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História O filho do caseiro - Jeon Jungkook - Capítulo 25


Escrita por:


Notas do Autor


Banner lindo por @pippos

Eu realmente fiquei desaminada, porém vou tentar continuar com a fic. Estou ocupada com outras coisas ultimamente, talvez eu deixe a escrita por alguns dias ou meses, mas irei me esforçar para conduzir essa fanfic até o fim...
Obrigada por cada um que leu essa fic e lê, eu realmente fico triste por ter demorado pra att. Mas em breve, vou trazer outro!!!

♡ BOA LEITURA ♡

Capítulo 25 - Porque sempre foi ela


Fanfic / Fanfiction O filho do caseiro - Jeon Jungkook - Capítulo 25 - Porque sempre foi ela


O elevador subia mais lentamente que de costume. Meus pés se adiantam em ir em direção a porta do apartamento, assim que o elevador se abre. Após dar dois toques, o próprio Joaquim me atende com uma carranca, o que me surpreende porquê raras vezes ele deixava transparecer o seu mal humor.

— Adorei ser o último a saber que o meu melhor amigo está de namorada nova. Ora, ora… — rodou sua cadeira e senti uma ironia letal em seu tom. É, ele está puto comigo.

Cerro os olhos demoradamente, sentindo que o clima está carregado demais para que uma discussão fosse evitada. Joaquim odiava Abigail por ter sido uma vítima dos garotos que ela andava na adolescência e mais, por ter ela tão perto isso fazia ele reviver uma das piores épocas de sua vida, de si mesmo. Era como se tudo tivesse voltado para ele, o Joaquim Swan que não passava de um coitado, indefeso e medroso... Bem, até entrar no último ano do ensino médio onde tudo mudou para ele. Não sei bem os motivos que o levou a viver uma vida louca daquele ano em diante e mesmo que eu tenha uma grande curiosidade, não desejo invadir o seu espaço assim como ele respeitosamente não invade o meu.

— Pra quê? Eu já sabia que o Yoongi iria te contar de qualquer jeito. Quis evitar… — o cadeirante me cortou.

— Evitar que eu ficasse tão alegre ao ponto de sair andando e organizar uma grande festa? — virou-se de frente para mim.

— Joaquim, não precisa de tanta ironia. Eu gosto da Abigail e esse fato não tem que mudar nada entre nós. — me sento no braço do sofá, soltando um suspiro. Dizer para ele esquecer, é o mesmo que pedir para um bebê voltar pro útero, porque você não quer mais ser pai.

— Já sei… — riu de forma empolgada. — Quer a Abigail como um troféu? Se isso for uma conquista pessoal para se auto afirmar dono da situação, pode até contar comigo. — esticou seus braços até a mesa de centro, se servindo de uma das bebidas da mesma. Joaquim saca um cigarro e acende o eletrônico logo em seguida.

— Não quero, mas se quer pensar assim… — joguei os ombros despojadamente. — Só esqueça do seu plano de afastar ela da universidade, ok? — ergui-me, vendo que alguém entra no ambiente. É Yoongi, que somente nos cumprimenta superficialmente e vai diretamente para o seu quarto.

— Uh, o caso é mais sério do eu pensava. Eu entendo você ter se interessado pela Lolla, até eu acho que ela se parece com a Margot em vários quesitos… Mas, a Abigail?! Ela é uma puta de uma metida, uma garotinha mimada, egoísta e egocêntrica.— puxou a fumaça e a espalhou pela sala em seguida, o que me fez tossir assim que inalei. — Bom, mas quem sou eu pra te julgar? Se tá' atraído por aquele ser, eu vou esperar pacientemente você satisfazer o seu ego e voltar a ser você mesmo. E não seja inocente, você é um ignorante e por mais que tenha dinheiro hoje, ela nasceu rica e gosta desse status. Não olharia pra você se estivesse pobre! Mas ok, depois que se cansar de ser trouxa, me procure e eu estarei de braços abertos. — seus olhos faíscam de tanto ódio reprimido, é, tentar aproximar a Abigail do Joaquim não seria o ideal agora.

— Não vai se afastar de mim por algo tão bobo. Vai mesmo? — a parte mais controladora do Joaquim sorriu com absoluto desprezo, mas mesmo essa que tanto flagelava a nossa amizade, não me assustava nele.

— Você pode ficar com quem quiser, mas, se ela te descartar ou arranjar alguém melhor que você, digo que tenha mais dinheiro que você, não me proíba de dizer um bem alto e belo "Eu te avisei".— como um garoto emburrado e cheio de caprichos. — Pelo menos pague um plano de saúde pra sua namorada indigente ou cruze os dedos com fé pra Vera não jogar a Abigail pelas escadas quando der a notícia empolgante. — foi se retirando sem se importar se tinha algo mais para lhe dizer. Joaquim é assim e eu já deveria ter me acostumado com suas saídas repentinas.

