História O fantasma do 306 - Capítulo 8


Escrita por:

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Categorias EXO
Personagens Chen, D.O, Kai
Visualizações 51
Palavras 1.512
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


:)

Capítulo 8 - Papéis e flores


Fanfic / Fanfiction O fantasma do 306 - Capítulo 8 - Papéis e flores

 Tranco a respiração. Ele ia me contar como morreu e eu não sabia se queria mesmo saber. Mas ele fica em silêncio.

- D.O?

- Ela morava nesse quarto. - ele diz por fim.

Como eu imaginei era ela que segurava ele aqui.

- É por ela que está aqui? - meu coração se aperta.

- Talvez... - ele diz com a voz baixa.

- D.O eu quero te ajudar. Você não precisa mais vi... existir assim. - ele havia dito o quanto era angustiante - Eu prometo que vou te ajudar. - digo abrindo a porta. O encontro sentado no chão do lado da porta do banheiro.

- Me ajudar? - ele se levanta.

- A ir para o outro lado. Sei lá para onde todos vão. Venha quero te mostrar uma coisa.

Pego a pasta com as fotos colocando-as lado a lado sobre a mesa para que ele pudesse ver. Ele analisa cada uma delas. Me sinto incomoda quando ele para na foto dele com a Cordelia.

- Foi tudo que consegui até agora. - ele continua sem dizer nada. - Tá tudo bem?

- Sim. Só fazia tempo que eu não via esses rostos. Já havia me esquecido como eles eram.

- O que você acha que aconteceu com eles?

- Provavelmente seguiram com suas vidas. - ele diz se afastando. - eu não quero mais falar sobre isso.

- D.O talvez isso ajude... - ele me encara sem dizer nada. Percebo que ele não falaria mais sobre isso, então mudo de assunto. - Para onde você vai quando some?

- Não sei bem ao certo. É como se estivesse dormindo mas consigo sentir esse lugar mesmo nesse estado. Menos quando uso muita energia ai entro em... como posso te dizer? Em estado de hibernação talvez. Aí perco noção do tempo.

- Isso parece assustador.

- No começo era. - ele diz abatido

Olho envolta e vejo os copos quebrados. D.O me devia um jogo de copos novo. Rio ao lembrar que ele estava morto e dificilmente me compraria um... Talvez eu roubasse e vendesse algo da casa dele para compensar...

- Desculpe por isso.

- Tudo bem. Mas acho que vai demorar para o Kai voltar aqui.

- Estou contando com isso. - ele diz sério.


No dia seguinte vou atrás de Chen contar sobre a possível ligação do D.O a Cordelia.

- Interessante sua suposição S/N. Se for esse o caso estamos mais perto de ajuda-lo. Você vai ter que descobrir o paradeiro da Cordelia.

- Como vou fazer isso? Ela deve ter morrido há muitos anos. Mesmo se estivesse viva o que eu faria? Diria: vem comigo você precisa se despir do seu noivo morto?

- Deixe a parte do que fazer para mim. Va até o centro histórico e pesquise pelo registro de imigrantes da época e então fica mais fácil achar outros registro como casamento, prontuário médico, sepultamento. E se precisar me ver me encontre no meu novo endereço.

- Você vai se mudar?

- Estou deixando o seminário.

- Por que?

- Você me fez refletir a respeito da minha vocação. Acho que existe mais além desses muros. Quero uma nova perspectiva. - ok eu não tinha entendido mas não ia questionar.

Vou até o centro histórico. Peço para ver os registros de imigração do ano de 1800 a 1806. Digo que é para uma pesquisa da faculdade. Após assinar uns papéis me responsabilizando pelos livros. Me foi entregue uma máscara e luvas para o manuseio das folhas. Me sento em uma mesa e a moça deixa quatro livros grossos para mim. Olho assombrada para aquilo. Isso levaria um século para achar. Suspiro e começo a trabalhar.

Após uma hora de pesquisa, muita dor no pescoço e nas costas. Achei o nome da desgra... da Cordelia. Era datada em agosto de 1805. Ela tinha vindo da Itália com os pais e um irmão. Seu nome completo era Cordelia Tereza Bordinard, tinha 17 anos. Faço anotações. Aproveito que estou ali e pesquiso sobre a família de D.O. procuro em outro livro. E acabo encontrando. Ele tinha vindo em fevereiro de 1800 com os pais e uma irmã mais nova. Ele tinha 15 anos na época. E sua irmã 11.

Guardo tudo e agradeço. Me dirijo até a prefeitura atrás de mais dados mas sou informada que todos os arquivos foram transferidos para a biblioteca. Resolvo voltar para casa descansar.

Chego em casa me jogando na cama. D.O aparece em seguida.

- Onde você estava? - imaginei que essa seria sua primeira pergunta.

- Oi para você também. Estou bem obrigada. - digo irônica. - Estava no Centro histórico.

