História O Filho de Sobek, O Cajado de Serápis e A Coroa de Ptolomeu - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Fantasia, Ficção Científica, Luta, Magia

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Então, boa leitura :3

Capítulo 1 - Carter Kane - O Filho de Sobek


Ser comido por um crocodilo gigante era ruim o suficiente.

O garoto com a espada brilhando só deixou o meu dia pior.

Talvez eu deva me apresentar.

Sou Carter Kane – meio período calouro do ensino médio, meio período mago, preocupado em tempo integral com todos os deuses egípcios e monstros que estão constantemente tentando me matar.

Tudo bem, essa última parte é um exagero. Nem todos os deuses querem me matar. Só muitos deles – mas isso meio que faz sentido, desde que eu sou um mago na Casa da Vida. Nós somos tipo a polícia para as forças sobrenaturais do Egito Antigo, garantindo que eles não causem muita destruição no mundo moderno.

De qualquer forma, nesse dia em particular eu estava caçando um monstro trapaceiro em Long Island. Nossos videntes tem pressentido uma perturbação mágica na área há várias semanas. Então as notícias locais começaram a reportar que uma grande criatura tinha sido avistada em lagoas e pântanos perto da Montauk Highway – uma criatura que estava comendo animais e plantas selvagens e assustando os cidadãos locais. Um repórter até o chamou de O Monstro do Pântano de Long Island. Quando mortais começam a dar alarme, você sabe que é hora de checar as coisas.

Normalmente a minha irmã, Sadie, ou alguns outros dos nossos iniciados da Casa do Brooklyn teriam vindo comigo. Mas todos eles foram para o Primeiro Nomo no Egito para uma semana inteira de sessões de treinamento sobre controle de demônios de queijo (sim, eles são reais – acredite em mim, você não quer saber), então eu estava por minha conta.

Eu havia engatado a haste do nosso barco voador em Freak, meu grifo de estimação, e nós passamos a manhã zumbindo pelo litoral sul, procurando por sinais de problemas. Se você está se perguntando por que eu não ando nas costas do Freak, imagine duas asas no estilo beija-flor batendo mais rápido e mais potente do que as lâminas de um helicóptero. A não ser que você queira ser fatiado, é melhor andar no barco.

Freak tinha um faro muito bom pra magia. Depois de umas duas horas de patrulha, ele guinchou “FREEEEEEK!” e deu uma guinada para a esquerda, circulando sobre uma entrada verde pantanosa entre dois bairros.

— Lá em baixo? — perguntei.

Freak estremeceu e grasnou, chicoteando sua cauda farpada nervosamente.

Eu não podia ver muita coisa abaixo de nós – só um rio turvo reluzindo no ar quente de verão, retorcendo por entre grama do pântano e aglomerados de árvores retorcidas até que desaguava na Moriches Bay. A área parecia um pouco com o Delta do Nilo lá no Egito, exceto que aqui o pantanal era rodeado de ambos os lados por bairros residenciais com fileiras atrás de fileiras de casas com telhados cinzentos. No norte, uma linha de carros avançava através da Montauk Highway – pessoas de férias escapando da cidade apinhada para aproveitar a apinhada Hamptons.

Se tivesse mesmo um monstro do pântano carnívoro abaixo de nós, eu me perguntava quanto tempo ele levaria antes de desenvolver o gosto por carne humana. Se isso acontecesse... bem, estava rodeado por um Buffet bem farto.

— Tudo bem — eu disse para Freak — Desça-me para a margem do rio.

Logo que eu pus o pé para fora do barco, Freak guinchou e zumbiu pelo céu, arrastando o barco com ele.

— Hey! — gritei pra ele, mas era tarde demais.

Freak se assusta facilmente. Monstros carnívoros tendem a afugentá-lo. Assim como fogos de artifício, palhaços e o cheiro da estranha bebida da Sadie, British Ribena (Não posso culpá-lo por esse último. Sadie foi criada em Londres e desenvolveu alguns gostos muito estranhos).

