História O Fabricante de Bonecas - Capítulo 7


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Categorias Naruto
Personagens Chiyo, Hinata Hyuuga, Jiraiya, Kakashi Hatake, Naruto Uzumaki, Rock Lee, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, TenTen Mitsashi
Tags Bonecas, Naruhina, Policial, Revolução Naruhina, Sasusaku, Serial Killer
Visualizações 90
Palavras 1.848
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Luta, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal! Ansiosos para mais um capítulo? Será que Hinata vai ficar? Posso garantir a vocês que esta pergunta será finalmente respondida.
Normalmente faço as postagens aos sábados, mas um feriado municipal me deu o fôlego que que precisava para botar em dia o capítulo e como amanhã é feriado e vou aproveitar e postar a fic hoje.
Antes de mais nada, vocês perceberam que os títulos dos capítulos não tem o menor nexo? Realmente não tem e por um bom motivo. De acordo com minhas previsões a fic terá em torno de vinte e um capítulos, o mesmo número de versos(sem contar as repetições do refrão) da música Barbie Girl da banda Aqua lançada em 1997. Vou deixar o link da música nas notas finais. Não deixem de ler as notas finais!

Capítulo 7 - Im a blond bimbo girl in a fantastic world


Todo o esquadrão se movimentou para a casa de Hinata, que ficava em um bairro tranquilo de Konoha. A psiquiatra se recusou a entrar na residência, mesmo que Tenten lhe garantisse que era seguro e que não havia nenhum sinal do assassino nas redondezas. Sentada na calçada abraçava os joelhos e fitava o céu noturno. Em algumas horas o sol iria dar o ar de sua graça e tudo isso teria um fim. Os monstros sempre desapareciam com o nascer do sol.

Três carros chegaram praticamente juntos e estacionaram em sua porta. Tenten e Lee obtiveram sucesso em fazer uma busca silenciosa para evitar que a vizinhança inteira acordasse, mas o movimento anormal para o horário começou a chamar a atenção. Era possível ver as luzes das casas vizinhas se acendendo e pessoas curiosas aparecendo nas janelas. O que essas boas pessoas pensariam dela se descobrissem que havia trazido o Fabricante de Bonecas para as ruas daquele bairro?

Os detetives Uchiha e Jiraya se encaminharam diretamente para a residência a fim de conferir o “presente”, enquanto o Uzumaki se aproximou da psiquiatra e sentou-se ao seu lado. Sasuke não gostava de falar com as vítimas, e obviamente estas também não gostavam muito dele. Segundo o Uchiha as pessoas têm certa tendência ao exagero, já o Uzumaki acreditava que a narrativa das pessoas era alterada por suas emoções e isso não era necessariamente ruim. Às vezes uma lembrança sem importância como um aroma ou uma sensação eram as pistas que ligavam tudo e resolviam casos.

O detetive Uzumaki parecia ter literalmente saído direto da cama para a porta da casa de Hinata, pois vestia uma calça de moletom cinza e uma camisa da série Breaking Bad. Seus cabelos, que já eram muito bagunçados, estavam embolados e amassados, apenas comprovando a teoria de Hinata, que havia tirado todas estas pessoas da cama às pressas. A médica encarava a figura de Walter White* na camisa do detetive, o que era um tanto inapropriado e a ironia causou uma crise de risos na morena.

— Não era essa a reação que eu estava esperando de alguém que teve a casa invadida pelo Fabricante de Bonecas. — comentou sem entender o motivo da gargalhada.

— Me desculpe. — tentou secar as lágrimas que teimavam em escorrer pelo seu rosto. — É a sua camisa.

— O que tem a minha camisa? — parecia realmente indignado.

— É muito legal, me desculpe, só é interessante ver um policial usando. — ele continuava com a sobrancelha erguida. — Por causa das drogas.

Foi legal ver o detetive rir, ele deveria fazer isso com mais frequência. Seu sorriso esbanjava jovialidade e não poderia negar o quanto ele ficava ainda mais atraente quando sorria, se é que isso é possível. As marquinhas na bochecha lhe ofereciam um charme encantador e por um segundo Hinata se esqueceu do terror que passara esta madrugada. Começou a rir mais uma vez e não conseguiram parar nem mesmo com o detetive Uchiha os encarando de cara amarrada.

— Vocês são loucos. — o detetive não conseguia compreender aquele comportamento. — O que foi tão engraçado? — Sasuke tinha a testa franzida.

“O que a Sakura havia visto nele?” Foi o primeiro pensamento a passar pela mente da Hyuuga. Tudo bem que o detetive Uchiha era um cara bonito, e com aquele cabelo negro jogado de lado parecia um ator de cinema, mas estava de cara amarrada e mantinha o nariz em pé como se ele fosse melhor que todo mundo. Um típico narcisista.

