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História O Feitiço (Jikook) - Capítulo 2


Escrita por: e Gisellyjikook


Capítulo 2 - Como reverter isso


Fanfic / Fanfiction O Feitiço (Jikook) - Capítulo 2 - Como reverter isso


Park Jimin.


Olhei apreensivo para minhas mãos em meu colo. O que eu tinha na cabeça pra fazer aquilo? No quê eu estava pensando? 


Tenho a plena certeza de que “o feitiço” funcionou perfeitamente bem, como o planejado. Pena que funcionou na pessoa errada


Bastou apenas que eu olhasse para frente, e lá estava ele. Com seus amigos, do outro lado da rua; no restaurante em frente a nossa universidade. Perdido em seus pensamentos, nos quais tenho quase certeza sobre quem e o que são.


Aquele idiota tinha que aparecer bem na minha frente? Logo naquele instante? A culpa era unicamente dele. 


Isso! Jungkook era e é o culpado. Eu não.


Espere, posso tentar explicar o que diabos está acontecendo em poucas palavras.


Descobri que me transformei em uma espécie de bruxo, — se é que posso me auto-denominar assim. — apenas. Talvez isso não seja tão simples de explicar ou acreditar. Nem eu mesmo entendo. Certo, vamos por partes.


Lembro-me nitidamente da noite em que fui “castigado” por uma desconhecida em um beco qualquer. Eu me rendo, nesse caso, a culpa foi minha.



7 meses atrás.



Jimin andava despreocupadamente nas ruas desertas de Daegu. Mesmo a madrugada estando congelante, o corpo do jovem dançarino parecia ferver. Estava suado e destruído. O garoto estava no caminho de sua casa, após as aulas extras que teve que fazer em grupo. Sentia-se exausto, mesmo as aulas práticas sendo as suas preferidas, não era fácil fazer aulas extras logo em dezembro, quando deveria estar de férias. Aqueles movimentos eram capazes de destruir qualquer um. O cansaço físico não deixava nenhum escapar.


Mas Jimin admitia que todo o esforço e cansaço que sentia no momento havia valido a pena. Só por estar por perto de sua paquera, já era mais do que o suficiente. As aulas extras que Jimin fazia agora há pouco, era para auxiliar Lee Taemin, a pessoa pela qual Jimin daria tudo o que lhe pedisse. Inclusive seu coração apaixonado.


Taemin, apesar de ser mais velho, na época era calouro. Tinha dificuldade para se estabilizar e aprender as técnicas mais complexas. E Jimin, que não deixava passar uma, certamente se ofereceu para ajudar. Jimin era definitivamente muito bom no que fazia, considerado um dos melhores em sua ala.


O caminho até sua casa não era longe, alguns quarteirões e já estaria em seu lar. Jimin não conseguia parar de pensar nisso. O jovem não via a hora de poder chegar em casa, tomar um banho, comer e dormir. Só isso.


Distraído e avoado como sempre, deixou-se tropeçar nos cadarços desamarrados de seus tênis. Indo em um piscar de olhos de encontro ao chão. 


Bufou irritado. Quando iria aprender a amarrá-los direito? Aqueles cadarços inúteis!


— Merda. — praguejou.


Limpou as mãos em seus joelhos, logo pondo-se de pé. Bateu as mãos uma na outra, tentando a todo custo tirar a sujeira. Revirou os olhos antes de pegar sua mochila do chão.


E antes que pudesse prosseguir em seu caminho e fingir que nada tinha acontecido, o barulho de latas de lixos indo ao chão fora ouvido, junto a miados de felinos. Os barulhos vinham de um beco escuro. Jimin olhou curioso, pondo a mochila transversal em um de seus ombros. A passos tranquilos adentrou o beco.


— Gatinho? Sai daí. — fez um chiado com os lábios. — Vamos bichano! — pôs as mãos na cintura, parando no meio daquela ruela sem saída. E se o animalzinho estivesse em apuros? 


Olhou para lados. Os miados haviam cessado, mas as latas de lixos ainda estavam ao chão. Havia alguns papelões jogados por ali também, junto com algumas caixas. Jimin supôs que o bichano estivesse encurralado ali. Agachou-se, erguendo o papelão de uma só vez.


— Ah! Então você está aí. — sorriu.


E lá estava o animalzinho indefeso, com sua pelagem negra como a noite. Aparentemente sedosa e brilhante. Jimin o admirou por poucos segundos até constatar que o rabinho do gatinho estava preso. Agilizou-se em liberá-lo, levantando aquelas caixas pouco pesadas, salvando o gatinho.


— Prontinho bichano. Está livre. — tentou tocar as orelhinhas felpudas, mas recebeu um miado alto e estressado por parte do gato. Em seguida recebeu um arranhão na costa de sua mão. Gemeu em dor, repelindo o contato imediatamente. — Traidor! — amaldiçoou. O gato chiou e sumiu naquele beco escuro.


