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História O Estagiário - Capítulo 7


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Notas do Autor


OOOOOIIIIEEEEEE!!!

Mil perdões pela demora gente, sério.
Estava sem internet e para completar perdi o meu carregador do not... mas encontrei kakaka

MAIS DE 50 FAVORITOS E 726(até agora) VIEWS???? OMG MUITO OBRIGADA GENTE LINDAAAAAAAAA!!!
Estou muito grata! Nem fazia ideia que ia chegar a esse número...metade de 100 já é muita coisa kakksiasks

E para comemorar...UM CAPÍTULO SÓ DO P.O.V DO NOSSO AGRESTEEEE!!! Quase 4K de palavras meu pai hahahahah

ok...parei hihi

Sem mais deloooongas, aproveitem a leitura! Encontro vocês lá embaixo <3

Capítulo 7 - Drinks e Discussões


Adrien Agreste

 

Como foi lá na sessão de fotos?

Lila perguntou-me, enquanto estávamos voltando de carro para minha casa.

Sinceramente aquilo fora incrível, me senti tão bem em frente aquelas câmeras e iluminações. Estava sentindo-me confortável. Sempre sonhei com tudo isso desde os meus quatorze anos, quando eu ganhei meu primeiro concurso de desfile de moda. Desde então desejo ser um modelo fotográfico, desfile não é muita minha praia.

– Foi bem interessante, só estou um pouco com medo de não conseguir o estágio. – Suspiro fundo. – Você sabe que aquela vaga é, possivelmente, minha única chance.

– Você irá conseguir a vaga, meu amor. – Coloca a mão em minha coxa, acariciando-a. – Confio no seu potencial.

– Obrigado. – Sorrio minimamente e paro no sinal. Olho-a. – Por que não ficou para assistir?

Ela dá um sorriso fraco e desvia o olhar para janela.

– Recebi uma ligação irrecusável, do trabalho sabe? – Olha-me de novo e acaricia minha bochecha. – Não se preocupe.

– Como não me preocupar com uma ligação de quase duas horas, Lila?

– Ah, meu amor. Não é nada demais, ligaram para agendar umas sessões de fotos em Dublin.

– Dublin?! Isso é na Irlanda. – Murmuro e escuto o carro de trás buzinar e então percebo que o sinal ficou verde. Tiro meu pé do freio e volto a conduzir. – Quando você viajará para lá?

– Semana que vem. Mas relaxa, é só por dois dias.

– Você disse isso na última vez e voltou um mês depois.

Revira os olhos e abaixa o suporte superior do carro e fica olhando-se no espelho.

– Imprevistos acontecem, querido.

– Então ‘tá bem.

– Mas e a sua chefe? – Olha-me com a sobrancelha bem-feita erguida.

– O-oque que tem ela?

– Ah, sei lá. – Dá de ombros. – Ela me parece ser uma mulher bem séria e tem o jeito de que mete medo em todos. Percebi o modo como você ficou quando ela aproximou para cumprimentar-me

Meu Deus! Será que ela também percebeu o quão fiquei constrangido com o olhar que aquela mulher em mim?!

Não só naquele momento, mas também em toda sessão.

– Isso não é n-nada demais, meu amor. – Sorrio amarelo. – Era só a pressão das fotos. Você sabe como eu fico nervoso.

– Não é o que me parecia...

Se eu dissesse que minha chefe quase me agarrou no elevador, ela não me deixaria pisar naquela empresa pelo resto da minha vida.

Nunca, jamais e em hipótese alguma eu imaginaria que a minha chefe teria um comportamento daquele. Ela é uma mulher muito atraente e bonita, e isso eu não posso negar. Só Deus sabe o quanto de autocontrole eu tive para não ceder. Conheço bem a fama dela de pegar e largar, e eu não serei mais um na sua longa lista.

– Deixa de bobagens, Lila. – Paro em frente à minha casa e olha-a. – Só tenho olhos para você.

– Bobinho apaixonado. – Inclina-se e dá-me um selinho. Sorrio de lado. – Sei disso.

Abre a porta do carro e sai entrando em casa logo em seguida. Estaciono na garagem e entro, deixando as chaves em cima da mesinha da sala. Vou para o quarto e encontro Lila sentada na beirada da cama tirando os sapatos.

– Você está com fome? – Pergunto, aproximando-me.

