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História O filho do caseiro - Jeon Jungkook - Capítulo 37


Escrita por: e _Goccy


Notas do Autor


Primeiramente queria agradecer a @Viihda_deFanfic por ter betado este capítulo de forma extremamente rápida e eficiente♡ Apoiem o trabalho dela e a sigam por ajudar a gente a ter capítulos com mais qualidade!

- AVISO DE ALTA VOLTAGEM: NÃO ENCOSTE NESSE CAPÍTULO SE NÃO GOSTA DE LER CONTEÚDO +18. VAI FICAR CHOCADO.

Segundo, como esse capítulo é um pouquinho grande hehe vou estar disponibilizando algumas músicas pra vocês escutarem durante a leitura:

Bobi Andonov - Apartment
Dick - Mae Muller
Make Up Sex - SoMo
Slow - Vedo
Anticlimax - Mae Muller
Aphrodite - Rini
Mátame Otra Vez -Ricky Martin
Side Piece - Mae Muller

Em breve vou trazer a playlist, achei ela magra e estou lutando para encher ela com bastante músicas mesmo.

♡ BOA LEITURA ♡

Capítulo 37 - Intensidade máxima


Fanfic / Fanfiction O filho do caseiro - Jeon Jungkook - Capítulo 37 - Intensidade máxima


Se eu dissesse que tudo o que a Agnes expressou não me afetou, eu estaria mentindo feio. A maneira que ela me encarou, é algo que não irei poder me perdoar. Como se eu tivesse roubado algo de muito valioso dela, ou melhor, alguém. Preferi nem mesmo me despedir do Jungkook para não torturar mais o emocional abalado de Agnes. Somente saí e retornei para o dormitório sozinha.


Os dias se passam lentos, mas mesmo contando os segundos para a semana acabar, minha vida continua a prosseguir. Não houve nenhuma outra semana em que tenha trabalhado tanto com Noah no projeto, visitamos o lar dos idosos para testar os protótipos dos produtos, fizemos uma alta pesquisa e reformulamos alguns ativos. Sendo que nesse meio tempo, às vezes tínhamos que voltar para a universidade e assistir uma aula e outra para não perder o conteúdo.


E é exatamente no meio de uma aula importante que estou saindo, rumo ao bebedouro para me refrescar. Estou com tantas coisas na cabeça que mal estou comendo e me hidratando corretamente. Fora que, não deixo de pensar em como o meu pai está passando esse mês.


Faço uma pausa frente ao bebedor e olho o meu reflexo no prateado, a água escorrendo pelos buraquinhos dele e a minha imagem refletida naqueles movimentos, raptam a minha atenção.


— Se eu fosse outro tipo de namorado, iria pensar que terminamos sem avisar um ao outro. — escuto a voz do Jungkook séria. Desgrudo das laterais do bebedouro rapidamente sentindo o meu coração disparar.


—  Jeon… Eu juro que ia te mandar uma mensagem quando estivesse melhor.  — disparo o meu olhar para o tatuado, que levanta-se vagaroso do degrau da escada que leva ao laboratório do segundo andar. 


Estou apreensiva, não estava preparada para ver o Jungkook agora. Mesmo profundamente apaixonada e sentindo extrema falta dele … Eu precisava do meu tempo para pôr as coisas em seu devido lugar.


— Eu duvido disso. — expira e se aproxima. — Vai terminar o que temos porque soube que a Agnes gosta de mim? — sua boca abriga uma linha reta e os orbes mantém-se parcialmente semi-abertos. Como se sentisse dor por conta da minha atitude.


— Não faz a minha linha passar por cima dos outros pra conseguir ser feliz. Eu não sou como a Vera ou como o Joaquim. — afirmo.


— Isso não é passar em cima da Agnes. Seria se eu não te amasse, mas eu amo. E não vou aceitar que se afaste. — o Jungkook persegue uma mão minha e a puxa insolente, me empurrando pra frente e forçando uma colisão de corpos. — Eu falei com ela e esclareci tudo. Prometeu que a gente saberia resolver as coisas, então cumpra a sua promessa, ok? — furioso, Jungkook me tem com possessão entre seus braços.


— Mesmo assim, o coração dela não vai entender. Não posso magoar mais a Agnes do que eu já magoeei. — falho miseravelmente em abrir espaço e me soltar.


— Eu não aprecio instabilidade, Abigail. Se quer ficar comigo diga, mas se agora disser que não quer mais nada, eu juro que não volto a te olhar. Só não me faça de idiota. Não gosto de caprichos. — expressa impaciente, me mantendo em seu domínio. As suas mãos me agarrando, é tão bruto, que não consigo formular nenhuma resposta compreensível.


— Eu quero… Mas, não quero que ninguém se machuque também. — diminuo a distância e acabo com a vontade que estava de beijá-lo. Esmago a camisa junto com seu peito. — Poderia ser escondido… Pelo menos dela? — pergunto entre selos. 


— Se é a única forma que eu tenho pra te ter… — responde, mordendo o meu lábio inferior com os caninos. Irresistível. O hálito mentolado, os macios se atritando e se espalhando pela minha boca. Uh, como eu fico frágil com seus toques. — Eu nunca corri atrás de ninguém, Abigail, então não provoque o meu orgulho. — a pressão dos seus dedos em mim brandam e o Jungkook afrouxa os braços.


— Não vou fazer mais, porém tem que estar ciente que eu não quero mais fazer mal a ninguém. — reafirmo obstinada.


— Eu vou resolver as coisas com ela, já que se preocupa tanto. — confirma, soltando-me completamente. — Até parece que adora quando eu perco a cabeça. — ele ri irritadiço.


— Desculpa por te deixar nesse estado. Mas, entende, eu já tenho coisas pesadas demais pra carregar. — murmuro fraca, pelo meu emocional estar se deteriorando nesses meses.


— Pelo menos confia em mim? Eu não me sinto confortável com essa distância emocional que você coloca. Eu te contei muitas coisas e preciso que me retribua pra isso funcionar. — jogou na minha cara a falta de vontade que eu transapareço para nos tornamos mais íntimos.


— É que eu já me acostumei tanto a não ter ninguém pra estar que é difícil muitas vezes. — é duro, mas eu confesso. — Mas, eu vou me esforçar. — sorrio minimamente, tentando ser positiva de alguma forma.


— Então, está comigo ou não? — pergunta incerto.


