História O Filho de Afrodite - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Cuidado, Imagine, Jiminxvocê, Shipp, Vocêxjimin
Visualizações 6
Palavras 2.488
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Literatura Feminina, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiii galera
Espero que gostem dessa história que surgiu do nada
Dêem muito amor, enfim
Boa leitura e desculpem qualquer erro

Capítulo 1 - Capítulo I


•.¸(S/N) .•

Londres, 1878

"Então, começo esta carta com o intuito de aliviar minha mente sobre tais problemas..."

Impossível. Várias coisas ocorreram e minha mente apenas deseja explodir com todos a sua volta, mas como uma dama, não posso fazer com que isso aconteça. Minha mãe sempre pede encarecidamente para que eu escreva sobre meus pensamentos em uma carta, mas isso é ridiculamente impossível.

Impossível não por que estou colocando meus pensamentos em uma carta mas, sim, justamente por eu estar colocando meus pensamentos em uma carta. Eu tenho uma parte do meu corpo que transmite sons em forma de palavras e acho que ele serve muito bem para que possamos mostrar nossas opiniões a assuntos diversos.

- Querida? - Escuto o som abafado da pequena mão de minha mãe bater na porta do meu quarto. - Por favor, abra.

Levanto-me da cama e vou em direção a porta do quarto, buscando a pequena maçaneta prateada para dar espaço a grande lição de moral de minha mãe. Abro a mesma e me deparo com minha senhorinha com um semblante preocupado. Ótimo.

- (S/N), minha filha. Sabe muito bem o porquê disto. - A senhorinha de cabelos castanhos e pontas grisalhas acariciava minhas mãos por cima da luva.

- A senhora realmente quer que eu me cale perante a isso? Não posso deixar que comprem o coração dessa família! Eu cresci naquele lugar, não posso deixar que levem-no como se fosse um objeto qualquer. - Respiro fundo, não posso imaginar.

- Seu tio queria isso, não posso descumprir uma promessa dessas, sinto muito, pequena.

O fato era que, minha família teria que vender o Grande Casarão. Fazem dois dias apenas que meu tio faleceu e como ele não teve esposa e nem filhos, o Casarão teria de ser abandonado. Ou vendido. Meus pais escolheram vender a grande casa e afirmam de forma fervorosa de que é o melhor. Não aceito. Principalmente vender o lugar onde passei grande parte de minha infância. Dói demais.

Queria poder ter mais um momento naquele lugar, lugar este tão mágico quanto qualquer poção de contos de fadas. Todas coisas que senti e sinto quando vou para lá, é impressionante. Me transmite calma, paz, coisas que ultimamente estão difíceis de ser encontradas aqui. Não posso deixar, só queria um último momento...

- Eu tenho uma ideia! – Bravo alto e minha mãe apenas ergue a sobrancelha já induzindo-me a desistir.

- (S/N), não vamos desistir. Sente-se aqui. – Ela senta na ponta de minha cama e bate vagarosamente no espaço ao lado. Vou até a mesma e sento-me curvando minhas costas. – Postura, moça. Uma dama jamais deve perder a postura.

- Mãe, eu estou em meu quarto. – Reviro os olhos.

- (S/N)?

Ajeito minha postura e coloco minhas mãos sob meu vestido amarelo esbranquiçado. Encaro minha senhorinha e observo seus traços cansados e caídos, algumas rugas e a pele pouco puxada mas ainda sim, uma beleza exuberante. Minha mãe sempre foi muito bonita, dona de vários corações e amores mas o tempo está acabando com ela.

- O que quer? – Suas mãos envolvem as minhas e as apertam. Ela também está com medo, não quer abandonar o que sobrou do irmão. – Huh?

- Adie a venda por duas semanas. Espere o Jeon voltar de viagem, fazemos uma festa de boas-vindas para ele no casarão e logo após, a venda pode ser feita. – Fecho os olhos e tento engolir o nó em minha garganta. – Pode ser assim, mama?