– Estou um pouco. – Se levanta e vai até o guarda-roupa tirando um robe da cor salmão de cetim e vira-se. – Porém não irei cozinhar, sabe muito bem disso.

Rolo os olhos sentando-me na cama.

– Quer que eu peça algo no aplicativo ou quer ir em algum restaurante?

– Restaurante. Vou tomar um banho e depois vamos. – Vira-se e vai paro o banheiro.

Jogo-me de costas na cama e encaro o teto.

As vezes Lila passa dos limites. Não gosta nada de frituras, ir nas lanchonetes ou comprar nos aplicativos de comidas. Isso é chato, e por um lado eu entendo das refeições rigorosas de uma modelo. Porém isso não tem nada a ver, comia quase sempre nos dogões da rua e não afetava muito na minha dieta. Mantinha sempre meus alimentos saudáveis e meu corpo em forma na academia para queimar aquelas gordurinhas.

E sem falar que ela é muito arisca com algumas coisas. No dia em que estávamos comemorando um ano e cinco meses de namoro em um restaurante, ela fez um escarcéu só porque o garçom se confundiu com a safra de vinho que ela tanto adora. Ela gosta do vinho tinto da safra Château Clinet, Bordeaux de 1989 e o garçom trouxe o Brunello Di Montalcino de 1898. E com isso ela disse para o garçom que ele era um imprestável, que nem para saber sobre vinho sabe. E que todo garçom que se preza, saberia diferenciar safras de vinhos. Ainda por cima ela o ameaçou em mandar o gerente do estabelecimento demiti-lo por falta de profissionalismo.

Esquizofrênica? Talvez.

Quase fomos expulsos do restaurante pela parte da segurança. Porque a Lila teve a brilhante ideia de ficar reclamando o jantar todo sobre o ocorrido e alguns ocupantes das mesas ao redor estariam incomodados com o falatório da morena. Então havíamos sido avisados que se ela continuasse com aquele comportamento, seriamos retirados do lugar.

Saio dos meus enleios quando ouço a porta do banheiro ser aberta, segundos depois Lila aparece já devidamente vestida. Ela está linda.

– Vamos? – Levanto-me, ajeitando minha jaqueta.

– É sério isso, Adrien?

– Isso o quê?

– Dai-me paciência! – Caminha até o closet e pega algumas mudas de roupas e joga-as em mim. Pego-as antes que elas caiam no chão. – Pelo menos se veste decente, estarei esperando na sala de estar. Não demore!

Sai do quarto e olho para as roupas e jogo-as na cama. Uma blusa social branca e uma calça caqui. Fala sério, ? Isso? Mesmo em contragosto visto-as e desço encontrando-a mexendo no celular. Assim que percebe minha presença o guarda na bolsa, levantando-se.

– Agora sim! Está mais formidável com essas roupas do que com aqueles trapos.

– Estou me sentindo um ridículo com essas roupas, Lila! – Aponto para mim mesmo. – Parece que vou para um almoço de negócios ao invés de um almoço realmente.

– Você reclama demais, Adrien. – Pega na minha mão, puxando-me para fora de casa. – Estou com fome, só comi uma barrinha de cereais no café da manhã.

Entramos no carro e seguimos para o restaurante.

– Amor, só... me promete uma coisa? – Seguro um riso.

– O que?

– Não faça um barraco com o garçom de novo.

– Aí meu Deus, Adrien! – Ela ri e dá um soquinho de leve no meu braço. – Você é impossível, isso já faz quase dois anos. Não acredito que ainda se lembra.

– Como iria esquecer do dia em que minha namorada quase socava um cara por não acertar a tão famosa marca e o ano do vinho?

Estaciono em frente ao restaurante.

– Ok, chega desse assunto. – Recompõe-se e abre a porta do carro saindo logo em seguida. Faço o mesmo e entro no restaurante.

– Ele mereceu também. Fez a reserva? – Lila vira-se subitamente e sou obrigado a dar um passo para trás.

– Não, esse não precisa fazer reserva. – Dou de ombros e olho pelo local, tentando encontrar alguma mesa desocupada. – É só escolher uma mesa vaga e se sentar.

– Se não faz reserva. – Senta-se na mesa em um canto, ao lado da janela que nos dá a visão de um jardim cheio de flores e arbustos. – Aposto que o atendimento deve ser nada profissional.

– Se não for, pelo menos olha essa vista. – Tento melhorar o clima, ela olha-me com a expressão irônica.