— Sim. — me posiciono com convicção.


— Seria uma boa hora para falar sobre… Os nossos planos? — abre um sorriso largo e encara-me fixo.


— Aqueles de… — minhas bochechas pegam fogo. 


— É, queria dizer que já tenho o lugar e quando quiser é só falar. — seu anúncio é breve e vem como uma grata surpresa.


Eu estou afim, é... muito afim.


— Pode ser hoje de tarde. — seguro uma mecha do cabelo médio e a aliso.


— Hoje? Perfeito. Às seis eu te busco. — Jungkook estabelece um horário, se aproxima da escada e pega o capacete da moto. — Só por favor, não me ignore mais. Tem meu número. — sinto ainda uma leve irritação em seu tom.


— Eu vou tentar não deixar que essas coisas exteriores afetem a nossa relação. — sobreponho uma mão no peito direito e faço um sinal de promessa ao ditar. 


— Afeta não só a ela, mas a mim. Não seja má comigo, pelo menos não desse jeito. — ouço seu rosnado baixo ao redor de uma orelha minha, ele insinua algo proibido e encosta-se na minha bunda demoradamente.


— Às seis, Jeon. Às seis. — fico nervosa e o moreno se vai por trás de mim tão silencioso quanto chegou.


Merda… Como eu vou retornar para aula de cálculos quando perdi de vez a concentração em qualquer coisa que não fosse no número seis?



Bem, das dez da manhã até às cinco e quarenta, foi um desafio absurdo para confinar a minha ansiedade em um quarto pequeno. Jungkook vai chegar dentro de vinte minutos e me levar para o tal lugar que ele escolheu para ficarmos sozinho de modo mais íntimo. Isso me estressa de jeito bom. Como se estivesse esperando algo especial e finalmente tivesse previsão para rolar. 


Arribo o zíper da bota, conferindo o meu look. Ok, não teria como ser algo muito sensual devido ao inverno, porém nada que boas espirradas de perfume não compense. Com relação a lingerie escolhida, acho que o Jeon vai gostar.

 

— Vai sair com aquele nerd que você anda pra cima e pra baixo? — Zhanna mal entra no quarto e já deduz erroneamente.


— Acho que isso não te interessa, não é? — borrifo a colônia francesa que eu só uso em ocasiões hiper especiais.


— Pela sua cara… Vai transar com ele? — ela ri, sentando-se na cama a gargalhadas. Um pouco chapada como sempre.


— E se for? Ah, quer que eu conte os detalhes depois? Ficou interessada nele e quer a minha aprovação? — sou profundamente irônica.


— Não, não… Eu prefiro homens ou mulheres no estilo da Alexia ou do Jungkook. Aliás, Abigail… Não acha o Jeon muito gato? — suspira iludida. — Com certeza, ele teria uma chance comigo. 


— Mas primeiro pergunte se ele quer essa chance preciosa com você. — grizo, olhando para a sua cara de salsicha. Zhanna deveria maneirar no bronzeado ou o câncer a abraçaria muito em breve.


— E o que entende de homens, Aby? Vou torcer pra ele não broxar quando ver a virgem-maria que ele levou pra cama. — a laranjada brinca com um sorriso mortífero. — Eles gostam de atitude, sensualidade e um belo rebolado. No máximo, vai fazer o coitado pedir desculpas por te desrespeitar. — é feroz e de algum modo suas palavras penetram nos meus pensamentos.


Será que essa é a imagem que o Jungkook tem de mim? Inocente, virgem-madre. 


— Depois me conta como foi matar alguém de tédio. — ela percebe que me atingiu em cheio com sucesso pelo meu silêncio reflexivo.



Respirar o ar luxuoso que o quarto do hotel exala, me deixa com os ombros rígidos. Não pensei que seria tão amedrontador passar pelos olhares curiosos do recepcionista do lugar e nem ainda olhar de volta para ele e saber que ele está ciente do que irei fazer com o meu namorado.


A vergonha que senti ao perceber a primeira desvantagem de ter uma vida sexual ativa, desaparece quando a porta é celestialmente aberta pelo Jeon. Tudo é delicadamente posto para que eu me sinta uma verdadeira rainha. As pétalas brancas e vermelhas no chão, corações recortados fazendo uma trilha até a cama é uma imagem bela. Bela e paralisadora.


A partir do momento que saí de casa prometi à mim mesma que não seria mais tão tímida quando estivesse com Jungkook. Eu quero ficar com ele e preciso ter a coragem para demonstrar o quanto a nossa primeira vez é algo que também estou aguardando com ansiedade.


— Quer ver a vista da cidade? — do outro lado do quarto o Jeon diz, me puxando de volta à nossa realidade. 


— O convite é instigante, mas acho que agora, outro tipo de visão me agradaria mais. — sorrio para ele. O moreno está com seu olhar tórrido me queimando nesse momento.

 

Gostaria de ter a energia de Zhanna nessas horas. De ser ousada e agressiva. Como ela bem explicitou, eu preciso trabalhar melhor o meu lado mais sensual pra que o Jungkook também se excite mais. Eu sei que o que ela diz não deveria ter relevância na minha vida, mas de certo modo é como eu gostaria de agir. Ora, mesmo não gostando dela, admiro sua capacidade de realizar o que deseja.


Não quero tentar colocar em prática a minha sedução e o Jeon rir de mim, ou no máximo me achar doce. Eu quero que ele me deseje, que seja ele mesmo sem que isso me assuste, que ele me diga coisas sujas e fale tudo o que quer fazer comigo sem freios morais. 


Por mais moral que eu tenha, pelo menos aqui anseio que seja diferente.


O sexo é ser livre, é perder os medos e se deixar guiar pelos instintos. E sinto que o Jeon não pensa que eu posso surpreendê-lo. Isso me deixa um tanto decepcionada. Às vezes até me sinto menos atraente aos olhos dele. Mais garota e menos mulher.


Ele sorri terminando o esticar de lábios em uma mordida em um deles. Jungkook, a cada passo que dá em minha direção, vai desbloqueando a minha limitação mental que se reduz aos meus pensamentos em constante dicotomia. Entre ter ou não coragem.

 

— Eu adorei o jeito que preparou o quarto e escolheu o hotel… ele é muito agradável. — devolvi o sorriso, sentindo a gigante timidez aflorar pelas minhas bochechas. Deixando-as vermelhas.