Eu teria que cuidar desse monstro, e depois assoviar para Freak me buscar quando estivesse acabado.

Abri minha mochila e chequei meus suprimentos: um pouco de corda encantada, minha varinha curvada de mármore, um bocado de cera para fazer estatuetas shabti mágicas, meu kit de caligrafia e uma poção de cura que minha amiga Jaz fabricou para mim há algum tempo. (Ela sabe que eu tenho a tendência de me machucar).

Só tinha mais uma coisa que eu precisava.

Eu me concentrei e estendi a mão para dentro do Duat. Nos últimos meses, eu fiquei bom em estocar provisões de emergência no reino das sombras – armas extras, roupas limpas, Fruit by the Foot e um engradado gelado de root beer – mas colocar minha mão dentro da uma dimensão mágica ainda era estranho, como empurrar através de várias pesadas e frias camadas cortinadas. Eu fechei meus dedos em volta do punho da minha espada e a puxei para fora – um khopesh pesado com uma lâmina curvada como um ponto de interrogação. Armado com minhas espada e varinha, eu estava pronto para dar um passeio pelo pântano em busca de um monstro faminto. Que alegria!

Entrei na água e imediatamente afundei até os joelhos. O fundo do rio parecia feito de ensopado congelado. A cada passo, meus sapatos faziam sons grosseiros – suck-plop, suck-plop – e eu estava contente que Sadie não estava comigo. Ela nunca pararia de rir.

Pior ainda, fazendo tanto barulho desse jeito, eu sabia que não seria capaz de me esgueirar sorrateiramente atrás de nenhum monstro.

Mosquitos estavam me atacando. De repente eu me senti nervoso e solitário.

Poderia ser pior, eu disse a mim mesmo. Eu poderia estar estudando demônios de queijo.

Mas não consegui me convencer. Num bairro ali por perto, eu ouvi crianças gritando e rindo, provavelmente brincando algum jogo. Eu me perguntei como seria isso – ser uma criança normal, de bobeira com os amigos numa tarde de verão.

A ideia era tão boa que eu me distraí. Não notei as ondulações na água até que há uns quarenta e cinco metros a minha frente alguma coisa subiu à superfície – uma linha de calombos de couro preto esverdeado. Submergiu instantaneamente de novo, mas eu sabia com o que eu estava lidando agora. Eu tinha visto crocodilos antes, e esse era um assustadoramente grande. Lembrei-me de El Paso, no inverno retrasado, quando eu e minha irmã havíamos sido atacados pelo deus crocodilo Sobek. Não era uma boa memória.

O suor escorria pelo meu pescoço.

— Sobek — murmurei — se isso foi você, brincando comigo de novo, eu juro por Rá...

O deus crocodilo havia prometido nos deixar em paz agora que estávamos juntos com seu chefe, o deus sol. Ainda assim... crocodilos ficam com fome. E então, eles tendem a esquecer suas promessas.

Nenhuma resposta da água. A ondulação diminuiu.

Quando se trata de sentir monstros, meus instintos mágicos não são muito afiados, mas a água na minha frente parecia muito mais escura. Isso significava que ou era profunda, ou algo grande estava escondido sob a superfície.

Eu quase esperava que fosse Sobek. Pelo menos, então eu tinha uma chance de falar antes de ele me matar. Sobek gostava de se vangloriar.

Infelizmente, não era ele.

O próximo microssegundo, enquanto a água entrava em erupção em torno de mim, percebi tardiamente que eu deveria ter trazido todo o Vigésimo Primeiro Nomo todo para me ajudar. Eu registrei olhos amarelos brilhantes tão grandes quanto a minha cabeça, o brilho de joias de ouro em volta de um pescoço enorme. Então mandíbulas monstruosas abriram – cumes de dentes tortos e uma extensa área rosada da boca, grande o suficiente para engolir por um caminhão de lixo.

E a criatura me engoliu inteiro.


Notas Finais


Querem mais? Então, sei que podem procurar no Google mais aqui e mto mais fácil de se ler, amanhã solto mais se quiserem!


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