História O filho do meu chefe - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Jimin Nera Hetero, Taegi, Taeyoonseok, Yoonseok
Visualizações 886
Palavras 2.227
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


VOLTEI VIADOOOOOOO

SIM EU MESMA

nossa senhora eu to mesmo voltando um mês antes do previsto??? sim, estou!!!!! mas tudo tem um motivo heheheheh

antes de tudo, eu quero e PRECISO agradecer a todos vocês que acompanham a fic, obrigada por não desistirem, obrigada por cada fav e cada comentário - que estão salvos no meu coração e no bloco de notas -, obrigada pela compreensão, de vdd... AHHHH!!!! só: obrigada.

agora vamos aos avisos:
1) Eu to voltando mais cedo pq vou postar cerca de três capítulos por semana, até alcançar o de número 20, e pra conseguir manter o ritmo se tornou necessário eu postar logo pra vocês. As atts virão entre sexta e domingo, posso postar tudo na sexta, ou um de cada vez, vai depender do humor e da internet heheheheh depois disso eu vou postar uma vez por semana
2) O enredo da história continua o mesmo, mas, SIM, mudei várias coisas, acrescentei e tirei aqui e ali, juntei capítulo, separei capítulo, moldei novos diálogos, enfim, não tá EXATAMENTE a mesma coisa gente, no entanto, a essência continua ali
3) Mudei o user, apenas pra avisar kkkk ah e na capa não tá esse user pq eu fiz uma cagada, vou consertar isso quando eu estiver em casa, mas sou eu sim :)

UFA, eh isso
boa leitura a todos ♥

Capítulo 1 - Aquele com a proposta


O metrô estava lotado, como o usual, perecia que àquela hora da manhã metade do país decidia utilizar o transporte, fazendo com que todos nele parecessem mais como sardinhas dentro de uma lata. Eu olhava para os lados observando todas aquelas pessoas, cada uma com uma história, uma trajetória de vida, indo para algum lugar, provavelmente para o local de trabalho e vivendo uma rotina maçante e monótona. Infelizmente, eu era uma delas.

Contudo, não seria por muito tempo. Assim que me formei na universidade, comecei a advogar na Jeon Advocacy & Associates, e desde então tive um aproveitamento de 97% dos casos dos quais participei, me tornando o melhor advogado com menos de trinta anos dentro da empresa. É claro que isso não era uma surpresa para mim, afinal, eu estudei muito para adquirir o conhecimento que tenho hoje.

Festas, curtição, relacionamentos? Isso não fez parte dos meus tempos de adolescente e tão pouco faz parte da minha vida atual. Tenho apenas um objetivo: tornar-me sócio da JA&A. Só assim, todos os dias com a cara nos livros, as noites mal dormidas e o empréstimo para pagar faculdade terão valido a pena e eu ganharei o suficiente para sustentar a mim, minha família e não ter mais que andar de metrô.

Foi com esse pensamento e com a convicção de que eu sou a pessoa certa para o cargo, que solicitei uma reunião com meu chefe, dono da empresa e também um dos indivíduos mais respeitados na área jurídica do país, cerca de quatro meses atrás, para falar-lhe do meu interesse na vaga. Pude perceber sua surpresa com a minha ousadia, já que estou apenas a dois anos trabalhando na empresa, quando existem advogados com dez anos de carreira disputando esse espaço, contudo, também vi admiração em seus olhos, Jeon Dongsun acompanhou alguns de meus casos e me viu em ação. Ele sabe que sou o melhor e por isso me incluiu dentre os concorrentes.

E então aqui estou eu, fazendo meu caminho diário até o escritório, com a certeza de que num futuro bem próximo, passarei por aquelas portas de vidro não mais como um jovem advogado e sim como um associado.

