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História O estrangulador de Boston. - Capítulo 19


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Capítulo 19 - A nova Vitima.


Fanfic / Fanfiction O estrangulador de Boston. - Capítulo 19 - A nova Vitima.

      Era meia-noite e só por um único motivo chamariam o chefe da força especial. O Estrangulador voltara a atacar.

      —O telefone fica ao lado da cama — Draco informou com a garganta apertada.

     Potter silenciou o bip e foi na direção do telefone. Não viu Draco chutar  os  sapatos  longe  e  desafivelar  o  cinto,  enquanto  voava  para  o  quarto  de  vestir. Quando ele acabou de falar com a delegacia, Draco estava ao lado dele, usando jeans, camiseta e sapatos confortáveis. Segurava a bolsa carteiro, de todos os dias.

       —Vou com você — declarou, quando ele desligou.

       —N-não,Draco. Não vai ser fácil. —Refletiu um pouco. —Está bem. Você é policial, afinal de contas. Vamos embora.Vamos  direto  para  a  cena  do  crime .

    Potter explicou no caminho que disse ao plantonista para reunir os homens, mas não quero que ninguém entre na casa até eu chegar lá. Preciso ver tudo do jeito que o assassino deixou.

      —Quem descobriu o corpo? — Draco perguntou.

      —Denúncia por telefone.

      —Anônima, claro.

     —Foi isso o que o plantonista informou.

      Draco virou-se no assento para encará-lo, sem conter a excitação.

     —Mas isso é ótimo! Quer dizer que houve uma testemunha, ou então foi o próprio Estrangulador que telefonou.

    —É uma possibilidade — ele concedeu. —Saberemos mais quando chegarmos lá. Os outros detetives estão sendo chamados, e vou encarregar um deles de investigar o telefonema.

   Continuaram a rodar em silêncio, com seu conflito pessoal esquecido, diante do horror que era a morte de mais uma mulher, a sétima, nas mãos de um louco homicida. Draco fez o melhor que pôde para dominar as emoções. Não havia tempo para refletir sobre o que se passara entre ele e Potter. E precisava manter-se calmo, pois aquela ia ser uma longa noite estressante. Quando chegaram à Washington st, um quarteirão todo fora interditado, desde a Alabany st até a Tremont st, e o local estava em polvorosa.

   As luzes vermelhas e giratórias dos carros de patrulha iluminavam o trecho com seu brilho fantasmagórico e os curiosos amontoavam-se nas esquinas como formigas num torrão de açúcar. Potter parou na barricada e exibiu o distintivo, passando em seguida. Mas ainda não podia adiantar-se com a pressa que desejava, por causa dos veículos policiais que enchiam o quarteirão.    

      Chegou o mais perto que pôde da casa e freou o carro.  Ele e Draco saltaram e abriram caminho entre o ajuntamento de policiais.

       — Harry!  Aqui! — Lino Jordan gritou de longe, erguendo a mão acima da cabeça.

       —O que me diz? — Potter perguntou quando conseguiu aproximar-se do detetive.

      Jordan olhou para Draco com desagrado. As roupas dela eram as mais informais possíveis, mas o rosto estava mais maquiado que de costume, e brincos compridos pendiam das orelhas, em total desacordo com o traje. 

      Potter envergava um terno bem talhado, próprio para ocasiões especiais. Era óbvio que, se haviam saído juntos, se Draco tivera tempo de trocar de roupa e  Potter não,  os  dois  estavam  na  casa  Draco  quando  o chamado os alcançou.O detetive Jordan já andava descontente com a deferência que Potter  dedicava  a Draco Malfoy  e  descobrir  que  os  dois  mantinham  um  relacionamento  um pouco  além  do  profissional  deixou-o  mal-humorado. Mas tinha um trabalho a fazer e precisava engolir o descontentamento.

    —Os vizinhos disseram que o nome da vítima é Charlotte Eleonora Robinson. Solteira, vive... vivia  sozinha.  Era secretária de um advogado com escritório no centro da cidade. Os médicos-legistas e o pessoal do laboratório estão por aí, esperando você chegar. Estes —indicou dois policiais —são Goyle e Crabbe. Foram os primeiros a chegar ao local.

    —Façam o relatório — Potter ordenou, começando a atravessar o gramado com os dois policiais, Jordan e Draco quase correndo para acompanhá-lo.

    —Sim, senhor — Crabbe respondeu. —Às onze e quarenta e um meu parceiro e eu recebemos  um  chamado  do  plantonista. Viemos até aqui e vimos que a casa estava às escuras. Encontramos um ponto nos fundos por onde o assassino poderia ter entrado: uma porta para o quintal fora arrombada.  Batemos, mas ninguém atendeu, assim entramos pela porta quebrada e encontramos o corpo na sala de estar.  Uma mulher de traços caucasianos, loira, de aproximadamente trinta anos. Fora estrangulada.

      —Revistaram a casa?

