História O Fantasma De Britânia - Capítulo 1


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Categorias Lendas Urbanas, Mitologia Egípcia, Mitologia Grega, Mitologia Nórdica
Personagens Personagens Originais
Tags Cavaleiros, Medieval, Mitologias, Vingança
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Palavras 5.032
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 1 - Capítulo 1


"Afastar o fio de minha espada da carne dos inocentes , luta por uma ordem que prega a paz e a mente , Novus ordo Tempori 

( nova ordem dos tempos ) " 

   Esse é o juramento que eu costumava seguir , os mandamentos que eu tive de ter até certo ponto . Eu era extremamente jovem na época , A Cordilheira sangrenta estava só a dois anos para acontecer. Eu jamais imaginaria o que o destino guardava para mim , nem o preço que eu pagaria . 

A Pedido Da Rainha Elaine Ap. Amber esposa de Ban , rei de Benoic 

 Meu nome é Drarkar Vin. White esta é a minha história,de como tudo começou.


O inverno chegou rápido . A grama já está a coberta pelo forro branco de neve que ofuscava todo o chão de até onde a minha visão alcançava. Eu estou na prisão de Redwood a prisão mais aclamada aos prisioneiros reais, se bem que eu ajudei a construir essa prisão para os prisioneiros reais , que são aqueles que estão ali por pecar contra o reino . Estou em uma cela fechada com uma única janela com a visão do abismo que fica atrás da prisão onde minha cela ficava, tudo que havia em minha cela era a tábua de madeira lixada apoiada nos caixotes grossos de madeira e um saco de pano preenchido de palha como travesseiro e uma mesa e uma cadeira de frente a parede , com o tinteiro e um maço de penas brancas e uma em especial era preta , ironicamente era a mais bonita e mais brilhante, é de um corvo adulto que provavelmente só tinha essa pena desse tamanho. 

Estou escrevendo essa história a pedido/ordem da rainha , como ela é uma adoradora de histórias e lendas, foi dada a ordem que eu escrevesse a história de minha vida antes de morrer nessa prisão obscura , conhecendo ela quando ler isso ficará chocada ao saber meu nome e presumo que vai entender o que significa o Vin. do meu nome .

 Claro concordei em escrever essa história com uma recompensa de tratamento na prisão que é o tudo o que quero em troca no momento . Falando a verdade sei que ela só se interessou por minha história por eu ter sobrevivido a todos os eventos que são ditos como lendas hoje em dia, e pelo nome que eu ganhei ao longo dos anos. Agora estou velho , vestido com o sobretudo marrom que ganhei nesse frio que realmente esquenta todo o meu corpo , meu cabelo sempre foi branco e cumprido até meus ombros e ostentava uma barba branca rasa no rosto para manter o rosto quente , e mesmo após a velhice admito meu corpo continua magro e forte.

Para quem teve o desprazer de me ver pessoalmente percebe o fato que todos dizem quando falam de mim , As cicatrizes que ficam em minhas mãos e uma em meu rosto que são as únicas que significam algo de fato , corte atravessando minha testa e passando pelo meu olho e terminando na minha bochecha, o resto é apenas resto e marcas de batalhas vencidas ou perdidas . 

Agora como mais velho e talvez mais sábio eu revejo nas minhas lembranças de quando era jovem até hoje e escolhi o momento para começar a história que foi onde ela começou de fato , Como o Fantasma de Britânia começou.


Eu tinha 16 anos na época , em uma tarde fria de inverno como essa ,na verdade pior . Eu estava no Norte de Ynest que hoje é parte de Avalon . Eu corria em meio a neve , com o vento gelado batendo cortante contra meu rosto , eu fugia assustado de dois lobos que me perseguiam no meio da floresta , era uma floresta de pinheiros altos e troncos retos o que dificultava correr em linha reta . 

