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História O Filho de Indra - Capítulo 20


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Capítulo 20 - Episódio 20: O Machado Da Deusa Torgo


Fanfic / Fanfiction O Filho de Indra - Capítulo 20 - Episódio 20: O Machado Da Deusa Torgo

- Haaa! - Natsumi cortou os dois bandidos mais próximos de si diretamente no peito deles e o sangue deles esguichou em suas espadas e no chão fazendo uma grande mancha vermelha se espalhar para todos os lados, mas depois estranhamente as laminas atraíram o sangue que já estava na espada e também o que estava no chão pra dentro delas, tornando o aço das laminas vermelhas e quando Natsumi voltou a cortar muito mais sangue começou a sair das feridas dos inimigos, os matando de forma muito mais eficiente, as vezes penetrando tão fundo que fazia desmembramentos que espalhavam carne humana no chão.

- Natsumi vai com calma! - disse Barnou desviando a espada de um dos inimigos com sua lamina de lamina longa e depois o acertando com o cabo da katana na nuca o derrubando no chão inconsciente.

- Tsc... - Natsumi recuou irritada do combate a sua frente, ela podia sentir a sede das sua espadas na sua própria boca, ela sentia que era ela mesma que estava salivando com desejo por sangue, ela queria matar todos eles enquanto seu ódio queimava como uma bola de fogo dentro do seu peito, mas ela conseguiu manter o controle como sempre - Tá...

Ela desviou de um machado de um bandido e manteve o machado no chão o forçando a permanecer lá com as duas katanas e logo em seguida chutou a barriga dele o colocando de joelhos e depois cortando seu peito e fazendo cair inconsciente.

Barnou e Natsumi já estavam cercados de inimigos, era incrível como a líder conseguira reunir tantos bandidos menores em tão pouco tempo, ela quase tinha um mini exercito de criminosos a sua disposição e eles estranhamente não pareciam ter o menor medo de arriscar suas vidas para cumprir as ordens que lhes foram dadas.

- Saiam da frente agora! - disse a voz de um homem alto e musculoso que atraiu a atenção de todos e de repente os bandidos abriram caminho para que ele chegasse até os invasores.

- G-Gasco? - disse Barnou muito surpreso - Mas como? Eu vi você morrer...

- Surpreso? - perguntou o homenzarrão - eu tenho muitos truques para escapar da morte, mas eu acho que você não vai ter a mesma sorte... irmão.

- Seu desgraçado... - disse Barnou - o que você acha que o pai diria se visse você trabalhando para o inimigo como um capacho? Ainda mais usando a espada da nossa família!

- Cale a boca Barnou, eu não ligo para o que cadáveres acham de nada... - disse Gasco coçando seu cavanhaque com um olhar penetrante na direção do capitão.

Antes que ele tivesse tempo de desferir outra ofensa Natsumi investiu contra ele levantando as duas espadas e tentando fazer um corte na barriga dele, mas o homem apenas desviou e a pegou pelo pescoço tirando-lhe o ar e a atirando na direção de Barnou como um projetil. Como ele já esperava Barnou não se mexeu e pegou a garota no ar com uma expressão de preocupação.

- Natsumi?! - disse ele preocupado olhando para ela e não vendo o inimigo.

- Preste atenção Barnou! Acorde Torgo! - ele levantou sua espada que mudou de forma para um machado gigantesco e ele se preparou para cortar os dois ao meio, mas antes que tivesse a chance ele viu uma luz piscar a sua direita e logo em seguida ele puxou o machado para se defender de uma chuva de shurikens que foram atiradas contra ele. - O que?!

- Shuriken Kage Bunshin, nivel dois! - disse Mirai do alto de uma arvore e ela moveu os braços fazendo vários fios de chakra ocultos puxarem as shurikens de volta com o objetivo de atingir as costas do homem, mas ele levantou o imenso machado incrivelmente rápido para bloquear novamente as shurikens e em um movimentos extremamente rápido ele cortou todos os fios de chakra.

