História O Eunuco - Capítulo 8


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Categorias Fairy Tail
Personagens Lisanna Strauss, Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel, Sting Eucliffe, Yukino Aguria
Tags Nalu
Visualizações 1.290
Palavras 2.081
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Harem, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Cross-dresser, Estupro, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem!

Qualquer erro ou contradição, me avisem! Arrumarei de imediato!

Boa leitura a todos!

Capítulo 8 - Festa


A festa já estava acontecendo. E lá estava eu ajudando os outros serviçais a servirem os convidados. A nobreza de todo o reino estava presente. O rei se destacava em meio a tantas pessoas, suas vestes douradas pareciam reluzir como se emanassem luz própria, enquanto Lucy permanecia ao seu lado conversando com todos aqueles que paravam ao seu redor. Ela estava bela, mais bela do que quando Sting-sama a convocou para dar a notícia. Seu sorriso parecia tão real, tão verdadeiro... Com certeza estava feliz com aquela oportunidade. Não importava o que viessem a dizer, naquele momento ela estava exercendo o papel de rainha.

Aquilo me alegrava, mas ao mesmo tempo me entristecia. Eu também não sabia dizer o porquê. A única coisa que eu sabia, e precisava entender, era que eu era seu eunuco e nada mais que isso.

Quase duas horas haviam se passado desde o início das comemorações, mas os representantes do reino dos dragões ainda não haviam chegado. Os murmúrios se espalharam pelo salão.

— Será que foram emboscados pela facção rival? – um homem de mais idade indagou.

Era bem possível. A cada minuto a mais que se passava, a tensão ficava mais evidente na face do rei. Hora ou outra Lucy se aproximava de seu ouvido, sussurrando palavras para acalma-lo. Ele abria um sorriso contido e acenava com a cabeça.

Mas pouco mais de dez minutos depois, finalmente anunciaram a chegada dos convidados de honra.

— Anuncio a entrada dos representantes do Reino dos Dragões – o arauto chamou a atenção de todos, e um a um foi entrando ao ter seus nomes informados, onde momento ou outro parecia faltar alguns. Mas então os nomes de maior impacto foram ditos —... Erza Scarlet, capitã da guarda real, no campo de batalha todos a temem como A Morte Escarlate, Titânia Cabelos de Sangue, Fogo Indomável e A Bela de Armadura... Está a entrar no salão.

Não pude evitar ficar surpreso. Ela era uma mulher aparentando ser pouca coisa mais velha que eu, trajava apenas a parte de cima de uma armadura prateada sem nenhum arranhão, enquanto seus cabelos avermelhados caiam sobre o metal em seus ombros. Não conseguia entender como tamanha beleza poderia ter ganhando títulos tão infames... Ainda assim lhe faltava graça. Como poderia aparecer em uma festa como aquela trajada em uma armadura? Seria por causa da situação em seu reino? Ou simplesmente ela não quis usar um vestido?

O arauto então continuou.

— E por fim, o primeiro-ministro! Makarov Dreyar! O Mago Branco, O Rei sem coroa, O Sábio dos Dragões!

Aquele nome ficou ecoando em minha cabeça enquanto comecei a suar frio. Foi então que o vi entrar no salão vestido a caráter. Ele estava tão imponente quanto o rei, parecendo um verdadeiro líder. Mas naquele momento minha mente não conseguia absorver aquilo. Como poderia um dos eunucos ser o líder de uma nação? Como poderia o primeiro-ministro do Reino dos Dragões estar entre os eunucos?

Eu não conseguia desviar meus olhos dele. Queria acreditar que estava ouvindo coisas, vendo coisas. Ele estaria espionando nosso reino? Talvez procurando por fraquezas para nos atacar? Mas por que faria isso quando seu próprio reino está à beira do colapso? E eu ainda conversei com ele sobre Lucy-sama. Se ele viesse a usar isso contra Sting-sama...

Eu não sabia o que pensar, o que fazer. Tudo isso me fez travar em meio ao salão. Eu havia sido o único eunuco chamado para ajudar a servir naquela festa, e tudo porque eu era o responsável por Lucy-sama. Mas logo notei o olhar surpreso que a ruiva do Reino dos Dragões tinha enquanto me encarava. Só então percebi que ela não era a única. Todos no salão me encaravam por eu simplesmente ter parado no meio do local.

Rapidamente voltei a fazer meu serviço. Mesmo afastado, consegui ver Sting-sama e Lucy-sama conversando com a ruiva e Makarov-san.

