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História O Fantasma da Noite - Capítulo 5


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Notas do Autor


Voltei
Na real eu só desisti de fazer aqueles exercícios mesmo
Exatas não é meu forte, galera
Enfim, espero que gostem

Capítulo 5 - Anjo da Música


Fanfic / Fanfiction O Fantasma da Noite - Capítulo 5 - Anjo da Música

CHRISTINE

Fiquei alguns minutos observando o terraço pela janela, até mesmo saio e vasculho cada canto pessoalmente, mas não havia ninguém lá. À noite ia chegando, e junto com ela a escuridão também. Embora tivessem algumas velas disponíveis, não quis acender nenhuma, estava com medo de que outro incêndio ocorresse.

Com a pouca luz que vinha da Lua, volto para meu quarto, estava me sentindo bem triste, aparentemente tudo aquilo realmente não passara de um sonho. Queria desesperadamente ouvir aquela voz de novo, era tão doce, sofrida, porém ao mesmo tempo viva e calma, causava sentimentos indescritíveis em mim

Sento-me na cama e uma saudade imensa de meu pai invade meu coração. Onde será que ele estaria agora? Será que está bem? Fico cada vez mais triste, e assim começo a cantar uma canção dizendo tudo que meu coração queria dizer

You were once
My one companion
You were all
That mattered
You were once
A friend and father
Then my world
Was shattered
Wishing you were
Somehow here again
Wishing you were
Somehow near
Sometimes it seemed
If I just dreamed
Somehow you would
Be here
Wishing I could
Hear your voice again
Knowing that I
Never would
Dreaming of you
Won't help me to do
All that you dreamed
I could
Embora ainda tivesse coisas a serem ditas, e a canção não tivesse acabado, as lágrimas não me permitem continuar
Começo a chorar desesperadamente, soluçando, até que um vulto aparece atrás de mim
-Eu sinto muito, mesmo, mas seja lá o que tenha acontecido, ele está num lugar melhor agora - disse uma voz familiar e ao mesmo tempo estranha
Rapidamente me viro e enxergo, parado em frente à porta do meu quarto, o mesmo mascarado da noite anterior, com uma lágrima saindo de seu olho
-A pessoa dessa música, é seu pai? - continua ele
Aceno que sim com a cabeça, enquanto tento em vão conter minhas lágrimas. Ele caminha até a minha cama e senta ao meu lado
-A saudade dói, não é?
Não respondo, ainda estava com muitas lágrimas em meu rosto, quando finalmente junto forças para encará-lo, percebi que ele também chorava
-Essa canção, foi uma das coisas mais bonitas que ouvi em toda a minha vida - disse ele com voz de choro
Dou uma leve corada, seus olhos verdes me encaravam profundamente, sua máscara brilhava com a pouca luz da lua que entrava pela janela, me enchendo de curiosidade, quem seria esse homem sentado ao meu lado, porque usa uma máscara? Porque estava chorando? Embora minha mente estivesse cheia de dúvidas, não digo nada, e finamos nos encarando silenciosamente por longos minutos, até que ele diz:
-Você tem uma voz muito boa para cantar, certamente teu talento é único, com algumas aulas, superaria facilmente qualquer soprano que já se apresentou nesses palcos
-Então não era um sonho, afinal - digo, meio que ignorando o que ele acabara de dizer enquanto tentava recuperar minha racionalidade
-O que não era um sonho? - pergunta ele, confuso
-Desculpe, é que não me lembro de quase nada do que ocorreu ontem, só lembro que alguém cantou maravilhosamente bem para mim enquanto eu dormia, achei que tinha sido um sonho, mas aparentemente não foi
ERIK
Que bom que ela não lembrava de muita coisa do que ocorreu, certamente começamos com o pé esquerdo
