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História O Feitiço Que (Não) Deu Certo - Capítulo 2


Escrita por: e moonchildesign


Notas do Autor


Oi meus amores, tudo bem???

Eu espero que sim!! Estão se cuidando direitinho nessa quarentena? Tomando água certinho?

Então gente, esse é o último capítulo :( espero que tenham gostado da história e por favor dêem bastante amor a ela, fiz com todo o carinho para vocês *-*

Obrigada pela @vminspecial por ter betado o capítulo com carinho e mais uma vez pela capista que fez essa capa e banner com bastante carinho💜💜

Sem mais delongas

Boa leitura 💜💜💜

Capítulo 2 - Chapter Two - Last chapter


Fanfic / Fanfiction O Feitiço Que (Não) Deu Certo - Capítulo 2 - Chapter Two - Last chapter



Seis meses depois…


O pequeno coelho olhava atentamente o menino procurar algumas roupinhas que o próprio príncipe havia mandado fazerem para ele. Não adiantava relutar, Taehyung sempre o vestia com aquelas roupas que o incomodavam um pouco, mas era melhor do que nada. 


— O que acha dessa roupinha, Senhor Biscoito? — Taehyung perguntou, enquanto se aproximava dele.


Jungkook bateu sua patinha impaciente pelo nome que o outro havia lhe chamado. Abaixou suas orelhas e deixou que o menino lhe vestisse.


— Não fique assim, hum? Essa roupa fica tão fofinha em você — disse em um tom calmo, contudo, o coelho saiu de perto do humano e se escondeu atrás dos travesseiros que a enorme cama do Kim abrigava. 


Não queria lhe preocupar, porém, estava naquela forma há meses e até aquele momento, nada havia acontecido com ele; o que seus pais estariam fazendo agora? O procurando, talvez? Estava agoniado, queria poder voltar para sua forma humana em breve. Claro que, desde que Taehyung o encontrou no jardim, o menino havia cuidado dele muito bem. O Kim sempre o alimentava com muitas cenouras, repolhos e alguns cookies que a rainha Kim trazia para ele em seu quarto. Devia ter ganhado aquele apelido por causa desse motivo, já que os biscoitos da Senhora Kim eram muito bons; difíceis de resistir. Mas apesar de tudo, Jungkook queria voltar aos seus quinze anos, o garoto não poderia viver o resto de sua vida como um coelho.


O Jeon saiu de seus pensamentos quando Taehyung tirou o travesseiro de cima de si e o pegou em seu colo, arrancando um grunhido do animalzinho.


— Calma, Senhor Biscoito! Vamos descer para comer, certo? Hoje temos uma visita. — Revirou os olhos em desgosto. 


Jungkook apenas assentiu, ao mesmo tempo que observava a criança lhe olhar com seus olhinhos brilhando.


— Você entende o que eu falo? — Mais uma vez o Jeon assentiu. O Kim arregalou os olhinhos e abriu sua boca em um perfeito “o”.


— Isso é muito legal! Vamos lá para baixo então, Senhor Biscoito? — perguntou e o coelho assentiu. Por conta daquilo, o Kim caminhou animado para o andar baixo. 


Os serviçais o olhavam com um pequeno sorriso. Desde a chegada do animalzinho, o jovem príncipe havia deixado de atormentá-los, o que era um alívio para todos. 


Enquanto descia animado e falava com o pequeno coelho, o rei e a rainha conversavam com seus amigos, os Jeon's, estes que falavam sobre o desaparecimento de seu filho único, estavam preocupados, então resolveram vir até o palácio em busca da ajuda do rei.


Quando Jungkook avistou seus pais, levantou as suas orelhas e se remexeu no colo do menino para que este te soltasse, porém, Taehyung continuava segurando-o firmemente.


— Senhor Biscoito, quieto! Papai e mamãe estão conversando sério com o Senhor e Senhora Jeon. 


O menino então se aproximou de seus pais e dos outros dois presentes. Cumprimetou os adultos com polidez, afinal, como seu pai lhe dissera, tinha que agir como um verdadeiro príncipe herdeiro.


— Bom dia, Senhor e Senhora Jeon! Vejo que Jungkook não está com vocês — disse confuso. — Ele não quis vir aqui? — perguntou inocentemente.