Aquele baixinho de cabelos brancos parecia se divertir enquanto fazia os dois loiros a sua frente rirem. Mas ainda assim a mulher de armadura não parava de me encarar.

Talvez Makarov-san tenha contado a ela sobre Lucy-sama e eu?”

Foi o que pensei no momento, temendo pelo que poderia vir a acontecer. Se já não bastasse a mulher de cabelos avermelhados, Lucy-sama também começou a me encarar após ver os olhos de Erza presos a mim. Eu queria poder simplesmente ignorar tudo aquilo e fazer meu serviço, mas era quase impossível.

O momento mais esperado então chegou. Todos recuaram para os cantos do salão e a valsa ecoou por todo o local. Era a hora da dança, hora do baile.

O rei estendeu a mão à Lucy-sama com um sorriso estampado em sua face, então a mesma apenas a pegou, o acompanhando para o centro. Ninguém mais fez o mesmo, deixando os dois terem a primeira dança da noite.

Foi incrível e belo. Nem mesmo parecia ser a primeira vez que os dois dançavam juntos. Seus passos fluíam enquanto seus olhares se cruzavam, tendo suas faces cada vez mais próximas.

Uma pontada. Foi o que senti em meu peito ao ver aquilo. Mas foi também o que me fez voltar a servir a todos que assistiam admirados àquela valsa. Andando de pessoa a pessoa, servindo taça por taça, a música parecia se estender mais e mais.

Foi quando cheguei àqueles convidados ilustres do Reino dos Dragões. O velho Makarov sorriu para mim como se houvesse me pregado uma peça, enquanto a ruiva parecia ter milhares de perguntas a fazer.

—... Seria rude da minha parte perguntar o que está acontecendo aqui? Oh senhor primeiro-ministro... – indaguei em um tom mais baixo, de forma que não chamasse a atenção das outras pessoas ao nosso redor.

— Ora meu rapaz, isso é apenas uma visita diplomática – ele me respondeu com aquele tom debochado, parecendo se divertir com toda aquela confusão que me causara.

— Por que seria do interesse de um serviçal o que acontece entre os líderes dos reinos? – a mulher de cabelos escarlates questionou de forma ríspida, me deixando sem resposta.

— Meu eunuco os está incomodando? – a voz de Lucy-sama ecoou de forma suave em minhas costas, me fazendo perceber que agora mais casais haviam se juntado ao centro do salão para dançarem.

Ao me virar, vi Sting-sama ao lado dela. De imediato abaixei a cabeça em respeito.

— Eu apenas ofereci mais uma taça à senhorita, em momento algum pensei em ofendê-la – tentei me explicar, já imaginando o que o rei poderia mandar fazerem comigo por simplesmente perturbar seus convidados de honra.

— Sim, ele não está me incomodando, pelo contrário – a mulher de armadura chamou a atenção para ela — Eu o estava pedindo para que dançasse comigo, mas ele disse que não poderia...

Não sei se ficou evidente, mas me espantei naquela hora. A ruiva parecia ter a mesma “maldade” de Makarov-san.

— Mas há tantas outras pessoas nesse salão, por que um serviçal? – o rei indagou em tamanha confusão.

Eu apenas permaneci no meio de tudo aquilo, querendo me retirar o mais rápido possível. Mas sem a ordem do rei seria apenas mais um prego em meu caixão.

— Ele fisgou meu interesse – a guerreira foi direta.

Por alguns instantes o silêncio reinou entre nós, enquanto eu pude ver que Makarov-san parecia querer cair na gargalhada e Lucy-sama não se agradara nem um pouco com aquilo.

—... Se a jovem dama não se incomodará com o que dirão por dançar com um servo, então não a impedirei – Sting-sama a respondeu. Ele parecia tentar de tudo para agradar aquelas pessoas que vieram de outro reino.

E antes que eu me tocasse, Erza me puxou pela mão em direção ao centro do salão. Rapidamente entreguei a bandeja a um dos convidados, acreditando que aquilo não irritaria o rei.

— Acho que agora você me deve uma – ela falou em um tom mais baixo ao começarmos a dançar — Eu poderia muito bem ter lhe ferrado naquele momento...

— Imagino que irá querer algo em troca... – a respondi no mesmo tom, conduzindo-a pelo salão.

— Apenas que me responda algumas perguntas... Começando a me explicar onde que um eunuco aprendeu a dançar valsa – sua voz soava em um sussurro, mas que chegava perfeitamente aos meus ouvidos.