Eu ouvia os latidos ferozes dos lobos correndo atrás de mim.Vestia um casaco Marom furado na parte de trás perto do ombro que achei no chão perto a beirada do lago conjelado, que protegia meu corpo do gelo , mais não o meu rosto que cortava com o vento , continuei correndo desesperado com o coração batendo forte com o medo de morrer para os lobos . Chegando a beirada de um degrau alto no chão eu corri pulando da ponta,segurando no galho de um dos pinheiros que com o frio e as mãos nuas , ralei minhas mãos na madeira me fazendo soltar e cair de costas no chão , cai perdendo o ar com a pancada forte nas costas .

Levantei cambaleando com a mão no peito começando a tossir , e o frio fazia a tosse rasgar pela minha garganta enquanto voltava a ficar de pé , votando a correr e bati com o ombro em uma das árvores e continuei correndo . Sem olhar para trás eu escutei o barulho dos lobos pulando também o degrau do qual cai e alteram de novo , era dos lobos grandes, um casal que me caçava para comer.

Já quase alcançado , eu vejo que mais a frente havia um tronco de árvore grossa deitado sobre o caminho que eu estava seguindo , eu fui correndo tomando velocidade e pulei por cima do tronco querendo escapar dos lobos, Porém o tronco ficava na beirada de uma descida muito , muito íngreme que tinha o final no topo de outro espaço longe do chão , eu cai batendo com o peito no chão duro , e fui rolando pelo morro abaixo , bati com a testa em uma pedra lisa escondida pela neve e senti o líquido quente descendo pelo meu rosto e continuei rolando até o fim do morro caindo entre os galhos das árvores . Bati com o rosto no galho escorreguei para trás batendo as costas para trás e bati as costas em outro galho com uma pancada bem forte e finalmente cai de cara por cima do manto de neve .

- ai , que droga- falei agonizando de dor e me virando com o rosto sujo de sangue para cima e ali eu fiquei por alguns segundos , eu respirava com muita dificuldade o ar gelado fazia doer o meu pulmão enquanto novamente eu me forçava a levantar , já não ouvia mais os latidos dos lobos e agora meu maior problema era o frio . Os ossos das minhas mãos doíam demais para fechar por causa do frio.

Estava voltando do reino vizinho depois de ir a pedido de uma amiga comprar uma coisa para ela , e na volta a neve começou a cair, e no caminho os lobos que estavam retalhando uma lebre morta entre dois arbustos de amoreiras , largaram o alimento sujo no chão e correram atrás de mim me achando uma refeição melhor.

Eu era servo de uma casa nobre de Ynest , era o servo de uma mulher que era serva direta de Goendolin, sobrinha de Aldruin, rei da Britânia 

Aldruin depois da tão famosa e trágica morte de Uther seu pai, na guerra pela Britânia o rei a pedido da maioria do concelho real e da população , subiu como rei da Britânia. Hoje tem sua casa base em Avalon onde também ficavão , Gawain como campeão de Aldruin , Galahad como cavaleiro e irmão mais novo do rei e Lancelot como braço direito de Aldruin . 

Mal sabia eu o que eu iria fazer em torno disso e teve início, como todo desastre... começou com uma mulher. 

Corri dali de volta a casa nobre . passei pelo portão principal de Ynest que era guardado por dois guardas enormes , com armaduras grossas ao lado de dois búfalos armadurados com as cores do Gawain. Corri rápido para vetar o frio em direção a casa , esbarrei em um dos soldados que montava guarda a frente da porta e corri entrando na casa pela porta de tras da casa .

Fui surpreendido por alguém pulando nas minhas costas e puxando meu braço para trás e me deitando no chão torcendo meu pulso 

- você continua ingênuo- disse a voz atrás de mim e reconhecendo essa voz eu puxei meu braço e me virei segurando seus dois pulsos contra a parede e ficando frente a frente com ela 

- Nimue - falei triunfante 

Estava lá , minha amiga de infância que foi o único motivo para eu aceitar este trabalho nesta casa , como servo assim morando junto com ela. 