— Taehyung, não é hora para perguntas! — sua mãe o repreendeu com um olhar duro.


Cabisbaixo, se sentou em seu lugar na mesa e comeu em silêncio, vez ou outra, o garoto dava alguns petiscos para o animalzinho. Jungkook observava a face do menino, se sentia mal por seus pais o tratarem daquela forma, ele era apenas um menino, oras! Se deixou ficar quieto no colo do outro, enquanto observava seus pais falarem com os governantes; estava com saudades deles, queria poder voltar a ser humano e abraçá-los com força. Após terminar sua refeição, Taehyung pediu licença e se levantou da mesa, indo em direção ao jardim onde achou o coelhinho. O garoto se sentou em um banco de madeira que havia ali, deixou Jungkook ao seu lado e abraçou suas pernas, olhando fixamente para algum ponto, o Jeon podia ver que a linha d'água dos olhos do mais novo se enchiam de lágrimas, mas o outro não deixou que essas deslizassem por seu rosto.


— Eu queria poder ser um plebeu, ter nascido como um — Taehyung disse, quebrando o silêncio que pairava por ali.


No entanto, o coelho apenas o olhou confuso, esperando que este continuasse a falar.


— Eu vejo o quanto os pais amam seus filhos, mesmo com tão pouco, são mais felizes. Estou rodeado de luxo, mas meus pais não dão a mínima para minha existência. — Jungkook ficou surpreso por uma criança dizer aquilo. De fato, Taehyung era bastante observador e inteligente para a sua idade.  


— Eu sou um erro, Senhor Biscoito? — perguntou, olhando, pela primeira vez que chegaram ali, para o coelho de pelagem branca, enquanto algumas lágrimas escorriam por seu belo rosto, mas o Kim tentava se manter forte.


Jungkook chegou mais perto do outro e balançou a cabeça em negação. Era nítido que Taehyung não era um erro, céus! Ele era um menino com um coração de ouro. Aliás, eram os mais velhos que estavam perdendo todo o seu tempo com assuntos do reino, ao invés de ficar com seu único primogênito. 


O menino deixou um sorriso pairar em seus lábios, e pegou o coelho, abraçando-o relaxadamente em seguida, para não machucá-lo.


— Obrigado por estar ao meu lado, Senhor Biscoito — falou com a voz embargada.


Após sua fala, Jungkook se aconchegou e deixou-se aproveitar daquele momento.



 [...]



 

Seis anos mais tarde..



Taehyung atualmente com seus dezoito anos, era um príncipe de se dar inveja. O garoto deixou de ser um pirralho e se tornou um rapaz lindo, sua estatura ainda era mediana, mas havia criado músculos, suas coxas estavam mais grossas, haviam músculos em seus braços, mas nada muito exagerado, as roupas justas que usava faziam jus à sua aparência. As mais diversas pessoas da nobreza, sempre tentavam jogar seus filhos e filhas para cima do jovem príncipe, porém, este com toda sua educação, recusava e dizia estar bem daquela forma. 


Jungkook estava com dezenove anos atualmente, continuava em sua forma de coelho e nunca havia deixado de vestir as roupas que Taehyung mandava fazerem para ele, mesmo fazendo birra para não usá-las, o Kim — que virava um extremo manipulador quando fazia aquela carinha fofa e o bico fofo em seus lábios — abaixava sua guarda e sempre o convencia a se vestir daquele jeito, mesmo que ainda achasse aquelas roupas ridículas.


“Por que eu tenho que usar isso?” era o que sempre se perguntava em seus pensamentos.


Nos anos que se passaram, Jungkook se tornou um verdadeiro confidente do príncipe, este que sempre contava tudo para ele, desde as coisas mais banais, até os segredos mais profundos. O Jeon prestava atenção em tudo o que o outro falava, na maioria das vezes, pois ele sempre se pegava olhando para os lábios rosados do Kim. Imaginava como seria tomá-los para si. Não podia negar que desejava o acastanhado, sempre sentia seu coração bater mais rápido, como quando o olhava toda vez que trocava de roupa em sua frente, aquilo com certeza o deixava excitado demais. E pensar que dormia ao lado daquele rapaz, o deixava contente por um lado. O bom de Taehyung era levá-lo em todo lugar que ia, porque, Jungkook podia morder a mão ou até mesmo as pernas daqueles nobres que queria pegar o seu Tae.

