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História O Filho do Conflito - Capítulo 18


Escrita por: e Rodrigodocx


Capítulo 18 - Xard 17


Xard tinha a sensação que tinha que saber de algo.

 Após sair das sombras, memórias vinham a mente dele, não eram dele, ele tinha certeza. Em um momento viu um grande exército de homens seminus. Não sabia o que estava acontecendo, mas esperava não ser uma festa do cabide, ele não gostava desse tipo de coisa. - sua única experiência não ocorreu muito bem, melhor não comentar.

 A pessoa era provavelmente um espartano, já que os vários homens a sua frente se vestiam quase como no filme do 300, mas não eram os atores conhecidos.

 A visão de Xard provavelmente era de Leônidas, pois era o único a frente de todos. Ele falava, e sempre que dava uma pausa o exército fazia um som de guerra. Não conseguia compreender, mas parecia algo importante.

 Depois não havia mais nada, só lembra de ver Cletes e os três se encarando, não era algo para ele lembrar, não era a vida dele, e sim de outra pessoa, que provavelmente nasceu a mais de 2000 anos, mas ainda assim, sentia que aquilo tinha algo a ver com ele, mas não sabia o porquê.

 Além disso, Cletes disse que ele usaria as trevas, e que por elas ele morreria, não era uma notícia animador. Bom pelo menos isso trouxe uma resposta. Pensava Aquelas mãos só podiam ser trevas.

 Xard estava quase pra comprar um bloquinho de notas pra por todas as coisas perigosas e idiotas que andou fazendo.

 1:Encarar Fúrias de perto.

 2:Pular de uma biga em movimento, a vários pés de altura.

 3:Usar trevas para se teleportar

 4:Fazer a pretora ficar em transe.

 5:Tentar acertar um chute em Cletes. - que riu na tentativa e o nocauteou.

 6:Pegar os trens que seu pai sempre pegara.

 Era loucura ter que viajar até Chicago a pé. Mesmo aquelas armas de Esparta teriam um limite, a espada de Liz foi uma prova.

 Xard estava pensando nisso enquanto os quatro estavam no subsolo esperando um trem. Que era ideia de Xard. Bom seu pai sempre andava de trem, e pela mesma companhia que eles estavam indo, então teve que implorar pra ninguém falar seu nome pros três, não queria que soubessem de sua origem, pelo menos não agora.

 Por sorte, saiu de graça, as vezes era bom ser famoso. 

 –Quantos trens até Chicago? – Adam remexia a adaga, era como se ela queimasse 

 –8 trens, provavelmente em 4 dias cheguemos. – Xard responde tranquilo.

 –Como sabe?

 –Meu pai amava trens. – Xard suspirou.

 –". . .Ava"? – Liz tirou o olhar de um cartaz sobre árvores de natal. Serio? Árvores de natal nessa época do ano? Xard suspirou tanto pela pergunta, quanto pelo cartaz

 –Ele morreu a quase 3 anos.

 Os três ficaram em silêncio. Era meio constrangedor, mas era melhor do que ouvir "sinto muito." ou "Isso deve ser difícil" como ouvira durante quase toda sua adolescência.

 Por alguma razão a voz de Cletes soava em sua mente.

 Fora o clima ruim que ficou por Xard falar do seu pai. As mãos de Xard tremiam lembrando da maldição. Ele chegou a dar um soco no braço de Arthur testando se doeria em Liz, mas nada aconteceu.

 Cletes fez escolhas interessantes pra maldições, principalmente para Liz e Arthur.

 Tinha a possibilidade de ser somente uma forma de os fazer ter medo e não fazer todo o possível em uma luta.

 Mas o que o fazia tremer era pela possibilidade de ser de verdade.

 Ele balançou a cabeça e esperou o trem.

 Quando o primeiro trem chegou os quatro ficaram sentados juntos olhando para a janela. Arthur e Liz conversavam tranquilamente do lado direito de Xard, e Adam ficava olhando pela janela enquanto mexia a adaga, ao lado esquerdo.

 –Era do. . . Kenny? – Xard olhou para a adaga.

 Adam assente enquanto apertava a adaga e segurava uma lágrima.

 Xard queria dizer algo, mas não sabia o que exatamente. Então fez seu melhor para manter a animação. Deu um soquinho no braço de Adam sorrindo.

 –Já tá melhor que eu. Pelo menos achou um amor na vida. Só não vá se achando, algum dia te alcanço.

 Adam o olhou sério por um momento, mas acabou rindo um pouco.

 –Você não mudou nada. - Adam sorria

 –Isso é um elogio? - Xard ergue uma sobrancelha

 –Vai saber. – ele deu de ombros rindo um pouco – O que fez durante esses anos?

 –Quase matei vários sátiros, e descobri ser um semideus. Fora isso, fiquei em casa brigando com uma pizza, problemas com o queijo.

 Adam rio um pouco, antes de ficar sério. Tinha a impressão de estar um pouco relutante em falar qualquer coisa.

 –E. . . Sobre o seu pai?

 –Eu. . . Perdi o controle do meu poder. . . Durante um assalto. O cara se irritou e atirou nele. Eu mordi o pescoço do assaltante. Cara tenho medo de mim as vezes. . . Enfim, no fim ele foi preso e acho que não vou vê- lo enquanto as grades forem de metal.