"Como uma arma tão grande se move tão depressa? - se perguntou Mirai irritada"

- Estamos atrasados capitão Barnou? - perguntou Shikamaru saltando de uma arvore na frente dos dois adotando uma posição de proteger os dois

- Chegaram bem na hora, obrigado - disse o capitão colocando Natsumi no chão que ainda estava meia zonza - Por favor avancem para conter os demais bandidos, eu vou cuidar de Gasco.

- Sozinho? - perguntou Shikamaru seriamente.

- Sim, não se preocupe - disse Barnou - seus outros dois jovens já chegaram na líder, eles estarão com problemas sem a sua ajuda, por favor termine de limpar o campo de batalha.

- Entendido - disse Shikamaru - Mirai, Natsumi, vamos avançar!

- Sim senhor - disse Mirai

- Ok - disse Natsumi

Os três avançaram rapidamente, passando por Gasco que nem tentou persegui-los ou atacá-los, toda a sua atenção estava em Barnou.

- Que vergonha Barnou... - disse Gasco - Por quanto tempo você ainda pretende brincar de casinha com aquela pirralha?

- Natsumi é minha filha. - disse Barnou muito seriamente

- Não, ela não é - disse Gasco - você acha que eu não sei o que aconteceu? Se ela tivesse o sangue da nossa família... - ele suspirou parecendo não estar a fim de argumentar - ah que saber, eu não ligo. Aquela garota é perigosa, você não pode protegê-la pra sempre. 

- Talvez não - disse Barnou levantando sua espada - mas quando eu morrer ela será forte o suficiente para tomar conta de si mesma, isso eu prometo.

- A sua palavra vale menos que um resto de porra num puteiro Barnou... - disse Gasco - Você nos traiu! Você era o maior general da aliança da montanha, você nos prometeu vitória e justiça, disse que éramos uma família e que lutaríamos juntos até o fim dos tempos!

- A Aliança se perdeu quando vocês aceitaram aquela mulher como líder - disse Barnou - eu criei um grupo para saquear grandes vilas e distribuir seus recursos para vilas menores para que elas prosperassem e fossem iguais, o que vocês fazem é simplesmente invadir vilas e destruir tudo, roubam as pessoas e tomam posse do que é delas, vocês não passam de ladrões imundos e que ainda por cima usam a tradição do pacto da espada para cumprirem crimes.

- E qual o problema nisso? - perguntou Gasco

- Como é? - disse Barnou sem entender

- O Pacto hoje não é nada, os ninjas e os samurais queriam se destruir e nos os ajudamos eles a sobreviver quando ambos mais precisaram e mesmo assim eles pisaram em nós e nos mataram um a um! E agora além disso eles são amiguinhos?! Como fica a vingança do nosso povo, tudo que os shinobis e os Samurais tem não é deles, não estamos roubando nada, só estamos tomando de volta o que é nosso. Abra seus olhos!

- Eu já abri meus olhos Gasco - dises Barnou triste - mas parece que não conseguirei abrir os seus - ele respirou fundo e segurou sua espada com as suas duas mãos. - Acorde Torgo... 

Ao dizer isso a espada de Barnou se tornou um machado idêntico ao de Gasco e ele o levantou sobre a cabeça se posicionando em posição de ataque.

- Então essa é a nossa ultima luta irmão? - perguntou Gasco olhando para ele adotando a mesma posição

- Infelizmente sim - disse Barnou - quando homens não podem se resolver com palavras só nos resta resolver nossas diferenças no campo de batalha.