Droga, porque isso acontece comigo? Mal aqueci o coração de um novo sentimento e já estou fazendo o Jungkook voltar com aqueles olhares de "que doçura é a Abigail. Uma querida".


— Queria te trazer pra um lugar à sua altura… Não está acostumada com coisas simples e vulgares. — ele tem razão. Não estou mesmo.


— Não diga como se estivesse em uma posição social inferior. Porquê não está. — repreendo. Não faço a mínima idéia de como alguém pode ter condições financeiras para viver nos melhores lugares e mesmo assim se recusar a isso. A pobreza não é insuportável, mas é uma vida da qual eu me acostumei e não a que escolhi. 


— Por dentro eu sempre vou estar e tem que ter consciência disso. — Jungkook dá mais passos em minha direção. — Mas, não viemos para discutir sobre quem é mais refinado, não é? — um sorriso soprado lhe escapa.


— Está coberto de razão… E aliás, não sabia que você também sabia ser brega. — amenizo o clima tenso. Saber que aquele nosso encontro teria um fim diferente, está me afetando de formas estranhas e uma das surpresas é conhecer a Abigail mulher. Não a filha, a adolescente ou a estudante de exatas.


Essa nova, é alguém que estou aprendendo a lidar, e pior, eu ainda preciso atribuir características à ela, ou, descobrir lentamente cada uma delas.


O Jeon quebra a nossa distância sem pressa, tomando cuidado até mesmo no modo de me olhar. Eu senti que ele quer fazer tudo com perfeição e carinho, e por mais que aprecie muito essa qualidade, não é ele.


Seus olhos me cercam sorridentes, a medida que as mãos do mais alto envolvem a minha cintura e deixa nossas bocas próximas demais para sentir o calor da respiração fluindo sobre elas.


— Estava sentindo uma puta falta de ficar assim com você. — ouvir ele proferir o primeiro palavrão, me arrepia levemente. Nunca fui de dizer muitos, porém naquele momento eu confesso que se tornou algo especial.


Próximo demais do meu rosto, Jungkook é lento ao molhar os lábios e entreabrir a boca para avançar para um beijo que talvez daria o pontapé inicial para nossa transa. Por mais que quisesse dar aquele passo, não posso deixar que tudo comece antes de fazer algo que venho decidindo há algum tempo.


Necessito que ele me veja de outro modo.


— Antes eu preciso te mostrar uma coisa. — no mesmo segundo que termino a frase, ganho uma pequena expressão de surpresa vinda do Jeon.


— O quê? — ele se torna curioso. 


— Não estava sem pressa esse tempo todo? — sorri com certo suspense. 


Seguro a mão grande e o levo para o sofá que fica em frente a cama. Jungkook se senta procurando alguma lógica em minha atitude, ele tinha certeza que eu não poderia acrescentar algo hoje. Perfeitamente, mantenho uma mínima distância do meu corpo do sofá. Tento buscar um ângulo que valorize a visão do meu ato.


Retiro o cardigã bege que me protegia do frio e o jogo no chão. O mesmo gesto é feito com as botas e logo após com o cinto, que trata de levar a calça jeans com ele. Finalmente, o silêncio se torna a única música para que eu siga em frente na ausência de um arranjo musical específico. Mas, mentalizo um toque que gosto. Algo como uma lenta batida de Blues que desliza suavemente em um R&B bem harmônico.


Os olhares atentos do tatuado, os lábios enrubecidos se abrindo em um C e o seu peito aumentando o fluxo por conta da respiração intensa, é a melhor reação que poderia receber mediante ao meu ato.


A blusa se abrindo e os botões se desgrudando demoradamente, mantém o foco do Jungkook totalmente na única coisa que há diante dos seus olhos. Até que a blusa é aberta por completo e um sorriso desajeitado de canto é posto nos lábios do tatuado pela primeira vez, externando como está fascinado. A sensação de poder sobre ele naquele íntimo momento, me ataca positivamente.

 

A lingerie clássica é completamente dispensada. E dá lugar à um conjunto com as últimas três cores do nosso jogo. O sutiã laranja, a cinta liga amarela e a calcinha preta com rendas vermelhas. 


Com apenas essas duas peças e uma cinta liga curta me cobrindo, ganho de vez toda a emoção do Jungkook resumida em um suspiro longo que sai pela sua boca como se fosse uma densa fumaça que é expulsa após uma tragada forte.   


Decido não me limitar e giro no meu próprio eixo para mostrar a fio-dental ousada. Por mais que as cores não estivessem em sintonia, eu sei que aquele pequeno jogo bobo o intrigou de uma forma específica.


— Conseguiu me surpreender… Aby… — meu nome sai arrastado pela sua voz, ganha um valor maior neste instante. — O jogo das calcinhas. — ele diz leve, nostálgico.


— Eu sei que pode estar mais exótico do que erótico... — verbalizo baixo e resolvo diminuir a vontade que ele está de me tocar.


— Não, não… Você 'tá perfeita assim. Não há como ficar mais que isso. — elogia, vendo-me invadir o seu espaço vital. De modo provocador, ousaria denominar como insolente, passo a me sentar com as pernas abertas em cima das coxas grossas do Jeon e de frente para o próprio que se encontra estarrecido. Minhas palmas transpassam pelos seus ombros e sinto-me no controle da situação.


Seu olhar é tórrido, cheio de tesão e totalmente indiscreto. Jungkook se priva de contato visual, como tanto adora fazer e se dá permissão para contemplar a Abigail que nem eu conhecia até este presente momento.


— Agora é a sua vez de escolher. — olho bem em seus orbes ao questionar. — Pode fazer o que quiser. — vocifero segura, mesmo que por dentro sentisse um misto de adrenalina e vergonha encher as artérias.


— Não deveria me dar tanta liberdade. — Jungkook pende um pouco a cabeça para baixo e repara sacana em cada detalhe no meu corpo. E com sua visão afiada, ele faz questão de puxar a minha pélvis para cima do seu membro duro — ainda coberto pela calça de linho —, sinto o pênis completamente forte pulsar quando sou arrastada para cima do falo do moreno.


Me ajeito deliciosamente e meu corpo descarrega a resposta do contato no ato de molhar a minha calcinha. É rápido como o líquido vaza da vulva ao se empolgar com uma relação sexual próxima.