– A da Torre Eiffel é mais linda.

– Por Deus, Lila! Dá ‘pra dar um tempo? – Esbravejo. – Você rezinga-se de tudo. Toda vez que saímos você tem que colocar um porém ou um ponto negativo nas coisas.

Ela continua olhando-me, só que não com a cara de tédio, e sim de surpresa. Não sou de elevar muito a minha voz.

– Isso já está ficando cansativo. – Continuo e ela pega o cardápio olhando-o. – Só por essa vez, por essa única vez. Vamos comer se nada de repugnâncias de sua parte, está bem?

– Claro, meu amor. – Diz seca e reviro os olhos.

 

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Depois que terminamos de almoçar, Lila fora direto para sua casa avisando que voltaria para minha só amanhã à noite. O porquê não sei, não intervi também. Chegando em casa, fui direto para o meu quarto e tirando minhas roupas logo em seguida. Preciso de um banho.

Termino o banho e visto uma calça moletom cinza e uma regata preta e jogo-me na cama. Pego meu celular e fico navegando em minhas redes sociais. Meu notebook em cima do criado-mudo toca e vejo que é uma chamada de vídeo do Skype, é o Nino. Atendo.

– E aí, DJ. – Faço um sinal de legal para ele, que faz o mesmo. – Quais são as boas?

Trago novidades. Não estou mais encalhado.

– Oh, uau. Grande novidade. – Digo sarcástico e ele revira os olhos. – Estou brincando, irmão. Diz aí.

Pedi Alya Césaire em namoro! – Comenta com entusiasmo. – Sei que demorei para pedi-la, mas não aguentava mais esperar. Estou literalmente apaixonado por aquela mulher.

– Parabéns, cara. Fico muito feliz por você. Não a conheço muito, porém acredito que ela seja mulher certa para você. – Ajeito-me na cama, colocando o notebook sob minhas coxas. – Já estava na hora da sua vida de vadio acabar.

Te foder, Agreste. – Nino ri, mostrando o dedo do meio para mim. – E como estão as coisas por aí com a vac... digo, a Lila?

– Estão indo mais ou menos bem. – Suspiro fundo, passando minha cabeça, bagunçando alguns fios. – Ultimamente ela anda bem estranha, sabe? Passa mais tempo na casa dela ao invés de vim aqui. Ainda por cima com essas viagens.

Entendo... Desculpa te falar isso de novo, cara. – Nino cruza os braços, encostando-se mais na cadeira. – Sabe que eu não confio nela, eu... sei lá. Ela não me cheira bem, saca?

Reviro os olhos. Por que todos falam isso? Uns não gostam dela, outros dizem que ela não é a certa para mim. Teve um que até me contou que ela me traiu, não acreditei, óbvio. Confio nela, conversei com ela sobre isso e ela disse que foi mentira, disse que me amava e jamais me trairia.

– Já estou cansado disso! Todos dizem as mesmas coisas, e isso me irrita. – Digo batendo forte na cama e respiro fundo. – Vocês não a conhecem, como eu conheço. Lila é uma boa pessoa, ela é difícil de se lidar? Sim, todavia não irei questioná-la toda vez que algum de vocês desconfiarem dela por coisas fúteis. – Nino continua sem falar nada, só escutando. Prossigo. – Acredito nela o suficiente para duvidá-la de algo, e estamos namorando há mais de dois anos e meio e nunca duvidei sobre traição. Parem de ficar alimentando baboseiras.

Nino desvia o olhar para um ponto qualquer do quarto dele e suspira, olhando-me logo em seguida.

Certo, brô. Não irei mais tocar no assunto. Só estou avisando... quem avisa amigo é. – Nino relaxa um pouco, tomando um sorvo do seu energético. – Mascê vai para a academia hoje à tarde, não é?

– Cara, se você não estivesse me dito agora, nem ia. Tinha me esquecido.

Mas você vai?

– Claro. Eu passo na sua casa ou você passa na minha?

A minha casa é no caminho, então você passa aqui. – Nino olha a hora no relógio de pulso. – Passa aqui às três e quarenta e cinco. Falou?

– Beleza! Tchau, mano.

Desligo e fecho o notebook, colocando-o de volta em cima do criado-mudo e deito-me para dormir um pouco. Ainda tenho algumas horinhas até lá.

