História O Filho de Netuno - Capítulo 28


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Reyna Avila Ramírez-Arellano, Suga, V
Tags Adaptação, Bts, Heróisdoolimpo, Kookv, Namjin, Percyjackson, Taekook, Vkook, Yoonmin
Visualizações 23
Palavras 2.017
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Saga, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura amores ^^

Capítulo 28 - XXVIII - Jungkook


O VELHO ESTAVA BEM ONDE eles o haviam deixado, no meio do estacionamento de caminhões-lanchonete. Ele estava sentado no banco de piquenique com suas pantufas de coelho, comendo um prato de espetinho de churrasco gorduroso. Seu cigarro estava de um lado. Seu roupão estava manchado com molho de churrasco.

— Bem vindos de volta! — ele gritou alegremente. — Ouvi asinhas nervosas batendo. Trouxeram minha harpia?

— Ela está aqui — Jungkook disse. — Mas não é sua.

Fineu chupou a gordura dos dedos. Seus olhos leitosos pareciam se fixar em um ponto bem acima da cabeça de Jungkook.

— Deixe-me ver... bem, na verdade, sou cego, então não posso ver. Vocês vieram para me matar, então? Se for, boa sorte para terminar sua jornada.

— Vim para fazer uma aposta.

A boca do velho se contraiu. Ele abaixou o espetinho e se inclinou na direção de Jungkook.

— Uma aposta... que interessante. Uma informação em troca da harpia? O vencedor leva tudo?

— Não — Jungkook disse. — A harpia não faz parte do acordo.

Fineu riu.

— Sério? Talvez você não entenda o valor que ela tem.

— Ela é uma pessoa — Jungkook disse. — Não está à venda.

— Ah, faça-me o favor! Você é do acampamento romano, não é? Roma foi construída pela escravidão. Não tente ser grande e poderoso comigo. Além disso, ela nem mesmo é humana. É um monstro. Um espírito do vento. Uma escrava de Júpiter.

Ella grasnou. Só para trazê-la ao estacionamento tinha sido um enorme desafio, mas agora ela começava a recuar, murmurando:

— “Júpiter. Hidrogênio e hélio. Sessenta e três satélites.” Sem escravos. Não.

Jin colocou o braço em volta das asas de Ella. Ele parecia ser o único que podia tocar a harpia sem causar um monte de gritos e contorções. Namjoon ficou do lado de Jungkook. Ele tinha sua lança pronta, como se o velho pudesse atacá-los.

Jungkook mostrou os frascos de cerâmica.

— Tenho uma aposta diferente. Conseguimos duas garrafas de sangue de górgona, uma cura e a outra mata. Elas parecem exatamente iguais, e nem mesmo nós sabemos qual é qual. Se você escolher a certa, poderá curar sua cegueira.

Fineu ergueu a mão ansioso.

— Deixe-me senti-las, deixe-me cheirá-las!

— Não tão rápido — Jungkook disse. — Primeiro tem que concordar com nossos termos.

— Termos — Fineu respirava superficialmente. Jungkook percebia que ele estava morrendo de vontade de aceitar a oferta. — Profecia e visão, eu seria invencível! Poderia ser dono dessa cidade. Construiria meu palácio aqui, com caminhões de comida por todos os lugares. Eu mesmo poderia capturar essa harpia!

— Nã-nããão — Ella disse nervosa. — Não, não, não.

É difícil rir como um vilão quando se está vestindo chinelos de coelhinhos cor-de-rosa, mas Fineu fez o melhor que pôde.

— Muito bem, semideus, quais são seus termos?

— Pode escolher o frasco — Jungkook disse. — Sem tirar a rolha, sem dar uma cheirada antes de decidir.

— Isso é injusto, sou cego! — Fineu disse.

— E eu não tenho sua sensibilidade com o olfato — Jungkook disse. — Pode segurar os frascos, e juro pelo Rio Estige que são idênticos. São exatamente como te disse: sangue de górgona, um frasco do lado esquerdo do monstro, um do direito. E juro que nenhum de nós sabe qual é qual.

Jungkook olhou para Jin.

— Hã, você é nosso expert do Mundo Inferior. Com todas essas coisas estranhas saindo da morte, o juramento no Rio Estige ainda funciona? — Jungkook disse.

— Sim — Jin disse, sem hesitar. — Para quebrar esse voto... Bem, melhor não fazer isso. Coisas piores que a morte acontecem.

Fineu coçou sua barba.

— Então devo escolher qual frasco tomar e você deve beber o outro. Juramos beber ao mesmo tempo?

— Tudo bem — disse Jungkook.

