História O Estranho Novato - Capítulo 6


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Categorias Asking Alexandria, Black Veil Brides (BVB), Bring Me The Horizon, Fall Out Boy, Falling In Reverse, Pierce The Veil, Sleeping With Sirens
Personagens Andrew "Andy" Biersack, Ashley Purdy, Christian "CC" Coma, Denis Stoff, Jacob "Jake" Pitts, Jaime Preciado, Jeremy "Jinxx" Ferguson, Kellin Quinn, Mike Fuentes, Patrick Stump, Personagens Originais, Pete Wentz, Ronnie Radke, Tony Perry, Vic Fuentes
Tags Amizade, Andy Biersack, Auto-mutilação, Black Veil Brides, Boy X Boy, Bullying, Demonios, Drama, Gay, Pierce The Veil, Poderes, Romance, Terror, Vic Fuentes
Visualizações 20
Palavras 1.966
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishounen, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, Magia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - 06 WE CAN CHANGE OUR PLIGHT


"Deixei Vic aonde ele estava e fui pra casa sem me despedir, sabe porquê? Porque eu sou estranho, somente por isso. Mais estranho ainda é que eu fiquei com vontade de vê-lo novamente. E ele me perguntou se somos amigos, só de pensar nisso meu corpo tremeu. A noite tinha sido um pesadelo, um motivo pra eu me enterrar vivo, deixaria todo mundo mais feliz se eu fizesse isso. Bati na porta de casa, meu pai abriu e me olhou de cima abaixo. Eu estava fedendo a álcool, cigarro, sangue e suor. De repente, ele me abraçou, fiquei imóvel sem corresponder."

- Sua mãe vai te matar. - O pai dele disse, consternado. Andy saiu de seus braços dando passos lentos para dentro da casa, mortalmente silenciosa. Olhou para seu pai novamente, este trancando a porta. - Talvez, a gente pode conversar, Andy. - O garoto levantou o olhar azul glacial. - Eu sei, a gente não é tão próximo, mas o que acha da gente tentar? Me sinto distante de você. - Andy ficou surpreso.

- Pai, eu.. vou tomar banho antes, ok?

- Claro, filho. Saiba que eu te amo.

"Meu pai me disse eu te amo?! Meu pai?! Eu nunca duvidei disso, tirando as vezes que ele não acredita no meu potencial, deixa a louca da minha mãe quase me matar e me ignorar quando eu realmente preciso dele, ele era o melhor pai do mundo. A água quente ardia na minha pele cheia de marcas e hematomas, nunca me senti tão dolorido, mas de repente sorri. Uma vibe boa me encontrou, será que tudo vai dar certo agora? Saí do banho, pus alguma coisa leve. Meu cabelo estava molhado. Fui pra sala me encontrar com meu estimado pai, oh não faz ideia do quanto eu precisava falar com alguém e ele era a melhor pessoa. Um copo de leite e alguns biscoitos estavam em cima da mesa de centro."

- Eu acho que você prefere wisky. - Sorriu. - Vem, senta aqui do meu lado. - Assim Andy fez. - Andy, eu não gosto nem um pouco do que você gosta, mas eu respeito seu gosto. Eu não concordo da sua mãe querer que você seja quem você não é. Se você quer fazer teatro e.. montar uma banda.. - Riu contido. - Tá tudo bem pra mim.

- Você não acredita em mim, não é? - Olhou pro chão.

- Claro.. - Riu um pouco mais. - Ok, não acredito. Eu sei que não tem futuro, Andy. Mas se não tentar, nunca vai saber.. Você tem que correr atrás do seu sonho. - Se abraçaram. - O que tá acontecendo na escola? - Andy suspirou bem fundo.

- Não tenho amigos e todo mundo.. - O telefone do seu pai tocou, era da sua empresa a qual era gerente. Houve um problema grave nas instalações elétricas e ele tinha que estar lá imediatamente.

- Preciso ir agora, Andy.. Depois a gente conversa. - Se levantou, pegou a chave do carro e saiu porta a fora.

"Que patético, alguém me dá um soco na cara. O trabalho é mais importante do que 5min falando comigo. O dever o chamou, e ele nunca foi de não cumprir o dever, só em casa. Eu parecia ter morrido, fiquei ali olhando o copo de leite ouvindo só a minha respiração. No relógio marcava 1hr da manhã, e meu pai saiu. Bebi o copo de leite, ele estava certo, eu prefiro wiskey. Fui pro meu canto e dormi. Lágrimas foram desnecessárias no momento. O berro se intalou de novo. Fiquei dando tiques a noite toda, um calor insuportável me deixava suado, não foi uma madrugada bem dormida, tirando o fato do meu corpo estar todo picotado."


