História O Filho de Nyx - A Maldição do Anoitecer - Capítulo 9


Escrita por:

Visualizações 12
Palavras 2.084
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura.

Capítulo 9 - Segunda Estrada - Sonhos: Parte 1


Fanfic / Fanfiction O Filho de Nyx - A Maldição do Anoitecer - Capítulo 9 - Segunda Estrada - Sonhos: Parte 1

  No meu sonho, eu estava de novo observando aquele homem que estava preso a uma montanha, mas agora estranhamente sua barriga que estava aberta e sem os órgãos internos agora estava normal como se nada tivesse acontecido. Ele estava de cabeça baixa quando ouve um barulho de águia vindo ao longe e logo começou a se lamentar. Tentou se soltar das correntes mas era inútil. A águia chegou e pousou ao seu lado e com seu bico afiado começou a cortar a barriga dele e logo quando ela estava bem aberta a águia começou a comer seus órgãos. Que cena nojenta.

  Após um tempo vendo aquilo meu sonho mudou novamente. Eu estava naquela mesma sala e a tal Pandora tentava de novo pegar um livro que saiu voando de perto dela ao ver ela chegar. Dei uma pequena risada mas a Pandora pareceu ouvir e se virou para mim.

- Você de novo? Não tem mais oque fazer?

- Eu que te pergunto... Não pode desistir e parar de tentar ver isso? Não percebeu que é seu castigo e jamais conseguira ver nada?

- Isso a muito tempo, mas se eu parar os deuses iram me dar castigos piores. Eles são injustos, cruéis... Eles me deram um destino e me castigaram por cumprir o destino que eles me deram! - Ela abaixou a cabeça e se sentou em uma cadeira - Você não sabe o quão difícil é... O quão triste é...

  Eu geralmente não logo para o sofrimento de outras pessoas, mas aquela mulher, dizendo aquilo... Ela me lembra a Giulia.

- Por favor Nathan! Você é o único... Eu te imploro... Me salve!

- Acha que vou ser contra os deuses e salvar você? Já me odeiam...

- Nathan, você precisa de mim! Por favor... Me salve...

  Ela continou dizendo aquilo e a voz dela parecia ecoar sumindo aos poucos.

  Acordei no quarto do meu chalé... Depois daquela luta de ontem eu senti meu corpo sem energias e cai no chão hibernando, não sei como mas conseguiriam me trazer para meu quarto, que parecia nevar de tão frio que eu deixei ele. Mas aquilo era bom, eu amava o frio. Percebi que era 09:00hrs da manhã do dia seguinte. Minha exaustão foi tanta a ponto de me deixar dormindo por tanto tempo? Respirei fundo levantando da minha cama e observando meu quarto que antes bagunçado agora estava organizado. Minha calma do primeiro dia que cheguei no acampamento ainda estava sobre uma poltrona mas ela estava limpa e o all star azul que eu tinha usado também estava também limpo na frente da poltrona. 

- Hoje... Eu quero ficar na cama... - Falei para eu mesmo observando agora o teto do chalé.

  Fiquei alí parado por uma hora olhando para cima quando ouvi um barulho vindo da porta. Ignorei ele mas ele não desistiu e continuou até que ouvi a porta se abrindo e continuei deitado. Aquela luz de novo surgiu pelo quarto fazendo meus olhos doerem e logo ouvi aquela voz que eu reconheci.

- Está vivo? - Era Isabelle. Ela perguntou se aproximando da cama e olhando para mim.

- Não sei, as vezes me sinto morto... - Respondi ainda olhando para teto com os olhos semi-abertos.

- Boa luta ontem... - Ela disse se sentando na cama enquanto colocava a mão sobre minha testa como se estivesse vendo se eu estava bem.

- Obrigado... - Eu disse baixo enquanto agora a olhava com sempre a mesma blusa cinza do Acampamento. Ela parecia mais linda do que de costume.

- Você ta bem. Aconteceu alguma coisa? - Ela disse tirando a mão da minha testa.

- Sonhos. Sonhos estranhos... - Respondi a pergunta dela lembrando os sonhos.

- Entendo, todos os semi-deuses tem isso. Oque você sonhou?

- Primeiro, tinha um homem. Ele parecia preso e acorrentando em uma montanha e um pássaro... Uma águia muito grande chegou e abriu a barriga dele com o bico começando a comer ele...