Eu larguei seus pulso não registindo a um sorriso orgulhoso enquanto ela passava a mão sobre os pulsos.

- não sei bem quando você ficou forte - provocou, seria 

-no mesmo tempo que minha voz engrossou - respondi remexendo sobre meu casaco procurando o que havia ido buscar para ela.

- o que houve na sua testa ? - perguntou encostando o dedo na minha testa e latejando a minha ferida com um som molhado . Disviei a cabeça dando um tapa na sua mão que a fez parar. 

- você consegui ? - perguntou ficando seria 

Ela usava um casaco velho de lã e por baixo usava só um vestido fino e solto com o contorno do seu corpo esguio , que dava para ver o contorno de suas pernas e de seus seios e de repente ela me puxou pelo meu pulso enquanto eu olhava seu corpo , envergonhado e não com coragem para falar alguma coisa 

- vem , vamos - disse seria sem esperar que eu terminasse de pegar em meu casaco , e eu vi por um momento seu longo cabelo preto bater com o vento frio e se levantar balançando devagar enquanto ela me puxava e corriamos em direção que quisera eu saber .

Ficamos na beirada da esquina de um dos corredores para ver se não havia ninguém , em seguida corremos subindo a escada curvada que tinha no canto do salão e ela me puxou em uma das portas que era a última do corredor e eu passei e então ela rapidamente fechou a porta .

Olhei em volta e preenchido com medo eu percebi que estávamos nos aposentos de Merlin , que era o mago principal de toda Britânia . o lendário Merlin era o mestre das artes Arcanas de magia e morreu anos atrás de velhice, mesmo ele mesmo admitindo que morreu por que quis morrer , dizendo que "a história daqui para frente não tem espaço para mim" e Aldruin deixou o quarto como memoria e respeito por seu velho amigo que morreu , lhe entregando Excalibur.

Recuei dando alguns passos para trás e Nimue me puxou de volta 

- sente aí - eu obedientemente sentei por cima da cama que era em uma plataforma de madeira com várias peles e cobertores pela cama e um saco recheado de lã como travesseiro

- não tenho certeza se era para estarmos aqui - falei olhando em volta .

Era um quarto realmente que passava a imagem de tudo que era velho , era cobertos de teias de aranha , com vários baús alguns com somente mapas e pergaminhos , já outros havia tesouros e espadas e facas duma escrivaninha de madeira escura a frente da lareira que iluminava todo o quarto , somente o teto que era escuro e não dava para ver , porém dava impressão de ter alguma coisa lá. 

Nimue veio até mim juntando as mãos curvando o corpo para frente que dava para ver seus seio pela gola a frouxa do vestido 

- você trouxe ? - perguntou seria estendendo as mãos para mim 

Gagejei algum tipo de coisa que não lembro e então procurei de novo pelo meu casaco e tirei do bolso de dentro um pequeno saquinho que havia o que eu fui buscar .

- pó de fada - disse ela admirada quando pus em suas mãos e se olhar sério se transformou em um olhar admirado e empolgado. 

Ela caminhou até a frente da lareira que já estaca acesa e dava para ouvir os estalos da madeira seca no fogo , logo depois do terceiro estalo da madeira ela jogou o saquinho nas chamas .

Imediatamente subiu uma enorme chama azul , Nimue pulou para trás e eu a segurei antes que ela caísse e depois me empurrou se concentrando no show de chamas que acenderam na nossa frente . O fogo subiu tanto que queimava a parte de cima da lareira e o fogo pegou pelas teias de aranha espalhadas to teto , e a parte escura e pérfida que tinha no teto se iluminou em uma espiral de velas que estavam na parede do teto e iluminou tudo até o fim do teto , revelando também uma estante que seguia o mesmo rumo que as velas que tinham centenas de livros apoiados um ao lado do outro , em uma espiral gigante que me deixou até tonto.