- De acordo - disse Gasco

Uma folha se soltou de uma arvore e voou ao redor deles, carregada por uma brisa suave do vento, ela contornou o portão da vila e começou a girar entre eles e quando ela tocou o chão os dois correram em direção um do outro, as laminas dos machados se chocaram com tamanha força que uma rachadura imensa surgiu no chão entre eles cortando toda a extensão de território da vila em duas, mas eles rapidamente puxaram suas armas para perto do corpo e a luta se prolongou, utilizando o cabo dos machados para tentar desequilibrar o oponente os dois combatentes se forçaram em direções opostas, mas pelo fato de os dois terem muita força um não conseguiu mover o outro e Gasco tentou golpear Barnou com a parte de trás do machado, mas o capitão desviou do ataque e surgiu atrás dele com as duas mãos no cabo do machado e tentou cortar o bandido ao meio com a lamina do machado, entretanto o ataque foi parado pelo cabo do machado e Gasco conseguiu atingir a barriga de Barnou com a parte de baixo do machado, mas isso o deixou vulnerável para uma pancada na cabeça com o lado cego do machado de Barnou. Os dois se afastaram ofegantes e os machados brilharam num tom azulado.

- Nossa antepassada não está feliz em ser usada para lutar contra ela mesma... - disse Gasco com um sorrisinho enquanto seu sangue escorria pela testa

- Não dou a mínima para o que esse machado idiota acha... - disse Barnou ofegante com a mão na barriga - Não deveríamos ter nomeado nossas armas com o nome dela

- Com certeza... - disse Gasco se levantando apoiando-se no cabo do próprio machado - Sua época já passou velha, não interfira. 

- De acordo - disse Barnou 

Os dois voltaram para a posição de combate e avançaram um contra o outro, as laminas se chocaram na lateral e depois em direções opostas quando Barnou atacou por cima e Gasco por baixo, as faíscas obrigaram os dois a recuar do ataque, mas rapidamente correram um na direção do outro, Barnou abaixou sua arma e Gasco rapidamente tentou um ataque pela lateral, mas no mesmo segundo um corte surgiu em sua barriga até o ombro esquerdo.

"O QUE?! - pensou Gasco cuspindo sangue - quando ele...?"

- Você não compreende até onde vai o poder de um pacto Gasco - disse Barnou levantando sua arma com as duas mãos e acertando o machado de Gasco com toda a sua força o atirando para longe.

Completamente rendido Gasco olhou para o chão, onde seu sangue se empoçava embaixo dele...

- E até onde vai?... - perguntou ele tossindo mais sangue.

- O poder do pacto vem dos seus sentimentos. - disse Barnou levantando sua arma novamente

- Que lindo... - zombou Gasco, mas logo em seguida ele se deu conta de algo. - espera...

- Exatamente - disse Barnou a líder só é mais forte do que nós por que ela tira seu poder da loucura dela a usando como um sentimento - tudo o que vocês estiveram fazendo esse tempo todo foi só pra alimentar a loucura dela e consequentemente aumentar o poder dela. Ela usou vocês...

Gasco passou alguns segundos em silencio e depois ele começou a rir enquanto sangrava mais.

- Eu não ligo pra isso na verdade - disse ele - você sabe o que tem que fazer Barni... você tem que matar a garota, Natsumi cada vez que usa a arma dela fica mais louca, ela tem um potencial acima do da líder e você sabe disso, você sabe que essa pirralha pode literalmente destruir o mundo se alimentar demais as espadas dela.

- Chega de jogos Gasco... o nome da líder, me diga... - disse Barnou

- Eu gostaria de cuspir na sua cara que eu não vou te dizer para te deixar todo putinho, mas a verdade é que eu não sei... ninguém sabe, ela nunca disse pra ninguém... - ele se deitou no chão perdendo as forças nos braços - você sabe que seu nome pode entregar que tipo de poder tem seu pacto não sabe? 

- ... - Barnou não disse nada

- Claro que sabe, é por isso que você quer saber o nome dela - disse Gasco - matá-la não vai enfraquecer Natsumi como você imagina

- ... - Barnou permaneceu em silêncio

- Eu tenho pena dela... da garota - disse Gasco fechando os olhos e sentindo seu corpo pesar cada vez mais - se a Natsumi viver um dia a mais do que hoje... ela sofrerá para sempre... e você sabe disso... se você realmente a ama como filha... - ele ficou repentinamente em silêncio.

- Gasco...?

- Mate...ela... - foram as ultimas palavras de Gasco fazendo Barnou sentir um embrulho terrível no estomago.



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