- Deseja mais um momento lá, não é?

- Sim, mama, sim.

- Tudo bem, falarei com seu pai.

Ela levanta de forma graciosa e sai do quarto deixando-me sozinha com meus pensamentos. Eu teria só mais duas semanas até que meu irmão chegue de viagem.

Ah, Jeon. O repugnante menino da luxúria. Meu irmão é mais velho que eu, a diferença é de exatamente dois minutos e meio mas o fato de nós sermos gêmeos não é nada, já que não pareço com ele fisicamente. Digo o repugnante menino da luxúria por que ele é pura luxúria. Jeon poderia ser considerado o oitavo pecado capital, só de olhar para ele você sente o inferno, tudo ferve. Chega a ser cômico o quanto uma pessoa consegue seduzir outra apenas com o andar. Não me surpreende o número de garotas que já vieram aqui durante a noite para cometer loucuras com o mesmo.

Meu irmão e eu somos cabeça dura, brigamos muito mas sempre que preciso ele está do meu lado, sempre me apoiando. Sempre. Não importa no quê, ele é minha outra metade, vai sentir como se fosse o certo a se fazer.

Tiro minhas luvas e deixo-as na cama. Era um dia chuvoso e quase ninguém estava trabalhando lá fora. O comprador do Casarão já tinha ido com seu contador de volta para casa, com certeza ele deve estar contando os míseros segundos para ter sob sua posse aquela grande casa. Meu quarto não estava tão frio como de costume, Angeline fez um ótimo trabalho.

- Senhorita? – Minha graciosa empregada bate na porta, mal acabo de pensar na mesma e ela já aparece. Muito eficiente.

- Entre.

Angeline com suas delicadas tranças em seu cabelo loiro, quase dourado entra de forma plena. Com apenas dezessete anos já serve a mim e a minha família com muito respeito, o que acho muito errado. Angeline deveria estar estudando ou divertindo-se com amigos mas pela sua condição financeira não pode. Queria poder ajudá-la.

- Seus pais estão esperando a senhorita. Os senhores irão levá-la para conhecer um pretendente. – Fala e segura o riso.

Eu congelo e tento respirar de forma ingênua, o que sai de forma errônea. Como Angeline não tem muitos amigos além dos outros empregados e meu irmão mais novo, Hope, ela conversa bastante comigo e por mim, considero a mesma como uma grande amiga. Sendo amigas, contamos segredos uma para a outra. Então, ela sabe com todas as palavras um dos meus maiores segredos: Não quero me casar.

- Angeline, não me diga que... – Massageio minhas têmporas e tento tirar qualquer ideia homicida da mente. Prefiro ser a solteira do que casar apenas por dote.

- Sim, senhorita, isso mesmo. Eu já separei sua roupa e tenho uma belíssima ideia para seu penteado... Posso? – A mesma vai até minha mesa e puxa a cadeira indicando para que eu sentasse.

- Demore o quanto precisar, não quero ir mesmo.

Angeline ri e começa a ajeitar meus longos cabelos.

QUEBRA DE TEMPO

- A senhorita gostou? - Angeline termina o longo penteado com meus cachos amarronzados.

Já foram ditos vinte e sete “senhoritas” por ela, e já foi dito vinte oito vezes por mim para que ela parasse de dirigir a palavra a mim assim.

- Não me chame de senhorita, Angeline. Já disse que não precisa!

- Mas senhora, é desrespeitoso tratá-la de outra forma.

- Seria desrespeitoso se eu achasse desrespeitoso. A sociedade impõe que os criados devam tratar os senhores com devoção só por causa de seu dote. Esta impõe que devam elevar o grau humano de uma pessoa só por uma simples quantia de dinheiro e por isso devem tratá-lo como o tal. Se não fizerem jus a isso, seria desrespeito com o senhor. Bobagem! Eu sou igual a você e você é igual a mim, nenhum dinheiro no mundo pode fazer com que sejamos diferentes. Nosso sangue é de mesma cor. Isso é apenas a hipocrisia social falando alto.