—... Não danço perfeitamente, apenas sigo alguns passos marcados em minha memória... É algo que me foi ensinado pelo meu pai quando eu ainda era pequeno – a respondi seriamente, sem ver nenhuma segunda intenção por trás daquela pergunta.

— E seu pai era algum nobre ou algo do tipo? – ela questionou.

Mas no mesmo instante estranhei, me lembrando de quando Makarov-san tocou nos nomes de meus pais. Ela também devia saber de algo, por isso hesitei em responde-la.

— Me desculpe se eu estiver sendo rude, mas a senhorita e Makarov-san são bem interessados em meus pais... – sussurrei a encarando diretamente nos olhos.

Após alguns segundos um sorriso de canto brotou sobre sua face.

—... Pelo menos és esperto.

—E a senhorita poderia me dizer o porquê sobre tamanho interesse em minha família? – indaguei com o sangue já a gelar por todo o meu corpo.

— Não, não poderia – ela respondeu de imediato.

As palavras me faltaram naquele momento. Queria saber como aqueles dois conheciam meus pais, mas aquele não era o local mais adequado para saber disso. E eles também não me contariam tão facilmente assim.

Segundos depois, notei por fim que só nós dois permanecíamos dançando. Assim como Lucy-sama teve sua dança solo com o rei, eu tive a minha com a capitã da guarda real. Todos nos encaravam como se fosse a coisa mais interessante do mundo. Um eunuco e uma mulher de armadura dançando valsa na festa do rei.

Não consegui continuar com aquilo. Por que eu deveria servi-los como um bobo da corte também? Me separei de Erza antes que a música terminasse, retirando-me do centro das atenções rapidamente. Nem mesmo pensei nas consequências em simplesmente abandona-la ali.

Ao pegar a bandeja com as taças e voltar a andar em meio a todos aqueles nobres, pude ver a mulher dos cabelos escarlates já ao lado de Makarov-san e do rei. Por um instante, o olhar de Sting-sama pareceu me atravessar como espadas cortando a carne. Mas apenas continuei com o meu serviço enquanto sentia o suor escorrer frio em minha testa.

Eu queria que aquela enorme festa simplesmente acabasse, que eles me dispensassem de uma vez, pois a cada segundo que se passava as coisas pareciam ficar piores para mim. Mas com esse forte desejo, foi como se eu atraísse ainda mais problemas.

Uma voz que me causara um arrepio ecoou em minhas costas. Foi então que me dei conta, todos os nobres do reino estavam presentes, então com certeza ele também estava...

Ao me virar, vi aquele mesmo olhar lascivo e nojento. Era ele mesmo, o homem que disputara lances com Lucy-sama anos atrás pela minha pessoa. Sua face agora possuía alguns pelos grisalhos, mas ele não perdera peso algum, pelo contrário, parecia ter engordado ainda mais.

— Veja o que temos aqui! Se não é aquele mesmo jovenzinho que um dia quase foi meu.

Que eu saiba, o último lance foi da garotinha de cabelos loiros...”, pensei comigo mesmo, pronto para dizer as mesmas palavras a ele. Mas não o fiz. Forcei um sorriso e então estendi a bandeja a ele.

— Poderia lhe servir mais uma taça?

— Não, a minha ainda está cheia... Mas há algo muito melhor que você poderia me servir. Algo que seria meu se a realeza não houvesse o levado...

— Peço perdão, mas hoje estou apenas a servir bebidas – o respondi ainda com o sorriso e logo continuei meu caminho, me afastando o mais rápido possível daquele ser.

A noite passou vagarosamente, onde o tempo pareceu congelar. Quanto mais eu queria sumir em meio a tantas pessoas, mais sentia os olhares sobre minha pessoa. Fossem dos convidados do Reino dos Dragões, fosse daquele nobre nojento ou até mesmo da loira pela qual eu estava responsável. Olhares que tornaram meu trabalho ainda mais exaustivo.

Quando eu achei que finalmente poderia descansar em meus aposentos, meu dever com a jovem dama, que possuía grandes chances de ser a próxima rainha, simplesmente jogou na minha cara que eu só poderia dormir quando ela assim permitisse.

Já em frente à porta do quarto dela, bati sobre a madeira anunciando minha chegada.

— Entre! – a ouvi em um tom mais abafado.

E assim que adentrei no local, a vi ainda com o vestido que usara no baile. Mas em seus olhos um vazio profundo se estendia em minha direção.


Notas Finais




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