- a biblioteca de Merlin- disse Nimue admirada 

Eu estava mais incomodado com o cheiro insuportável de poeira de teia de aranha queimada , nade devendo a dizer que eu não achei aquilo de uma magia incrível , não habita visto nada semelhante até aquele momento . 

Destraindo da atenção do fogo , eu escutei um grito abafado com um som de uma pancada na madeira .

- alguém deve ter caído , provavelmente a Igraine- respondeu Nimue ignorando o barulho e em seguida puxando minha mão , subimos a escada que havia ao lado da lareira em direção ao livros que haviam na estante . Nimue me empurrou na frente para que eu subisse primeiro , provavelmente por eu ser mais alto e chegando no último degrau da escada eu segurei nos braços da escada e me sentei no todo .

Nimue, tirou de dentro do vestido um papel de pele com várias escritas em latim .

- "Nigrum avem" - disse olhando no papel e depois olhando pela estante - "Um pássaro preto "- disse pensando

- desde quando você lê em latim ? - perguntei por um momento olhando os livros 

- desde que achei esse papel - respondeu colocando o dedo na boca para que fizesse silêncio 

Ela então subiu mais a escada e segurou na espada pisando no mesmo degrau que eu e ficando com o corpo colado ao meu , eu me inclinei para trás e Ela colocou os dois pés no degrau e ficou de pé enquanto eu fiquei sentado no degrau da escada . Já dali meu coração batia forte, ela mexia o corpo de um lado para o outro procurando algo na prateleira e eu não podia deixar de olhar o belo corpo jovem dela , coberto por um fino vestido que dava a liberdade de ver o contorno das curvas do corpo dela.

Quase pensei como era sortudo e tão azarado , por algo que eu desejava a tempos estava tão perto porém ao mesmo tempo tá longe 

- aqui - disse ela me assustando e voltando a olhar para o resto dela . 

Ela apontou para cima em um dos livros da estante , o único da prateleira que não estava sujo de poeira . Me levantei e escalei um pouco pela prateleira e puxei o livro entregando a Nimue, que pegando o livro ela desceu pela escada excitada. Escorreguei com as costas na escada e fui deslizando escada a baixo e parei de pé correndo até onde Nimue estava.

- " o corvo " - disse ela colocando o livro por cima da cama 

- o pássaro preto - falei concluindo e já entendendo o que ela estava fazendo e descidi que eu ia ajudar ela - qual o próximo ? - perguntei 

- ainda faltam dois - disse ela coçando a cabeça.

- Então me diga, eu te ajudo a terminar isso... seja lá o que for - falei sério caminhando em direção a escada e colocando o o pé sobre o primeiro degrau . Quando me virei ela estava me olhando inconformada, com a clara expressão de dúvida 

- que foi ? - perguntei levantando os ombros 

- você vai me ajudar ? - perguntou - você ? o Drakar ? me ajudando ? 

- falando assim parece ate que eu nunca te ajudei em nada - falei sentindo uma pontada de ofensa 

- não , é que normalmente ei preciso te ameaçar para você fazer algo para mim.... você está bem ? - perguntou apertando os olhos 

- estou . na verdade , faz tempo que não me sinto tão bem - falei ainda sério , não era de rir e sorrir em todo momento que levou o seguinte comentário 

- espero que você continue assim - disse ela em referência a minha seriedade- até eu acho estranho quando você sorri.- provocou voltando a atenção ao papel 

- o que foi isso ? - perguntei a mim mesmo achando estranho ela me dizer isso do nada.

Voltando ao clima de procura de segredos . Escutava ela sussurrando enquanto pensava

- "A regem Betrayed" - disse em latim exprimindo um sotaque e levantou a cabeça olhando para mim com a visão clara e um sorriso esperto 

- " Rei traído" - falei concluindo 

- O rei traído.... rei Arthur 

- o rei Arthur- falei junto com ela 

Subi rapidamente pela escada e fui até a ponta da escada e procurei e procurei aos arredores de todas as estantes 

- "Et ad altiorem periculo... maxima inventa" - escutei ela lendo do papel 

- " em um risco mais elevado... maior a descoberta" - disse a mim mesmo. 

