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História O Estranho Mundo de Elizabeth - Capítulo 2


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Notas do Autor


Oi, gente. Quis fazer um cap mais tenso hoje. Espero que gostem.

Capítulo 2 - Postagem 2: Hospital


Oi, gente. Estou aqui para contar para vocês um ocorrido de 2018, que foi um ano significativo para mim, e que vai ajudar vocês a saberem com que tipo de pessoa estão lidando nesse blog. 

                                                                                       DIA 15 DE ABRIL, 2018

                   
Abri meus olhos e percebi que já não estava mais no lugar onde estava noite passada. Estava em um lugar todo branco e com luzes muito fortes, ao ponto que, por mínimo que olhasse para elas, meus olhos ardiam. Tentei me levantar da cama onde estava deitada mas, no momento em que o fiz, minha cabeça doeu muito e minha visão ficou turva. Resolvi ficar deitada e esperar que alguém viesse ao meu encontro o que, pelas minhas contas, demorou pouco mais de meia hora.
                     Uma mulher, acho que uma enfermeira, entrou no meu quarto e, totalmente ao contrário do que eu queria, me ignorou completamente. 

                              -Moça, a senhora pode me dizer o que eu estou fazendo aqui?- Assim que me pronunciei a mulher olhou pra mim. Seu olhar era preocupado mas, ao mesmo tempo, gentil.

                            -A mocinha se machucou muito há alguns dias. Quando chegou aqui, havia perdido muito sangue e estava inconsciente. Seus pais, principalmente sua mãe, estavam desesperados. Eles estão lá fora falando sobre seu caso...- Seu olhar não era mais de preocupação mas, sim, de tristeza e pena.

                             Assim que encerramos nosso pequeno diálogo, a enfermeira foi embora, não sem antes me recomendar que ficasse na cama. Obedeci e, sem perceber, fiquei me perguntado: 

                                                   "O QUE EU FIZ NAQUELA NOITE, SANTO DEUS?"

Me afundei em meus pensamentos, de tal forma que apenas percebi meu corpo relaxar.

                                                                                 Dia 09 de Abril, 2018


            
Mais um dia de merda, mais um aniversário de merda. Não tenho quem chamar para comemorar comigo mesmo, na verdade, tenho sim, mas meus pais não querem deixar eu sair para comemorar com eles por os acharem más influencias... Babaquice... Eu estou me arrumando para ir à escola, o único lugar onde eu tenho paz. Termino de me arrumar e pego o celular ''05:50''. Tenho que correr para pegar o ônibus senão só chego na escola no segundo tempo.
               Consegui pegar o ônibus, que está cheio como o de costume, mas isso não me deixa com raiva, já me acostumei. Cheguei na escola junto com Anthony, um dos meus melhores amigos. Fomos em um silêncio agradável até atrás da quadra, o ponto de encontro dos meus amigos.

   Querem saber por que eu disse que a escola é o único lugar onde tenho paz? Então, é porquê lá eu posso ser quem eu quiser. Normalmente, eu atuo em dois papéis. Um é de boa aluna, bem distraída, mas que faz o possível para tirar boas notas. O outro é de uma menina que vive passando vergonha pela escola, anda sempre com um bonde e mata muita aula. 
               Cheguei e falei com todo mundo. Abracei a Raquel e falei algumas coisas, referentes à minha ausência com todos. Fiquei sem ir para a escola do dia 22 de março até hoje. Por quê? Porque eu perdi minha virgindade e meus pais enlouqueceram. Foi cedo, eu sei... Mas não me arrependo de com quem foi, ou de como foi. Só que foi bem cedo.
                    
               -Finalmente, sua branca! Achei que tinha morrido- Reginalldo disse, me fazendo rir e, logo depois, me abraçando.

               -Ih ala, man, vaso ruim não quebra, já te falei!- Eu disse e ri mais um pouco.

             Estavam todos lá. Raquel, Reginalldo, Anthony, Carlos, Patrike, Victor e Adrian

            -DÁ PRA VOCÊS CALAREM A BOCA? EU TÔ COM SONO.QUERO DORMIR!- E, claro, Diogo, com seu "bom humor" matutino.

            As aulas passaram rápido e, ao final de todas elas, fomos para a praça perto da escola. Além de esperar nossos ônibus, rimos, passamos vergonha e brincamos muito. O dia estava perfeito... Até que eu vi ele. Estava vindo na minha direção, de bicicleta e vestido de preto, como sempre. Patrike, ao vê-lo, segurou me braço e me fez ir um pouco para trás, como se tentasse me proteger.

             - O que tu tá fazendo aqui, man?- Ele perguntou, olhando para o homem de, mais ou menos, 1,80 de altura, branco e com olhos e cabelos negros.

              - Quero falar com a Eliza- Ele me olhava de uma forma triste, parecia que tinha chorado.

              Patrike e todos os outros nos deixaram, mas também não ficaram muito longe. Queriam ficar de olho em mim.

              -Me desculpa por ter ferrado a tua vida. Queria que a gente desse certo, de verdade- Disse Bruno, olhando para mim com tristeza.

            -Eu também queria... Mas nunca vão deixar a gente ficar junto... Não depois disso- Disse e senti meus olhos e nariz arderem, como sempre acontece quando quero chorar.

               Ficamos conversando por cerca de meia hora e, depois ele se despediu, mas não foi um "Até logo" e, sim, um "Adeus"

                              ***********************************************************************************************

              E lá estava eu, chorando, com os pulsos com cortes profundos, as pernas, rosto e braços também cortados e sentindo o sangue escorrer. Eu tomei 30... Ou será que foram 40? Isso não importa mais... Tomei muitos comprimidos anti-depressivos e anti-psicóticos. Naquele momento, senti realmente que ia morrer. 

                                                                                TUDO FICOU PRETO

                   
Acordei novamente e, agora, sabia porquê eu estava em um hospital. Eu havia tentado me matar... Pela terceira vez em um mês e meio... Abril está sendo um mês difícil e, lembrando de tudo que aconteceu, só quero ficar na cama mais algum tempo.


Notas Finais


Nhoii. E aí, gostaram? Espero que sim, demorei um pouco pra fazer, por mais que esteja pequeno ssksksksks Desculpem por qualquer erro.

Bom, até a próxima. Beijinhos


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