No dia seguinte..

- Vic, o que você fazia perto daquela coisa? - Jaime Preciado disse.

- Que coisa? - O outro apontou para Andy. - Ah aquele é o Andy.

- Eu sei quem ele é, te perguntei o que você fazia perto dele.

- Porque não? Ele é legal.

- Legal, é? Ele é o maior pscopata, eu não confio muito nele. - Seu irmão Mike disse.

- Parem de julgá-lo. Não sejam idiotas.

- É sério, Vic. Ele é meio estranho e tem jeito de viado.

- Eu sei. - Riram. - Mas é o jeito dele.

- Hum. Tem coisa aí, Vic. Você não gosta de caras que usa batom e muito menos batom preto. - Tony Perry disse.

- Ele é diferente. - Deslizou a bandeja com o almoço.

- Victor Fuentes. - Jaime cruzou os braços.

- Tá bom. É pra dar moral pra ele. Ele é muito esquisito, tem jeito de viado, cara de pscopata.. Tenho pena dele. - Sentaram na mesa.

- Amizade por pena? Que cruel, Victor! - Tony inclinou a cabeça, Vic olhou em direção a Andy e abriu um sorriso.

- Ele é ridículo. - Vic disse assim que se vira.

- Você é bipolar!? - Riram.

- É ridículo, tadinho.

"Retribuí o sorriso de Vic, mas no momento ele conversava com outros caras, Jaime e Tony, que eram da minha sala, e um outro que parecia ser seu irmão mas eu não conhecia direito. Procurei por Kellin e/ou Oliver, sendo assim. O primeiro estava rodeado de garotas, nunca que ele iria prestar atenção em mim. O outro estava de headphones ignorando tudo ao redor. A melhor hora que existe é essa, eu que não iria incomodá-lo. Olhei pros lados antes de ir pra escadaria da escola, como sempre, já que todos estavam no refeitório eu ia estar sozinho lá. Tirei a mesma balinha e comi, eu só tinha que esperar até a sirene tocar. Ouvi um barulho levando um pequeno susto, olhei pra frente, um filhote de passarinho tinha caído da árvore. Me apressei pra pegá-lo, ele mal conseguia piar de dor."

- Vai ficar tudo bem. - Andy o levou pra dentro da escola, passou pelo corredor vazio chegando ao banheiro,  limpou suas asinhas e deu um jeito de dar água ao pássaro. - Ah meu Deus, eu acho que você quebrou a asa. - Ele pensou e pensou, rasgou um pouco da sua blusa e amarrou como se fosse um curativo. - Vai ficar boa logo, já já você volta a voar. Eu queria ser um pássaro como você. 

O passarinho se encolheu, fazendo os olhos de Andy brilharem amávelmente. A sirene tocou e ele tinha que sair dali imediatamente, ou ia ser pego. Saiu do banheiro com o pássaro e foi direto para fora da escola, procurou pelo ninho do passarinho e rápido o encontrou.

- Droga, ele está alto!! Claro, só assim esse estrago seria causado, Chuck. Espera, tem uma coisa ali. Um urubu? E ele está comendo seus irmãozinhos!! - Andy jogou uma sequência de pedras pra espantar o carniceiro enorme, mas de jeito nenhum ele queria abandonar o banquete. - Sai daí, seu filho de uma.. - Estreitou os olhos, e o urubu caiu duro no chão. - Morre mesmo, seu infeliz.
Kellin e Oliver observaram aquele sobrenaturalismo, ficaram de boca aberta/apavorados com isso.

"A sensação de ser observado foi maior, e ela estava totalmente certa. Ali estavam, os dois garotos com alturas diferentes me olhando inexpressivos e totalmente com medo. Acabo de sufocar um urubu sem mesmo encostar nele, não é uma coisa que acontece todo dia. Eu fiquei tão nervoso quanto eles, não soube o que fazer, como agir, olhei pra Chuck em minhas mãos e depois pra eles, minha respiração acelerada. Eles estavam imóveis até quando resolveram gritar. [Internamente ri, porque Kellin deu um grito feminino, e Oliver, bem, parecia um motor de caminhão].

- Por favor, eu.. eu posso!

- Sai de perto de mim, demônio!! - Oliver gritou, de repente eu me vi correndo com um pássaro na mão atrás de dois garotos com franjas sobre os olhos.

- Por favor, não é o que vocês pensam!