- Prometeus... - Ela disse baixa meio surpresa enquanto me encarava esperando eu terminar de falar.

- Segundo... - Disse e dei uma pausa pensando bem em como ia contar aquele sonho - Eu estava em uma sala, e nessa sala tinha Pandora. Ela está destinada a viver curiosa sem poder saber oque está escrito em livros e oque tem dentro de caixas que somem quando ela chega perto. Mas o mais estranho é que nesse sonho ela fala comigo e me pede ajuda... Como se eu fosse o único que podes se ajudar ela.

  Um silêncio dominou o quarto enquanto eu via a luz que vinha dela diminuir e logo a encarei, ela olhava para mim um pouco surpresa e com medo e logo se levantou.

- A quanto tempo tem esse tipo de sonho?

- Desde que eu cheguei no acampamento praticamente.

  Ela deu um passo para trás enquanto me olhava.

- Bom, eu tenho que ir... Melhoras.

  Disse ela indo em direção a porta e sem esperar resposta foi embora fechando a porta. Com aquilo eu decidi que era hora de levantar da cama. 10:30hrs. Respirei fundo e tirei o coberto do meu corpo vendo que eu estava só de cueca box, me sentei na cama e logo encarei o meu quarto escuro vendo tudo claramente. Agora eu tinha percebido que eu tinha visão noturna. Respirei fundo lembrando de ontem e levantei indo para o banheiro.

  Após um bom banho de água fria peguei uma toalha que tinha alí no banheiro e me sequei indo voltando para o quarto. No quarto fui em direção ao armário e peguei uma roupa preta qualquer. Uma calça jeans preta, uma blusa preta sem estampa, e o mesmo all star de ontem, cinza. Meu cabelo escuro caiu formando uma franja que tampava meus olhos, joguei ele para o lado e tive uma visão melhor. Fui em direção a porta e logo sai do chalé fechando a porta, mais a frente eu via a luz do Sol bater no chão e novamente aquilo ia acontecer. Comecei a andar e quando o Sol tocou meu corpo cai de joelhos me sentindo muito fraco mas logo consegui levantae sentindo minhas energias e forças voltarem mas ainda estava fraco comparado a como eu ficava a noite.

  Andei em direção ao refeitório e ao chegar lá vi algumas pessoas em algumas mesas e fui direto para a minha. Quando me sentei imaginei em um sanduíche natural e chocolate quente. Comecei a comer quando senti uma mão no meu ombro e quando olhei para ver quem era... Era ele... Alexandre.

- E aí cara... - Disse ele enquanto me olhava e tentava esboçar um sorriso. Claramente ele não era bom em dar sorrisos, igual a mim.

- Hum... Olá? - Disse meio sem saber oque dizer vendo ele andar dando uma volta pela mesa e ficando na minha frente do outro lado da mesa.

- Eu vi sua luta ontem, você foi demais! Tirando o início que você apanhou igual lixo.

- Ah sim... Obrigado... - Ele tentou me elogiar ou foi irônico?

- Posso acompanhar você na refeição mais importante do dia?

- Claro... - Disse meio que sem saber o que dizer.

  Ele se sentou na minha frente e logo um prato com alguns pedaços de bolo apareceu na frente dele e uma caneca com café do lado. Ele começou a comer e eu dei um gole no meu chocolate o olhando.

- Acho que eu ainda não me apresentei direito. - Disse ele enquanto me olhava.

- Já sim, seu nome é Alexandre alguma coisa... Sei lá... Oque me interessa é só seu nome.

- Educado que nem uma pedra. Bom, está certo, meu nome é Alexandre e eu tenho quinze anos, sou filho de Hades.

  Fiquei meio surpreso quando ouvi ele. Um filho de Hades? Pensei que os três grandes não poderiam ter filhos, mas só aqui eu já vi dois. Mas ouvir ele falando de quem era pai me esclareceu a mente quanto ao fato de ele conseguir controlar as sombras e ser o único que tinha armas negras igual as minhas.

- Pensei que os Três Grandes não podiam ter filhos...

- Pensei que Nyx que não poderia ter filhos...

  Ele retrucou oque eu disse com minhas próprias palavras. Não entendi o motivo de ele falar comigo e ter sido bem legal comigo desde que cheguei.

