História O fantasma da Ópera- Renascendo das cinzas - Capítulo 4


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Categorias O Fantasma da Ópera
Visualizações 20
Palavras 2.976
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiiiii meu povo!

Adivinhem quem está com crise de falta de criatividade?
Euzinha!

Gente desculpa. Mas tive muita dificuldade para narrar esse cap. Pode ser que não está bom. Mas se não gostar de alguma parte. Me dá um toque, que vejo oque posso fazer.

E agora que a escola voltou estou mais complicada. Mas não vou abandonar a fic.


Esse cap é do "Fantasma".
Fiquem com o Erik.

Capítulo 4 - Capítulo 3.


Erik.


"Droga! Maldito seja!"

A garota que agora sei chamar-se Amélia, se move varias vezes, tentando fugir.

Seguro-a com mais força, mantendo certa brutalidade, para que note que não estou brincando.

Ela entende e para de lutar, o único som que emite é sua respiração acelerada. Seus movimentos se limitam na tremedeira do seu corpo, e o sobe e desce de seu tórax a cada entrada e saída de ar.

Raul, parece empenhado em destruir meus planos, já que permanece a gritar por quase dois minutos.

Logo depois segue destino, parecendo ainda procurar a garota.

Fico tentando pensar, por que motivo um visconde, sairia a noite para procurar uma empregada qualquer.

Deixo minha curiosidade de lado, lembrando que tenho que interrogar a garota.

_Fica bem quietinha... Se gritar por socorro, só vai restar seu corpo para salvar. _Sussurro bem baixinho em seu ouvido.

Passa alguns minutos, até eu ter certeza dá ida de Raul. Espero alguns instantes para soltar a garota.

Quando me preparo para solta-la, minha mão que tampa-lhe a boca é acariciada por lágrimas quentes. E um soluço sai do fundo de sua garganta, ocasionalmente abafado por minha própria mão.

Fico meio perturbado, sentindo-me mais horrendo de que sou. Só um monstro seria capaz de fazer o que estou fazendo.

"Não seja fraco Erik, desde quando não é mais um monstro?"

Sei que minha única chance é assustar essa garota o suficiente, para me dizer tudo o que quero. E para isso preciso me tornar o monstro que sou.

_Vou te soltar. Se tentar fugir espero que esteja ciente que te pego em segundos. _Sussurro em seu ouvido, tentando manter a voz mais firme possível.

Sem esperar por uma resposta, me afasto dela, dando exatos quatro passos na neve. O suficiente para manter certa distância entre nois.

Não sei se pela velocidade que me afastei, ou por toda adrenalina que possívelmente está em seu sangue, seu corpo vacila e ela cai de bruços na neve.

A neve "emoldurando-se" em volta de se corpo pequeno, criando uma visão que daria uma ótima "obra-prima" em tela e tinta óleo.

A garota aparentemente está sem reação, mas não demora a se mover.

Ela senta-se na neve, com a cabeça baixa e os ombro encolhidos. Seu corpo tremendo violentamente, permitindo-me escutar o bater de seus dentes.

Mesmo estando de frente para mim, ela não faz a mínima menção de me encarar. Apenas tremendo e soluçando de vez enquanto.

_Vai dizer o que quero? _Pergunto com a voz mais suave e dócil, tentando passar alguma confiança.

"Passe medo! Você não é o mocinho Erik, é o vilão."

Balanço a cabeça, expulsando qualquer pensamento inconveniente. E me prendendo ao presente, encarando a garota a minha frente.

O silêncio se torna perturbador, apenas o som de um ou outro soluço, mas somente isso. E nada das minhas respostas.

_Vou perguntar e você responde. Depois simplismente te solto._Digo um pouco impaciênte.

A garota apenas asenti com a cabeça baixa, encarando a neve. Sua capa que eu já dúvida que esquenta-se, se encontrando completamente salpicada de branco.

E julgando pelo jeito que seu corpo treme, posso afirma também que o tecido pode está encharcado.

_Me dê a mão. Não pode ficar no meio da neve. _Digo com a voz autoritária propositalmente.

Não recebo resposta, apenas um soluço e o silêncio incômodo de antes.

_Prefere que te levanto a força? _Isso parece assusta-lá, que ignora minha mão estendida, e tenta levantar-se sozinha. O que não acontece.

Observo-a tentando levantar, mas seu único êxito é afundar na neve e e cair de novo, tornarando o estado de sua capa mais crítico.