Segurou o riso com todas as suas forças e evitou olhar para o lado, pois se seus olhos se encontrassem com aquele azul intenso ou a cara do professor Walter White naquela camisa amarela, colocaria tudo a perder e cairia na gargalhada outra vez. O que estava acontecendo com ela? Por que estava agindo assim?

— Nenhum sinal do Fabricante de Bonecas. — o detetive mantinha uma postura profissional e fazia algumas anotações no celular. — Ele não forçou as fechaduras e não há sinal de arrombamento. Quantas pessoas têm copias da chave da sua casa? Tem o costume de trancar a porta?

Sasuke Uchiha era um idiota arrogante, teve certeza no momento em que ele começou a acusa-la. Ficou chocada com a falta de sensibilidade do detetive que parecia certo quanto ao fato de que se o maníaco havia entrado em sua residência fora por negligencia sua. Talvez estivesse ficando maluca, mas podia ver uma centelha de acusação nos olhos negros e não aceitaria que aquele imbecil lhe tratasse assim. Não depois de tudo o que passou. Não seria julgada por mais ninguém. Ficou de pé e desferiu um soco com toda a força que tinha no belo rosto daquele cretino. Pediria desculpas para a amiga depois por danificar o rostinho perfeito.

— Vá para o inferno seu babaca! — gritou a plenos pulmões. — Se fizesse seu trabalho direito o Fabricante de Bonecas já estaria atrás das grades e não invadindo a minha casa! — apontava o indicador para ele enquanto a outra mão estava em sua cintura. — Não me culpe por sua incompetência e não venha me julgar. E eu sempre tranco as portas!

Saiu disparada pela rua pisando duro. Sasuke segurava o maxilar atônito. A pele estava vermelha e sentia o gosto metálico de sangue. Jiraya que assistiu a toda a cena não conteve uma sonora gargalhada. Naruto não sabia se ria ou corria atrás da garota que já chegava à esquina vestindo uma calça de moletom e uma camisa de girassóis. Por fim decidiu que precisava detê-la antes que acontecesse algo pior. Era por isso que ele sempre falava com as vítimas. Mas, por outro lado, ver o Sasuke Uchiha apanhar de uma mulher não tinha preço. Esse fato seria lembrado pelas gerações futuras naquela delegacia.

— Coloca um gelo aí, cara, ou vai ficar roxo. — correu até Hinata e viu que a mulher chorava e resmungava. — Ei Hinata! Espere. — a segurou pelo cotovelo.

A morena jogou-se em seus braços e apoiou o rosto no peito do detetive. Estava com medo, com raiva e sozinha. Naruto havia sido gentil desde o início e precisava tanto de apoio, que não pensou duas vezes antes de se atirar nos braços dele. O detetive acariciava seus cabelos e falava que tudo ia ficar bem e ela nunca quis tanto acreditar em alguma coisa como queria acreditar nas palavras dele.

— E-ele... minha ca-sa...

— É. Foi sim. — soou gentil.

Ela ergueu o rosto e o fitou com os olhos perolados, vermelhos e brilhantes pelas lágrimas que ainda ousavam cair. Aqueles olhos azuis não lhe julgavam, e parada ali com o rosto contra o peito do detetive apenas ouvindo o som ritmado do seu coração, finalmente conseguiu se acalmar o suficiente para não fazer mais nenhuma besteira. Recusava-se a sair daquele abraço, pois ter os braços dele ao seu redor lhe dava uma sensação de segurança.

— Estou com medo. — confessou e sentiu que ele a abraçava com mais força em reposta.

Jiraya e Sasuke acompanhavam de longe a cena. O detetive Uchiha esfregava o rosto e estava com cara de poucos amigos. O Fabricante de Bonecas estava mais ousado, passando por cima de um monte de policiais e andando livremente pelas ruas. Ele conseguiu passar despercebido pela patrulha e invadir a casa da mulher sem ser notado. Ou a polícia era incompetente ou esse cara estava recebendo ajuda de dentro.

— O que você fez para ela te bater daquele jeito? — Jiraya estava verdadeiramente curioso.

— Perguntei se ela trancava a porta e se muitas pessoas tinham a chave. Não esperava essa reação. Garota maluca.

— Aqui não é seguro pra ela, nem com escolta policial. — Jiraya coçou a barba que começava a crescer. — É um bairro simples e de boa vizinhança, mas ainda assim o meliante conseguiu passar despercebido. O que faremos com ela?

— Joga em uma cela. — rosnou. — Ficarei feliz em preencher a papelada.

As coisas aconteceram rápido demais. Em um minuto estava no conforto dos braços musculosos do detetive e no outro sentia o frio lhe envolver. Os policiais estavam reunidos decidindo o seu futuro, e era muito errado que fizessem isso sem consulta-la. Mas não estava em condições de decidir nada aquela noite. Não queria voltar para sua casa, no entanto não tinha outro lugar para onde ir.