- Enfim, não se preocupa. Meu pai é Rei do Submundo, ele não segue muito essas regras... Etc. - Disse ele me olhando enquanto come mais um pedaço de bolo.

- Ah sim... E a quanto tempo está aqui no acampamento? - Disse o olhando sabendo que tem gente que pode ter vivido a vida toda dentro do Acampamento.

- Bom... Faz uns sete anos. - Ele disse indiferente, mas eu pude ver sua aura que ele estava perturbado com aquela minha pergunta.

- Entendi. - Continuei a comer, minha curiosidade sobre ele tinha acabado por isso deixei de falar com o mesmo mas logo ele começou a falar.

- Não faz ideia do quanto eu fiquei agradecido por você ter dado uma surra no Enzo.

  Dei um sorriso curto de canto de boca e olhei para ele. Parecia que os dois tinham alguma rixa.

- Eu diria que foi sorte... Ele é muito habilidoso.

- Sorte ou não, eu só sei que devia ter gravado! Ver ele ajoelhado foi impagável.

- Você tem alguma coisa contra ele? - Perguntei vendo que meu interesse tinha voltado.

- Bom, digamos que... Por ele ser filho de Zeus e eu ser filho de Hades... - Enquanto ele falava aqueles nomes raios apareciam no céu e o chão tremia um pouco - Temos um ódio um pelo outro natural, e ver o tanto que ele se acha me inoja... Eu mesmo queria poder arrebentar a cara dele, mas infelizmente ele está aqui a muito tempo e etc.

- Naquele dia que eu estava treinando no campo de treinamento você tinha aparecido junto com ele... Pensei que eram amigos.

- Hunf... Por favor... Só pensou mesmo, por que eu estava te procurando e ele também então acabamos indo para o mesmo lugar.

- Estava me procurando? Por que?

- Ah, eu queria te convidar para dar um volta, por que nos dois somos noturnos e etc., mas quando tu fez aquele comentário... Acho que você entendeu.

- É... Entendi... - Ainda não entendi o motivo dele querer ser tanto meu amigo, mas entendi o por que ele desistiu de me chamar.

- Mas, ontem, naquele luta eu vi que você aprendeu a lição... Deixou de ser tão convencido. - Ele deu um sorriso de canto terminando de comer.

- É... - Terminei de comer igual.

- Enfim, se prepara... Estou tento mals presságios.

  Não entendi oque ele quis dizer mas fiquei o olhando enquanto eu ainda estava sentado. Ele levantou e deu um sorriso fazendo joinha com a mão para mim.

- Antes de eu ir, deixa eu saber... - Ele se aproximou um pouco de mim e começou a falar mais baixo - Ta rolando alguma coisa entre você e a Isabelle?

  Naquele momento varias coisas vieram na minha cabeça. Será que ele gostava dela? Odiava ela e queria fazer algum tipo de vingança?

- Não...

- Ela parece se importar contigo e vai te visitar bastante... Enfim. To indo...

  Ele tentou sorrir e foi embora começando a andar em direção a não sei oque. Fiquei alí parado tentando entender oque ele havia dito. Eu podia ver a aura dela... Na verdade eu podia ver a aura de todo mundo desde que cheguei no acampamento e soube quem era minha mãe, e a aura dela não parecia mostrar algum tipo de afeição por mim. Respirei fundo ficando mais confuso ainda e logo continuei alí sentado olhando para o nada, quando vi Enzo vindo ao longe em direção do refeitório, ele estava cheio de gaze e ataduras pelo corpo, e parecia ainda um pouco cansado.

  Levantei da mesa e comecei a andar pelo acampamento se eu lembrava das histórias do meu pai tinha algum tipo de parede de escalada alí em algum lugar, isso parecia interessante e qualquer coisa naquele altura ia servir para me tirar do tédio. Andei um pouco pelo acampamento procurando a tal parede de escalada quando esbarrei em alguem e quando vi era uma garota loira de olhos cinzas. Era bem bonita. Estendi minha mão para ela que tinha caído.

- Me desculpa... Eu estava distraído e não te vi.

- Sem problemas, isso acontece. - Ela deu um sorriso que me deixou sem palavras por um segundo e logo Disse - Prazer, eu sou Eliza, filha de Atena...


Notas Finais


Desculpem os erros de português.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...