Meus seios pesam, os mamilos ficam rígidos. O perfume másculo de Jeon está mais presente no meu olfato do que nunca e as suas mãos sem nenhum receio passam a esmagar a minha bunda. Ele brinca e abre as nádegas. Seu sorriso é quente e se encosta na minha clavícula, a medida que ele se mostra mais animado.


— Uh, sua bunda é gostosa pra caralho. — a voz masculina chia. — Desculpa, mas eu não sei se você curte esse tipo de coisa. Se quiser que eu pare... — seus lumes voltam para o rosto. 


— Não… Eu gosto do seu jeito. — minhas bochechas coram. A sua postura direta com relação a tudo, é novo pra mim. Contudo, eu não posso deixar o constrangimento me amarrar hoje.


— Dizem que durante a adrenalina do sexo é que mostramos quem somos de verdade. — conta mais uma de suas filosofias e me encanta com sua voz tão clara e profunda. — Então, espero que tenhamos sustos mais positivos daqui pra frente. — a sua destra escorre para uma coxa minha e a canhota escala para o centro das minhas costas. Me arrepio ao sentir os dígitos do mais velho se afundando na pele.


E subitamente, ouço um ruído de pano que está a se rasgar, seguido de uma pressão rápida que passa por uma perna e depois ele faz o mesmo na outra. A cinta Liga cara, é levada por suas mãos brutas e reduzida a um pedaço de pano sem valor. Por mais irritada que fico ao saber que o meu dinheiro vai ser gasto em vão, aceito a sua atitude somente porque isso era para ele. Acho que isso compensa a falta de presente no natal. 


E também, acho que estou gostando da maneira valente que Jungkook está lidando comigo.


— Você sabe exatamente o que eu quero. — ele suspende o olhar e contém um sorriso pervertido.


No mesmo instante, entendo a mensagem por trás daquela conexão visual que ele se propôs a criar. 


Desço de suas coxas e deslizo para o carpete felpudo do quarto. Jungkook abre um espaço significativo entre as pernas, perfeito para que eu encaixe o meu rosto. Apenas o medo de machucá-lo preenche o meu peito após me deparar com a missão de lhe pagar um… Boquete.


Com as mãos trêmulas e um olhar obstinado, desabotoou a sua calça preta e após o suspense, abaixo a peça até a altura dos seus joelhos. A minha boca cada vez mais próxima do seu volume coberto pelo fino tecido, desperta sensações distintas em mim. Eu sempre tive receio de novas experiências, porém com tantas positivas recentemente, não almejo parar de me entregar a cada uma que se impõem pelo caminho. 


A faixa grossa preta leva a extensão da boxer de mesmo tom escuro. Sinto o meu sangue ferver e o que há entre as pernas fisgar em retorno ao estímulo visual que recebe.


Limpo a garganta e noto um Jungkook ansioso me esperando dar o primeiro passo. 


— Essa é uma das minhas melhores fantasias ultimamente. — o tatuado revela quente. O Jeon leva suas mãos para a jaqueta e não tarda para fazer o mesmo com a camisa escura.


Meus olhos são entregues à uma linda tela de tatuagens, que faz um caminho para um peito forte e um abdômen definido. Mastigo os lábios, e suspiro com intensidade ao observar aquela conjunção tão sensual vista de um ângulo perfeito.


Tomo uma iniciativa e movo as mãos para as laterais da cueca. Desço-a lentamente e noto o seu pau saltar de uma só vez. Seguro o membro duro entre as palmas e envergo o meu corpo para alcançar a cabecinha rosada com o piercing para levar a minha boca que o aguarda silenciosamente.


A canhota abraça a sua base com firmeza e os meus lábios se emolduram ao seu formato, e confesso, é mais grosso do que calculei. Sem pressa, abro um pouco mais a cavidade e acoplo a sua glande, dando a minha primeira sugada.


— Me deixa te olhar… Uh. — as mãos grandes acomodam a minha mandíbula, afastando o cabelo solto.


Com um contato visual extenso, jungkook começa a rebolar os quadris em círculos e em seguida a imitar movimentos de penetração. Protejo os dentes e sinto o seu pau passar pela minha língua sem alarde. A veia principal é sentida, a textura aveludada e o gosto do seu membro é deliciosamente aproveitado pelo meus sentidos. 


Estimulo o seu pênis com uma masturbação lenta como eu fiz quando estávamos na sua casa. É doce ver os seu olhar radiante, o seu desejo tão intenso se mesclar com a sua paciente condução dos meus gestos.


— Não tá indo nada mal. — ele aperta o meu rosto que está em sua posse e a medida que os movimentos se intensificam, me doou mais ao ato.


A ponta da língua acaricia a glande, espalhando o piercing pregado em sua divisória, com destreza. O metálico batendo levemente nos meus dentes, a saliva o molhando e os orbes como holofotes, é tudo o que eu preciso para me sentir desejada ao máximo.


Silenciosamente, Jungkook se limita à sorrisos largos, mordidas no beiço vermelho e arquejos pesados vez ou outra. Porém, ao morder por descuido o piercing, o mais velho deixa escapar um gemido em baixa frequência. Como se, ao sentir aquela sensibilidade maior, ele ficasse bem mais estimulado.


— Sou obrigado a admitir que esse é um dos meus pontos fracos. — explica, aumentando a quantidade de estocadas que dá em minha boca. Incentivo à entrada de mais uma polegada de seu pênis, o mesmo que trato de chupar com certa pressão.


Naquele vai e volta frenético, sinto o pré-gozo se misturar na minha saliva.


— Espera… Aby. — seu anelar afunda no meu lábio interior para remover o seu pau dali.


— Se você quiser fazer aquilo… Que queria. — jogo a sugestão no ar. Sem restrições, por mais que não saiba se vai me agradar, já coloquei um órgão sexual na boca e se tive essa audácia, acho que nada mais é um problema.


— Tem certeza? — pergunta para confirmar. Seu semblante está em borbulhas de prazer com a permissão.


Somente concordo com um aceno favorável com a cabeça e o Jungkook prepara o gozo com sua mão cheia de anéis, agarrando o seu pau grosseiramente.


Espaço os lábios, coloco a língua para fora e finalmente recebo uma grande quantidade de esperma nas minha papilas gustativas. Ele jorra cada vez mais e eu engulo grande parte, porém a outra desce através de pingos no meu sutiã.