Precisava de sua mãe, mas não estava disposta a procura-la e precisar ouvir toda aquela falação. Hana certamente iria lhe dar um sermão e falar inúmeras vezes que um filho deve sempre ouvir a mãe. Não que ela estivesse errada, mas ninguém gosta de ouvir um “eu te avisei”. Pensou em falar com a Sakura, mas não tinha ideia de como contar tudo o que havia escondido de sua amiga, e ainda temia ser rejeitada por causa de seu passado e do perigo que sua presença atraía. Hinata nunca pode deixar que as pessoas se aproximassem muito. Não tinha muitos amigos e nenhum relacionamento que pudesse durar, não quando sua vida era uma mentira, não quando guardava tantos segredos.

Jiraya, o mesmo homem que havia lhe interrogado por horas quando ela ainda era uma adolescente, lhe trouxe uma xícara fumegante de chocolate quente. O policial era um pouco esquisito, mas foi muito gentil e atencioso naquela época. O parceiro dele, o detetive Orochimaru lhe pressionava por detalhes, queria que ela ficasse relembrando todas as coisas terríveis que o homem fizera com sua amiga e sequer parecia se importar quando ela desatava a chorar. No entanto, Jiraya sempre os interrompia e tirava o policial malvado de lá, trazia chocolate quente e um pacote de bolacha. Mudava sempre de assunto e tentava distraí-la. Fazia as mesmas perguntas que o outro policial, mas era muito mais gentil e educado. Comparar Sasuke e Naruto a Orochimaru e Jiraya foi inevitável.

— Tem passado por muita coisa, menina. — entregou-lhe a caneca. — Para lembrar os velhos tempos. Só faltou o pacote de bolachas.

— Obrigada. — era apenas chocolate quente, mas parecia ser tudo o que precisava.

— Não sabemos o que fazer com você. Aqui não é seguro, mas acredito que em nenhum lugar será. — o policial nunca lhe pareceu tão incapaz como agora. — Talvez devesse voltar para Londres, sua família pode lhe garantir proteção. Vamos conseguir pega-lo de outra forma. Esqueça o que eu falei na delegacia.

Enquanto o assassino não fosse preso nunca teria uma vida tranquila. Honestamente acreditava que seu passado nunca iria lhe permitir seguir em frente. O Fabricante de Bonecas já havia lhe destruído, mas ela ainda poderia detê-lo e impedir que ele destruísse a vida de outras pessoas. Jiraya havia lhe dito na delegacia que o psicopata viria atrás dela e que seria a chance perfeita para montarem uma armadilha. Pediu que ela ficasse em Konoha e fosse corajosa. Pediu a ela que lhe ajudasse a colocar o assassino atrás das grades. E agora estava voltando atrás e lhe pedindo pra desistir.

— Detetive Jiraya isso não é mais uma opção. Ele virá atrás de mim, nós dois sabemos, e não importa o quão longe eu vá, o quão bem eu me esconda, ele vai acabar me encontrando. Vamos aproveitar isso e pega-lo. Vai dar certo. — tentava convencer mais a si mesma. — Eu confio no senhor.


Notas Finais


link da música: https://www.youtube.com/watch?v=ZyhrYis509A
*Walter White é o protagonista de Breaking Bad, uma série fantástica sobre o mundo da produção e comercialização de drogas. A ironia citada por Hinata é o fato do Sr. White ser um traficante e Naruto um policial. Se eu gosto dessa série? Eu adoro. O Sr. White é um professor de química que descobre ter câncer. O plano de saúde não cobre seu tratamento, e se ele morrer a família vai ficar na miséria. Então ele começa a produzir drogas e vende-las para que a família tenha um pé de meia quando ele partir. Além da questão das drogas a série faz críticas fortes ao sistema de saúde, principalmente aos planos que visam lucros e deixam as pessoas que não podem pagar morrer sem um tratamento. Recomendo a série.
Hinata vai ficar! Claro que ela faria isso, né gente! Por dois motivos: ela se sente culpada por todas as garotas que morreram, afinal ela viu o assassino e não foi capaz de ajudar a policia a prende-lo. E segundo, se ela fosse embora acabava a fic, pois Naruto não poderia deixar sua cidade para caçar o Fabricante de Bonecas em outro país. Kkkkkkkkkkk
Gostaram do soco no rosto perfeitinho do Sasuke? Eu amei!!! Não sou a maior fã do Uchiha, sempre achei ele muito convencido e cheio de si. Mas não podemos negar que ele é bonito, né? Mas prefiro os loiros, assim como a Hinata. Espero que tenham gostado do capítulo e nos veremos nos comentários. Até breve!


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