Quando me acordo, está marcando três e trinta e sete. Droga, dormi demais. Levanto-me rápido, indo tomar banho breve. Visto um short moletom e uma regata azul. Corro para garagem e entro no carro, ligando-o logo em seguida indo para a casa do Ninno. Chegando lá, avisto ele na frente esperando com os seus costumeiros fones de ouvido.

– Não credito que você veio de carro, Agreste. – Nino diz, enquanto entra sentando-se no banco do passageiro.

– O que tem de mal nisso, Lahiffe?

– Cara, tu deverias era vir andando ou correndo. – Rolo os olhos, ligando o carro. – Isso já é uma atividade física, sabia?

– Vai virar meu personal trainer agora, é?

– Até que não seria ruim. Eu seria um ótimo personal. – Nino coloca a mão no peito, convencido.

– Uh, talvez.

Estaciono em frente a academia e desço do carro, entrando no local. Está cheio, a maioria homens e presumo que há no máximo só vinte e uma mulheres. Vou para a recepção e sorrio para a Carla – uma senhora baixinha de trinta e seis anos, que além de ser recepcionista é a dona – que me entrega o cartão de acesso para os equipamentos.

– Vejam só o que temos por aqui: um fóssil. – Carla sorri de lado, enquanto entrega o outro cartão para Nino.

– Ah, para! Só fiquei dois meses sem vim aqui, não é ‘pra tanto assim.

– Para quem vinha aqui dia sim e um dia não, é muito sim. – Nino dá uma piscadela em direção a Carla, que revira os olhos.

– Vem cá. De qual lado você está, Lahiffe?

– Em nenhum, sou neutro. – Levanta as mãos para cima, em forma de rendição indo para algum aparelho de malhação.

– E como vai seu marido? Ele está recuperando-se bem depois do acidente?

– Um pouco, ontem mesmo ele veio aqui, para ver o movimento da academia. – Carla dá de ombros. – Sabe como ele é, né? Não para mesmo com três pontes de safena.

– Ele está com um bom pique para a idade dele. Ter quarenta e seis anos e fazer tudo que ele faz, não é ‘pra qualquer um. – Encosto meu braço no balcão, olhando ao redor e não vejo meu personal trainer. – Cadê o Taylor?

– Ah, sim! Esqueci de avisar, ele não virá hoje. Teve que ir ao dentista e ficou em casa para se recuperar da obturação.

Carla faz um sinal para alguém, que se aproxima. Um homem quase um pouco da minha altura de cabelos ruivos e olhos azuis, vem até nós com um grande sorriso nos lábios.

– Adrien, este é Nathaniel. – Apresenta Carla, com um casto sorriso. – Ele será seu personal hoje.

– Olá, como vai? É um prazer em conhecê-lo. – Nathaniel estende a mão para cumprimentar-me. Aceito, com um sorriso.

– Igualmente. Vamos? – Digo e ele concorda com a cabeça, entrando na área dos equipamentos de levantamento de pesos.

– O que acha de começarmos com um de quinze quilos? – Indica-me, e entrega um peso de mão única. – Vinte vezes de cada mão, está bem? Comece.

Faço o que ele mandou. No décimo terceiro meu braço começa a latejar de dor. Solto uma lufada de ar.

Meu Deus! Estou tão fraco assim? Céus.

– Está tudo bem aí? – Nathaniel cruza os braços, avaliando-me.

– Claro, claro... está sim. – Termino a sequência nos dois braços. – Só não estou muito em forma, deixei de vim alguns meses e meu corpo já estava acostumado de fazer isso toda vez.

– Entendo, tem que praticar mais. Vai na barra agora, dez vezes.

– Ok...

 

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Depois de duas horas interruptas de treinamento – exceto para beber água –. Nathaniel e eu nos demos muito bem, até o convidei para irmos no Lulu White Drinking Club com Nino para tomarmos alguma bebida, que ele aceitou prontamente.

O Drinking Club fica há vinte e sete minutos da academia, não demoramos muito para chegar lá. O lugar não estava muito cheio, para uma sexta-feira é estranho. Esse local nunca fica tão vazio. Escolhemos uma mesa e acomoda-nos.

– Não quero mais discursões após minha fala: Eu pago a conta! – Encostei-me na cadeira, cruzando os braços.

– Eu nem ia me oferecer mesmo. – Nino dá os ombros rindo, Nathaniel o acompanha. – Nathaniel?

– Por mim tudo bem, eu só quero um drink para esvaziar a mente. – Diz, enquanto cruza os braços em cima da mesa.