 

— Senhor Biscoito, essa roupa está boa mesmo? — perguntou Taehyung, enquanto dava uma voltinha para que este pudesse visualizar sua roupa.


O Kim trajava uma camisa branca de linho, uma calça preta que marcava muito bem suas coxas, junto a sua bunda redondinha. Jungkook o olhou e sentiu uma pontada em seu ventre. Taehyung notando o jeito que seu coelhinho o olhava, deixou um sorriso ladino pairar em seus lábios e aproveitou para se aproximar do pequeno coelho.


— Então, Senhor Biscoito, você gostou? — perguntou, fazendo um aegyo, muito fofo por sinal.


O pequeno coelho o olhou e assentiu com a cabeça, aproveitando o momento para pular no colo do Kim.


— Pelo jeito, tem alguém que quer carinho aqui. — Taehyung sorriu de orelha a orelha.


O animalzinho no entanto, não ligou, apenas aproveitou o delicioso cafuné que o rapaz fazia em si. Além disso, Taehyung se pôs a pensar, faziam quatro anos que seu único amigo, Jungkook, havia desaparecido. Seus pais não tinham parado de procurá-lo; os pais do Kim os ajudavam em tudo que precisavam. Mandaram guardas revistarem a cidade em busca do Jeon, os reinos vizinhos, nos países que eram aliados do reino, ou seja, procuraram Jungkook por toda parte, porém, não o encontraram em nenhum lugar. 


O Kim suspirou e olhou para o coelhinho em seu colo, que fechava os olhinhos por conta do gostoso carinho. Foi ali que uma ideia surgiu em sua mente, há quatro anos Jungkook tinha sumido e foi há quatro anos que encontrou o coelho... o garoto já havia escutado sobre feiticeiros e o quão medonhos eles poderiam ser.


— Senhor Biscoito — chamou o coelho e parou com o carinho, o que fez o animalzinho lhe olhar com aqueles olhos negros, que pareciam humanos.


— Você não é um coelho, não é? — perguntou, o de pelagem clara o fitou surpreso e negou com a cabeça. Pensou no que perguntaria a seguir, olhou o coelho e viu que este o olhava atentamente, não restava dúvidas ali.


— Você é o Jungkook, não é mesmo? — suspirou aliviado e intrigado quando o coelho assentiu em concordância. — Foi algum feiticeiro que fez isso com você? — o coelho concordou outra vez. Taehyung pegou Jungkook e o olhou atentamente; com seus olhos cheios d'água. O Jeon olhou o Kim preocupado e o rapaz o abraçou apertado. Chiou em reprovação e Taehyung se separou do abraço, enquanto sorria envergonhado e pedia desculpas.


— Não acredito que era você o tempo todo, Ggukie! Céus, estou tão feliz! — exclamou sorridente. Notou o coelho lhe fitar alegre, balançando seu rabinho fofo.


— Temos que fazer você voltar para a sua forma humana. — Sua expressão se tornou séria de repente. — Você sabe como voltar ao normal? — o outro negou, abaixando suas orelhas cabisbaixo.


Taehyung notou seu pequenino desanimado, por isso, sentiu seu coração apertar e abraçou-o. — dessa vez não tão forte —, Acariciou os pelos branquinhos, deitando-se em sua cama, colocou o pequenino em cima de sua barriga e o olhou com um sorriso, porém, logo sua expressão tornou-se envergonhada, suas bochechas ficaram rubras e desviou o olhar de Jungkook, que o encarava confuso pela mudança brusca e repentina dos sentimentos do rapaz.


— Todos esses anos você me viu trocar de roupa — disse em um murmuro, mas foi o suficiente para que o coelho pudesse ouvir. Jungkook jogou sua cabeça para o lado e deixou uma orelha erguida, enquanto a outra estava abaixada. Aquela era uma cena fofa, mas o Kim estava envergonhado demais. Todavia, o coelho saiu de cima de sua barriga e foi, em pequenos passos, parando em frente ao rosto do mais novo — que ainda se encontrava com o rosto corado. 


