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História O filho do Marquês Whinchester - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction O filho do Marquês Whinchester - Capítulo 1 - Prólogo

Prologo

No dia 16 de Julho de 2012, sofri um acidente.

Ao que parece o motorista dirigia bêbado e subiu na calçada onde eu estava  no momento, não me lembro do acorrido, esse dia é só uma mancha escura em minha mente. Minha mãe não fala muito do tempo  em que fiquei internada por quase 1 ano, e ainda por cima em coma. Os apenas médicos falavam pra ela que meu corpo a havia desligado para se curar sozinho... mais que coisa bela de se dizer para uma mãe.

A única coisa que lembro desse tempo e a escuridão e solidão, quando acordei tempos depois, era como se nada tivesse acontecido, pelo menos pra mim. Antes de tudo isso costumava ir para escola, tinha amigos, era uma garota normal, mas ao acordar tudo tinha mudado, não sabia como. Só sentia. Fui liberada do hospital, mesmo os médicos não acreditando 100% na minha melhora, eles falavam que talvez tivesse ficado com alguma sequela não visível ainda ou teria um colapso uma hora ou outra. Ao que parecia  devia ter morrido, já que tive todos os ossos do corpo quebrado e um pulmão perfurado .Sinceramente não ligava para nada daquilo só queria ir para casa, ter minha vida de volta.

 Lá em casa era só nós três, minha mãe, eu e meu irmão. Meu pai a via morrido cinco anos antes em um acidente de moto, nos éramos a única coisa que restava para ela, então não queria preocupa lá mais do que já a via. Voltei para casa depois de um mês, e ainda tive que fazer uma bateria de exames, mas consegui finalmente voltaria pra casa. Já não aguentava nada daquilo, era médico dizendo que não podia estar tudo bem e enfermeiros cochichando pelos cantos quando me viam, e a única coisa que me aliviava de tudo aquilo era que voltaria para casa.

Logo na entrada do portão fui recebida pela minha cachorrinha Capitu, ela era a coisa mais linda e a coisinha que mais amava no mundo. Ela pequena, tinha pelos longos e claros, um rabinho longo e orelhas grandes, ela era uma mistura de vira-lata com Lhasa, a tinha ganhado de presente aos 14 anos, ela era meu bebê, dormia comigo, passeava comigo e até comia comigo. Minha mãe me a via dito que ela estava muito triste e doente , nem sabia se ela sobreviveria. Mais ali vendo ela comecei a chorar, não acreditava que um ano a via se passado. 

Quando tomei banho pela primeira vez depois de tanto tempo mal me reconheci no espelho, meus cabelos estavam longos, minhas unhas e sobrancelhas haviam crescido. Eu havia crescido, e também tinha cicatrizes novas pelo corpo, algumas nos braços, pernas e tronco, sabia do que era mais não quis pensar naquilo.

Meu irmão saiu logo em seguida de casa e me abraçou, cambaleei para trás com o impacto e o abracei forte, ele começou a chorar como criança então ri, aquela demonstração de carinho era novo pra mim, já que sempre fomos muito na nossa. Entramos em casa e fui para meu quarto, tudo estava do mesmo jeito que a via deixado, nada estava fora do seu lugar. Me deitei e respirei fundo. Aquele era meu cheiro, e aquela era minha casa. A tarde inteira meu irmão conversou comigo, me botando apear de tudo, tanta coisa tinha mudado em um ano que me assustei. Fui dormir cedo aquela noite, estava muito cansada ,o dia tinha sido longo...mas um longo bom.

