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História O Filho Bastardo - Capítulo 44


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Notas do Autor


Sim, eu fiquei desaparecida, eu sei
Mas eu estava em block
Espero não ter ficado tão ruim

Capítulo 44 - Tempestade



Ichika se aproximou lentamente de seus pais, ficou um bom tempo olhando para eles porque simplesmente havia faltado palavras. Sua expectativa era que eles falassem, mas para a sua decepção, eles ficaram mudos. A ruiva respirou fundo, fechando os olhos pro alguns segundos e abrindo a boca pra falar, mas fora interrompida por Rukia 


— Você não tem nenhum irmão, é filha única.

— E lá vai Rukia novamente.


Ichika riu, aquilo era muito engraçado.


— Eu...meu pai eterno. — levou a mão até a cabeça balançando várias vezes, tentando ao máximo não surta. — É por isso que você nunca falava sobre Ichigo e muito menos gosta quando estou com o Kazui. — balançou a cabeça novamente, andando de um lado para outro. — eu tenho um irmão, eu tenho um irmão...— repetiu aquilo várias vezes.— eu sempre quis um...— parou, se virando para a sua mãe. — eu tenho o direito de saber o que houve.


— Eu já te falei, é filha única. — Rukia persiste naquilo.


— Para com isso! — gritou. — Eu tenho o direito de saber! Que Merda mãe! O que você fez com o meu irmão? 


— Eu fiz o que era o melhor pra mim! Para você, seu pai, para o meu irmão. — Rukia gritou de volta 


Renji olhou para Rukia, não sabia o que falar, já se sentia culpado e agora piorou. 


— Deixa o seu próprio filho é bom? Você está louca? — gritou de volta.


— Ele é um bastardo, não iria agregar nada na vida de ninguém, não é ninguém. — Rukia engoliu a seco. 


Ichika arregalou os olhos, não conseguia acreditar que daquela mulher na sua frente era a sua mãe.


— Você é um monstro, o pior que existe. — Ichika se virou de costas, indo em direção a saída. — Eu vou atrás dele, eu vou procurar por cada canto da Soul Society mas eu vou achar o meu irmão.


Ela não tinha nenhuma pista, não tinha nada, nem sabia por onde procurar, mas iria, não importasse quanto tempo iria durar, ela acharia o seu irmão perdido.


(...)


— O que passar por essa sua maldita cabeça? — Ayato gritou. 


O tenente deu alguns passos para trás, respirando fundo com a mão na cabeça.


— Porque você não entende que eu tenho uma vida? — gritou novamente — que eu lutei para construir, você não faz ideia do que eu já passei! Do quanto eu tive que provar que era capaz e digno! — Se aproximou novamente. — E se for capaz de tirar a sua vida para que eu puder ter paz e manter tudo o que eu conquistei, eu farei.


Ayato levou a mão até a sua zanpakutou e com um movimento rápido, lançou em direção a Ichigo e só não acertou porque Isshin segurou o seu pulso. O patriarca aproximou o menino e o abraçou, passou alguns segundos em puro silêncio até o mais velho abrir a boca: 


— Eu sinto muito, meu neto.  — era as únicas coisas que Isshin conseguia dizer. — ele não fará isso novamente. — virou se para Ichigo.


Isshin o olhava sério, não sabia mais o que fazer com o próprio filho.


— Eu já estou cansado! Ele não entende que não quero ele na minha vida, eu não gosto nada dele, eu o odeio como nunca odiei outra pessoa! Eu só quero paz, eu tenho esse direito de não saber dele, eu tenho o direito de ficar longe dele! Porque você não entende que eu na quero ser seu filho? Que eu...— não sabia mais o que dizer, então soltou um grito. — mas que inferno!  


Ichigo já não possuía muitas palavras, hoje ele foi até onde pode, mas depois de ouvir aquilo, se deu por vencido.


— Você tem toda razão, Ayato, você está certo. — respirou fundo. — não sou seu pai, eu não te criei e não tenho nenhum direito sobre você, eu sei o que fiz, tenho ciência disso agora. — se virou de costas. — não irei mais atrás de você.


Aquilo doía no seu peito, mas o menino tinha razão e Ichigo tinha que sair na realidade. 