— Tem gosto do que, hum? — seus olhos riem e seus lábios o imitam. 


— Eu não sei definir… Mas, isso não foi ruim. — transpasso as mãos pelos seus joelhos, e ergo o meu corpo para arrancar um beijo do Jungkook. A cada segundo o meu desejo por sexo, de ser dele e de que aquele pau se enterre em mim, me excita mais.


— Eu não quero só gozar na sua boca… — é objetivo. O Jeon não resiste ao primeiro beijo que dou e pega-me com firmeza pela cintura, obrigando-me a sentar novamente em seu colo. — Eu pensei que eu não poderia sentir ainda mais vontade de ser seu. — murmura entre beijos. 


O tatuado provoca uma enorme quentura em mim com seus toques tão avassaladores. O Jungkook captura os meus braços e os posiciona para trás. Com cada pedaço da sua língua descobrindo a minha boca e seu corpo a cada passo mais dominante, ele levanta-se do sofá e nós caminhamos sem desgrudar um instante, para a cama colossal do hotel.


Qual seria a sua próxima ação? Esse questionamento é incapaz de me abandonar.


Apenas tenho o sensorial gostoso das minhas costelas deitando-se por cima do lençol cinza-fumaça de seda macio. Assim que me dou conta, Jungkook já me aprisiona. Meus pulsos são elevados para o alto e um encostar de bocas feroz acontece.


Ele lambuza os meus lábios durante o ósculo, tanto por dentro quanto por fora. Jungkook está irredutível, vigoroso e extremamente dominador. No entanto, são poucos minutos que ele trabalha com a língua na minha. Fico carente do seu toque e ergo as pálpebras perguntando-me para onde foi aquelas sensações tão deliciosas e porque ele parou. 


As íris negras observam minuciosamente o que há embaixo delas. O mirar delicado do Jeon é carregado de paixão. Nos olhamos por alguns segundos sem rompimento.


— Não me diz que não quer mais… — entro em pânico. Um Jungkook sério, muito silencioso e observador, me encara estoicamente. — O que foi? — pergunto de novo.


— É que, eu te amo, Abigail. E não sei como eu demorei tanto tempo pra me entregar assim. Eu perdi tantos momentos bons com você pela minha estupidez… — admite com a raiva fogueando no fundo das órbitas. Raiva de si mesmo.


— Nós dois fomos e ainda somos orgulhosos. Então, não se culpe sozinho por isso. Temos uma vida toda pela frente. — tento ser positiva. — E, o importante é que estamos juntos. O momento sendo especial é o que importa, e não a quantidade deles. — explodindo de felicidade, consegui até com certa facilidade escolher palavras bonitas para arrancar um sorriso de concordância do Jeon.


— Desde que me beijou na sala de música, eu quero esse momento. — sua face retorna para perto da minha enquanto seus olhos tão vibrantes me hipnotizam.


— Eu beijo tão bem assim? — minha autoestima decola e um sorriso frouxo é inevitável de ser dado por mim.


— Sim, mas não é só questão de ter sido bom. Você praticamente me obrigou a ter uma curiosidade enorme de chegar aqui.— ele beija a ponta do meu nariz, arrastando os lábios suaves para a testa e regressa para a boca que o espera ansiosa. Mas, não me beija. — Como se… Tivesse me viciado de alguma forma. E tudo parece pouco agora, eu sempre quero mais. — ele suspira profundamente. Até quando o mais velho vai me torturar desse modo? 


Em ato de impaciência, recorro a morder o seu lábio inferior e o trazer para mim. Ele impede o ósculo e começa a descer os beijos que vão com potência para o pescoço, onde o músculo trabalha em lambidas e em sucções quentes, úmidas. Os chupões prosseguem intensos para a clavícula, de para a divisória dos seios.


A canhota sobe pela lateral do seu corpo forte e eu agarro uma costela sua para ter onde me amparar a tensão, que é trabalhada em camadas pelo tatuado. 


O fecho do sutiã é habilidosamente descoberto pelo homem e sem eu me dar conta, a parte superior da lingerie ocupa o chão. Vejo ele criar espaço entre nós para dar vazão ao seu desejo de conferir as mamas. Sinto que cada novidade descoberta pela roupa, o atiça de maneira violenta.


— Agora é a sua vez. — ele joga a responsabilidade difícil para cima dos meus ombros. E, mesmo que fosse evidente o que eu queria, Jungkook parece decidido a fazer eu pronunciar e procurar safadezas.


— Eu quero sentir o seu toque aqui… — levo os olhos para o centro das minhas pernas. — Você é muito bom com a boca. — enfrento o seu silêncio e o tesão gigante que ele está expressando com a sua fisionomia imponente.


Uma chama é acesa nos globos.


Espremo os meus lábios com a ansiedade em seu pico, sorrio quando o meu sensor captura o Jungkook examinando o corpo feminino que há embaixo dele. O tatuado lambe os lábios sensualmente e abandona a parte superior de meu torso. Com agilidade, ele segura firmemente os tornozelos frágeis e solta um arfe ao quebrar o espaço entre minhas duas pernas.


Sem pressa, sua moldura facial se desliza até a minha pélvis. As minhas pernas o receptam entre as mesmas. O Jeon manipula a situação com uma excelência e um auto-domínio invejável. Consigo senti-lo faminto daqui. O seu músculo do sabor se disponibiliza em passar pelo meu abdômen lentamente enquanto o Jungkook me encharca sem exageros com sua saliva.


Dolorosamente, o moreno  escorrega devagarzinho com a língua aveludada para a minha virilha, esta que é apresentada com beijos, chupadas cheias de paixão pela pele. O Jeon sedutor me provoca ao abandonar a boceta ainda protegida pela calcinha bicolor, tatuado sobe uma perna minha, beijando-a com picância pelo lado interior da coxa, com mordidas leves ele me excita muito mais do que eu poderia imaginar. 


A forma que ele atenua do explosivo para algo lento e progressivo, é um misto que me joga no escuro com relação às suas atitudes. 


Jungkook recria a mesma ação com a outra coxa, depositando mais trilhos de selos e me fazendo questionar quando ele vai terminar com a crescente vontade que ele iniciou. 


Mantendo a cadência com os gestos, o Jeon encosta a sua grande mão por cima do tecido de renda, delineando a divisão da vagina com seu dedo indicador. Ele aprofunda a marca só para redesenhar a forma da vulva.


