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História O Fardo de M.C-6 - Capítulo 1


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Notas do Autor


É a primeira história que eu escrevo depois de muitos anos espero que gostem. Irei postar mais capítulos ao longo da próxima semana.

Capítulo 1 - O Fardo de M.C-6


Fanfic / Fanfiction O Fardo de M.C-6 - Capítulo 1 - O Fardo de M.C-6

“Em 1780 a Inglaterra atingiu o ápice da revolução industrial, com o avanço rápido da tecnologia fabricas abrindo por todo lado, expansão da eletricidade não demorou para outros países começarem processos similares, em pouco tempo surgiram os primeiros robôs, próteses, aviões o que antes parecia um sonho impossível agora estava diante de nós. Estávamos em uma era de ouro, mas é claro que isso não iria durar muito.

Com os avanços acelerados e a necessidade crescente de energia, nos levaram a uma escassez de carvão e como o carvão vegetal não era capaz de produzir a mesma energia o inevitável aconteceu, guerras logo se espalharam por todo o mundo em busca do carvão mineral para sustentar as necessidades mesquinhas dos grandes impérios que acarretaram em... Quer saber não importa, já estamos nesse lixo a 50 anos não é como se escrever esse diário fosse mudar alguma...”

— MC-6, VAMOS, EXISTEM SOLDADOS QUE PRECISAM DE UM MÉDICO!!!

— JÁ ESTOU INDO TENENTE!

“Fui fabricado 10 anos após o começo da guerra fui um dos primeiros médicos de combates construídos, não sou tão bom no combate quanto os novos modelos, mas com certeza sou um médico melhor do que eles, enfim melhor eu ir.”

Levanto e guardo meu diário, enquanto caminho até a tenda é possível ver a barbaridade de um cenário pós combate, corpos e restos de homens e maquinas por todo lado, completamente destruídos e estripados por maquinas mais ferozes que animais, ao chegar na tenda a maioria dos soldados já estão mortos ou não possuem chance de sobreviver, ordenei que estes fossem removidos da tenda, até fui questionado por alguns soldados, mas não importei no final terão que obedecer.

Reparei que o MC-12 estava cuidando de um paciente que não parecia ter salvação - MC-12, porque está tratando esse peso morto? - Enquanto continuava a operação me respondeu.

— Este homem é um espião e sabe das fraquezas do inimigo, ele precisa sobreviver.

Olhei novamente para o soldado, estava com braços e pernas dilaceradas não poderia sobreviver por tratamentos normais, só havia uma forma – Se continuar assim ele morrera, a única forma de salva-lo é a mecanização. – Ele me olhou com quem parecia está evitando isto.

— Precisa haver outro jeito, isso é estritamente proibido pela sociedade maquinaria, um humano jamais conseguiria se adaptar ao nosso estilo de vida.

— MC-12, e o que pretende fazer? Operar um milagre? Ele morrera se continuar assim. – Ainda teimando me respondeu.

— Posso estabiliza-lo, se ele for levado até a Varsóvia talvez seja possível recuperar seu corpo, a maior parte ainda seria maquina, mas ele continuaria humano.

Fiquei surpreso com a ideia, realmente pode funcionar, mas havia um porem – A Varsóvia fica a 5 dias do campo de batalha, um médico teria que viajar junto, além disso nem sequer sabemos se a Varsóvia ainda existe, olhe ao seu redor não existe nada além sangue, carne e cinzas. – Depois dessa ele parecia ter começado a duvidar do próprio plano.

— Tem razão, mas o que vamos dizer ao tenente? Que não é possível salva-lo e pronto? Ele não vai aceitar se souber que existe uma chance ele vai querer tentar, e não temos certeza de como está Varsóvia. – Ele estava certo não sabíamos como estava Varsóvia, mas a chance de ainda está de pé era muito baixa.

— Então? Quer tentar a sorte na Varsóvia? E quem levaria o presunto até lá? Não podemos destacar todo o regimento para isso.

— MC-6, porque você não vai? Você não gosta da guerra, odeia está aqui, se fosse ficaria longe do conflito e – O interrompo subitamente

— E eu também sou o melhor medico em um raio de 500 km, o Tenente jamais aceitaria.  

— Com a má vontade com a qual você trata seus pacientes não ficaria surpreso dele te despachar na primeira oportunidade que tiver, ainda tenho espaço no meu armazenamento, compartilhe parte do seu conhecimento comigo e vá.

