntou ele.

-Continue...

Erik então acelerou os movimentos... Christine sentia uma leve ardência, mas seu desejo era mais forte. Erik a beijou de forma mais intensa enquanto aumentava as investidas. Christine cravou as unhas nas costas dele. Gemeu fortemente após atingir o ápice juntamente com ela. Após um longo suspiro, Erik encarou Christine atentamente. Os olhos da menina encheram-se de lágrimas e os dois choraram juntos abraçados e ofegantes.

As horas passaram rapidamente. O auditório da ópera foi ficando lotado de espectadores. Estavam todos se preparando para entrar em cena no palco. Nesse momento, a Sra. Giry procurava por Christine em todos os lugares da ópera.

-Johnny!..-gritou ela assim que o viu.-Você sabe onde Christine está? A representação já vai começar e ela não está junto com os outros coristas.

-Não, eu não sei aonde ela está.

-Eu já fui no quarto dela, no camarim, na sala de música, na cozinha, no depósito, mas ela não está em parte alguma!

-Talvez tenha ido visitar a Sra. Valérius.

-Acho que não... ela não iria demorar tanto assim para voltar.

De repente, Christine aproximou-se correndo.

-Estou aqui, Sra. Giry!...

-Oh Deus, Christine!...Por onde você andou? A representação já vai começar!

-Eu já vou me arrumar...

-Não demore. O coro entrará no palco daqui a vinte minutos.

Assim que a Sra. Giry saiu dali, Johnny observou a fisionomia de Christine. Ela estava corada e esbanjando um belo sorriso.

-Aconteceu alguma coisa?-perguntou Johnny.

-Não... porque?

-Você está diferente... parece mais contente que o normal.

-Sim, eu estou contente...

-Eu poderia saber o motivo?

-Eu vi um passarinho verde...

-Um passarinho ou um morcego velho?

Christine sorriu novamente e disse:

-Não tenho tempo para explicar. Preciso me aprontar.

Christine então correu para o seu camarim no final do corredor. Assim que entrou em seu camarim, deu de cara com o jovem visconde que estava alí á sua espera.

-Raoul!!!...O que está fazendo aqui?!

-Fique calma, eu não vim brigar ou discutir com você.

-Poderia se retirar, por gentileza? Estou muito arrasada e preciso me arrumar para a representação!

-Eu vim conversar apenas...

-Não temos nada para conversar, monsieur! Eu o detesto imensamente e quero que o senhor desapareça da minha frente agora!

Assim que Christine virou-se para pegar seu figurino pendurado no cabide, Raoul a envolveu com o braço e cobriu sua boca e nariz com um pano encharcado de clorofórmio. A menina rapidamente caiu desmaiada em seus braços. Antes de sair, lançou um olhar no corredor que estava deserto. Ouviu o som da orquestra que se iniciava. Rapidamente, envolveu Christine com sua capa preta e branca e conseguiu sair dali sem ser notado. Com medo de ser descoberto, Raoul achou uma saída pelos fundos da estrebaria do teatro. Colocou Christine para dentro de sua carruagem e partiu para longe dali, atiçando os cavalos.

Momentos depois, Erik entrou no camarim através da passagem no espelho. Trazia uma rosa vermelha na mão.

-Christine?...

Erik estranhou não vê-la ali no camarim. Ficou intrigado ao ver o figurino dela jogado no chão.

Sem pensar duas vezes, correu até o quarto dela e não a encontrou. Discretamente, foi até o palco e enfiou-se por entre as vigas de madeira e os cenários pendurados. Olhou para baixo na direção do palco e não viu Christine entre os coristas. Seu desespero aumentou...

Nesse momento, Johnny resolveu ir até a cozinha. De repente, sentiu uma mão puxar seu braço bruscamente para trás do cortinado nos fundos do palco.

-Qual é o seu problema?!-murmurou Johnny irritado.-Ficou maluco de vez?!

-Onde Christine está?

-Ela foi para o camarim se arrumar.

-Ela não está lá...Eu acabei de sair de lá.

-Mas eu a vi entrando no camarim.

-Ela não está no camarim e nem no quarto....

Erik começou a andar de um lado para o outro com uma certa ansiedade e a respiração ofegante.

-Procure ficar calmo... Ela pode estar aqui mesmo na ópera. Este lugar é imenso.

-Ela jamais faltaria na representação... O figurino dela estava jogado no chão... Ela não estava no camarim... não estava no quarto....

Erik colocou as mãos na parede e tentou respirar fundo para manter a calma e a sanidade.

-Se acontecer alguma coisa a ela, eu vou destruir esse lugar inteiro!

-Ela estava muito feliz quando eu a vi...O que aconteceu entre vocês?

-Aconteceu algo que eu nunca imaginei que fosse acontecer um dia... Algo que jamais havia acontecido nem nos meus sonhos...

Johnny colocou a mão sobre o ombro dele e disse sem sarcasmo desta vez:

-Não precisa explicar mais detalhes.. eu já imagino o que pode ser. Eu vou te ajudar a procurá-la. É quase certo que ela esteja aqui no teatro.

-Eu não sei... Sinto que tem algo errado... Christine não sairia daqui sem nos avisar.

-Eu juro que a vi entrando no camarim.

-Tinha mais alguém acompanhando ela?

-Não, eu não vi mais ninguém. Ela entrou sozinha.

-Está bem... Vou vasculhar este lugar de ponta a ponta.

-Vou ajudar você.

-Não precisa. Fique perto do palco vigiando...se ela aparecer, me avise.

-Tudo bem.

Erik então começou as suas buscas. 

Enquanto isso, Christine despertou em um quarto; estava deitada sobre uma cama luxuosa. Ainda estava um pouco sonolenta e confusa, mas conseguiu distinguir tudo ao seu redor. O quarto era amplo e aconchegante com toucador, biombo, armário, poltrona, lareira e uma mesa redonda de mogno. Christine observou aquele ambiente por alguns instantes e logo em seguida percebeu aonde estava.

-O quarto do conde de Chagny!!!...-murmurou ela, encarando o quadro pendurado no alto da parede retratando a imagem do velho conde de Chagny ao lado de sua esposa.

Christine reconheceu aquele quarto. O quarto que ela ajudou a limpar muitas vezes quando era criança...



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...