— Yah! Pare de me olhar com essa carinha fofa. — Taehyung o pegou e passou a distribuir carícias em suas orelhas. — Só espero que você possa voltar ao normal logo, Ggukie. Você é um ano mais velho que eu, certo? — o outro concordou. — Wow! Você está com dezenove anos, como o tempo passa rápido, parece que foi ontem que eu tinha doze anos e que estávamos na minha festa de aniversário. 


Dessa forma, o dia se passou entre risadas e com um certo coelhinho seguindo Taehyung para todo o lado. O Kim queria poder falar para seus pais, mas não tinha como. O que os mais velhos pensariam dele? Diriam que Taehyung estava ficando louco e poderiam arrancar Jungkook de si; não queria se arriscar e pôr o mais velho em perigo. Ele mesmo iria procurar aquele feiticeiro que havia transformado Jungkook e o faria fazer o Jeon voltar ao normal. 



[...]



 Dois meses mais tarde..


Taehyung procurou o feiticeiro como disse que faria, mas de nada adiantou, pois este não morava mais ali, tinha se mudado para um lugar ou até mesmo para um país distante dali. Mandou os guardas irem atrás do homem, mas não havia obtido nenhum sucesso, seus homens não haviam encontrado o feiticeiro. O Kim até poderia dizer que o outro tinha evaporado, era como se nunca tivesse existido, o que era muito estranho. 


Dois meses haviam se passado e Taehyung estava começando a ficar preocupado com o fato de Jungkook não conseguir mais voltar a ser humano. O coelho nesse meio tempo andava cabisbaixo demais, o Kim tinha medo de que ele adoecesse, então na maior parte do tempo, Taehyung ficava com o animalzinho. O Jeon já estava perdendo suas esperanças; via todos os dias o quanto Taehyung se sentia frustrado por não conseguir achar uma solução e aquilo o preocupava, mas não poderia reclamar, afinal, o outro cuidou dele muito bem por todo o tempo que passaram juntos. Não queria preocupar o mais novo, ele já estava fazendo tudo o que podia por si e só poderia agradecer, mas sentia muita falta de sua mãe e vê-la ir chorar nos braços da rainha, o deixava desolado. Queria poder aconchegar sua mãe em um abraço e dizer que tudo ficaria bem, contudo, não podia fazer aquilo, o que só piorava sua situação.


 — Ggukie-ah, não fique assim, hum? Tudo irá dar certo, vamos tentar manter as esperanças. — Taehyung disse enquanto acariciava as orelhas do coelho branco, este que estava deitado na cama no príncipe cabisbaixo.


O coelho no entanto, saiu de perto do humano e foi até a beirada da cama, Taehyung suspirou, daria um tempo para o mais velho pensar. Sabia o quanto estava sendo difícil para ele, compreendia o fato dele estar desanimado; também estaria se fosse ele. Ouviu batidas em sua porta, se levantou da cama e foi até a mesma, abriu-a e viu que era um guarda, este que o olhava com um semblante bem animado.


— Alteza, o encontramos, encontramos o feiticeiro — anunciou.


Taehyung saiu do quarto e fechou a porta atrás dele. Seguiu o guarda, que o levou até a sala do trono. — por sorte, seus pais estavam em outro país vizinho, pois assim evitaria os questionamentos dos mais velhos — Encontrou dois soldados segurando um senhor que parecia de idade, o citado se encontrava irritado e ameaçava transformar os guardas em ratos se não o soltassem. O senhor notando a presença do rapaz, o olhou minuciosamente e se curvou levemente em sinal de respeito.


— Alteza, não entendo o porquê de estar aqui — falou, quebrando o silêncio. 


— Podem sair — disse o Kim para os soldados, estes que ficaram receosos em deixar o príncipe a sós do outro, mas como era uma ordem, logo a acataram.


Após os homens saírem, Taehyung olhou para o senhor à sua frente, ele não parecia ser uma má pessoa.


— Qual é o seu nome? — o mais novo perguntou.


— Park Jihyun — respondeu.


— Então Sr. Park, queria lhe perguntar o porquê de você ter transformado Jungkook em coelho. — Foi direto ao ponto.


— Jungkook... desculpe, mas não sei de quem você está falando — respondeu confuso. 


Entretanto, Taehyung o olhou sério e grunhiu irritado. 


— Oras! É claro que você sabe, foi você que transformou ele em um coelho! — acusou-o. 