_Só vou ajudar-lhe a levantar. _Digo ainda com a mão estendida, e uma enorme impaciência.

Parecendo tremendamente assustada, ela estende a mão com a cabeça ainda baixa.

Uma mão pequena e de dedos finos, envolve a minha, parecendo-se com mãos de um cadáver de tão frias.

Ajudo-a a se levantar, soltando sua mão e me afastando em seguida, para manter uma distância confortável.

Mesmo de pé, seu tamanho comparado ao meu é insignificante, tudo muito pequeno e frágil.  Mais comparativo a um gravetinho.

Percebo sua tentativa de controlar o choro, o que só resulta em um soluço engasgado.

_Vou te perguntar só algumas coisas. _Informo tentando manter a voz calma.

Seu rosto continua abaixado, me impedindo de ver detalhadamente sua fisionomia. Mas consigo perceber o rosto molhado, e a tremulação dos lábios.

O silêncio prevalece enquanto observo-a tremer loucamente.

Em um pensamento meio que impensado, desato o cordão de sua capa, assustando-a quando a capa desliza até o chão.

Sua cabeça levanta instantaneamente, os olhos arregalados de medo. Cada respiração saindo em lufadas de ar e vapor.

Seus olhos param milésimos de segundos sobre a máscara de meu rosto, mas volta me encarar nos olhos, ainda assustada.

Retiro minha capa, rodeando-a nos ombros pequenos, a garota estremece me olhando assustada. Apenas dou de ombros ao fechar o fecho.

Ela tenta retirar a capa, mas a impesso segurando-a pelo pulso.

_Preciso de você viva, se for pro frio te matar, seria mais fácil eu mesmo fazer. _Digo ameaçadamente.

Aproveitando que já estou segurando-a pelo pulso, começo a caminhar puxando-a comigo. Ela resiste tentando se soltar, dando chutes ou empurrões quando tem chance.

_Me solta! _Grita alto, tentando me acertar com chutes.

Seu único sucesso é tropeçar na capa e tombar para frente. Seguro-a antes de cair completamente na neve, coloco-a de pé e volto a andar arrastando-a atrás de mim.

_O que pensa que vai fazer comigo! _Finjo não escuta-la. _Me solta!

Viro de frente para ela, encarando-a com frustação.

_Se falar mais uma palavra, você pode se considerar morta. _Minha voz sai perfeitamente assustadora.

Ela-se cala, mas continua resistindo, tentando de todas as formas se soltar-de mim..

Consigo andar com ela por cinco minutos, sem nenhuma reclamação, somente tentativas de fuga.

Então quando achei que ia conseguir andar em paz, ela empaca como uma mula.

Tento puxa-la mas ela só me encara, com os olhos vermelhos e brilhantes de lagrimas contidas.

_Não vai andar garota? Prefere congelar? _Indago um pouco irritado.

Ela me olha atentamente, abrindo e fechando a boca como se fosse um peixe. Mas não demora muita para responder.

_O que vai fazer comigo? _Pergunta com lágrimas brotando dos olhos, e deslizando pelas bochechas. A voz saindo quase inaudível.

Suspiro entediado, calculando mentalmente quanto tempo falta para chegar em minha propriedade.

_Você vai me matar. _Sussurra, choramingando baixinho.

_Não vou te matar, mas se continuarmos no meio dessa neve toda, ela vai mata-la "animadamente".

Sem esperar por mais reclamações  retomo a caminhada, arrastando-a comigo.

Andamos por cerca de dez minutos, que podem ser comparados a mais pura tortura.

Além do frio que congelou até meus ossos. A garota chorou o caminho todo, soluçando e fungando.

E de todas as coisas que odeio, choro está em segundo lugar dos mais odiados. Pois Raul está em primeiro.

Suspiro ao avistar a mansão de longe, grande e imponente. Seu ar medonho foi o que me fez compra-la, tão grande, vazia e assustadora.

"A casa perfeita para um fantasma."

Apresso os passos, puxando-a comigo, que choraminga e murmura coisa incoerentes.

Chego de frente para o portão,  abrindo-o como já fiz tantas vezes, mas antes de passar obrigo-a ir na frente, para depois passar.

Tranco o portão novamente, e me apresso até as portas, abrindo-as prontamente.

Quando abro uma delas, me afasto da entrada, esperando que um ser minúsculo adentre a casa.

Ela me encara visivelmente assustada, com uma expressão que vai gritar e correr a qualquer minuto.