– Ótimo!

Faço um sinal para a garçonete, que caminha até nossa mesa com um sorriso amigável. Retribuímos assim que ela para com um tablet em mãos, trajando uma calça jeans preta e usando uma blusa cor vinho com a logo do clube esverdeada.

 – O que vão querer, rapazes?

– Uh... eu vou querer Gim e Tônica, Hendricks com pepinos, por favor – Faço meu pedido, entregando o menu para os meninos.

– Que exótico, gostei. – A garçonete comenta, dando uma risadinha no final.

– Obrigado. – Sorrio.

– Eu vou querer uma garrafa de 500ml da Heineken.  – Nino pede o dele, oferecendo o menu para o Nathaniel.

– Eu irei querer o mesmo, por favor.

– Certo, em instantes trarei as bebidas, senhores. Sintam-se à vontade. – Antes de sair, dá um sorriso modesto.

– Que atendimento, hein? – Nino sorri de lado.

– Pelo menos ela foi gentil e educada. – Descruzo os braços – Geralmente as garçonetes que nos atende são atiradas e a cada palavra é um flerte.

– Isso é verdade, acho tão ridículo e bom as vezes. – Nino sorri malicioso.

– Aquieta teu facho, você já é comprometido.

– É incurável.

Nathaniel não diz nada, apenas acompanha nas risadas. A garçonete volta com as nossas bebidas. Pegamos e demos um brinde um tanto engraçado.

– Mas e você? – Ponho minha destra no ombro do Nathaniel, que desvia sua atenção de um canto qualquer do clube. – Como vai nos relacionamentos? Não quero ser invasivo a tal ponto.

– Não, sem problemas. – Suspira, tomando um pouco de sua bebida. – Não estamos namorando... nos conhecemos há um ano e estamos nesse rolo há nove meses. É complicado.

– Por que? – Nino pergunta.

– Digamos que ela é um tanto difícil de se entender. Não quer que eu fale dela a ninguém, tipo como um segredo.

– Nossa, que complicada. – Digo, rindo.

– E é, até demais! Nos vemos de vez em quando e também em algumas viagens quando ela dá perdido no namorado dela.

– Meu Deus, Nathaniel! Você está pegando uma mulher comprometida. – Largo minha bebida pela metade na mesa, desencostando-me da cadeira. – Pensei que você era diferente, parece ser tão reservado.

– Não é bem assim, cama lá, . – Ri, deixando sua bebida – já vazia – em cima da mesa, pedindo outra logo em seguida. – Ela namora, sim, mas não por muito tempo. Ela sempre diz que não ama ele, que ainda não terminou com ele por pena. Ele é bom demais para ela e ela não é a certa ‘pra ele.

– Em termos leigos, ela é uma tremenda filha de uma puta. – Nino diz simples.

– Nino, por favor – Murmuro, ele levanta as mãos rindo.

– Admito um pouco nesse ponto. – Nathaniel continua. – Porém não a torna tanto assim. Ela me falou que parou de amar ele há um bom tempo.

– Há quanto tempo mais ou menos? – Termino de tomar minha bebida e peço outra quando a garçonete traz a de Nathaniel.

– Se não me engano... há sete meses.

– Então quer dizer que ela vem traindo o carinha há sete meses?! – Nino diz, levemente chocado.

– Tecnicamente, sim. Antes de mim, ela o traiu com um rapaz, não me disse o nome.

Porra, que garota medíocre! Ela deveria pelo menos ter um pouco de compaixão pelo o rapaz. Deve estar amando sozinho em um relacionamento tóxico.

– Foi o que eu disse para ela, Adrien. Que ela deveria terminar logo com o cara, ao invés de estar machucando-o cada vez mais, porém ela sempre me diz que é no momento certo.

– Momento certo de quê? Quando o rapaz estiver todo fodido pela aquela mulher? Você deveria era sentir vergonha! Pegando mulher comprometida – Nino esbraveja.

– Hey, Lahiffe! Calma aí, cara. – Faço um sinal com a mão para ele, para acalmar um pouco.

– Desculpas aí... – Nino cruza os braços, olhando para o lado.

– Tudo bem, eu também tenho culpa nessa parte. Deveria tentar puxar um papo com o namorado dela, falar sobre e conversar da situação para não ter brigas. Quando começamos tudo isso, ela nunca falou nada de se estar comprometida. Enfim..., entretanto até o nome dele ela recusa a dizer.

