1. Spirit Fanfics >
  2. O Exilado >
  3. Cidade sem Nome

História O Exilado - Capítulo 25


Escrita por:


Notas do Autor


Pessoal, desculpe a demora em postar novos capítulos, mas estamos vivendo um momento complicado e tive que focar em outros projetos/trabalhos, para poder fazer uma renda extra, mas tentarei manter o cronograma de pelo menos um capitulo por semana. Obrigado pela compreensão.

Essas histórias são baseadas nas minhas aventuras dentro do jogo Conan Exiles, tudo é elaborado conforme os acontecimentos como descobertas, conquistas e até mesmo mortes de NPC, (personagem não jogável). Podem acontecer de encontrar outros players, um pouco difícil, mas acontece e assim surgir uma história com o mesmo.
O Bom, é que, se tiver PS4, o jogo Conan Exiles, você pode ir no servidor PVE 4513 fazer uma visita e até mesmo participar de uma aventura junto aos personagens aqui descritos. (Quem nunca sonhou em participar com uma aventura com seu personagem favorito?)

Capítulo 25 - Cidade sem Nome


Fanfic / Fanfiction O Exilado - Capítulo 25 - Cidade sem Nome

Enquanto estávamos atravessando o deserto, o óbvio aconteceu, os homens que fugiram com os rabos entre as pernas, voltaram com um número ainda maior de amigos, certamente para se vingar e acalmar o orgulho ferido. Encontraram nosso rastro até que rápido, porém vieram a cavalo, o que facilitou Rodicley avistar a aproximação dos desgraçados, devido a poeira que levantavam com os galopes na areia do deserto. Dando tempo de se esconder em algumas pedras de uma montanha vermelha.

- Eles não vão desistir tão fácil assim!

Falou Danlísia, com seus olhos que era distinguir se havia ódio ou preocupação neles.

- Podemos ficar aqui até eles se cansarem! Uma hora eles canção!

Falei realmente acreditando nessa hipótese, mas Sheila me lembrou de algo preocupante.

- O problema é que eles vieram preparados para nos caçar e nós não temos águas e comida suficientes para mais de dois dias! Mesmo que eles vão embora, não sabemos quanto tempo vamos demorar para encontrar outra fonte de água e comida. Não podemos esperar muito.

Preocupado, passei a mão no rosto e comecei a olhar para algum ponto do deserto, onde poderíamos fugir, mas em todo lugar eles poderiam nos encontrar até que vi um lugar bem distante e falei apontando para esse mesmo local, fazendo todos olharem.

- Ali. Parece uma grande muralha negra, não seria uma cidade? 

- Nem pensar! Não levo Betty para um lugar daqueles.

Falou Rodicley com propriedade que não cederia em nenhum momento.

- Porque?

Perguntou Sheila.

- Por que lá tem o mal, prefiro enfrentar esses caras ai do que ir par um lugar como aquele.

- Se for um lugar que apenas me mate em vez de me usar, me violar sem meu consentimento como fosse uma merda qualquer, prefiro tentar aquele lugar! 

Falou Sheila, fazendo todos olharem para ela, entendo o que ela quis dizer, eu e Betty nós olhamos e ficamos muito comovidos, não tenho certeza até hoje se Sheila falou o que aconteceu com ela para Dalinsia e Isabella, mas elas também ficaram incomodadas, Isabella se abraçou, parecendo que estava se protegendo das imagens que provavelmente passaram em sua mente e fez cara de nojo.

- Eu não vou deixar esses vermes encostarem em Betty... 

Falou tentando manter a voz baixa, encarando Sheila com fúria nos olhos e chegando a cuspir salivas de sua boca, depois ele deve ter se lembrado o que aconteceu com Sheila e com uma voz mais calma e desviando olhar dela, completou.

- Não vou deixar encostar em nenhuma de vocês!