Mas ela simplesmente passa por mim, entrando no breu interior do hall de entrada. Vou logo atrás, fechando a porta num baque surdo.

_Fique aqui. Não tente fugir. _Digo me encaminhando para acender as velas presas aos candelabro e castiçais. Não demorando mais que um minuto.

Pego um candelabro com velas já acesas, seguindo até onde a garota está, completamente imóvel olhando para os próprios pés. Com lágrimas escorrendo pelas bochechas e pingando na Madeira lisa do assoalho.

Informo-a para me seguir, guiando-a até meu escritório. Sigo na frente, usando o candelabro para iluminar o caminho.

Ela me segue com passos silenciosos, posso notar sua respiração acelerada, e seu medo parece se espalhar no ar.

Caminhamos por um corredor curto, que dá diretamente ao meu gabinete.

A luz tremulantes das velas, formando milhares de formas assombrosas, que em contrastes com as paredes de cores avermelhadas, tornando tudo um cenário de pesadelos. Não para mim.

Chegamos ao fim do corredor, e me antecipo em abrir a porta, estremeço ao tocar o metal frio da maçaneta, giro-a e as dobradiças rangem num choro estridente.

Adentro o pequeno cômodo, sentindo o cheiro de papéis velhos e tinta, um cheiro de madeira queimada também vem de brinde.

Atrás de mim a garota entra, me olhando assustada, seus olhos já não tão pequenos, se tornam ainda mais grandes, lhe-dando uma imagem engraçada.

Fecho a porta, olhando-a nos olhos, a cada segundo posso sentir seu medo aumentar. E seus arrepios como se fosse na minha própria pele.

_Não vou-lhe machucar em nada, se esse é seu medo _Caminho até a lareira, começando a acende-la.

Acendo a lareira, no mais absoluto silêncio. O único som sendo de ambas respiração, ou o som das madeiras se chocando ocasionalmente.

O fogo ilumina todo ambiente com sua luz tremulizante, as chamas vermelhas aquecendo tudo rapidamente.

Olho para trás, olhando a garota me encarando, parecendo apreensiva, noto que suas mãos estão atrás das costas, por baixo da capa.

"Esperta!"

_Então... O que quero saber é o seguinte. _Faço breve pausa. _Quero detalhes dos últimos acontecimentos da mansão Chagany.

Espero ansiosamente por alguma expressão dela, algo que indique alguma coisa.

Ela me encara meio perdida, abrindo a boca sem nada dizer, como se estivesse preucurando o que dizer, mas não soubesse o que. Então o entendimento brilha em seus olhos, como se uma lembrança esquecida tivesse acabado de aparecer.

_O fantasma da ópera! _Seus olhos ficam arregalados no mesmo instante.

"Droga! Droga! Droga mil vezes!!!"

_É você não é? O fantasma, que perseguiu a Sra. Cristine. _Sua voz sai desesperada, e vejo uma onda de desespero passar por sua face.

Fico quieto encarando-a, pensando no que fazer. Preciso de um plano e rápido.

Sua expressão é de puro espanto, e vários outros sentimentos. Medo, surpresas,  e vários outros que não tenho interesse de desvendar.

_O que quer em troca das informações? _Indago, me aproximando lentamente dela. Não é a melhor idéia mas é o que tenho.

_O que quero? _Seu rosto é a própria confusão.

_Sim o que quer? Dinheiro, eu te dou. Joias, também te dou. Vingança? Qualquer coisa. _Tento controlar o desespero na voz.

Sei que não é a melhor idéia, mas é só o que tenho. Se eu pudesse caminhar pelas ruas, eu mesmo pegava as informações. Mas isso é impossível.

Todo ser humano deseja algo, duvido que ela não queira, tem que ter algo que queira. Ou estou perdido.

A garota parece ponderar a idéia, me encarando atentamente. Me olhando desconfiada.

_Me daria qualquer coisa? _Ela parece interessada. Isso me alivia momentâneamente.

_Sim, mas para isso a informação tem que ser muito boa. _Digo enfaticamente. Parando a menos de um metro dela.

Ela me encara pensativa, com o cenho franzido, e uma certa alegria pairando sobre seus olhos.

_Se a informação for boa, me dá o que quero? _Pergunta com curiosidade e certa desconfiança.

_Sim o que quiser, se este tiver sobre meu alcance. _Respondo-a prestativo.

_Quais informações deseja? _Pergunta inquisitora. 