Jihyun então se lembrou de um garoto que possuía cabelos negros, que jogou pedras na janela de sua casa de uma forma desrespeitosa. 


— Ah, aquele garoto — murmurou. — Achei que ele já tivesse voltado ao normal. 


— Só que ele não voltou, esse é o problema e além do mais, os pais dele estão preocupados com o seu paradeiro. — Encolheu os ombros. 


O senhor então o observou e notou que o príncipe se preocupava com o menino. 


— Há um modo dele voltar a sua forma humana. — disse, atraindo a atenção do príncipe.


— Como, como ele pode voltar ao normal? — perguntou animado, seus olhos brilhavam de uma forma genuína.

 

— Vejo que gosta muito desse garoto — ditou observador, fazendo o Kim corar e desviar o olhar.

 

— Eu só quero ajudar — murmurou envergonhado. 


— Tem certeza de que é só isso mesmo? Não há mais nada? — indagou, arqueando sua sobrancelha esquerda. 


— E-Eu… eu gosto dele, está bem? — confessou baixinho, não olhando para o senhor a sua frente. — Ele foi o primeiro que se aproximou de mim sem nenhum interesse e pode ser bobagem minha mas, eu realmente me vi encantado por ele. Achei que Jungkook havia se afastado de mim, porque nunca mais veio me ver, mas depois que eu soube que ele desapareceu, eu meio que entrei em pânico. E descobrir depois de todo esse tempo que ele estava ali ao meu lado, foi algo que me balançou. — falou de uma vez só, sentindo um peso sair de seus ombros, talvez estivesse guardando aquilo para si mesmo há muito tempo.


— Entendo. Bom, não se preocupe, Jean voltará ao normal antes do que imagina. 


— Hum, o nome dele é Jungkook — corrigiu e o mais velho fez uma careta.


— Que seja! Bem, se eu fosse você, iria atrás dele neste mesmo instante. Sabe, não é bom deixá-lo sozinho, não é mesmo? — Sorriu quando o mais novo o olhou com os olhos arregalados.


— Realmente. O-Obrigado Senhor Park, desculpe mandar lhe trazerem assim. 


— Quê isso garoto, só cuide do jovem rapaz! — Se referiu ao Jeon, com um sorriso de canto.


— Farei, obrigado mais uma vez. — Se curvou e saiu da sala do trono rapidamente, deixando-o sozinho. 


O Park sorriu e balançou a cabeça se divertindo com a cena, Taehyung poderia não saber por agora, mas estava apaixonado pelo jovem rapaz que se mantinha em forma de coelho, o que significava apenas uma coisa: o feitiço será quebrado quando eles menos esperam.


Taehyung subiu as escadas correndo; os serviçais que passavam por ali, ficaram confusos por causa da afobação do jovem herdeiro, no entanto, apenas ignoravam e voltavam aos seus afazeres. Quando chegou em seu quarto, notou que o pequeno coelho estava dormindo confortavelmente em uma de suas almofadas presentes na cama, o que o deixou aliviado. Soltou o ar que nem notou que estava prendendo e se jogou no sofá que havia li em seu quarto.


Naquela noite, depois de Taehyung tomar um banho e colocar o seu pijama azul claro de seda, se deitou em sua cama com Jungkook aconchegado ao seu lado. 


O mais novo havia pegado de sua biblioteca o livro “Alice no País das Maravilhas” e se pôs a lê-lo em voz alta. O coelho prestava atenção em cada palavra que o Kim falava, porém, o sono bateu e se aconchegou ainda mais em Taehyung, dormindo em seguida. 


Após alguns minutos, o rapaz foi ficando com sono, deixou o livro em cima do criado-mudo e olhou para Jungkook que dormia adoravelmente. Cobriu os dois corpos e se deixou adormecer, não antes de falar. 


 — Boa noite Ggukie, eu te amo.

  

A lua naquela noite brilhava no alto do céu; uma luz forte brilhou no quarto do Kim, no lugar do coelho, um rapaz de cabelos negros como a noite surgiu.



[...] 