Maldita tortura.


Perdendo parcialmente a cabeça, inclino-me sobre os cotovelos.


E, felizmente sua boca doce e vermelha se aninha na linha que ele havia preparado na calcinha. O Jungkook cheira intensamente roçando o seu nariz e lábios por toda a área. Escapa-me um gemido, sou levada aos poucos à loucura. Eu não estava gostando dessa sensação. A maior virtude minha nunca foi a paciência e passar por essa provação está se tornado um sacrilégio. 


Eu não via o momento dele começar a me chupar.


— Esse seu cheiro... O sabor… Deixa o meu pau tão duro. — murmura entre palavras roucas e sensuais, abrindo sua cavidade vagarosamente e ameaçando mordiscar os lábios vaginais, o que não é feito.


— Eu não achei que isso seria uma sessão de tortura assistida. — resmungo revelando uma respiração dificultosa pela adrenalina que me sobrevém ao sentir sua boca tão próxima do ponto de prazer. Meu núcleo se esmaga em uma contração ridícula para amenizar a falta de estímulos sexuais. 


O meu lindo Jungkook, lança um olhar lucifero em resposta a medida que seus dedos se movem para a divisória da boceta e a ponta do anelar graúdo amacia a mesma. 


Definitivamente estou  molhada, como nunca estive antes, sedenta por um único toque do mais velho que se fingia de difícil guardando o seu mistério.


Mas, a espera termina e a sua boca — até que enfim — se atrita na intimidade inchada. Seus dentes arranham de leve o pano, tirando-me uma expressão de orbiculares sobressaltando e lábios mordidos. Ajusto as pernas para o mais aberto possível, não contendo o tesão. Como se estivesse totalmente submissa ao que o Jungkook quisesse fazer comigo. 


E, eu sei que ele fará. A língua alheia envolve a calcinha e transpassa pelo meio dos lábios gordinhos da boceta, o dono da boca maravilhosa usa suas palmas para contornar as virilhas. O músculo molhado se desvia e começa a conferir o elástico da peça, ele arrasta com a ponta deste pelos arredores, fazendo-me sentir a língua quente e lubrificada próximo da vagina. 


— Hummm... — gemi pela sua tática de me fazer implorar antes de chegar ao ápice antes que houvesse qualquer penetração.


Seus dentes voltam a deslizar pela calcinha e pelas laterais, ele então move sua boca para o elástico central da rendada e olhando-me ardentemente o Jeon começa a descer a barra  dela de mansinho, retirando-a com a dentição, até os meus pés.


Após esse deslocamento, Jungkook regressa para o meio das coxas muito mais apaixonado, agora que tem a região totalmente exposta para si. Ele beija a zona do ventre e encaminha suas demonstrações de afeto salivares para a boceta. Assim que o Jeon entra em contato com esta, ele mostra que fica maravilhado com a visão, então, sem cerimônias mais e o próprio aspira o aroma e os feromônios soltando um gemido de satisfação. A ponta da sua língua não resiste à proximidade e engloba o clitóris, causando diversos arrepios pela vértebra. Ele continua com o músculo transitando pelos lábios maiores e menores da vulva.


Recorro ao amparo de apertar os seios e o lençol ao mesmo tempo com bastante força uso o atrito dos meus lábios para suportar a descarga de tensão. A sua boca quente e abafada cobre toda a derme sexual íntima, umedecendo-me na medida certa. Rebolo e requebro os quadris em um ato certeiro para que ele aprofunde os movimentos. A língua do Jungkook penetra a entrada superficialmente, apenas para criar uma expectativa do que mais tarde me é negado veementemente pelo moreno.


— Isso é pressa? — fitou-me indecente, ascendendo com a pontinha picante pro meu clitóris. E como uma massinha fina e suave ele brinca comigo moderadamente, me levando ao extremo.


Rompia-me em gemidos tórridos por sua performance tão elaborada e cheia de perfeccionismo. O Jeon resolve aumentar a intensidade do oral aliando os seus dígitos que massageiam a entradinha e espalham o meu líquido pela fenda.


— Não vejo a hora de deixar você vermelha bem aqui... — sua voz voa quentíssima sobre a minha parte íntima, e depois com seus lábios ele deposita chupadas fortes por todo o caminho que sua língua antes brincava e me torturava.


Provocante demais, perverso demais ele move mais a boceta para o seu rosto. Jungkook se limita a sorrir ansioso e inicia movimentos de lambida pela fenda, incansavelmente, sua língua trabalha de um lado para outro.


Com o conjunto de tatuagens a se locomover com o corpo do mais alto, o abdômen logo abaixo e pênis afoito piscando. Me entorpece os sentidos. Eu precisava logo dele entrando em mim com força e me satisfazendo completamente.


Volto a espectar seu oral e abandono por hora que que queria que viesse com urgência. Seus lábios médios e perfeitos parecem feitos para simplesmente emoldurar a minha vagina. Remexo, murmuro ao circular enquanto pressiono a pélvis contra a sua boca, que drena com malícia meu gosto.


Arranho-me levemente ao sentir que as estocadas dolosamente lentas da sua língua no âmago. Repuxo os lábios quebrando em gemidos manhosos, ah, o Jeon persistia em me fazer chegar ao orgasmo a qualquer custo.


E ele vem. Vem como um coral de anjos e um calor de demônios atravessando cada célula do meu ser. É uma sensação tão intensa que meu corpo se confunde. Solto um gritinho ridículo, mas necessário para que eu compartilhe esse sentimento enlouquecedor com o Jungkook.


Em êxtase total ainda, mal percebo que o Jeon se afasta por um tempo e depois retorna para a cama com uma espécie de óleo lubrificante em mãos. Será que precisa? Mais escorregadia que eu devo estar, acho impossível ficar mais.


O fio de óleo cai em meu ventre e cria-se uma trilha para a região íntima. Depois de deixar a vagina cuidadosamente oleosa, o Jungkook prepara dois dedos e inicia calmos movimentos de penetração. Os dígitos deslizam para dentro de mim, preparando-me para a penetração. 


Pensei que ficaria muito mais tensa e desesperada quando esse momento chegasse, no entanto, Jungkook soube conduzir bem demais todas as preliminares. Me tranquilizar, esperar por mais vontade que ele estivesse de transar. Transmitir confiança e me encher de auto-estima.