Quando iria falar, para deixar a decisão com as mulheres, pois Sheila tinha razão, provavelmente eu e Rodicley seríamos mortos, a não ser se tivesse algum homem que se excitava mais com o buraco de homens do que de mulheres, mas a probabilidade era menor, Betty tomou a palavra.

- Por mais que você seja forte e capaz de muitas coisas, eles estão em maior número e estão nos caçando. Eu não sei o que vamos encontrar naquele lugar, mas sela lá o que for, ainda assim podemos passar escondidos. Eles não estão esperando por nós lá! E mesmo que der errado, prefiro morrer ao seu lado, do que ver você e ainda viver uma vida que nem gosto de pensar como vai ser.

Sheila nesse momento abaixou a cabeça, fechou os punhos e serrou dos dentes, a única coisa que pude fazer por ela nesse momento, foi abraçar para tentar acalmar um pouco sua dor.

Rodicley, sem olhar para ninguém, ficou calado por um tempo, pensou, ponderou e no fim apenas falou.

- Façam exatamente o que eu fizer, pisem exatamente em cima das minhas pegadas e não questionem em nada as minhas ordens. Pisem exatamente em cima das minhas pegadas. 

Ele olhou para mim, como nunca havia olhado antes e completou:

- Dúvidas não serão esclarecidas e curiosidades não serão toleradas.

Ele fez minha espinha gelar, foi a primeira vez que ele fez uma ameaça direcionada para mim. E independentemente de nossa amizade, se fosse para salvar Betty, nem minha vida seria poupada.

Esperamos escurecer e seguimos para a misteriosa cidade sem nome, não achei que isso seria um nome para uma cidade, mas parece que era assim que a cidade era chamada, Dalinsia já havia escutado sobre ela e falou que era assim mesmo que a chamava. O que poderia esperar de um lugar com esse nome a não ser de mais merdas, mas para quem já estava na merda, um pouco mais não seria problema, pelo menos foi o que eu pensei.

Seguindo os instintos de Rodicley, caminhamos com cautela entre as dunas de areias, sempre fazendo o menor ruído possível e evitando ao máximo a qualquer tipo de presença, enquanto Rodicley ia na frente, guiando nossos caminhos, andávamos em fila indiana, um atrás do outro, Dalinsia ia atrás apagando nosso rastro, ela usava galos e folhas, tudo para evitar que fossemos seguidos, mas ela lembrou se eles tivessem um bom rastreador, nem aquilo seria o suficiente para não sermos rastreados. Bastou apenas torcer por isso.

Quando chegamos perto da enorme muralha negra daquela cidade sinistra, caminhamos a ela paralelamente até chegar a entrada e o que vimos, foi um morto vivo, mas especificamente, uma caveira de armadura e com uma espada em punho, em guarda, só esperando que alguém aparecesse.

- Um legionário! Antigos soldados que morreram e agora assombram essa cidade, pode parecer ameaçador, mas esse é um dos menores problemas que vamos encontrar nessa cidade.

Falou Rodicley com uma imparcialidade incrível, como aquilo fosse uma coisa mais normal do mundo, enquanto eu quase me borrei de medo. Vi que Sheila e as outras também ficaram tensa enquanto ele olhou para nós e perguntou e um tom irônico.

- E ai! Vocês ainda querem tentar passar por esse caminho?

- Arruma outro melhor já que é você que conhece tudo nessa merda de lugar!

Falei bem ríspido, apesar de ter me sentido ameaçado, a forma que ele falou comigo sobre minhas curiosidades, depois de ficar pensando no assunto, isso me irritou, me irritou muito. Mas acho que foi mais por eu ter vacilado do que ele ter me ameaçado, mas parece que ele nem se abalou com o que falei.

- É passar por esse lugar ou enfrentar aqueles filhos da puta, que provavelmente já devem ter encontrado nosso rastro, mas acho que não são idiotas o suficiente para nos seguir, mas apenas acho.

- Então vamos logo com isso, porque não duvido sejam idiotas suficiente para isso!