Volto para a casa de fraternidade e vejo que hoje as garotas da Zetas resolveram pela milésima vez fazer uma social para nos animar. Fico muito pensativo e primariamente apreensivo sobre como lidaria com a Vera agora. Ela vem me apoiando tanto desde que Margot se foi, que verdadeiramente me sinto mal por estar deixando-a de lado. Sempre esteve comigo como uma boa amiga durante as minhas crises existenciais e até quando eu mesmo nem me importava em refletir do porquê seguia vivendo. Mas, passando meus olhos pela casa aparentemente ela não veio. Que alívio.

Pego uma cerveja e cumprimento os rapazes, fazendo questão de passar reto pelas calouras. Eu nunca gostei de ficar com as garotas daqui, menos ainda por saber que os boatos correriam soltos pela universidade amanhã. Talvez não da parte delas, mas os rapazes não perdoam.

Subo as escadas e entro no meu quarto. Deixo a cerveja na pequena mobília ao lado da minha cama. Me frustra ver o tanto de livros, resumos e tarefas alheias que tenho que entregar daqui um curto período. É, eu prometi para o meu pai que devolveria cada centavo que ele investiu para que eu realizasse o meu sonho de cursar uma faculdade, mesmo que para isso precise gastar noites fazendo resumos para os esnobes do curso de direito, sociologia, português e infinitos afins.

Encontro meu celular na jaqueta que abandonei hoje mais cedo na cadeira, ao desbloquear, vejo mensagens que Agnes me mandou mais cedo e eu não dei atenção. A Fernandez havia voltado da casa de campo de seus avós e finalmente trouxe com ela alguns livros que tinha pedido para concluir os trabalhos restantes. É realmente uma pena que ela tenha se afastado tanto de mim por conta de Vera, não sei ao certo porquê as Zetas eram tão chatas ao ponto de fazer a vida de garotas menos populares, um inferno ao se aproximar do "seu" território.

Agnes me contou várias vezes que uma das garotas tentou a humilhar, debochar de seu jeito de se vestir e da maneira de se comportar. Mas, eu nunca a vi como uma pessoa diferente. Muito pelo ao contrário, somos iguais em milhares de coisas. Bem, já que ela está aqui, é melhor eu me adiantar antes que esbarre com Vera. Puxo a jaqueta e a visto rapidamente para ir na casa de irmandade a qual Agnes faz parte.

Passo reto por todas as novas convidadas e discretamente sigo para a garagem. Coloco a chave no ligamento, os pés dentro da azul e acelero para sair do local. São três quarteirões que nos separam.

Em frente a sua casa, espero ansiosamente do lado de fora da velha moradia. A porta descascando, o número faltando e a grama alta pela verba que falta para manter a casa, é muito incômodo. Mesmo que eu me oferecesse para ajudá-las, as garotas são difíceis de lidar.


Ding... Dong… Novamente.


— Isso são horas de visitar uma irmandade, senhor Jeon? — Felícia, a líder da casa, me recebeu com olhos cerrados e um cabelo loiro perfeitamente alinhado em um coque.

— As oito da noite? Acho que sim. — conferi no meu celular e mostro para ela, que solta um suspiro raivoso.

— Agnes está dormindo e está inclusive muito cansada por ter chegado de viagem hoje. — fechou mais um pouco a porta. Rolo os olhos, pois sei que é outra mentira que ela fala apenas para que eu deixe a Agnes em paz. — Você não descansa?

— É tão difícil chamar ela um instante? Eu preciso só de alguns livros. — tentei resgatar a minha paciência e não entrar como um louco na casa chamando por Agnes, porquê sim, eu estou à um passo de fazer isso. Felícia é uma das pessoas mais orgulhosas que conheço.

— A biblioteca fica tão perto de onde você mora, porquê não vai até lá? — sorriu de modo odioso, nem mesmo tentava disfarçar mais o quanto me detesta. Agnes me disse que é porque ela me acha atraente e isso realmente me faz desaprender tudo o que sei de mulheres.

— Jungkook! — Agnes surgiu abraçando quase uma saga de livros, passando para fora após dar um leve empurrão em sua líder. Está que sai vendo que seu plano falhou miseravelmente. Talvez, eu seja persistente demais. — Não liga pra gárgula. — riu do apelido que deu para Felícia.

— Eu fiquei feliz que voltou. — sorri, olhando por detrás dela Felícia subir as escadas e batendo os pés de raiva.

— Ah! Os seus livros. — ela passou para mim. Eu realmente poderia ter conseguido na biblioteca, pegado com qualquer outro membro da minha fraternidade, porém eu queria ficar perto dela. Agnes Fernandez não tem muitos amigos, fala pouco e eu sinto que comigo ela faz um esforço maior para ser mais extrovertida. Talvez… Aproximá-la de Abigail faça muito bem para sua auto-estima.

— Obrigado por isso. — comecei a conferir superficialmente cada um, até ver um bilhete azul laminado entre eles que me furtou a atenção. O baile de inverno da Alpha Alpha Pi, tinha sua marca. — Acho que esqueceu alguma coisa. — olhei para baixo, a Agnes se surpreendeu em ver o convite.