_Desejo saber tudo sobre o relacionamento de Raul e Cristine. O cotidiano de ambos. E dos empregados. _Informo, encarando-a.

Sua cabeça inclina ligeiramente, me observando com curiosidade.

_O relacionamento deles parece ótimo, se dão bem, Raul se preocupa bastante com ela. As vezes dá algumas brigas. _Sua voz sai baixa, parecendo apreensiva.

_Por que são as brigas? _ Pergunto encarando frente a frente.

_Coisas bobas, mas nunca é sério de verdade. Cristine sempre mantem a pose de anjo. Ela nunca briga. _Sua voz sai baixa, e uma fina camada de desdém cobre sua voz.

_Cristine é um anjo. _Digo ainda encarando-a, com a voz ligeiramente afetada.

Ela encolhe os ombros, desviando o olhar para o fogo crepitante da lareira.

_Mas então, preciso de informações, tem alguma novidade, dos último ano?

Seus olhos tomam um ar aflito, assim como sua expressão. Recua alguns passos para trás, com um rato acuado.

_Aan... Então a Sra. Cristine e-está em um e-estado meio delicado. _Sua voz sai gaguejante e extremamente baixa.

_Delicado como? Ela está mal de saúde? _Com todo meu desespero, ela apenas nega calmamente.

Fico mais intrigado e assustado, apenas esperando a garota inútil abrir a boca.

_Bem, levando em conta que você provalvemente odeia o Sr. Raul. _Sua voz baixa e esganiçada. _Temo que não aprecie a "novidade"

"Novidade"? Do geito que soou, eu diria "Desastre"!

Chego próximo a ela, mantendo pouquíssima distância entre nós.

_Diga de uma vez. _Digo num sussurro comparado a um sibilar. Digno de assustar o pior dos monstro.

"Medonho!"

O silêncio toma conta, deixando minha pergunta flutuando no ar. Ela suspira me encarando, parecendo tomar coragem.

_Então... A Sra. Cristine, ela e-está... Huuum... Esperando... U-um bebê. _Ao dizer isso ela se afasta vários passos, trupicando ligeiramente.

OQUE!

Só pode ser brincadeira, não, não mil vezes. Como vou me aproximar de Cristine grávida.

_Maldito! Tinha que engravida-lá _Grito furioso, não reconheço minha própria voz, de tão rouca que se tornou.

"Raul... Desgraçado..."

A raiva passa por meu corpo em forma de correntes de energia. Crescendo na boca do estômago, e explodindo na garganta em forma de ódio.

Começo a andar em círculos, sentindo o coração doer, e a ferida que já tinha se cicatrizado se reabrir, mais dolosamente. Vontade de gritar, quebrar tudo. Cristine contínua sua vida. Só eu que parei no tempo.

"Como vou viver sem ela?"

Paro com o coração aos pulos, vontade de chorar como uma criança, por mais essa traição do meu anjo.

A garota, que antes estava perto da porta, agora estava colada na mesma, com a mão girando a maçaneta da porta.

_Fique onde está! _Encaro-a atentamente, me aproximando até estar diante dela.

Ela prende a respiração, mas sem desviar os olhos do meu, lágrimas fazem com que os olhos verdes brilhem como uma esmeralda.

Preciso que ela me ajude, não posso renunciar a Cristine, não agora. Nunca.

É por Cristine que estou vivo, ela é meu ar, minha vida, é por ela que não enlouqueço. Necessito dela.

"Mesmo com uma criança?"

"Sim. Mesmo com uma Criança."

Encaro a garota. Olhando atentamente, não aparenta ter astúcia, ou ser golpista. Apenas inocência, e talvez tola.

_O que quer em troca de me ajudar? _Minha voz sai arranhada, mas firme o suficiente.

Sua boca abre e fecha, emitindo apenas um engasgar, de alguma palavra não dita.

Me afasto, ainda encarando-a, vendo-a relaxar. E ajeitar-se de modo que eu não veja o objeto metálico atrás de suas costas.

_Pode soltar o castiçal que segura. Não vou faze-la nenhum mau.

Seu rosto se transforma na própria imagem do susto. Amedrontada

_O que quer? _Sua voz sai tão baixa que me admiro de ter ouvido-a.

Mesmo sabendo que sei de sua "arma" ela não demonstra.

Ando lentamente de um lado a outro, bem mais calmo. O ambiente mais quente e confortável, neutralizando qualquer tremedeira da garota.