Peguei no sono com facilidade era como se saísse do corpo. O mais estranho era a sensação de pressão no peito. Uma hora estava tudo escuro e no outro a caridade era tão forte que me cegava, não sabia onde estava, mas com certeza não era em casa. Meus olhos aos poucos foram se acostumando a luz e quando finalmente consegui ver estava em um lugar estranho. Era um jardim ,tinha muros de flores, e todas eram rosas, o dia estava lindo o céu era um azul celeste e não a via nuvens, olhei a minha volta e vi uma construção mais ao fundo, parecia com um castelo. Mais não seria possível, aonde eu estava afinal. Minha cabeça começou a latejar, aquilo era demais para assimilar, e tudo era tão claro e vibrante, tinha também aquele cheiro sufocante de rosas. Corri para uma passagem em arcos enorme, ela parecia ser a saída, então segui em frente e tropecei, ralei meu joelho e sujei minhas roupas de lama. Que belo trabalho, depois de um ano não conseguia nem correr direito.

Acabei indo parar na parte de trás da casa, em um campo aberto, sabia que aquilo era uma residência pois dava para ver a mobília do lado de fora. A casa era linda, era alta com muitas janelas e chaminés, ela também era de tijolos claros ou pedra, não sabia disse. Não fazia a menor ideia de onde estava, ou em que tempo, pois sabia que não era o século 21, já que casas assim nem existiam mais. Foi então que uma voz feminina veio de trás de mim , me virei em direção da voz assustada, além de estar em um lugar estranho existia pessoas ali, que incrível....

Ela era jovem devia ter uns 20 anos talvez, e usava um vestido rodado e bufante cinza escuro, estava com o cabelo preso por uma touca e calçava sapatos de pano. Ela era muito bonita na verdade, mesmo com aquela roupa, ela tinha olhos claros e cabelos castanhos.

Olhei pra ela assustada, já que só a via visto aquelas roupas e residências na tv. Ela estava assustada também, já que eu estava descabelada e com a camisola suja e tinha também meu joelho ralado e sangrando. Ela disse em inglês alguma coisa que parecia ser ( Você está bem?).

Não entendia inglês porque minha língua de nascença era o Português. As únicas coisas que conseguia entender era graças a minhas músicas, balançar a cabeça confirmando, então tive a brilhante ideia de fazer sinais mostrando que não conseguia falar, ou entender nada. Ela balançou a cabeça concordando ao que parecia a via me entendido, ela caminhou em minha direção e eu por instinto me afastei.

Ela levantou as mãos me acalmando e chegou perto devagar, ela me cobriu com as mão e me encaminhou para uma pequena porta á lateral da casa, havia muitos troncos do lado de fora ,talvez lenha?...

Assim que passamos pela porta ouviu-se barulho de panela e conversas insesantes , olhei a minha volta e percebi que estávamos mesmo em uma cozinha, ela era grande e suas paredes eram de tijolos vermelhos, tinha fogões de lenha em uma parede, a via mesas de madeiras grandes no meio da cozinha com cestas de frutas e legumes. Todos olharam pra mim quando entrei e começaram a falar com a moça ao meu lado, a chamaram de Rose, tentei entender alguma coisa, mais nada. Rose então olhou pra mim e eu pra ela, ficamos nos encarando por um tempo até que ela olhou para uma mulher mais velha que parecia ser a governanta e disse algo curto e grosso, a mulher suspirou e deu com a mão como quem deixava pra lá . Não sabia o que era, mais me senti feliz, ela então me puxou para um corredor ao lado da cozinha onde se encontrava um monte de portas, talvez fosse o quarto dos empregados e estava certa . Entramos em uma porta, com a letra R na porta ,o quarto era pequeno só a via uma cama e um caixote, aonde Rose guardava seu pertences, era isso que imaginava. Ela me puxou para cama e disse algo ,não sabia o que era então só balancei a cabeça concordando. Rose saiu do quarto me deixando sozinha, me deitei a cama, não sabia o que estava acontecendo e me sentia cansada e com dor pela queda. Fechei os olhos para descansar e acabei dormindo.

Quando acordei estava em minha cama, em minha casa, suspirei aliviada e disse pra mim mesma – Foi só um sonho Verônica!

Só um sonho....!

 Senti uma fisgada no joelho e me sentei na cama de súbito, olhei para baixo, ele estava ralado e sangrava, eu também estava suja de lama. Então aquilo queria disser que não era um sonho, o que estava acontecendo comigo então......



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