- Mas senho-.....Tudo bem (S/N), tudo bem.

Sorrio em vitória e a mesma revira os olhos e logo suas bochechas coram. Que fofa. Minha graciosa amiga e empregada pega um longo vestido rosa e me ajuda a vesti-lo juntamente com as anáguas e meias.

Alguns minutos depois e já me encontrava pronta. Uma leve cor nos lábios me fez parecer graciosa. Angeline sempre me deixa deslumbrante em qualquer roupa que eu vista. Ela tem um dom para isso. Saio do meu quarto e desço vagarosamente a escadaria que faz encontro com a entrada.

- Pensei que não ia vir. – Meu pai fala e abre um sorriso amarelo. – Pronta?

- Sim.

Seguro em seu braço assim como minha mãe e ajeito meu vestido rapidamente. Fomos em direção a carruagem, entro primeiro e logo em seguida vem os dois. A viagem seria longa, duas horas até chegar no campo. Não sei em que mundo estava quando aceitei fazer parte disto.

De acordo com o formulário de Angeline, eu iria conhecer o Duque de Ashylee, um dos mais ricos da região, fica em segundo lugar quando se trata de dote. Só perde para mim. Ashylee é loiro, tem olhos azuis e cintura larga, as meninas da cozinha complementaram também que ele tem uma mancha escura na lateral direita da bochecha, bem deve ser de um incêndio.

QUEBRA DE TEMPO

Estava pronta fisicamente para conhecer o pretendente que eu pretendia dispensar logo no primeiro erro, já mentalmente queria chutar todos ali. Odeio isso.

Madame Sidney, a governanta, nos levou até a sala de estar do Duque que nos recebeu com um grande sorriso no rosto. Meus pais sentaram-se ao lado dos seus e começaram a discutir de assuntos diversos, as mães falavam de crochê e costuras, os pais falavam de dinheiro e estabilidade financeira. Até que a Lady Lisa, mãe do Duque de Ahsylee, nos olhou e falou com o filho.

- Querido, seja gentil, Senhorita Lesson gostaria de um chá? – Lady Lisa abre seu sorriso branco como se fosse tinta e eu apenas nego, delicadamente.

Não sei por que as pessoas costumam tanto servir chá ou água para as mulheres e bebidas mais fortes para os homens. Prefiro café ou um bom uísque.

- Prefere água, Senhorita Lesson? – Lady Lisa parece confusa e apenas um sorriso diminuto cresce em meus lábios.

- Prefiro café, sem leite e com três cubos de açúcar. – Sorrio e a mesma parece incrédula, minha mãe fica vermelha, provavelmente de vergonha e meu pai apenas ri.

Alguns minutos depois quando meu café já tinha sido servido e minha mãe já tinha sua cor normal no rosto, Duque Ashylee me concede um passeio pelo belo jardim do casarão, e eu aceito. Fomos caminhando a passos lentos e meu coração saltitava de ansiedade, de que tipos de assuntos ele gosta? Será que ele é o mero tradicional? Será que ele vai falar algo? As perguntas rondavam a minha mente a cada uma delas fazia questão de já montar uma imagem sobre minhas respostas, até que...

- O dia está bom hoje, não é mesmo? – Ashylee me observa com desdém e aponta discretamente para o céu que estava cinza. Espero que ele esteja insinuando que gosta de chuva e não que quer falar sobre o clima.

- Gosta de chuva? – Pergunto com meus olhos brilhando, estaria eu sedenta para conversar sobre astros com outras pessoas além de Angeline? Talvez.

- A senhorita foi um pouco indelicada, não acha? – Seu olhar abaixa e me sinto uma formiga quando ele ajeita sua postura.

- C-como?