— O perdedor obviamente morre — Fineu disse. — Esse tipo de veneno me impediria de voltar à vida, por uma vez pelo menos. Minha essência seria dispersada e degradada. Então estou me arriscando muito.

— Mas se vencer, pode conseguir tudo — Jungkook disse. — Se eu morrer, meus amigos juram te deixar em paz e não se vingarem. A visão é algo que nem mesmo Gaia te daria.

A expressão do velho azedou. Jungkook achou que acertou em cheio. Fineu queria ver. Por mais que Gaia o tivesse dado coisas, ele se ressentia por ainda ser cego.

— Se eu perder, estarei morto — disse o velho — incapaz de te dar a informação. Como isso vai ajudá-lo?

Jungkook ficou aliviado de ter falado sobre isso com seus amigos antes. Namjoon tinha sugerido a solução.

— Você vai escrever a localização do esconderijo de Alcioneu antes de bebermos — Jungkook disse. — Deixe com você, mas jure pelo Rio Estige que será específico e preciso. Também tem que jurar que, se morrer, as harpias vão estar livres da maldição.

— Esses são riscos altos — Fineu grunhiu. — Está diante da morte, Jeon Jungkook. Não seria mais fácil você simplesmente me passar a harpia?

— Não é uma opção.

Fineu sorriu lentamente.

— Então está começando a entender seu valor. Assim que tiver minha visão, vou capturá-la eu mesmo, sabe. Seja lá quem controla essa harpia... bem, já fui um rei. Esse acordo pode me fazer rei novamente.

— Está sendo confiante demais — Jungkook disse. — Temos um acordo?

Fineu tocou seu nariz pensativo.

— Não posso prever o desfecho, é irritante como isso funciona. Um risco completamente inesperado. Faz o futuro ficar nebuloso. Mas posso te dizer isso, Jeon Jungkook: se sobreviver hoje, não vai gostar do seu futuro. Um grande sacrifício está por vir e você não terá coragem para enfrentá-lo. Isso vai te custar caro, vai custar caro ao mundo todo. Será bem mais fácil se você escolher o veneno.

A boca de Jungkook azedou como o gosto de chá verde. Ele queria pensar que o velho só estava brincando com a mente dele, mas algo na predição era verdade. Ele se lembrou do aviso de Juno quando tinha escolhido ir para o Acampamento Júpiter: Você vai sentir dor, miséria e perder tudo o que já conheceu. Mas terá uma chance de salvar seus velhos amigos e sua família.

Nas árvores ao redor do estacionamento, as harpias se reuniram para assistir como se sentissem o que estava em jogo.

Namjoon e Jin estudaram o rosto de Jungkook com preocupação. Ele assegurou-os que a probabilidade não era pior que 50 em 50. Ele tinha um plano. Mas é claro que o plano podia sair pela culatra. Sua chance de sobrevivência podia ser de cem por cento - ou zero. Ele não havia mencionado isso.

— Temos um acordo? — Jungkook disse novamente.

Fineu sorriu.

— Juro pelo Rio Estige que concordo com seus termos. Bem como os descreveu. Encontre algo em que eu possa escrever. Kim Namjoon, você é descendente de um Argonauta. Acredito na sua palavra. Se eu vencer, você e seu amigo Jin juram me deixar em paz, e não tentar a vingança?

As mãos de Namjoon estavam tão cerradas que Jungkook achou que ele quebraria sua lança de ouro, mas murmurou mesmo assim:

— Juro pelo Rio Estige.

— Também juro — disse Jin.

— Juro — Ella murmurou. — Juro não pela lua, mas pela lua inconstante.

Fineu riu.

— Nesse caso, encontre algo no qual eu possa escrever. Vamos começar.

 

Namjoon pegou emprestado um guardanapo e uma caneta de um vendedor do caminhão de comida. Fineu rabiscou alguma coisa no guardanapo e o colocou no bolso do roupão.

— Juro que essa é a localização da toca de Alcioneu. Não que vá viver o bastante para ler isso.

Jungkook tirou sua espada e toda a comida da mesa. Fineu sentou de um lado e Jungkook do outro. Fineu levantou as mãos.

— Deixe-me sentir os frascos.

Jungkook olhou para as colinas distantes. Ele imaginou o rosto sombrio de uma mulher dorminhoca. Jogou os pensamentos para longe e esperou que a deusa estivesse ouvindo.

— Certo, Gaia, estou provando seu blefe. Você disse que sou um peão valioso. Disse que vai me poupar até chegar ao norte. Quem é mais valioso para você, eu ou esse velho? Porque um de nós está prestes a morrer.

Fineu ergueu as mãos em um movimento apreensivo.

— Perdendo sua coragem, Jeon Jungkook? Dê-me os frascos.

Jungkook passou os frascos ao velho.