Jimin pôs-se de pé, vendo um filete de sangue escorrer por sua mão, acariciou a área. — Droga. — o ardor parecia aumentar.


Estava pronto para dar o fora dali e ir de uma vez para sua casa. Nunca mais ajudaria um gato na vida. Nem morto.


— Gatos não são traidores. — uma voz feminina disse atrás de si. Jimin franziu o semblante e deu meia-volta. Vendo uma mulher de meia-idade parada ao fim da ruela.


Jimin estreitou os olhos ao ver o gato esfregando-se nas pernas da mulher desconhecida. De fato um traidor.


— Fique longe dele, ele é falso. — alertou Jimin. — Espera, ele é seu? — apontou para o animal. 


— Deveria saber que não se pode brincar com o gato de uma feiticeira. — rebateu sorridente. 


Jimin franziu o cenho. Era só o que lhe faltava, uma lunática.


— Ãn.. Desculpe? O que disse?


— Uma pena ele ter te arranhado.


— Feiticeira? — estava processando a informação.  


— Você o assustou.


— Ele me arranhou! Eu apenas fui salvá-lo. — defendeu-se.


— Não deveria brincar com o que não é seu, pirralho, pode acarretar consequências… — arqueou a sobrancelha.


A expressão de tédio se fez presente ao rosto de Jimin.


— Pra mim já deu. — Jimin disse por fim. Deu as costas como resposta pronto para sair dali. 


Bem-vindo ao nosso mundo. — a ouviu sussurrar quase inaudível.


— Louca. — resmungou de volta, dando continuidade aos seus passos para sair do beco.


Desviou rapidamente o olhar para a costa de sua mão, ela não sangrava mais. Havia sarado, deixando no lugar, uma cicatriz. Um perfeito arranhão cicatrizado em minutos.


Jimin fez uma careta, parando estaticamente de andar. Virou-se outra vez em direção à ela.


— Como curou tão… rápido? — Jimin acabou falando sozinho, a mulher bizarra não estava mais ali, nem o maldito gato. 


Jimin balançou a cabeça de um lado para o outro. Só poderia estar enlouquecendo. Não havia outra explicação.



Atualmente



Lembro-me perfeitamente da cara dos meus pais quando cheguei em casa naquela noite. Não irei negar, eu fiquei muito assustado quando me olhei no espelho e vi que meu cabelo estava simplesmente, laranja!


“Do nada.”


Quase entrei em pânico, meus pais queriam me dar para adoção. Quem pinta o cabelo de laranja?! Pois então, acontece que eu não pintei! Eu tenho certeza que não.


Mas esse negócio não sai, acreditem, eu já fiz de tudo para tentar deixar meu cabelo preto de novo. Mas não tem jeito. Ele permanece laranja, intacto e chamativo. 


Hoje em dia nem ligo mais, até me acostumei. E as pessoas ao redor também. No início foi complicado. O que estou tentando dizer, é que, eu só faço merda. Entendem?


Descobri que naquela noite, fui castigado. E o que me revolta até hoje é que eu fui simplesmente, ajudar um maldito gato! E é assim que sou retribuído.


O lado bom da coisa é que posso ter algumas ferramentas ao meu favor. Coisas mínimas e dignas de um sem noção como eu. Eu não posso matar alguém ou trazer de volta à vida com um estalar de dedos. Impossível. Na verdade, as coisas que tenho ao meu favor, são um tanto inúteis. 


Vejam só, fui tentar fazer um feitiço estúpido, e ainda vai na pessoa errada. Brilhante Park Jimin. Você é brilhante.


Talvez seja ridículo da minha parte o que eu tentei fazer. Adivinhem só: Eu tive a “perfeita” ideia para ser finalmente notado por Taemin. 


Eu pensei que fazendo Taemin ter alusões minhas, — nada inocentes, vale ressaltar — ele pudesse ao menos reparar em mim ou sei lá, qualquer coisa que chegasse perto de suprir minhas expectativas.


E eu tive que errar logo em quem? Só de saber que Jungkook está tendo aquelas alucinações comigo… Me repulsa. Era para ser o Taemin! Na verdade, no momento eu queria que não fosse nenhum dos dois. O lado bom nisso tudo, é que o idiota não está falando comigo esses dias, ao menos uma carta verde não é mesmo? Jungkook sempre foi um cara chato e persistente. Por isso sempre mantive certa distância, mesmo ele vindo falar comigo vez ou outra. Sendo sincero, eu nunca entendi qual é a dele. Seja lá o que for, é irritante.


Onde eu estava com a cabeça? Eu honestamente não tenho ideia. 


Outra coisa que também não faço a menor ideia, a de como reverter isso.






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