"Talvez um dia, talvez quando Ayato for um homem adulto, quando ele tiver os próprios filhos" Ichigo desistiu agora, mas ainda havia um esperança no futuro.


O Kurosaki deixou filho, pai e nora em uma sala sozinhos, aquilo era confundido demais, mas ao mesmo tempo era confortante para o jovem tenente.


(...) 


Ichika já estava bem longe de casa, estava desnorteada e começa a falar coisas com coisa


"Eu preciso achar ele, eu preciso" repetia aquilo mil vezes durante aquela chuva, que era forte mas ela não se importava. A ruiva escolheu o pior tempo para fazer aquilo, mas não ia desistir.


Seus olhos púrpura a levaram para dentro da floresta, estava cansada mas não iria desistir, mesmo com aquela chuva que a atrapalhava. Ichika era teimosa quando queria algo, tão teimosa quando sua própria mãe. Em sua cabeça, passava mil coisas e naquele momento, a única pessoa que conseguia sentir ódio era sua mãe. Levou as mãos até os galhos, sabia que não podia está ali no meio aquela tempestade, mas não conseguia sair também, não conseguia pensar, única coisa que queria fazer é surta enquanto empurrava os galhos. Sentia uma tristeza profunda em seu peito, um desespero e aquela floresta parecia uma cena de terror, não ajudava. Enquanto empurrava os galhos para frente, um escorregou em sua mão e a última visão que teve foi o mesmo vindo em sua direção e uma dor, antes que pudesse desmaiar. 


(...) Algumas Horas Depois 


A aquela altura, todo mundo já sabia do Desaparecimento de Ichika Abarai, sua mãe colocou seus homens para irem atrás da garota, mas era como se tivesse desaparecido. Seu amado tio e pai fizeram o mesma coisa, mas estava sendo impossível acha-la. Nemu ligou desesperada para Hidemi, que avisou a Ayato, que não escondeu a preocupação e quis voltar diretamente para a Soul Society. O ruivo não tirava a sua irmã da cabeça, estão preocupados e esperava que ela estivesse bem, Hidemi conhecia a amiga tão bem e não entendia a atitude da mesma, torcia pelo o bem da amiga. Quando pisaram o pé em Seireitei, decidiram se separarem para irem atrás da Menina. Ayato andou por lado norte, ele não sabia explicar mas sabia que estava indo pelo o caminho sério. A cada flash de relâmpago, a terra iluminava, mas não tinha medo, tinha algo mais importante para se fazer. Seguido por extinto, Ayato seguiu por um longo caminho até chegar em uma área florestada, era perigoso entrar, e certamente ninguém se importou com o local e é exatamente por isso que ela estava ali, Deixou seu corpo leva-lo pelo o local. O vento eram terrivelmente forte, fazia as árvores se mexerem tão violentamente que era possível ouvir alguns galhos se quebrando, e foi exatamente um desses que caiu do nada atrás do ruivo que o fez levar o susto, dando um pulinho a frente, se virou e viu a metade de uma árvore caída prá trás, caminhou de costas por alguns passos até tropeça em algo, fazendo o mesmo cair no chão. Virou sua cabeça de lado e levou outro susto com o que via no seu lado, ele tinha tropeçado nas pernas de sua irmã, viu a mesma desmaiada na sua frente.


— Ichika….— sussurrou, se aproximando. — o que você faz aqui? — falou em um tom preocupado. 


Ayato se aproximou da irmã, colocando em seus braços e se levantando depois, a levaria até seus pais. O tenente usou shunpo para chegar o mais rápido na divisão de sua progenitora, para a segurança de sua irmã que já estava mais branca do que já era. 


Rukia estava agoniada, estava de um lado para outro em seu escritório esperando informações de sua tenente e seus homens mas nada, ninguém dava notícias a ela, já estava ficando louca. Porém, Rukia parou, sentiu uma reiatsu famíliar que a fez sair do escritório e ir na direção á entrada da sua divisão, foi quanto viu uma cena inesperada: Era Ayato, com Ichika em seus braços.


Ayato se inclinou para frente e a colocou deitada sobre o chão, deu um último olhar sobre sua pálida irmã, até desaparecer igual um raio deixando aquelas duas sozinhas sobre a terrível tempestade que assustava toda a Soul Society. 



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