A princípio eu não entendi , porém sabia que aquilo ela sobre Merlin, alguém cuje a mente foi invejada até pelos deuses , não deixaria uma dica destas sem importância ou sentido. Eu olhei para cima e de onde eu estava ainda havia três parteira a cima é a espiral terminava com um pedaço da ponta da estante ,vazio.

Em um momento de clareza ou tolice, segurei a escada e abaixei o corpo preparando um salto para cima 

- o que isso quer dizer ? Drakar? -perguntou esperando minha opinião.

Eu então dei um pulo da escada para cima e agarrei com força a estante que deu um leve estalo pela madeira velha e seca e subir mais uma onda de poeira . Ignorei subindo pela estante agarrando as placas de madeiras e pisando por cima dos livros e subindo até o topo. De repente , quando eu pisei em uma das madeiras para subir , ela sucumbiu quebrado de uma vez e com o susto e o desequilíbrio eu cai para trás , com o peito gelado e apertado eu fechei os olhos e senti algo segurar meu braço pelo casaco que eu usava , abri os olhos devagar e vi que a madeira que eu agarrei , tinha uma parte quebrada com uma ponta fina e ela furou o pano me segurando pela manga do braço do casaco 

- você tá bem ? - perguntou Nimue, eu não olhei para trás 

- sim... foi quase - falei suspirando me repreendendo pelo meu descuido

- cuidado idiota , se você cair dai você já era - repreendeu e eu escutei ela remexer de novo nos papéis .

Fui devagar segurando a madeira da estante e tirando meu pé da madeira quebrada e levantei a perna pisando na outra mais elevada e vi que estava firme continuei subindo e cheguei até a última das estantes.

Estava empoeirada , cheia de teias de aranha e insetos entrando entre os buracos da madeira apodrecida e um livro imediatamente grosso , mordi o livro o segurando para que eu pudesse descer e desci pulando de alguns últimos degraus da escada , e de surpresa eu li o título do livro sentindo uma leve vontade de rir , porém eu segurei e fui até Nimue que coçava a cabeça pensativa 

- e então ? - perguntou sem se virar ,ouvindo meus passos se aproximando

- acho que é óbvio - disse mostrando a capa do livro a ela que por um estante também quis rir 

- sem duvida - disse foliando o livro do Corvo e eu novamente virei a capa para mim e li novamente aquele nome tão legal porém esquecido " o rei que nunca reinou , Rei Arthur " 

Então eu entreguei a ela o livro e me sentando sobre a cama 

- aaannn.... o que X X i i i significa? - perguntou 

- que ? - perguntei não entendendo o que diabos ela disse , levantei e olhei o papel que ela esticou sobre a cama, olhei de pé por de trás dela , havia varinas números no papel 

- isso são números romanos, até eu que você diz idiota sei disso - falei entregando o papel para ela 

Ela ainda mantendo a postura não admitindo e batendo o cotovelo já minha barriga 

- não tenho interesse em Roma. então... o que XXIII são ? - perguntou 

- vinte e três - falei 

Ela pegou o livro do corvo , passando as páginas de uma lado para o outro, ela parou de repente como livro bem aberto 

- página vinte três - disse 

- tá em branco - falei observando o livro 

Ela também olhou estranhando , e então virou a página e tinha o nome do capítulo seguinte que prosseguia na história do livro do corvo

- O corvo Da janela - falei 

- o que isso quer dizer ? - perguntou

- não sei , o gênio é você - falei 

- Merlin nunca falou em corvos antes , bom agora " janela " faria mais sentindo 

- bom então a primeira palavra é janela - falei 

- LVIII é o que ? 