Estava tão acostumado com as pessoas sendo rudes e maldosas, que parti para a ameaça, quando certamente estava diante de um anjo
Só poderia ser um anjo, sua voz me arrepiou por inteiro, me emocionou, conseguiu até mesmo me fazer chorar, coisa que eu nem sabia que ainda era capaz. Se não bastasse a voz angelical dela, sua beleza era extraordinária, e também era gentil, pela primeira vez em anos, quis me aproximar de alguém
-Qual seu nome? - ela perguntou, interrompendo meus pensamentos
Desde que perdi tudo, tivera vários nomes, demônio, aberração, vulto, sombra, e o mais famoso deles, Fantasma da Ópera, mas meu nome mesmo, ninguém havia se importado o suficiente para perguntar
-Erik - respondo, em um tom mais grosso do que deveria, tentando não estragar tudo dessa vez - Christine, sua voz é maravilhosa, já fez aulas de canto alguma vez?
Ela parecia surpresa, talvez estivesse em dúvida de como eu sabia seu nome, mas logo ignora essa dúvida e responde
-Eu costumava cantar com meu pai, mas aulas mesmo eu nunca fiz
-Gostaria de fazer?
-Talvez, minha vida está de cabeça pra baixo agora, não tenho nenhum dinheiro, não seria minha prioridade no momento
Encaro-a por alguns minutos, ela era realmente muito bonita, fico até sem saber o que dizer
-Eu poderia te ensinar, se você quiser, dinheiro não é problema
-Eu adoraria - ela diz em um tom muito animado - mas você não se incomodaria?
-De maneira alguma
Um silêncio constrangedor se instala no quarto, mas logo ela diz
-Desculpe a pergunta, mas, porque usa máscara?
Fico um pouco sem jeito com a pergunta
-Bom, digamos que ninguém esconde algo belo, não é mesmo?
-duvido - ela diz, mas logo percebe o que disse e tapa a boca - quero dizer, como pode uma parte de seu rosto ser tão bela, e a outra tão feia a ponto de ser escondida
-obrigado, mas não sou bonito, acredite, não vai querer ver o que há por trás dessa porcelana
Christine parece não acreditar muito no que ouve, mas decide ficar quieta, logo, um barulho alto vem de sua barriga
-Está com fome? -pergunto
-Bom, é que não comi muito bem hoje e 
Sem nem esperar que a frase termine, pego um sanduíche que havia no bolso interno da minha capa e a entrego
-É pra mim?
Assinto
-Muito obrigada
Ela se acomoda na cama, e pego esse tempo para observá-la, tinha algumas manchas vermelhas nas pernas
-Isso... - aponto para as manchas - são queimaduras?
Ela parece meio envergonhada
-Não é nada, são só, manchas...
-É por isso que não acende nenhuma vela? - ela me olha sem entender muito bem - foi um incêndio o que matou seu pai, não foi?
-Foi - seu tom ficou extremamente triste de repente
-Espere aqui - eu digo, enquanto levanto
Caminho até os subterrâneos, e pego minha pomada para queimaduras, então volto o mais rápido que posso
-Essa pomada ajuda a aliviar a dor, posso passar?
Ela parece surpresa
-Não acho que seja necessário
-Alivia Muito, acredite em mim, eu sei como é
Então ela volta a devorar seu sanduíche, concordando com a cabeça
Sua pele era macia, passei a pomada com o maior cuidado do mundo, sabia como aquelas queimaduras machucavam, mas não demorou muito para ver uma expressão de alívio em seu rosto
-Por que está cuidando de mim? 
-Não sei, mas me sinto bem em fazê-la
Ela cora e eu também coro
-Bom, já está ficando tarde, acha que consegue dormir?
Ela acena que sim com a cabeça
-Então o que acha de começarmos as aulas amanhã? 
-Seria ótimo
-Ótimo, pode ser às 23:00 horas no terraço?
Ela assente
Me viro para ir embora, então ela diz
-Ei, Erik, Muito obrigada
Não posso conter um sorriso, então digo
-não há de quê
E vou embora



Notas Finais


Espero que tenha gostado
Obrigado por ler até aqui


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