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História O Esquecido - Capítulo 44


Escrita por: hellothere90

Capítulo 44 - O início


“A guerra havia começado, e eu não estava nela. Na verdade, estava bem longe, sozinha no mundo dos mortos. Eu não era requisitada por meu posto, todos achavam que eu era uma mera mortal de beleza trevosa. Talvez o único que soubesse fosse o próprio Hades, mas se soubesse, não mostrava se interessar. Enquanto a guerra lá fora matava cada soldado e enfurecia cada divindade, eu tecia o vestido que eu usaria no dia seguinte. Usava minha maquiagem no rosto, me sentia bonita, me sentia feliz por estar sozinha sem me preocupar com nada. Eu sempre irei achar uma das coisas mais engraçadas a minha dedicação à minha beleza, enquanto todos urravam e morriam na guerra.” -Angelos

Hera estava pronta, estava usando sua armadura prateada e ela andava apressadamente pelo Óros, procurando Ares e Nero. Nenhum dos dois estavam presentes. Ela entrou em pânico, e não sabia o que fazer. Até que viu uma carta no papel vermelho, escrita em letras prateadas. Era uma carta de Ares, nela estava escrito:

“Minha doce rainha-mãe, parti. Mas não se confundas, do seu sangue não veio um covarde e sim um deus guerreiro. Vou ao Olimpo e irei tomar o trono de meu pai. Serei o novo rei do mundo. Não chores e não penses que te abandonei, a verdade maior é que deixei para a senhora o mais nobre exército. Guerreiros com armaduras avermelhadas e espinhosas, com lâminas de prata nas suas espadas e lanças. Cavalarias ao monte, prontas para tomar qualquer nação. Faça bom uso do exército, e tomará a guerra como sua.

Atenciosamente

Ares.”

Hera fez uma chamada, todos estavam sendo convocados para guerra. Ela não aceitou questionamentos sobre os desaparecidos, queria em verdade, o foco dos deuses para ganhar a batalha que se aproximava. Deméter estava ao lado de Hera, com uma armadura de aço, com rosas azuis que detalhavam a armadura. De mãos dadas, Hera e Deméter, erguem suas espadas e gritam juntos com os deuses:

Rumo a vitória!

Enquanto isso, as tropas de Zeus já estavam sendo mobilizadas. No exército estavam figuras históricas como Aquiles, Perseu e Jasão. Quem estava na linha de frente era Apolo, e ele guiava o exército para Créia, o lugar que seria o palco da guerra. Suas informações sobre o local da guerra eram determinadas pela última vez em que Nero havia sido visto, onde Héstia morava. Mas não especificamente no lugar onde ela morava, e sim na enorme ilha que lhe cobria. Apolo estava guiando e ele destruiria a floresta da agonia, assim como qualquer possível empecilho. Junto no exército, estava Poseidon, e supostamente também deveria estar Dionísio, porém, não se encontrava à vista. Poseidon estava confiante, tinha para si que a guerra já estava ganha, porém, ele desanimou logo, pois viu que um exército muito mais perigoso que o dele estava a sua espera. O exército dos mortos. E na frente do exército, estava Hércules, especificamente o corpo morto de Hércules, que havia ganhado vida novamente. Ele estava enorme, tinha em suas mãos uma tremenda clava cheia de espinhos. Sua face era a face de um morto-vivo. Sua pele estava apodrecida tendo uma cor extremamente pálida e seus olhos não tinham vida. Vestia uma armadura para defender o peito, mas tinha em suas costas a pele do leão de Nemeia. Ao lado dele, estava um garoto de pele cinzenta e armadura, era Zagreus, estava marchando diretamente para a guerra. Aos céus, estavam Hipnos e Thanatos. O exército de Zeus estava com o espírito abalado, pois via que o maior de seus heróis estava morto, e ainda iria lutar contra eles, além de ver as entidades ctónicas prontas para acabar com suas vidas. Apolo percebia a fragilidade de seus guerreiros, e logo notou que eles representavam o estado de espírito do próprio Apolo. A verdade fosse dita, para Apolo aquela guerra já estava perdida. Mesmo assim, ele encorajava os guerreiros dizendo:

Estamos em maior número, soldados! Temos para nós a glória de Zeus! Somos 5 mil soldados olimpianos prontos para guerrear!

Apolo tentava, mas, para piorar, Poseidon diz subitamente:

Inacreditável, vejam! Outro exército se juntará a batalha.

No horizonte, vinha um exército de armaduras vermelhas e espinhosas. Suas espadas e lanças continham a mais pura prata. E na linha de frente, em montaria, estava Hera. E ao seu lado, também em montaria, estava Deméter. O sol estava brilhando atrás do exército, era uma clara visão divina, sobre aquelas que haviam se preparado para uma intensa guerra. Os soldados, clareados pelo sol, tinham suas armas em estado de brilho e claridade. Aquele exército deveria conter pelo menos 2 mil guerreiros, enquanto o exército de Hades, continha seus 4 mil soldados mortos-vivos. A vantagem numérica que Apolo contava, havia se esvaído em poucos segundos. Os três exércitos pararam, em uma distância clara um do outro, como maneira de formalidade, tentariam pela última vez resolver aquilo sem guerrear. Uma piada de mau gosto. Logo ao parar, Hera grita imediatamente pronunciando seu lado na guerra:

Este exército irá se aliar aos soldados mortos-vivos, para eliminar a ameaça maior!

Logo, o exército dos mortos volta a marchar, assim como o exército de Hera. O único exército sem marchar, era o de Zeus, guiado por Apolo. Era possível ouvir as armaduras se batendo, visto que os joelhos de cada soldado de Zeus, tremia. Apolo estava tenso, e não sabia o que fazer. Até que Poseidon diz:

O seu pai não lhe ensinou uma coisa, sobrinho. A guerra se ganha com honra e coragem. E nenhuma das suas vitórias vai lhe conceder isso, pois não te deram isso quando nasceu.

Poseidon ascende aos céus e direciona seu tridente para o mar de Créia. Logo, uma imensa onda do oceano vinha, pronta para lavar a guerra que havia se iniciado. Porém, descendendo dos céus, alguém se adentra na guerra se chocando ao chão. E depois, com um chute, congela toda a onda que Poseidon estava controlando. Era Despina, e ela estava pronta para a guerra.



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