- aham, cinquenta e oito - respondi

- aonde aprendeu isso ? - perguntou me encarando 

- com o meu Tio - falei , a dois anos ele avia morrido de disenteria. 

- aaaham, cinquenta e oito - disse abrindo a página .

Era uma página comum com o seguimento da história , porém com uma tinta preta havia uma palavra circulada que era a única assim na página que era "Videre" que novamente do latim significava " ver " 

- videre - falei 

- significa ver , em latim - disse Nimue 

- Janela , ver - falei tentando achar uma relação 

- acabarão os números romanos - disse ela 

- e agora ?

- são números normais - disse ela - am 102, 133 e140 .

Puxei o livro do rei Arthur e foliei o livro até a numerada primeira página 

- aqui - falei 

Era uma página normal , com novamente uma palavra circula que era " Escavar" , Nimue anotou em um dos papéis e eu folhei o livro novamente até a próxima , parando na página 133, uma página também comum no livro e desta vez à palavra era "Tesouro", anotado a palavra, eu folhei o livro até a última que estava em um começo de capítulo que mostrava o título que era " O achar da Espada " 

- agora pronto, nem cú nem cabeça - falei 

- cala a boca - disse Nimue, porém animada e puxando meu braço entusiasmada 

- ficou , janela , ver , escavar e tesouro - falei 

- ainda tem esse - disse ela correndo até ao baú fidido do quarto e ela trouxe outro livro que era " Cavaleiro branco" , um livro velho grosso beirando as quinhentas páginas , regaçado e sujo 

- cavaleiro branco , agora sim - falei na completa ironia - o história grande - falei do tamanho do livro - tem alguma coisa no papel ? 

- não , só isso - disse

- então como você sabe que esse livro tem a ver , criatura ? - perguntei já ficando irritado com essa aparente perda de tempo 

- o papel estava dentro desse livro , eu achei quando vim aqui antes - disse ela novamente animada - era aqui que dizia sobre o pó de fada 

- mais , não tem mais número minha querida - falei passando a mão pelo meu cabelo 

Eu me sentei na cama de novo , e olhei para ela confirmado com o fracasso e ela pensativa coçava o queixo e seu rosto de repente se abriu em conclusão 

- e se - disse era correndo até o papel - o primeiro número que mostrava a página era vinte e três... o segundo cinquenta e oito .... o terceiro era 102... o quarto 133 e o quinto era.... 140 se - disse entusiasmada com aquele momento de ideias - Somarmos esses números... ahm da 

- 456 - respondi , era bom nessas coisas por meu tio me forçava a aprender

Abrimos o livro soltando outra nuvem de poeira nos nossos rostos e fomos a página . escutei novamente um grito , e novamente o som de uma pancada abafada no chão , porém com a mente ocupada ignorei.

Chegando na página , não havia nenhum circulo como os outros que indicava qual palavra era a certa , Nimue suspirou triste e eu me empolgando com Nimue e com o carisma sombrio dela eu pensei também relação 

- espera , são quantas páginas ? - perguntei a Nimue 

-ah deixa eu ver , são cinco - respondeu não entendendo ainda 

- página 456 - eu fui a página e da primeira palavra eu contei em seguida cinco palavras e parou na palavra " Pela " e eu puxei o papel no qual escrevemos e coloquei a última palavra

- é ..Isso - falei - janela , ver , escavar, tesouro e pela - eu pensei percebendo em uma coerência nas palavras e montei na minha cabeça - Ver , Pela , Janela , Achar , Tesouro- falei 

Nimue ouvindo o que eu disse , ela me abraçou feliz o que era raro para ela , e por um momento de alegria ela me puxou me dando um beijo em meu rosto e depois encostando a testa com a minha 

- você é um gênio Drakar - disse rindo 

- não , você que é Nimue- falei envolvendo a mão dela com a minha e descendo meu rosto e levantando o dela arriscando um beijo , nossos lábios chegaram a se tocar , porém ela afastou o rosto colocando as duas mãos no meu peito 