Falou Sheila já demonstrando impaciência, mas poderia ser tensão por saber que eles poderiam pegá-la, era claro que ela preferia enfrentar mortos vivos, do que vivos filhos da puta.

 Rodicley, fez um sinal de negativo com a cabeça e foi para cima da caveira com seu machado, seguido por Dalinsia, Sheila e eu.

Ele desferiu o primeiro golpe, tão forte que achei que aquela caveira iria tombar de primeira, mas parece que as coisas não seriam tão fáceis assim, precisou que Sheila, Dalinsia e eu ajudasse atacando simultaneamente. Mas o que me fez pensar que matar um morto seria fácil.

O ataque sincronizado fez com que a caveira legionária não tivesse tempo para nos atacar, acredito que ela nem saiba o que de fato aconteceu, sé é que ela pensa. Mas o problema foi que depois que ela tombou e não se levantou mais, senti minhas costas sendo rasgadas por alguma coisa que me atacou por trás, e que não conseguimos perceber a sua aproximação, fazendo eu gritar de dor.

Quando me virei para acertar contas com o filho da puta que me atacou, já levantando minha espada para atacar, me deparei com uma monstruosidade horrível, com as pontas dos dedos pingando o meu sangue, ou pelo menos algo que um dia já foi vivo, pois o que me atacou era apenas seus ossos, não consegui saber o que aquele desgraçado poderia ser quando foi vivo, mas certamente não seria uma visão melhor do que estava vendo.

- Mas que porra é essa!

Falei até esquecendo da dor nas minhas costas.

- Cuidado!

Gritou Sheila já vindo para me ajudar, seguido pelos outros. Mas a monstruosidade tombou mais rápido que a caveira legionária, pois ela não tinha armadura e os ossos quebram mais rápido, deixando apenas marca nas minhas costas.

- Ainda quer passar por esse lugar!

Falou novamente Rodicley e dessa vez perdi a paciência.

- Porque não vai se fuder? Você acha mesmo que quero isso? Se tivesse outra solução certamente teria optado por ela, em vez de arriscar a vidas de todos. Você acha que só você tem algo importante para proteger? Vai tomar no seu cu!

Falei e sai andando em direção a cidade, com as costas pingando de sangue e segurando minha espada, se ele falasse alguma coisa, eu iria para cima dele, já estava todo fudido mesmo e outra. Estava tão irritado que se ele falasse mais alguma coisa sobre ir ou não ir por aquela porra de caminho, que provavelmente iria para cima dele com minha espada, mas por sorte ele ficou quieto. Todos ficaram, menos Sheila que veio correndo e falou. 

- Maks! Vamos pelos menos tratar desse seu corte e se acalmar um pouco! Entendo o motivo de sua irritação, eu mesmo estava preste a mandar o Rodicley para a puta que o pariu com essa ironia dele. Mas vamos nos acalmar.

Somente Sheila tinha esse poder em mim. 

Mais calmo, com Sheila colocando ataduras em meus cortes nas costas, pude notar o quanto aquela cidade era realmente estranha, a areia era vermelha, as ruínas eram enormes e de uma arquitetura que nunca havia visto, vi de longe diversos mortos vivos perambulando entre as ruínas, alguns corpos deitados, outras apenas parados. Vendo tudo isso, acho que Cidade Sem nome é realmente o nome adequado para ela. 

Eu me mantive longe de Rodicley, ainda estava puto com ele, ela também não veio falar comigo, mas não acho que é mais pelo jeito dele, foi melhor assim.


Notas Finais


Para quem quiser acompanhar as imagens dessa aventura é só acessar o link abaixo, que também terá notas em OFF sobre o jogos e algumas curiosidades ingame!

https://www.facebook.com/Maks-Symyllyanno-O-Exilado-104532174422114/?ref=search&__tn__=%2Cd%2CP-R&eid=ARA0KjSmm068Rw7KlfMTvm8a9F4PReXNn0zz5_cX169P8HLdoluf_dEDHrACaifazt5ihBn2RbmflMAD


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...