– Isso quer dizer que até o nome dela você não sabe? – Indago-o.

– Sim, ela só me deixar chamá-la por um apelido: Italiana.

– Uh, então quer dizer que ela é italiana? A minha namorada também é.

– Ela nunca confirmou quando eu perguntei, também não aprofundei no assunto. – Ri com escárnio. – Ela é bem misteriosa.

– Percebi. – Termino minha bebida e chamo a garçonete, para pedir a conta. –  A minha namorada ultimamente anda bem estranha comigo, sempre pergunto o porquê, mas ela nunca diz.

– Outra complicada, o que há nessas mulheres de hoje em dia? – Nathaniel ri.

– A minha é normal. – Nino diz, depois de uns segundos.

– Só “normal”? – Nathaniel pergunta.

– Sério! Nesse exato segundo pensei que você ficaria a noite inteira emburradinho. – Digo, tirando sarro da feição brava dele.

– Ha-ha, engraçadinho. – Nino revira os olhos, levantando-se.

Nathaniel e eu levantamos também e saímos do clube. Como eu bebi uma bebida mais leve, dirigi de volta, deixando os dois em suas casas e pedindo desculpas pelo Nino pela a mera discussão. Chego em casa, jogo meu casaco no sofá ligando o interruptor da sala, tomando um susto ao ver Lila sentada no sofá com o meu casaco em seu colo.

– Deus, Lila! Que susto! – Coloco a mão no meu peito, recuperando-me do susto repentino indo para a cozinha. – Ficou maluca ao ficar sozinha no escuro?

– Onde você estava?

– Eu? Ahn... em um bar com o Nino e o meu personal trainer. Por que?

– Liguei para várias vezes e você não atendeu nenhuma das chamadas, Adrien! – Aproxima-se de mim, com os olhos semicerrados.

Pego meu celular do meu bolso e vejo nove chamadas perdidas. Percebo que deixei no silencioso.

– Foi mal, não o ouvi tocar.

– Você nem me avisou que ia sair depois da academia!

– Dá ‘pra parar de gritar? E não sei porque você está aí toda bravinha, Lila. – Viro-me de frente para ela de braços cruzados. – Você nunca me avisou para onde ia, sempre saia sem falar nada. Agora por que eu deveria te dar satisfações?

– Porque você é meu namorado, oras! E eu exijo saber. – Cruza também os braços, elevando a cabeça um pouco.

– E eu também não sou o seu? Também exijo saber sobre você onde vai ou deixar de ir. – Pego um copo de água da geladeira e bebo tentando me manter um pouco calmo. – E nem sei porque está agindo assim, parece que estar até com ciúmes.

– Baboseiras, Adrien. Não sou ciumenta e também não tem com o que se preocupar.

– Ah, claro. Só você que pode sair quando bem entender e eu fico sentado de pernas cruzadas esperando você chegar feito um trouxa. – Saio da cozinha, e percebo ela vindo atrás. – Só que eu não sou, Lila! Chega de desse papo, estou cansado. Quero tomar um banho e dormir, amanhã continuaremos com a discussão se quiser.

– Vamos conversar melhor aqui na sala, meu amor.

– Não, Lila. Obrigado, de você agora só quero espaço.

Subo paro o quarto e vou tomar um banho. Termino e deito-me na cama e fecho os olhos. Minutos depois percebo um movimento ao lado na cama e sinto uma mão ao redor da minha cintura, puxando-me mais para perto. Suspiro fundo, porém não me mexo.

– Boa noite, meu amor. Te amo.

E pela primeira vez, não a respondo com tanto gosto ou felicidade.

– Boa noite, Lila.


Notas Finais


TRETA TRETA TRETA KKAKKSJAJJSJ

Pelo visto a vida de um casal aí não está nada fácil, né? HMMMMMMM
Será que isso é bom? O que acham? Comentem aí! <33

ah, e vocês perceberam que mudei o "Ninno" para "Nino", né? Pois é, gente. Nem tinha percebido que o nome dele era só com um "n"...sorry aí people's! <3

Espero que tenham gostado!!! <3333
Até mais e cuidado com o >couronavéros< kakakaka

(Revisado: Céus! Nem sabia que o nome do <Nathaniel> é assim kkk tipo, eu escrevi como "Natanael" oh Deus...me perdoem gente)


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