- não , Drakar - disse devagar 

- por que não ? - perguntei segurando novamente a mão dela 

- você sabe o por que - respondeu passando a outra mão pelo meu rosto - você não me ama - disse 

- Nimue- falei farto desse assunto que sempre tomava o mesmo fim 

- eu tenho meus sentimentos por você - disse passando a mão pelo meu cabelo - mais você não os tem por mim , dar continuidade a isso seria errado- respondeu se levantando da cama pegando o papel 

Por um momento senti meu coração doer pela rejeição, e fechei os punhos me conformando por que de fato eu não amava Nimue, nem cheguei a amar ela em algum momento, ela era a pessoa mais importante da linha vida naquele momento, era literalmente tudo que eu tinha , mais eu sentia o corpo quente e uma excitação grande sempre que nus tocavamos.  

- Drakar - chamou meu nome que me fez olhar para ela que estava de frente a janela que ficava atrás de uma cortina grossa de um som vermelho e ela me chamou com a mão afastando a cortina com a mão. Olhei pela janela ,e vi que além do cenário deprimente de terra fria e mortal , havia uma árvore de maçãs com uma pedra em um degrau de terra ao lado da árvore 

- o tesouro de Merlin - disse ela - O tesouro que rés a lenda ele escondeu na época da guerra contra os anjos cristãos.

- espero que valha a pena - falei - confiem mim Drakar - ela passou o cabelo da frente do rosto para trás da orelha - depois disso , as coisas nunca mais serão as mesmas 

Realmente não foram . Depois disso ainda olhei para ela com aquele interesse por ela que não sumia , não enquanto eu continuava perto dela , minha cabeça continuava me puxando para ela de novo , e com isso em minha cabeça foi que desencadeou tudo.

Ela então me puxou me segurando pelo meu pulso enquanto eu continuava avoado nos meus pensamentos. Eu fui puxado até ela abrir a porta seguido de um grito aprovado de Nimue que eu com a mente retardada demorei até me virar e vi Nimue com as mãos na boca andando para trás e preocupado eu recuperei o raciocínio e corri ficando na frente de Nimue e olhei ao fim do corredor , e daí ar frente foi ladeira a baixo. 

Uma das empregadas que habitavam a mesma cada que eu , se me lembro era Khair o seu nome , ela estava morta.

Logo depois da esquina do corredor, Ela estava caída no chão com um corte no pescoço, aquela enorme possa de sangue que ainda esguixava do pescoço dela. 

- que merda é essa ? - Caminhei em direção a ela

- Drakar - gritou Nimue 

Ei me assustei e olhei para o lado e da esquina do corredor , havia um soldado de cores cinzas e sem marca ou símbolo , ele deu um golpe com um machado na altura da minha cabeça . Por reflexo eu me abaixei e o machado pegou na parede. Empurrei ele acertando o cotovelo em sia barriga e o joguei por cima do corrimão da escada e olhando de cima , vó ele batendo com a cabeça no chão , e em claro do seu pescoço se quebrando.

- Drakar ! o que aconteceu ? - perguntou Nimue

Eu agora com raiva e sabia que agora o clima era tenso , um palco de assassinato e sangue . Eu olhei para trás e vi que o machado do soldado continuava pregado na parede de madeira e eu levantei o puxando da parede.

- o que aconteceu ? - perguntou Nimue de novo 

- eu não sei , mais eu sei que tem mais deles - falei segurando o machado nas mãos e ouvindo os passos subindo a escada , e me preparei para recebelos. 





Notas Finais


E aê ? Gostaram ?
Proximo pode demorar um pouco , mais em compensação os caps são bem grandes e por nosso opinião deu para ler sem problemas e entender bem.

Obrigado pela sua compreensão , pela sua visualização e por ser esse leitor maravilhoso


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