Docemente, meus pés são pegos pelo Jeon e postos em seu lombo à princípio, mas que passam a ocupar os seus ombros. Ele fica por completo em cima de mim. Encostamos os cenhos. O cabelo precisando de corte do Jungkook recai em fios em minha testa, quase em câmera lenta. A imagem diante dos meus olhos é algo que jamais quero que saía da minha mente. 


Sentir o seu perfume tão presente mixado com a testosterona, faz inflar o meu desejo de tê-lo dentro de mim. A respiração do Jungkook se mostra violenta ao seu tórax se pressionar em meus seios.


A glande se aprofunda vagarosa e eu chio abraçando o Jeon com força. Sinto-o entrar aos poucos para não me machucar. Se quando eu coloquei seu membro na boca, percebi que era grosso. Agora duplicou. Um grande incômodo me atinge, diferente do que as lendas urbanas diziam, não é dor que sinto.


É somente um corpo estranho entrando em um lugar que antes não era preenchido. 


Mais relaxada com a primeira penetração, deixo-o conduzir as estocadas sutis. As veias do músculo sexual pulsando na minha sensibilidade, a pele aveludada, me invadindo é o melhor sentimento que poderia ter. A emoção de estar sendo preenchida pelo homem que eu amo. Ter o sensorial da sua barriga roçando na minha, seu peito apertando contra o meu e nossos sexos deslizando um no outro ofusca qualquer estranheza.


Eu sempre tive tanta insegurança para o sexo e mal notei que é um dos atos mais lindos que existe. Talvez, os poetas poderiam florear melhor esse lado tão intrínseco das relações sexuais, mas acredito que nada é mais intenso do que sentir pela própria experiência isso.


Fazer amor. Agora eu entendo tanta mística e fascinação por uma ação que antes eu subjugava como uma consequência, e não uma preferência.


— Tá' sendo bom? — indaga, com carinho. 


— A melhor coisa que eu senti na vida. — replico de olhos fechados. Me entregar assim a ele e receber na mesma medida, é algo que exclui quaisquer pensamentos que pensei que iriam me rodear.


Ele sai de mim e vem outra vez. Seu pênis escorre com facilidade até o meu fundo, o que chega a arder pela abertura extrema da passagem. O roliço se sente seguro para entrar e sair mais vezes. Mas, tudo com uma lentidão deliciosa.


A conexão criada durante a penetração, é profunda, intensa, intrínseca. Os olhares brilhantes e atentos às minhas reações, me deixam mais a vontade para demonstrar se estou curtindo de verdade. Como se a minha timidez fosse despedaçada em milhares de pedaços naquele momento e para quê eu precisaria dela agora, se estou tendo o contato mais íntimo que se pode ter com alguém?


E repentinamente ele para de se mover dentro do meu núcleo e se distancia, espaço o suficiente para que eu possa verificar o seu pau que está sem qualquer vestígio de sangue. 


— Porque eu não...? — pergunto baixo, insegura. Todas as minhas amigas disseram que sagraram. Claro que nem todas as mulheres expelem sangue na primeira vez. Contudo, isso tinha que acontecer comigo? — Não acha que eu menti sobre… 


— Calma, isso é perfeitamente normal, Abigail. A virgem aqui é você e não eu. — ele ri, me tranquilizando. E isso fez eu me sentir muito boba. — Eu não estou com você só pra tirar algo assim. Só um babaca faria isso. — ele puxa a minha mão e nos faz ficar de joelhos no lençol. Esses se afundam gradativamente. Jungkook me possui pela cintura e nossos corpos se aproximam mais.


— Às vezes eu acho que não mereço alguém como você, Jeon. — envolvo a sua mandíbula e o observo no fundo dos olhos trazendo-o para mais perto. 


— Merece muito mais… E por isso eu quero te dar sempre o meu melhor. — ele espalma os glúteos e agarra um deles, impondo o desejo de continuar com o que fazíamos.


— E eu desejo te retribuir sempre. — sorrio iluminada e após o meu sinal verde, ele me vira de costas para si.


Entro no jogo afogando as mãos e as canelas no colchão maleável. Jungkook empina a minha bunda grosseiramente para melhor acoplar. Fico de quatro e colo uma das faces na cama para olhá-lo de canto.


Seu quadril corta distância. Seus dedos me marcam de propósito pelas laterais. A visão turva que tenho dele é excitante demais para não estar ansiosa para prosseguir com o contato.


Após passar pela fenda devagar a ponta do mastro, o Jeon mete. Mas, dessa vez não economiza na força que seu pênis avança. Seu rebolado inicia vagaroso e ele procura expandir o seu território dentro de mim. O moreno sorri perverso enquanto desliza e bate perdendo a sutileza de outrora.


A intensidade que o Jungkook usa em cada entrada, é na medida certa. Eu não queria que ele parasse nunca de estar dentro de mim. As pontas de dois dedos seus são sentidos em meu clitóris, e aí que todos os movimentos de penetração ganham um gosto mais doce.


O tórax do Jeon raspa nas minhas costelas durante o vai-e-vem, os beijos viscerais são dados com profunda paixão em meu pescoço e as mordidas animalescas no meu cangote, me faz tremer pela quantidade de estímulos que recebo.


Com uma mão livre, Jungkook passa a tatear a minha barriga, e dela, ele escala para tomar um seio em sua palma, apertando o mamilo com uma pressão deliciosa entre os dedos. A maneira como ele se atenta a todos os pontos do meu corpo com objetivo de dar o melhor de si, é surreal. O Jungkook se entrega totalmente ao momento, como se nada existisse além de nós dois no mundo.


Cansado da mesma posição, ele nos troca controlando tudo ao seu modo, ele senta por cima de suas panturrilhas e me faz sentar em suas coxas para continuar a ser receptora do seu membro.


Ele posiciona o seu pau e calmamente eu mesma faço o trabalho de colocar o falo na matiz. O grosso desbrava cada canto da minha boceta e segue viagem para a boca do meu útero. É a cada segundo melhor. Fico em seu colo e o abraço pelo pescoço. Jeon segura as minhas pernas e movimenta-as para frente e para trás, ao passo que a sua pélvis não descansa de impulsionar o pau para o alto. 


