História O fantasma do 306 - Capítulo 12


Escrita por:

Postado
Categorias EXO
Personagens Chen, D.O, Kai
Visualizações 18
Palavras 1.450
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpe os erros 😄

Capítulo 12 - O achado


Abro os olhos e me vejo sentada no sofá ainda assistindo o filme. A diferença era que estou alinhada no colo de D.O. e ele está vestindo uma camisa branca, uma calça jeans e estava descalço. Ele acaricia meu braço distraidamente. Me afasto o suficiente para olhar para ele.

- Eu estou sonhando?

- Se eu disser que sim, promete que não vai tentar acordar?

- Não quero acordar - Deito de volta no seu peito.

Ele me abraça mais apertado.

- Me desculpa.

- Pelo que?

- Por não poder te dar momentos assim de verdade.

- Não é como se fosse sua culpa.

- Você acha que teria se apaixonado por mim se tivéssemos nos conhecido antes? Eu era mais legal quando estava vivo.

Penso a respeito. Eu já sabia o que sentia por ele. Só não admitia colocar em palavras. Mas agora meu tempo com ele estava acabando. Tento em vão segurar uma lágrima que insiste em cair. Eu respiro fundo.

- Uma vez eu conheci um fantasma e me apaixonei por ele. E todo os dias eu lamentava que ele estivesse morto. Acredito que nada mudaria se ele estivesse vivo.- Era a melhor explicação que eu tinha.

Ele sorri e beija o topo da minha cabeça.

- Acha que sua família teria me aprovado? - pergunto.

- Minha mãe teria feito um grande almoço em sua homenagem. Meu pai te contaria algumas histórias dos grandes reis da Coreia e minha irmã não desgrudaria de você. E eu... bem, eu faria qualquer coisa para te ver feliz. Faríamos picnic no campo, passaríamos pela cidade.

Eu conseguia imaginar como seria estar com ele naquela época, ou até mesmo na minha. Afasto aqueles pensamentos, não fazia sentido sentir falta de algo que nunca aconteceu. Eu odiava pensar que ele iria embora e que era eu que estava o expulsando.

- Você está com medo? - eu estava

- Morrendo. - ele diz sorrindo para mim.

- Eu sinto muito.

- Shhiii não estrague esse momento. Pode não ser real mas é nosso. - ele diz segurando meu rosto e me puxando para um beijo. - Você vai estar comigo aqui amanhã quando acontecer?

- Vou tentar. - era bem provável que não. Ele apenas concorda com a cabeça.

- Vou te deixar dormir.

- Acho que já estou dormindo. - ele sorri me beijando.

Acordo com o barulho do despertador. Fico fitando o nada. Acabo me levantando relutante. Penso nas coisas que teria que fazer aquele dia. Procuro por D.O era seu último dia aqui e ele havia desaparecido. Fico desanimada com isso. Me arrumo e quando estou quase na porta D.O aparece na minha frente.

- Faria diferença se eu te pedisse para me deixar ficar? Seria só por uns meses... - ele me olha suplicante.

- D.O você não vê? Quanto mais você ficar mais vamos nos apegar e mais difícil vai ser.

Abro a porta e saio sem esperar resposta. Começo a chorar mas contínuo meu caminho mesmo assim. Chego a faculdade e mal presto a atenção nas aulas. As horas passam se arrastando. Quando acaba sigo para a prefeitura. Encontro Chen me esperando ali.

- Tá tudo bem?

- Tá sim. Só estou um pouco cansada.

Entramos e logo localizamos os manequins. Fingi que estava ali querendo outra requisição enquanto Chen cortava o tecido.

- Esse foi fácil. - diz ele me mostrando o pedaço de tecido cortado.