O velho comparou o peso. Correu os dedos pela superfície de cerâmica. Então as colocou gentilmente na mesa com uma mão em cada. Um terremoto suave sacudiu o chão. Uma sacudida suficiente para fazer os dentes de Jungkook baterem. O frasco da esquerda pareceu tremer mais levemente que o da direita. Fineu sorriu maliciosamente e passou a mão ao redor do frasco da esquerda.

— Você é um tolo, Jeon Jungkook. Eu escolho este aqui. Agora vamos tomar.

Jungkook pegou o frasco da direita, seus dentes batendo. O velho levantou seu frasco.

— Um brinde aos filhos de Netuno.

Os dois destamparam e esvaziaram os frascos. Imediatamente Jungkook sentiu um gosto parecido com gasolina.

— Oh, deuses! — Jin disse atrás dele.

— Não! — Ella disse. — Não, não, não!

A visão de Jungkook ficou turva, pôde ver Fineu sorrindo de triunfo. Sentou-se reto piscando os olhos de expectativa.

— Sim! — ele gritou. — A qualquer segundo minha visão voltará.

Jungkook tinha escolhido errado. Se sentiu idiota de ter tomado tanto risco. Sentiu como se cacos de vidro tivessem ido parar no seu estômago e estavam passando pelo intestino.

— Jungkook! — Namjoon segurou seus ombros. — Jungkook, você não pode morrer!

Ele recuperou o fôlego... e de repente sua visão clareou. Na mesma hora Fineu se curvou como se tivesse levado um soco.

— Você... você não pode! — o velho gemeu. — Gaia, você... você... — Ele cambaleou e tropeçou para longe da mesa segurando o estômago. — Sou muito valioso! — Vapor saiu de sua boca. Um fraco vapor amarelado saiu das orelhas. — Injustiça! — ele gritou. — Você trapaceou! — Ele tentou pegar o papel do bolso de seu manto. Seus dedos viraram areia.

Jungkook se levantou cambaleando. Ele não se sentia curado ou algo do tipo. Sua memória não tinha voltado, mas a dor tinha parado.

— Ninguém trapaceou — Jungkook disse. — Você fez sua escolha por si mesmo. E mantive meu juramento.

O rei cego gemeu de agonia. Ele lentamente se desfez em um círculo, até que tudo o que havia sobrado era seu roupão de banho manchado e um par de pantufas de coelho.

— Esses — Namjoon disse — são os despojos de guerra mais nojentos que já vi.

Uma voz de mulher falou na mente de Jungkook.

Uma troca, Jeon Jungkook. Era um sussurro sonolento, com uma pitada de admiração. Você me forçou a escolher, e você é mais importante para meus planos do que o velho vidente. Mas não pressione sua sorte. Quando sua morte chegar, prometo que vai ser bem mais dolorosa do que sangue de górgona.

Jin cutucou o roupão com sua espada. Não havia nada lá — nenhum sinal de que Fineu estivesse tentando se regenerar. Ele olhou para Jungkook com admiração.

— Essa foi a coisa mais corajosa que já vi, ou a mais estúpida.

Namjoon balançou a cabeça em descrença.

— Jungkook, como você soube? Tinha quase certeza que você tinha escolhido o veneno.

— Gaia — Jungkook disse. — Ela me quer vivo para fazer isso no Alasca. Ela acha... não tenho certeza. Acha que pode me usar como parte de seu plano. Influenciou Fineu a escolher o frasco errado.

Namjoon encarou com horror os restos do velho.

— Gaia preferiu matar seu próprio criado a você? É isso o que está dizendo?

— Planos — Ella murmurou. — Planos e tramas. A dama no chão. Grandes planos para Jungkook. Carne em conserva macrobiótica para Ella.

Jungkook entregou o saco de carne em conserva para ela, que grasnou de alegria.

— Não, não, não — ela murmurou, meio cantando. — Fineu, não. Comida e palavras para Ella, sim.

Jungkook se agachou sobre o roupão e puxou a anotação do bolso do velho. Lia-se: GELEIRA HUBBARD.

Todo aquele risco por duas palavras. Ele passou a anotação para Jin.

— Sei onde é — Jin disse. — É bem famoso. Mas temos um longo caminho pela frente.

Nas árvores ao redor do estacionamento, as outras harpias finalmente superaram o choque. Grasnaram com animação e voaram a noroeste dos caminhões de comida, mergulharam pelas janelas de serviço e invadiram as cozinhas. Os cozinheiros gritaram em várias línguas. Os caminhões balançaram para frente e para trás. Penas e caixas de comida voaram para todo lugar.

— É melhor voltarmos para o barco — Jungkook disse. — Estamos correndo contra o tempo.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...