     —Não senhor — foi a vez de Goyle responder. —Temos ordens estritas para não mexer em nada se tivermos a suspeita de que o assassinato foi obra do Estrangulador. Depois de nos certificarmos de que a mulher estava morta, saímos da casa, chamamos reforços e bloqueamos o quarteirão, assim como todas as entradas da residência. Ninguém entrou nem saiu desde que chegamos.

     —Bom. Continuem com o bloqueio e a vigilância — Potter instruiu, quando entravam no pátio dos fundos, tão de gente quanto o jardim. — Crabbe, fique nesta porta e não deixe ninguém entrar sem minha ordem. Goyle, vá para frente e espere pelo detetive Blaise Zabini.  Diga-lhe para juntar alguns dos homens e interrogar todos os vizinhos e as pessoas nas barricadas. Quero os nomes e endereços de todos. O Estrangulador pode estar entre essa gente, observando o resultado.

      —Sim, senhor.

     —Tenente Potter? —Um homem bonito, de mais ou menos trinta e cinco anos,avançou para  o grupo. —Sou o  dr.  Sirius Black,  do  departamento médico-legal. Eu e minha equipe estávamos esperando pelo senhor.

     Alex apertou-lhe a mão.

     —Trouxe luvas?

     —Aqui. —Um dos técnicos do laboratório entregou luvas cirúrgicas a Potter, Malfoy  e Jordan.

    — Malfoy, Jordan, venham comigo — Potter disse calçando as luvas apertadas. — Os outros fiquem aqui até que eu os mande entrar. —Caminhou para a porta arrombada e olhou para Malfoy.—Está pronto?

      —Estou.

     —Então, vamos.

     Entrou e acionou um interruptor ao lado da porta.Estavam numa cozinha espaçosa.Havia pratos sujos na pia e uma bolsa de mulher sobre o balcão. Nada mais parecia fora do lugar. Começou a andar, com Malfoy e Jordan nos calcanhares. Uma porta de mola levava à sala de jantar.  A de estar ficava à direita, na frente da casa. E, como Crabbe dissera, o cadáver estava lá.Perto da porta para a sala de jantar. Uma perna encontrava-se dobrada sob o corpo e a outra ficara estendida. Potter teve de saltar por cima para entrar na sala. 

    Encontrou o interruptor e acendeu a luz, observando tudo antes de voltar a atenção novamente para a vítima.Era uma mulher bonita. O longo cabelo loiro-dourado espalhava-se no tapete cor de ferrugem. Os olhos ainda estavam abertos e era fácil imaginar o terror que se espelhara neles nos últimos instantes. Uma das mãos achava-se fechada contra o corpo e a outra ficara estendida na direção das costas do sofá, alguns metros adiante.  Ao lado da mão, viram o "cartão de visitas" do Estrangulador: um tabuleiro de Palavras Cruzadas.

      —Jesus... — Jordan murmurou. —Você estava certo,Potter.  Palavras Cruzadas era o próximo jogo.

      —Ajudou muito —Potter respondeu com amargo sarcasmo.

     Reunindo toda a calma que possuía, Malfoy saltou por cima do corpo de Charlotte para examina a pista deixada pelo matador.

      Das seis primeiras vezes ele usara fichas ou peças pequenas. Daquela vez, um jogo inteiro, com tabuleiro e letras que transmitiam uma mensagem. A primeira palavra que saltou aos olhos de Malfoy, quando ele estudou as letras embaralhadas, foi "Potter". O assassino deixara um recado para Harry.

       —O que está escrito aí? —perguntou Jordan, que via o tabuleiro de cabeça para baixo e não conseguia distinguir as palavras.

     Potter sentiu-se enjoado.Entrara na investigação  para  parar  os  crimes  e  tudo  o  que conseguira fora  chamar  a  atenção  de  um  maníaco.Limpou a garganta, antes de ler a mensagem.

     —"Não é uma questão de ganhar ou perder, tenente Potter, mas de jogar."

     —Cento e noventa e um — Malfoy murmurou distraído, olhando fixamente para o tabuleiro.

      —O quê? — Potter virou-se para ele.

      —Pontos. Contando pontos para palavras e letras, temos aí cento e noventa e um pontos.

      —Pelo amor de Deus, Malfoy! Ninguém aqui está jogando — Jordan zombou.

       Malfoy olhou para ele friamente.

      —O assassino está, Jordan. Estrangulador, sete; polícia, zero.

     Jordan não teve resposta e ficaram em silêncio. Malfoy e Potter olharam para o corpo. Charlotte usava um vestido simples, vermelho e de mangas curtas.Entreolharam-se.A mesma altura de Malfoy,cabelos loiros, vestido vermelho.Um arrepio passou pelo corpo de Malfoy, e  ele  desviou  o  olhar  para  Jordan,  que  examinava  a  corda  ao  redor  do  pescoço  da vítima.

       — Malfoy — Potter  chamou,  ganhando  um  olhar  atravessado  do  outro  detetive.

      —Quer levantar alguma hipótese?