_Vamos ver... Ainda não perguntei qual tarefa lhe é dirigida na mansão. Qual sua função? _Indago virando de frente para ela.

As vezes tenho consciência da minha bipolaridade, mudo muito fácil. De irado, para calmo. Eu já me acostumei, mas pela expressão dela, é fato que não está entendendo mais nada.

Aceno com a mão para que responda, mesmo hesitando responde.

_Sou dama de companhia da Sra. Cristine. _Diz inclinando a cabeça ligeiramente para esquerda.

"Maravilha!"

Como dama de companhia de Cristine, aposto que ela sabe toda rotina da casa. Assim como ouve mais do que deveria.

"Tá tudo ao seu favor Erik, agora monte um plano. Use a mente!"

_Hummm... O que acha de meio que espionar a mansão para mim? _Digo simplismente.

E descubro meio tarde, que seria melhor te-la preparado antes de ter sido tão direto.

_Tá louco! _Sua voz se altera, mas não muito. _Como posso, espionar a casa? Se Raul descobrir, me jogaria na prisão, para ser enforcada no dia seguinte. _Se eu já achava a voz dela irritante, agora meus ouvidos choraram.

_Mas se ele não descobrir? Você terá o que quer. E até acréscimos. Sou bem generoso com quem me ajuda. _Minha voz sai um tanto aristocrata demais.

_O que tanto pode me dar? _Indaga com um olhar inquisitivo.

Suspiro dramáticamente, para enfatizar. E tentar pensar numa proposta irrecusável.

_O que acha de um titulo? Como Lady por exemplo? Um identidade nova... Como a filha de um visconde? _Me sinto a serpente induzindo Eva para o mau.

Ela parece pensar, me encarando desconfiada. Então certa expressão de desdém toma seu rosto.

Maldição!

_Não me interessa fazer parte da aristocracia, só me arrumaria poblemas. _Sua expressão se transforma um pouco em angústiada.

"Eu já imaginava por isso, vamos ver..."

_Okay... Vamos usar a suposição. Caso você aceitasse ser minha "espiã", o que supostamente gostaria de ganhar em troca? Tem que ter algo que queira. _Minha voz soa extremamente calma, quando estou quase gritando de frustação.

Ela pondera, pensando por exatos 60 segundos. Quando poderia pensar em 10 segundos e pronto.

_Levando na suposição. Acho que só gostaria de sumir, sem deixar rastros. Ir para bem longe, e ficar em paz. _Sua voz falha um pouco, mas não desvia o olhar.

_Para isso precisaria de dinheiro certo? Ao não ser que sua definição de sumir e ficar em paz signifique morrer. _Digo meio sem pensar. Mas vendo desse lado, faz um pouco de sentido.

Uma careta engraçada se forma em seu rosto, e só posso confirmar que estou lidando com uma tola.

"Isso não vai dar certo!"

_Só quero viver em paz, sozinha e longe de tudo isso. Sem ser achada. _Diz melancólica.

_Então vai precisar de dinheiro? _Indago um tanto irritado pelo prolongamento da conversa.

_Suponho que sim, mas isso, somente se eu aceitar te ajudar em tudo isso. _Diz com expressão meio indecisa.

__Então sente-se e vou te explicar tudo sobre esse suposto acordo. _Digo indicando a cadeira de frente para mesa lotada de papéis.

Mesmo hesitando, ela segue até o assento. Me olhando antes de sentar-se.

E ainda segurando o castiçal entre o tecido da capa. Fico tentado a dize-lá o quanto seria inútil caso estivesse mesmo em perigo. Mas prefiro por deixa-lá com essa falsa sensação de segurança.

Me dirijo ao outro lado da mesa, sentando-me confortávelmente no assento

Encarando-a nos olhos. Então no meio dos sentimentos em seus olhos já sei. Identifico tudo para saber sua resposta.

"Temos um acordo"!

...


Notas Finais


O que acharam?

Comentem. Aceito criticas construtivas, me dizem o que estão achando. Se quiser.

Tá meio complicado, por que não consegui, me expressar como o Erik. E no filme não tem muitos fatos do Erik, então estou inventando uma personalidade para ele com base no filme.

OBS: Vou tentar colocar um Cap do Erik e um dá Amélia. Assim explica toda história de ângulos diferentes.

Chega de tagarelice. (Sou tagarela até digitando) 😖😐😣

Até o próximo Cap. Bjs.😚😄🤗


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