— Mas nós não fomos convidadas, estranho... — resgatou o convite, abrindo-o. — Ah, é do ano passado. — repuxou os lábios ao dizer. Pelo silêncio Agnes não se sentiu confortável ao lembrar do baile anual. — E, vocês foram convidados? — se aprofundou no assunto.

— Sim, porque os antigos membros da Alpha se davam bem com a antiga Sigma. Então, era uma tradição sermos convidados. — expliquei com muita má vontade, é nessas horas que seria bom ser um lobo solitário e não ter que comparecer nesses eventos chatos por pura educação.

— Você vai levar quem? — o primeiro nome que veio na minha mente foi, Abigail. Entretanto, os olhos da Agnes mesmo embaixo daqueles óculos levemente embaçado conseguem refletir o brilho de esperança do seu olhar. Ela queria ir.

— Se quiser se candidatar… — sorri, me aproximando da mesma que me olhou de modo doce.

— Não sei, tem certeza que quer levar alguém tão... atrapalhada e azarada?— ajeitou os óculos no dorso do nariz, a medida que suas bochechas ganham um rubor.

— Então, depois de amanhã eu passo te buscar, ok? — encostei nossos rosto dando um beijo na sua bochecha. Agnes está queimando, apesar do frio que faz aqui fora.

— Eu vou ver o que tenho pra vestir. — se recolheu dentro de si, não disfarçando o quão está alegre.


Manhasset, Baile de Inverno.


Aterrissei na grama mais cara da cidade, nada confortável no smoking preto repetido de todos os anos. Acompanho o meu par para dentro da casa, onde somos levados pelo anfitrião principal, Lance, filho do prefeito que jamais pensei em conhecer. Ao contrário do que eu pensei, o último líder de fraternidade era muito mais simpático que os demais.

— Você está linda. — elogiei a Agnes que deve ter gastado horas fazendo aquele penteado e a maquiagem.

Mas, ao virar o rosto ao norte, vi Abigail de braços dados com Jimin. Ele a apresenta para uns amigos e de pouco em pouco o casal se aproxima de nós. Sinto meu sangue ferver por causa da cena, Abigail veste um vestido rosa longo que muito provavelmente o próprio Jimin comprou.

— Jungkook, vamos beber algo? — Agnes se estica para falar ao canto do meu ouvido e eu não consigo me mover.

O Jimin ri bastante ao conversar com a Abigail, que corresponde na mesma medida da sua animação. Não que eu esteja intimidado, mas o que Joaquim disse soou como um veneno para a minha mente nesse momento. Nossos olhos se cruzam quando a mesma se liga que mais alguém no mundo existe além do Park.

— É melhor a gente ir. — abruptamente, sem perceber, levo o braço da Agnes com mais força que o normal para a mesa principal comigo. E ela acaba percebendo em que estado estou por dentro, por mais que ela não esbo

Me afasto um pouco da Fernandez para deixar ela escolher o que quer beber e comer, há uma pirâmide de taças extravagantes na mesa de cada bebida, além de rolinhos primavera e outros petiscos sem gosto algum.

— Porque não me disse que vinha? — Abigail surgiu discretamente. Especto os olhos grandes de Aby me cercarem, transcorro pelo seu vestido rosa, o cabelo belo como nunca e as tartarugas que lhe dei enfeitando os lóbolos como único acessório.

— O Jimin não é uma boa companhia? — virei o rosto para disfarçar, não queria que Agnes nos visse.

— Ele me convidou… E você, quem era a garota que estava com você? — indagou olhando para os lados. — Vera? — analisou territorial.

— É melhor procurar um oftalmologista. Eu vim com Agnes. — frisei, tentando de todas as formas transparecer que não estava incomodado com o que poderia estar rolando entre Jimin e Abigail. Uma pessoa como o Park, jamais convida por nada e duvido demais que esteja somente agradecido por ela ter salvo a sua vida. Não é da sua personalidade, que infelizmente eu conheço mais do que gostaria.

— Jura? É melhor eu ir falar com ela depois. — se esticou para ver a Fernandez que quase havia dado a volta na mesa longa. — Antes, eu quero falar com você. — ela segura a minha mão.

— Não posso deixar a Agnes sozinha, depois nos vemos, Aby. — me mantive intacto, recusando qualquer tipo de aproximação. Só de pensar que o Joaquim pudesse estar certo, isso me deixa com uma grande raiva circulando no peito. Mesmo que eu não estivesse certo de que espécie de relação tinha com a Melnik neste momento.

— Não me trata assim, como se nós fossemos dois desconhecidos. — exigiu que eu a olhasse e nossos olhos se prenderam por pouco tempo, porquê logo o príncipe Jimin apareceu para resgatar a sua donzela, e ver os dois tão juntos me intoxicou.

 Ele realmente está a altura dela, os dois devem ter tudo em comum e o que eu tanto lutei para não acontecer, está novamente ocorrendo. Abigail está machucando o meu coração porque agora eu sei que sempre gostei dela.


Notas Finais


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