Abandono o lombo e cravo as unhas nos ombros que parecem mais resistentes as respostas involuntárias do meu corpo. Meus gemidos são ininterruptos até agora. Olho para as suas tatuagens logo abaixo se movendo como se estivessem vivas, acompanho o nosso sexo sendo feito com perfeição embaixo. Os testículos batendo da minha bunda. É para que eu implore para repetirmos de novo? 


Fora que, olhá-lo naquela situação é um suicídio mental. Os fios intensamente negros pulando de acordo com as batidas do seu quadril no meu, o suor descendo pelo contorno do rosto anguloso e másculo, os lábios se entreabrindo, o sorriso esgotado e os orbes gravando o meu torso nú, poderia ter algo mais sensual que essa visão? Dificilmente. 


— Me diz, por que a sua boceta é tão gostosa, uh? — ele sorri frouxo, atualizando as definições do que era extremamente sensual.


— Ela mandou eu perguntar a mesma coisa pro seu pau. — digo espontânea e totalmente relaxada com o fato de estar usando um linguajar chulo.


— E ela não quer cavalgar um pouco? — Jungkook arqueia sua sobrancelha como uma asa fazendo um sinal de desafio e o seu sorriso a imita de soslaio. Quase levo em sentido literal, mas o clima tenso me impede de formular qualquer imagem que não estivesse relacionado a algo sujo.


O corpo alheio declina-se e o meu é jogado para cima sem que haja uma separação das regiões íntimas. Permanecemos com os órgãos unidos. Meus cabelos cedem a gravidade e longo como esta, afoga o Jeon em um mar de fios.


Ele se apodera do controle da minha pélvis e a move conforme seu bel prazer. Suas grossas e largas palmas quase se encontram em comandar tão bem as reboladas que dou sob sua encomenda.


Ergo a parte superior do meu dorso e me sento completamente, colando os joelhos nas laterais das pernas do Jeon. Sua expressão se aquece ao me ter dominando.


Amparo-me em seu abdômen, e como pendulo meu bumbum balança a medida que o sorriso do Jungkook aumenta. Os dedos com dezenas de anéis escalam unicamente para espremer os seios que sacodem devido aos movimentos, e disparar apertões prazerosos.


O calor produzido, o ritmo ideal e a velocidade mágica que move os nossos corpos, ora lentamente e ora rapidamente, me levam a uma sensação ainda mais poderosa que a anterior. Meu âmago todo fecha impedindo a saída do tatuado.


E uma lufada de ar carrega para fora de mim, um gemido alto. Como se tivesse saído do meu próprio corpo por segundos. A formigação absurda, o modo que estou encharcada e a forma que a contração é intensa, me prende nele.


Mal percebo e as minhas unhas machucaram o tórax do Jeon, que sangra onde a marcação se aloja. Ele chia, soltando o ar pela boca.


Exausta, o ápice que me atingiu em cheio fez-me cair ao lado do homem, sem forças alguma. Encaro seu peitoral, decaindo o olhar para o pênis, que estava ereto e rígido ainda. Ele não iria gozar nunca?


— Quer terminar? — indago com dificuldade para manter a frequência cardíaca e respiratória.


Como se o meu torso estivesse fazendo "tum tum" junto ao coração.


— Se quiser que a gente continue por outras vias... — com certeza ele estava pedindo para que eu lhe chupasse, mas decidi perguntar só para confirmar, pois o tom que ele usa, me confunde.


— Quer que eu bata uma pra você ou… — o olho vibrante, deixando-o completar o final da frase.


— Pra falar a verdade, eu queria o seu cú. — e a vergonha me deu um grande abraço novamente. Eu sei que Jungkook é vívido, aparentemente gosta um pouquinho de sexo, mas dizer isso de um modo tão direto, me fez engasgar com o próprio ar. — Calma, foi uma brincadeira. — ele ri e me puxa para cima dele. — A menos que… Queira. 


E sem dar-me conta, o seu pau latejante faz um carinho em minha entrada vaginal, mostrando que um segundo round é inevitável para mim.


— Se eu soubesse que é tão pervertido, tinha mantido distância de você. — a cabecinha ronda o pontinho de prazer, o que devagar, vai me convencendo a continuar.


— Eu vou esperar até você querer fazer de tudo comigo. Porque eu juro que isso é só uma amostra do que pode sentir nos meus braços, Aby. — o membro cilíndrico estima somente a cabecinha dentro do meu interior. Ele encaixa e tira a própria ao mesmo tempo que se apropria de um dos meus seios para chupá-lo, mordê-lo e esvaziar a tensão que abriga no seu vigoroso órgão nesse instante.


— Não sei como consegue ser assim. — sorrio ao ter o meu grelo estimulado grosseiramente pelo piercing. Ele esfrega o pau mais uma vez na entrada e volta a penetrar metade das polegadas no meu buraco.


E após mais algumas estocadas rápidas, ele tira o mastro e goza em uma das minhas pernas. O que não precisaria fazer, já que comecei a tomar um bom anticoncepcional. Mas por segurança, ele prefere espirrar longe da vulva.


O pior é que ele se satisfez e o meu fogo reacendeu com os estímulos finais.


Não que eu esteja contaminada pela safadeza alheia, porém, vamos combinar que não foi nada fácil descobrir que ele é tão dotado. Em amplos sentidos da palavra.


— Eu vou tomar um banho, quer ir comigo? — mesmo exalando sua languidez, Jungkook ergue-se da cama e lança um olhar sugestivo.


— Só tomar banho? — rebato com uma pergunta.


Saio alterada e com as pernas trêmulas, no entanto, não queria terminar aquilo tão cedo. Foi tão quente, especial e diferente de tudo o que pensei, que a quebra de expectativas me causou uma vontade grande de repetir todos os movimentos.


— Com certeza… Não. — ele joga um sorriso tórrido e estende a sua mão como convite, eu a pego sem titubear para irmos conhecer cada pedaço do espaço luxuoso que usaremos hoje.



Notas Finais


Comentem aí se gostaram. Deu bastante trabalho trazer esse capítulo🌸🐆

Sigam a @Viihda_deFanfic, senão o repeteco vai ser com o Joaquim.

E DIGAM O QUE ACHARAM? KKKKK aí que nervoso. Nunca fiz um hot assim juro :3 perdi até a inocência. Tô indo rezar um pouco pra recuperar a pureza. Eu quis fazer algo tão fofo e deu certo???? Kkkk respondam aí. Esperando a reação de vocês nos comentários...


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