 Adam não respondeu.

 –Desculpa. . . – falou depois de um tempo –Eu devia estar com você.

 –Não se preocupa. Eu. . . Você não podia fazer nada de qualquer forma.

 Ele nega – Quando meu pai sumiu. Você mobilizou meio mundo atrás dele. Eu. . . Queria poder. . . Ter te ajudado. . . – ele começou a chorar – Eu. . . Não consigo ajudar ninguém. . . Nem o Kenny. . .

 –E você também não mudou nada. – Xard respira fundo – Continua o mesmo chorão que se culpa por tudo. Você foi pro acampamento Júpiter. Treinou para ser um. . . Seja lá o que esses treinos te tornem. Eu fiz aquilo porque sou seu amigo, não se preocupe em não me ajudar. E sobre esse Kenny, tenho certeza que ele não iria querer te ver assim.

 Adam parecia ter levado um tapa. As lágrimas caiam.

 Uma mulher chegou e lhes dizer que o vagão do refeitório estava pronto para os servir. Ela quase chamou Xard pelo seu sobrenome, mas Xard lançou o seu melhor olhar assustador.

 –Vou lá trazer algumas coisas pra comer querem algo? – Liz se levantou e espreguiçou

 –Pode escolher. – Arthur mexia o bracelete por alguma razão aquilo parecia o machucar

 –Pode escolher pra mim também, menos frutos- do- mar, tenho alergia.

 Xard levantou.

 –Vou ir junto, vai ser difícil trazer quatro pratos.

 Liz fechou a cara, mas assentiu.

 

 Os dois foram até o vagão restaurante. A barriga de Xard começou a roncar, eles não comiam desde a noite anterior, e aquele cheiro. . . Era de deixar qualquer um com fome.

 Liz começou a servir dois pratos enquanto Xard fazia o mesmo ao seu lado.

 –Você e o Arthur, como se conheceram.

 Ela suspirou – Quando ele chegou no acampamento, eu já estava lá, e como o vi sozinho, chamei o Will para conversar com ele.

 –Mais simples do que imaginei.

 –O que esperava?

 –Sei lá, lutas, monstros. Coisas assim.

 Ela revirou os olhos, mas acabou por rir um pouco.

 –Nem tudo acontece em uma briga.

 Liz terminava de servir seu prato vegetariano, enquanto servia um prato com uma ala minuta - arroz, feijão, bife, salada e ovo.

 Xard pegou pra si 5 fatias de pizza e as pôs empilhadas no prato. Pro Adam botou qualquer comida que via, evitando os frutos do mar – não ia matar o cara

 –Xard, eu só queria te entender. Por que você age dessa forma?

 –De que forma?

 –Você sabe. – ela tentou gesticular, mas os pratos nas mãos não ajudavam – Você parece sempre despreocupado com tudo. Nunca age com maturidade.

 –Se fosse a alguns anos acho que a gente brigaria. – Xard ri um pouco antes de perceber o olhar de Liz – Não sei dizer. Mas, quando eu era pequeno, eu conheci um senhor, ele era muito divertido. E me disse para sempre manter o humor, ou. . .– Xard suspirou – poderia acabar sendo o pior dos heróis. Queria ser super- herói na época aliás. – Deu de ombros – Agora, me diz, como ficou tão séria assim.

 Liz ficou um pouco relutante em falar, parecia que tinha medo de algo.

 –Eu tinha uns 6 anos. . . Estava na estufa com a minha mãe. . .

 –Deméter?

 –Não a minha mãe mortal. Ignora esse detalhe. – ela suspira – Despina, a deusa da geada. . . Ela é filha de Deméter, e como ela procurava Perséfone, Despina não ganhou nada de atenção. . . Ela sequer ganhou um nome. . . Então quase sempre ela ataca os mortais que Deméter ficou. . . – Ela segurou uma lágrima.

 –Ela matou sua mãe. . . Certo?

 Liz assentiu.

 –Você quer vingança? – ela negou – O que vai fazer se encontrarmos ela.

 –Ainda não sei. . . Eu. . . Meio que entendo o que ela passou, não quero que ela sofra mais. . .

 –Seja lá o que for fazer, vou te apoiar, conte comigo se precisar de algo.

 Liz sorriu. Pela primeira vez parecia que ela não queria pegar uma faca e enfiar goela abaixo dele.

 Alguma coisa fez um som estranho logo a esquerda de Xard, o fazendo olhar pro lado oposto de Liz. Uma sensação estranha percorreu seu corpo.

 Enquanto pensava o que seria o som, outro o assustou. O som de pratos quebrando. Quando olhou para o lado de Liz havia somente uma moeda de ouro na mesa. Quando a pegou virou uma lança, a lança de Liz.

 Olhou em volta e não viu nada, um arrepio percorreu sua espinha.

 Ele largou a comida lá mesmo e correu até Adam e Arthur. Ambos olhavam tranquilamente a paisagem do trem, um amontoado de casas e prédios, em uma vastidão assustadora.

 Liz não estava ali.

 –Arthur, Adam! Cadê a Liz!?

 –Foi com você. . . Pera cadê a comida? – Adam olhou para as mãos de Xard tremendo

 –A Liz sumiu. . . – Xard falou rangendo os dentes.



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