— Se está tão confiante que seja. – Compartilhei com MC-12 grande parte dos meus conhecimentos médicos, após o processo ele levantou extasiado e desorientado.

— Se você tem apenas 40 anos servindo, como é possível ter tanto conhecimento? Mesmo para nós maquinas é impossível. – Disse ainda surpreso pela quantidade de informação.

— Nas ruinas é possível encontrar muitos livros e restos de computadores, com sorte da pra recuperar um pouco de conhecimento com eles, a maioria dos autônomos tem medo de se ligar a terceiros, mas eu acabei perdendo.

— Talvez eu tente um dia, irei falar com o Tenente, estabiliza o paciente.

Bom ele saiu, tem muita esperança para uma máquina ainda jovem, com o tempo ele irá aprender o que guerra faz, muda não só os homens, mas até nós, autônomos sofremos sua consequência. Quantos irmãos foram perdidos, destruídos em um conflito humano, não importa quando isso acabar irei pros desertos ácido longe de qualquer humano e suas brigas mesquinhas. Terminei, parece bem estável, talvez aguente 5 dias até a Varsóvia. O M.C-12 está voltando.

— E então?

— É como esperado, ele concordou, continue agindo assim e vão aposentar você em menos de 100 anos. – Disse o M.C-12 sem a menor surpresa.

— Bom então embale o pedaço de carne pro transporte, serão longos 5 dias. Vou pegar carvão extra para viaje.

— M.C-6, qual sua linha?

— Da segunda linha de autônomos M.C, péssima eficiência energética, péssima habilidade de combate, só servimos como médicos mesmo.

— Nunca vi um autônomo de segunda linha, e já estou no campo faz 5 anos.

— Nossa falta de habilidade no combate levou a maioria dos meus, os que sobreviveram ou ainda servem como médicos ou fugiram para os desertos ácidos.

— Curioso – O Tenente entra com certa pressa na tenta enquanto conversávamos.

— M.C-6, parta ao anoitecer e M.C-12, vá para o esconderijo. – O Tenente parecia assustado e com medo então o questionei.

— O que está havendo?

— Três regimentos inimigos estão marchando para cá, chegam em 28 horas. – Que ótimo, eu tinha 4 horas para ir o mais longe possível da trincheira.

Então decidir acelerar as coisas. – M.C-12 prepare o homem para partir imediatamente, não irei correr o risco de sair a noite. – O Tenente me olhou com certo desprezo, mas não disse.

— M.C-12, estarei lá fora sentado no montinho de terra de sempre o aguardando, seja rápido. – Melhor voltar e olhar para as ruinas de Diera-Zehren, difícil acreditar que quando chegamos aqui ainda era uma das poucas cidades que ainda estavam relativamente bem e distante da guerra, uma pena que aquele lugar tão lindo se foi.

— M.C-6, o homem está pronto pra viaje – disse enquanto me entregava uma mochila – aqui tem água e comida, sabe o que fazer né?

— Sim comer a cada três horas e beber água a cada duas horas, eu ainda sou médico M.C-12, isso é como uma ofensa.

 

— Desculpa é força do habito, a viaje para Varsóvia a pé dura 5 dias, caso não seja possível chegar nesse tempo acha que ele sobrevive.

— Provavelmente não, posso tentar fazer alguma coisa caso eu atrase, mas não posso garantir nada, bom estou indo.

— Boa sorte, M.C-6

Bom, hora de ir o Tenente está na saída do acampamento com alguns soldados o que será que ele quer?

— Tenente quer alguma coisa?

— Sim, pegue esse rifle, eu sei que autônomos da sua linha não são bons com armas, mas caso precise se proteger já terá alguma coisa – o Tenente e os soldados fazem a continência imperial, colocando o braço no peito todos pomposos, mas ainda gosto – que A Lanterna o guie.

— Obrigado, espero revê-los vivos. – O Tenente me olhou com certa surpresa e disse.

— Achei que não se importava com humanos.

— Claro que me importo, posso ser um autônomo, mas ainda sou médico, eu apenas estou cansado dessa guerra que não parece ter um fim, até qualquer dia.

 Melhor pegar meu diário, acho que irei começar uma nova entrada.

“Entrada 1, dia 28 de julho de 1872”

“Estou partindo para Varsóvia com um paciente muito ferido e debilitado se eu conseguir chegar lá em 5 dias talvez ele tenha uma chance de sobreviver, caso contrário ele precisara de muita sorte, mas bom só o tempo dirá durante a viaje farei outras entradas por hora é isso.”



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