- Por que não aceitou o chá? É uma bebida simples e-

- O senhor realmente está tentando me dar uma lição de moral? Logo eu? Que sou mais velha que você? Dois anos a mais, para ser precisa. O senhor que me deve respeito e indelicado também és tu. Odeio chá, só de sentir o cheiro me enoja, prefiro café e uísque. – Respondo convicta e ergo minhas sobrancelhas.

- Então parece que a senhorita terá de mudar. Não posso me casar com uma moça mal-educada e que fala o que pensa. – Aproxima-se de mim e meu corpo ferve.

- O senhor acha que eu vou me casar com um homem qualquer por um mero dote? Não, não pretendo me casar e se fosse um dia, com toda certeza não seria com o senhor. Não posso me casar com um homem que não me deixar falar o que penso e não aceita meu jeito. Dizem que amar é renúncia, não renunciarei meu jeito de ser ou de pensar para agradar homem algum. E chega por hoje. – Saio batendo os pés e escuto um xingamento vindo da parte dele. Me controlo o máximo e consigo continuar a caminhada até a parte de trás do casarão.

Ao chegar na sala, nossos pais estavam risonhos, com certeza eles estavam planejando isso a meses. Mas não hoje. Não assim.

- Mama, papa. – Falo e os dois me encaram. – Podemos ir?

Os dois me encaram e minha mãe apenas abaixa a cabeça, meu pai fica em silêncio profundo, parece até que está em uma viagem dentro de si mesmo. Mama levanta e deixa sua xícara na pequena mesa de mármore branco com enfeites dourados à sua frente. Papa solta um suspiro e sorri o mais lindo dos sorrisos.

- Claro, filha. Podemos ir.

QUEBRA DE TEMPO

Mama e Papa não conversaram comigo quando chegamos em casa. Mas não me preocupo, eles virão quando acharem que talvez eu tivesse sido imprudente. Virão quando realmente quiserem saber o que eu quero. A noite já queria aparecer dentre as lindas nuvens cinzentas. Aos poucos as nuvens carregadas tornavam-se rosas e o céu um azul escuro, aqui e ali víamos estrelas, mas nada mais do que nossos próprios pensamentos pintados no céu.

Angeline entra em meu quarto com seu olhar pidão e eu rio. Ela quer saber como foi.

- Não espere as mil maravilhas, eu odiei esse cara. Ele era indelicado e ainda afirmou que iríamos casar!

- (S/N), não seja tão dura, alguns homens não sabem como se comportar rente uma moça.

- Ele disse que eu fui errada ao escolher café do que o chá!

- Esse foi horrível, Santo Deus, (S/N)!!

- Horrível. – Falo e nós rimos.

Angeline ria de forma graciosa e plena, como uma princesa, me sentia uma mera pessoa ao lado da plenitude dela. Qualquer um se apaixonaria por ela. Pela delicadeza, pela beleza, ela sim é uma dama quase tradicional. O que me fez pensar se um dia encontrarei alguém que me entenda e não me peça para mudar, que me aceite.

- Angie, me diga. Você já se apaixonou? – Pergunto sem delongas e seu rosto muda de uma felicidade monótona para um brilho intenso.

- Só uma vez. – Sorri. – Não foi grande coisa, mas eu realmente o amei.

- Quer me contar?

- Quando estiver na hora, eu conto essa história.

- E será que um dia essa hora será a hora? – Ergo a sobrancelha e a mesma ri.

- Claro que sim, todos encontram a sua hora. O tempo é dono de tudo, ele mostrará.

- Quero que alguém me aceite pelo o que sou e isso é impossível, por isso não quero casar!

- Senhorita Lesson, quando menos esperamos essa hora vem. As melhores pessoas vem de momentos espontâneos e a partir daí, você saberá se realmente é certo ou não.

- Não quero renunciar nada.

- Não renunciará, apenas amará.


Notas Finais


Espero que gostem!!


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