Na manhã seguinte, Taehyung foi despertando e a cortina de seu quarto estava aberta, o que fazia com que alguns raios de sol batessem contra o seu rosto. Sentiu uma respiração bater contra seu pescoço, o que fez Taehyung olhar para o lado. O Kim acabou soltando um grito e caiu da cama pelo susto. O rapaz que dormia confortavelmente, sobressaltou com o grito e com o barulho de algo caindo, se levantou e olhou o Kim no chão o observando como se fosse um fantasma. De início não estava entendendo nada, até que olhou para si mesmo e notou que ao invés de patas, haviam duas mãos ali. Olhou para o seu corpo e se surpreendeu com o que viu. O Jeon foi se levantar, mas notou que estava sem roupa e se cobriu em meio das cobertas. 


— Jungkook?! — Taehyung o chamou perplexo, não estava acreditando no que via, parecia um sonho.


— Tae! — Sorriu de orelha a orelha, estava tão feliz. 


— Não acredito! É você mesmo! — exclamou com a voz embargada, estava se segurando para não chorar ali mesmo.


— Também não estou acreditando. Eu até te abraçaria, m-mas estou sem nenhum traje — falou com as bochechas rosadas por conta da vergonha. 


Depois do que o mais velho disse, Taehyung olhou para o corpo do outro e notou o quanto Jungkook era sexy; os músculos de seus braços eram bem definidos, ele apresentava gominhos e coxas musculosas, com certeza estava quase babando com a visão do Jeon. Porém, se recompôs e foi até seu guarda-roupa, pegou uma muda de roupas um pouco largas para o mais velho e as entregou para este.


— Aqui, essas devem servir, o banheiro você sabe onde é. — Sorriu tímido para o outro.


Deixou o mais velho sozinho em seu quarto, pois este com certeza gostaria de um pouco de privacidade. Encontrou uma empregada no corredor e lhe pediu com gentileza para que ela trouxesse seu desjejum para o quarto; a mesma assentiu e saiu em seguida. Taehyung foi até a biblioteca e ficou lá por um tempo, estava pensativo, como iria falar com seus pais e os de Jungkook? Eles iriam estranhar o fato do moreno estar ali. Deixou de lado seus pensamentos e saiu da biblioteca. Quando voltou para seu quarto, Jungkook já o esperava, ao mesmo tempo que olhava Taehyung com seus olhos ônix, que deixavam o Kim envergonhado.


— Isso ainda não é real para mim — o Kim confessou, enquanto se aproximava e se sentava em frente à Jungkook, o moreno assentiu e o olhou com um sorriso de canto.


— Mas a parte boa disso tudo, era ver você trocar de roupa na minha frente — falou sem nenhum escrúpulos, o que deixou o acastanhado de queixo caído pela sua audácia.


— E-Em minha defesa, eu achava que você era apenas um coelho! — gaguejou, o que o fez grunhir por parecer tão constrangido na frente do mais velho.


Jungkook apenas lançou um sorriso ladino e tomou o chá, que por sinal ainda estava quente, Taehyung comeu os pãezinhos que haviam ali. O silêncio se fazia presente, mas não um silêncio ruim ou desconfortável, era agradável e reconfortante, ainda mais para Taehyung, que estava em êxtase por Jungkook estar ali com ele.


Uma batida ressou pelo o quarto. O príncipe se levantou e foi avisado que seus pais estavam de volta e que queriam vê-lo, Jungkook olhava tudo quieto e sentiu seu coração apertar, desejava ver seus pais o mais rápido possível. Depois que mulher saiu, Taehyung sorriu e avisou que teriam que se aprontar. Após alguns minutos, os dois rapazes estavam prontos; saíram do quarto e conversaram durante o trajeto. O Jeon estava muito nervoso, o que será que pensariam dele? Principalmente depois de aparecer assim de repente. Notando o nervosismo do moreno, Taehyung pegou sua mão e entrelaçou seus dedos, apertando-os como se dissesse: “estou aqui com você”, o Jeon se sentiu um pouco mais calmo. O rei e a rainha conversavam sobre a viagem, até que puseram os olhos em Jungkook. A mãe de Taehyung se levantou e foi até o mais alto, puxando-o para um abraço apertado.


— Jungkook, como você?! — A mais velha separou-se do abraço e o olhou incrédula, ainda não acreditava que o filho dos Jeon’s estava ali. 


— É uma longa história, tia. — Sorriu, porém logo fez uma careta de dor por conta do tapa que levou. 