- Tá repreendido em nome de Jeová! Ave Maria, cheia de Graça, o Senhor é convosco, bendito é sua voz entre as mulheres, bendito é o fruto do vosso ventre! - Kellin começou a rezar, com as mãos coladas.

- Parem, eu não sou.. um demônio!!

- Haa você tá esperando a hora certa de nos matar, eu que não me atrevo!! - Correram tão rápido que eu não consegui alcançar. Eu gritei com todo meu pulmão e chutei uma pedra no caminho, até lembrar do pobre Chuck apertado na minha mão. Escalei, sim, escalei a árvore, arrumei ele no ninho e desci, só bem depois de acalmar meus batimentos cardíacos que entrei na sala."

- Que cara é essa, meu? - Vic perguntou. - Viram assombração?

- Não, vimos o Andy! - Oliver berrou, fazendo Vic se questionar.

- Ah até vocês? Vão ficar no meu pé porque sou amigo dele?

- Você é amigo dele? - Kellin perguntou confuso.

- Sou.

- Por favor, não seja! - Oliver frisou, a professora de Matemática entra na sala. - Depois a gente te conta tudo. - Viraram pra frente e prestaram atenção na aula.

"Meu estômago revirou, quer dizer, tudo meu revirou. Agora que Kellin e Oliver descobriram minha telecinética, vão me achar mais estranho do que já sou. Pior, vão me rotular de demônio ou possuído, ou seja, vão ficar bem longe de mim. Vão ficar com medo, pavor. Eu assustarei a eles. Minha vida é tão injusta. Estava escrevendo algo no meu canto quando a campainha tocou, lógico, eu tive que ir abrir contra minha vontade. Aquele sorriso torto fez todo meu corpo sacudir."

- Oi, Andy.

- Vic. - Se cumprimentaram, Vic olhou de cima a baixo para o garoto a sua frente. - O que faz aqui?

- Não tinha nada pra fazer. E então vim aqui. - Deu de ombros, Vic não parava de fitá-lo, como Andy já esperava.

- Quem está na porta? - A mãe de Andy surgiu a uma distância considerável.

- Um amigo da escola.

- Você tem amigos? - Sussurrou somente para Andy ouvir, ele revirou os olhos e saiu fechando a porta.

- Vamos andar! - Disse, abrindo os braços. Vic assentiu.

- Espera.. A rua é do outro lado. - Vic disse, confuso.

- Não quero ir pra rua.. Estou indo pro quintal.

- E o que pode ter de bom num quintal?! - Chegaram no breu cegante do quintal e ao chegar lá, Andy ligou um interruptor. Muitas luzes pequenas de repente cortaram as árvores e refletiram num lago.

- Isso.

- Uau.. É bonito, Andy. Sabe, lá no fundo eu sabia que você não era tão sombrio. - Os olhos de Andy brilharam de novo, eles se sentaram num banquinho improvisado. Enquanto Vic não conseguia desviar os olhos dele, Andy apenas jogava pedrinhas no lago.

- Foi você quem construiu tudo?

- S-sim, principalmente as luzes.

- Deu muito trabalho?

- Até que não, foi divertido, empendurar todas as lâmpadas e fazer com que o lago as refletissem e..

- One hundred million twinkle lights in neon blue.

- O-oi? - Andy estacou.

- Um verso perfeito!

- Você escreve?

- S-sim.. às vezes. - Vic se encolheu e pela primeira vez desfocou o olhar dele.

"É minha vez de não parar de olhar o moreno, ele era tão.. diferente e igual ao mesmo tempo, eu me sentia um estranho não ruim, um estranho comum, um estranho que ninguém fica com medo. Vic me deixava estranho... Eu parecia ser Andy Biersack em vez de ser Andy Six. Six, poxa vida, tinha esquecido dele! Acho que ele ainda não sabe que faço coisas sobrenaturais, e quando souber... Ele se vai, como todos, e vai me odiar. Ele não pode saber disso."

- Desculpa... Não ter feito nada, naquele dia. Andy? - Vic percebe o nervosismo do outro. - Você tá legal?

- S-sim... O que você dizia? - Ergueu o rosto, tentando esquecer seus pensamentos.

- Você sabe... O Mitchel, Jairo... Bryan, Frank... Eu sinto muito, mas é que... - Parou no tempo. - Eles iriam me estraçalhar! - Riram. - Pelo sangue de Jesus!!

- Quê que foi?!

- Você... Sorriu!! - Se levantou empolgado.


Notas Finais


💕💕💕💕💕💕


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