Seguimos então para o cemitério. Eu odiava cemitérios. Eram sombrios e assustadores. Chen e eu nos dividimos para procurar assim cobriríamos mais área. Leio os nomes e data. Passo por diversos corredores com mausoléus e sepulturas. O cheiro de vela estava me dando dor de cabeça. Entro numa parte que parecia mais antiga. Começo a ler com mais atenção. Encontro o mausoléu da família do marido da SunHee. Eu deveria estar perto. Ando por mais dois ou três corredores e encontro o mausoléu da família Do. Ficava próximo ao muro do cemitério, as arvores de fora faziam sobras deixando tudo sombrio e frio ali. Meu coração se acelera e começo a suar frio. Levo alguns minutos para me recuperar e fazer minhas pernas se mexerem. Era de pedra cinza, antigo. Como tantos outros parecia uma pequena Capela. O portão mas estava trancado com um cadeado e uma corrente enferrujada. Podia ver que fazia muitos anos que ninguém ia ali. Havia musgo escorrendo do teto. Espio lá dentro e está tudo cheio de pó. Eu precisava entrar ali para ver melhor. Começo a puxar as grades com força tentando passar pelo espaço que as correntes deixavam. Mas para minha surpresa elas se arrebentam permitindo que entrasse ali. Entro ali e olho envolta tinha lugares para seis corpos ali. Mas somente quatro tinham placas coladas. Me ajoelho enfrente a uma limpando com a mão o pó para poder ler. Era da SunHee. Ela estava ali com a família dela. Vou para a debaixo por algum motivo sinto um arrepio subir pela minha espinha. Limpo a placa e leio o nome do D.O seguido de uma frase: "Amado filho e irmão." Começo a chorar descontroladamente. Eu estava diante do túmulo do D.O. Me deixo cair sentada me encostando na parede oposta. Provavelmente onde estavam os pais do D.O. Fico ali. Abraçada aos meus joelhos. Me acalmando. Respiro fundo e me levanto. Pego meu celular e tiro fotos do local. Depois mostraria para D.O. Me dou conta que eu não o veria mais. Eu precisava sair dali.

Fecho os portões dando uma última olhada para o túmulo de D.O. Então saio correndo. Quando estou longe o suficiente paro para pegar um ar apoiada num mausoléu qualquer. Sinto uma mão no meu ombro. Dou um grito.

- Desculpa eu te assustei. - diz Chen envergonhado.

- Meu Deus nunca mais faça isso. Estamos num cemitério.

- Conseguiu achar?

Eu penso em não contar, em dizer para procurarmos outro dia. Eu tinha a localização do corpo dele mas por que eu hesitava em dizer? Eu me sentia agoniada. Pela primeira vez eu deixei que o medo de perder o D.O me inundasse. Eu não conseguia falar. Então começo a chorar.

- Vai ficar tudo bem. - Chen diz me abraçando tentando me acalmar mesmo sem entender por que eu estava chorando.

Não ia ficar tudo bem. Eu queria terminar aquilo antes de me envolver demais. Mas eu já estava envolvida. Tudo que eu queria agora era voltar para casa e sonhar com meu fantasma. Mas era egoísmo da minha parte deixa-lo nessa meia existência.

- Eu... Eu achei. - digo entre soluços.

- Vem você precisa se acalmar.

- Não. Precisamos terminar logo com isso. – digo tentando me recompor

Eu o levo até o mausoléu. Fico do lado de fora enquanto ele da uma olhada lá dentro. Ele retorna ao meu lado.

- Você já abriu?

- Não. Não dá para fazer isso agora. Precisamos de ajuda. Aqui fecha as 18h podemos voltar a noite.

Concordo com a cabeça. Volto para casa sem entrar no meu apartamento. Fico sentada na escada. Então sinto alguém me observando. Olho para os lados sem ver ninguém.

- Apareça. Eu sei que você está aqui.

D.O aparece em seguida.

- Por que não foi para casa?

- Por que ainda não acabou... E eu não sabia como te encarar.

- S/N nada importa quando você está comigo... Quer conversar?

- Eu achei seu túmulo hoje.

- Me deixou flores? - Só ele para tentar me fazer rir num momento como esse.

- Desculpa. Outro dia eu levo para você.

- Está falando com quem? - ouço a voz de Kai logo atrás de nós.

- Estou só pensando em voz alta. - Digo sem olhar para ele. D.O fecha a cara.

- S/N sobre aquele dia. Me desculpa eu estava nervoso. Eu queria espairecer sei lá.

- Tá tudo bem Kai. - me levanto para encara-lo - Só na próxima escolhe outra pessoa para saco de pancadas. - digo e saio deixando um Kai sem palavras para trás.

Entro no apartamento e encontro D.O com um sorriso de orelha a orelha.

- Eu não acredito que você disse aquilo. - ele diz para mim animado. - Vocês tinham brigado? Quando?

- D.O podemos falar de outra coisa.

- O que ele disse para você ficar assim?

- D.O.

- Tá parei.

Fiquei aguardando a mensagem do Chen. Enquanto isso fiquei conversando com D.O. Ele tentava me distrair. Até parecia que era eu que estava prestes a ir rumo ao desconhecido e não ele. Meu celular vibra e nos dois nos olhamos apreensivo. Pego o celular tremendo. Abro a mensagem D.O se aproxima lendo comigo.

 Estava na hora.


Notas Finais


Talvez eu demore para postar o próximo eu sei o que vai acontecer mas estou com dificuldades para escrever... 😫😫


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...