— Sabe o quanto nos deixou preocupados, garoto?! Eu devia esfolar essa sua cara bonita! — exclamou a mais velha, fazendo Jungkook engolir em seu seco, por causa da aura assassina que rodeava a rainha.


— Amor, por favor vamos acalmar os ânimos, Jungkook certamente tem uma história para nos contar e também devemos avisar os pais deles que ele está aqui — ditou o rei, tentando acalmar a esposa. Puxou-a para longe e deixou os dois sozinhos. 


— Sua mãe me dá medo. É sério — Jungkook falou, olhando para o Kim.


— Nem me fale. Agora pense só, você vai ter que aguentar minha mãe e a sua mãe. As duas com certeza vão querer arrancar seu couro — riu, enquanto olhava a careta do outro.


— Gostaria de não me lembrar disso — resmungou, cruzando os braços.


Naquele mesmo dia, era possível ouvir a senhora Jeon gritando com o filho. Porém, depois de alguns minutos, a mais velha chorou nos braços do mais novo e Jungkook ficou ali, confortando sua mãe, junto a senhora Kim, que ainda queria pegar Jungkook pela orelha por lhe dar tanta preocupação. Não pense que foi só Jungkook que levou um sermão, a rainha pegou seu filho pela a orelha e lhe deu uns bons tapas, perguntava o porquê dele ter escondido Jungkook deles e mais uma vez o Senhor Kim teve que afastar sua esposa, estava envergonhado pelo o escândalo que a mesma fazia, os empregados apenas riram e foram ajudar o rei quando este os chamavam.


— Céus, nossas mães são loucas! — Jungkook disse em um tom brincalhão. 


— Nem me fale — suspirou. 


— O que foi, Tae? — o moreno perguntou preocupado.

 

— Jungkook, eu gosto de você — Taehyung confessou, enquanto observava o mais velho. — Não, é mais que gostar, eu estou apaixonado por você. 


O Jeon apenas ouvia o acastanhado falar, seu coração batia rapidamente e sua respiração se tornou rápida; suas mãos começaram a soar.


— Eu gostei de você desde a primeira vez que te vi e mesmo se não for recíproco, por favor não me afaste, Ggukie. — Sentiu seus olhos encherem de água.


— Tae, eu… — não sabia o que dizer, então aproximou-se e puxou o mais novo para um beijo. 


Quando o ósculo se findou, Taehyung levou sua mão até o rosto do outro e o acariciou. 


— Você não imagina o quanto eu gosto de suas carícias — o mais alto disse, enquanto fechava seus olhos. 


O Kim sorriu ao ver que o outro quase ronronava, parou o carinho, fazendo o mais velho soltar um muxoxo. 


— Você não me disse o que sente por mim — Taehyung falou. 


A face do Jeon se tornou séria. Olhou atentamente para o acastanhado e disse:


— Eu também estou apaixonado por você e por mim, nós assumimos isso agora para que nenhuma daquelas garotas se joguem em cima de você — murmurou com um gosto amargo em sua boca, enquanto franzia o cenho. 


— Não sabia que era ciumento — o Kim sorriu em deboche, Jungkook apenas revirou os olhos.


— Você não acha que eu mordia as pernas delas a toa né? — Taehyung ficou boquiaberto e dessa vez, o olhou incrédulo. 


— Jungkook! — repreendeu-o, porém o mais velho apenas deu de ombros. 


— Aceita namorar comigo? — O Jeon olhou o Kim com os olhos brilhando, o mais novo sentiu suas pernas ficarem moles, não esperava um pedido daqueles naquele momento.


 — É sério?


— Claro que é! Não pense que irá se livrar de mim facilmente — falou o moreno, sorrindo ladino. 


— Nunca passou essa ideia pela minha cabeça. 


— Então isso é um sim?


— Sim, sim! — Taehyung se jogou em cima do moreno, fazendo com que caíssem no processo.

 

Num futuro distante, eles foram governantes sábios ou ainda se meteram em confusões como essa? Ninguém sabe, mas o que se pode afirmar, é que o amor deles permaneceu sendo puro e era isso o que importava, se tiveram desentendimentos? Claro, afinal, um relacionamento é cheio dessas fases, mas seguiram firmes e felizes em seu namoro, aproveitando cada momento.



Notas Finais


Espero que tenham gostado *-*
Obrigada por lerem, até mais
Beijinhos 💜💜💜


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