      —Quero.  Obviamente o assassino entrou pela porta dos fundos, na ausência de Charlotte.Ela  entrou  em  casa  pela  garagem,  passou  pela  despensa,  deixou  a  bolsa  na e  foi  surpreendida  pelo  Estrangulador  quanto  entrou  na  sala.  Ele a matou,preparou o tabuleiro com a mensagem, apagou as luzes e saiu.

     —Eu também acho que foi assim — Jordan declarou, tentando esconder a irritação contra Potter.

      —Concordo com essa hipótese — disse Potter. —Mas, onde está o cachorro?

     —Meu Deus! É verdade! — Malfoy quase gritou. —Ele só invade a residência da vítima se houver um cachorro que precise matar primeiro. A menos, é claro, que tenha modificado o padrão de comportamento.

      —Jordan, vá com Malfoy procurar o cão — Potter ordenou. —Vou deixar entrar a turma do laboratório e os legistas.

     —Certo __ Jordan respondeu, indo na direção de um corredor que levava ao resto da casa, acompanhado de Malfoy.—Você e o tenente se divertiram bastante?

     —Não é da sua conta, Jordan.

      —Toma meu lugar junto ao tenente e ainda tem o desplante de me dizer que não é da minha conta? Essa é muito boa!

     —Não tomei seu lugar! Só porque Potter pediu minha opinião, não significa que... Ah, esqueça!Depois que você põe alguma coisa na cabeça, ninguém mais consegue tirar.

     Estavam no corredor, que tinha um armário espelhado em uma das extremidades, duas portas à esquerda e uma à direita.Dois quartos e um banheiro, com toda certeza, Malfoy adivinhou.

      —Você é meu superior, Jordan. Escolha para que lado deseja ir, que eu irei para o outro.

     Jordan abriu uma das portas a sua esquerda e entrou num quarto. Malfoy entrou no da direita e acendeu a luz, descobrindo que se encontrava no quarto de Charlotte. A cama estava desfeita e havia roupas por toda parte. A vítima número sete, ao que aparentava, não fora muito cuidadosa.

    Malfoy rodeou a cama, revistou o armário e abriu uma porta que devia levar a um banheiro privativo. Dedução correta. No chão havia uma marca do tamanho de uma moeda. Ajoelhou-se e tocou-a com a ponta do dedo. Uma substância marrom e pegajosa. Afundou o dedo e o material da luva manchou-se de vermelho. Sangue. E mal começara a coagular. Sangue de quem?  Charlotte não passara da sala de estar.

     Teria arranhado o Estrangulador, lutando com ele? O assassino teria ido ao banheiro para limpar o sangue? Não tinha lógica. Ele teria usado a pia da cozinha, que era mais próxima, e não havia uma gota de sangue no tapete. Mais adiante havia outra mancha semelhante e mais uma, perto da porta do banheiro. E o cachorro? Subitamente ocorreu-lhe que ninguém entrara na casa ainda.

      Nada lhe garantia que o assassino não continuasse por ali, escondido. Tinha certeza de que havia sangue no banheiro, mas não ia arriscar a vida para descobrir a origem. Abriu a bolsa carteira e retirou uma pistola automática.

       —Jordan! Venha cá! —chamou.

     Deslizou para a porta do banheiro e num gesto rápido escancarou-a. Quando nada aconteceu, entrou. O sangue cobria tudo, e seu estômago revoltou-se.

    Toalhas jogadas no chão, ensanguentadas, indicavam que o Estrangulador se limpara nelas. E, num canto do boxe, jazia o que restara do cão de Charlotte E. Robinson.

      —Senhor abençoado! — Potter murmurou atrás dele, fazendo-o saltar de susto.

       —Encontrei o cachorro — conseguiu dizer, lutando contra a náusea e passando por ele.

      —O que aconteceu aqui? Ouvi-o chamar Jordan.

     —Veja você mesmo.

       Potter foi olhar para dentro do boxe, e naquele momento Lino Jordan entrou no banheiro.

     —Que sujeira!

      —Mande a turma do laboratório aqui — Potter pediu.

       Jordan disparou para fora, e pouco depois Potter ia para o quarto, encontrando Malfoy parado perto da cama, segurando a arma.

       —Isso era necessário? —perguntou em tom de censura.

       —O quê, Potter?

      —Por que sacou a arma?

      —Achei que era necessário.Como poderia saber  que  o  assassino  não  continuava na casa?

       Ele não demonstrou grande satisfação com a resposta, mas não fez comentários.

   — Potter? —chamou Jordan, aparecendo na porta do quarto. —Mandei chamar um segundo grupo de técnicos. O prefeito Dumbledore e o comissário estão lá fora,esperando por você. Querem fazer uma declaração à imprensa.

      —Era justamente o que eu estava precisando —escarneceu Potter. —Políticos! Diga aos dois que irei logo. — Jordan desapareceu, e ele dirigiu-se para a porta. — Malfoy, percorra o resto da casa e veja o que mais encontra. E não saque essa arma.  Já há sangue demais por aqui.

        Malfoy abriu a boca para responder, mas não teve tempo. Potter desapareceu no corredor.

 



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