- Fazendo o que?

- Procurando pela Cordelia.

- Ela deve ter morrido há muitos anos.

- Eu sei. Mas vai que dou sorte. - digo tentando ser engraçada.

- Encontrou algo? - por algum motivo o interesse dele me deixou irritada.

- Sim. Achei o registro de imigração dela... E o seu. - ele sorri.

- Pesquisou sobre mim também? – seu sorriso se abre ainda mais

- Foi só por curiosidade. - digo envergonhada.

- Se quer saber algo é só me perguntar. - ele diz se divertindo com meu embaraço.

- Então me diz como você morreu. - digo sem pensar. Sua expressão se fecha.

- Tuberculose. - ele diz sem me olhar.

Então era isso. O sonho que tive. O gosto do sangue. Ele havia tido uma morte natural no fim das contas.

- Eu sinto muito.

- Não vai comer nada? - ele muda abruptamente de assunto.

- Não estou com fome. Preciso de ar. Acho que vou dar uma volta no Jardim. - já era noite. Precisava pensar no que ele me disse. Em tudo.

- Eu vou com você. – fico surpresa.

- Sabe que se me verem falando com você vão achar que sou louca.

- Vou ficar quietinho.

Saio pela porta e seguro aberta para ele sair. Me sinto idiota porque ele poderia facilmente passar por ela, fora que quem visse ia achar no mínimo estranho. Desço as escadas com ele ao meu lado. Nos sentamos em um banco de pedra próximo a uma árvore.

- Sabe sempre gostei de vir aqui a noite. Mesmo quando era vivo. Mudou um pouco de lá para cá. Mas a sensação é a mesma. - ele diz olhando envolta.

- Achei que ia ficar quietinho. - digo baixo olhando para os lados.

- Só você pode me ouvir. Que diferença faz. - ele ri - Sabe eu queria ser jardineiro quando eu era vivo. Sempre gostei de flores. Sabia que cada uma tem um significado? Meu pai desaprovou a ideia. Disse que eu tinha que tocar o negócio da família.

- Ah obrigada pela flor esqueci de agradecer.

- Era uma açucena. - ele diz se levantando e andando pelo Jardim

O acompanho com os olhos, ele parece absorvido ali entre as flores. Sua palidez era ainda mais acentuada pela luz da lua, o que fazia com que quase brilhasse. Era surreal. Ele pega uma florzinha e a trás com cuidado e concentração até mim. Estendo minha mão para pega-la. Ele a deposita delicadamente sobre minha palma, enquanto se senta ao meu lado. Eu o olho intrigada, ele me encara de volta.

- É uma miosótis, significa...

- S/N?! O que está fazendo aqui? - Kai diz se aproximando. - Essa flor. Eu podia jurar que estava voando para sua mão. - era o que deveria parecer para ele.

- Oi Kai. Estou pegando um ar. - digo me arrumando no banco.

- Posso te fazer companhia? - olho para o lado mas D.O havia desaparecido.

- Na verdade já estava de saída. Está esfriando.

- Eu te levo até seu ap. - ele diz me dando sua blusa.

Ele me acompanha até o topo da escada. Então para e se vira para mim.

- S/N sobre ontem... - ele passa a mão no cabelo nervoso. Por favor não diz que estava arrependido. - Eu gostei. Gostei de verdade. Embora não tenha acabado bem. - aonde ele queria chegar?

- Eu sinto muito por aquilo...

- Tudo bem não era algo que você pudesse controlar. Você acharia loucura se eu dissesse que gostaria de tentar de novo? Isso é se você quiser também.

- Tentar o que? - provocar meu fantasma?

- Sair. Eu e você. Longe do seu ap de preferência. - ele ri

- Acho que podemos tentar.

- O que vai fazer amanhã?

- Vou a biblioteca pesquisar.

- Posso ir com você?

Isso ia ser interessante. Faço que sim com a cabeça. Ele me puxa me dando um beijo rápido. Então olha para trás em direção ao meu ap.

- Boa noite S/N.

- Boa noite Kai.

Sigo para meu quarto. D.O não estava em lugar nenhum. Então resolvo ir dormir. Amanhã seria um longo dia.

No meio da noite, sinto alguém no quarto. Mas não abro os olhos. Ouço D.O sussurrando no meu ouvido.

- Significa eu amo você... – então sinto um formigamento gelado em meu rosto.


Notas Finais


Ps: A açucena pode simbolizar a angústia ou tristeza. Ele deu essa flor porque se sentia assim porque ela tinha saido com o Kai. ( Vou colocar a imagem na capa do Cap 6)

Ps: Flor Miosótis significa recordação, fidelidade e amor verdadeiro. É também conhecida como “Não-me-esqueças”. Dispensa explicações. (Foto capa)

Ps: o Chen vai sair do seminário porque eles vão fazer coisas que a igreja não permite e também era só para ela se aproximar dele.


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