Já fora do transporte, faço meu caminho da estação até o destino final – que felizmente é bem próximo – de modo automático, enquanto meus pensamentos estão totalmente voltados à forma como Jeon Dongsun vem me tratando nas últimas semanas. Sempre tivemos um bom relacionamento profissional, a admiração entre nós era mútua, fato que me fez adquirir alguns inimigos dentro da empresa, já que Dong-sun é um homem com um temperamento um pouco difícil de lidar e raramente se aproxima de seus funcionários.

Contudo, mesmo que nos déssemos bem, não era como se fossemos amigos ou algo do tipo. Eu mal o via, na realidade, pois raramente ele estava nos corredores do edifício da JA&A. E é justamente essa a principal mudança em seu comportamento, agora eu o encontro todos os dias, ele inicia uma conversa educada comigo e até mesmo faz algumas piadas – bem sem graça devo ressaltar –, pergunta-me sobre minha família e sobre os casos nos quais estou trabalhando, me dando dicas e recomendações, as quais fico feliz em receber, porém, também estou começando a ficar preocupado com tal aproximação.

Hoje decidi que iria me esgueirar pelas escadas de incêndio e correr até minha pequena sala no sétimo andar, para não correr o risco de encontra-lo no meio do caminho. Na minha cabeça só se passavam duas alternativas: ou eu seria demitido e ele estava sentindo-se compadecido de mim, ou eu iria finalmente ser promovido a advogado associado. Mas o senhor Jeon não deixou sequer uma pista para decifrar qual opção é a certa, e ficar sob a mira de seu olhar avaliativo já estava me dando nos nervos.

|○|

O decorrer da manhã se deu sem quaisquer problemas, já tinha se passado o horário do almoço e eu estava atolado no meio da leitura de processos desde então. O tanto de textos que li nos últimos anos dava para, tranquilamente, fazer o caminho até a lua e voltar. Talvez até mais.

Pobres árvores.

Uma batida na porta me tirou dos meus devaneios, quando encarei a direção do barulho, encontrei In Ha, a secretária do poderoso chefão, me encarando com um sorriso tímido nos lábios.

— Boa tarde, Senhor Park. — Se inclinou levemente me cumprimentando. — O senhor Jeon solicitou que você compareça na sala dele imediatamente.

Merda.

— Você sabe me dizer por qual motivo, Srta. In Ha? — lhe dirigi meu melhor sorriso, em busca de alguma informação sobre o que me aguardava, o que a deixou ainda mais corada do que já estava. In Ha é uma bela mulher e se eu não estivesse me borrando de medo no momento, certamente aproveitaria esse momento.

— Infelizmente não sei lhe informar, senhor Park, mas parece urgente já que ele solicitou que eu só saísse daqui na sua presença.

Ok. Então é a hora da verdade. Vou saber o motivo por detrás dos sorrisos e conversas esquisitas nas últimas semanas. Nervoso? Isso seria eufemismo. Minhas mãos começaram a suar, meu estômago começou a se contrair desconfortavelmente enquanto eu acompanhava a secretária até o elevador, me encaminhando ao  nono andar. Quando parei em frente a grande porta de madeira envernizada, a ansiedade já tinha me consumido até o último fio de cabelo. Bati de leve, na esperança de que ele não escutasse, mas acabei ouvindo um abafado “pode entrar”. Com uma coragem que não sei dizer de onde saiu, adentrei a sala.

— Senhor Jeon. — Fiz uma breve referência, já me sentando na cadeira acolchoada em frente à mesa do meu chefe, que olhava pra mim com uma mistura de nervosismo e curiosidade. Fato que só aumentou a minha ansiedade. Jeon Dongsun nervoso? Esse homem  mais parece uma rocha do que um ser humano, eu nem sabia que ele podia ter esse tipo de emoção. O assunto certamente é sério.

  — Olá. — Falou de forma gentil, lançando-me um sorriso tão esquisito que mais parecia uma deformidade em seu rosto. Apenas sorri de volta, esperando que ele iniciasse a conversa que me trouxe até aqui. — Bem, Jimin-posso te chamar apenas de Jimin, certo? — Assenti rapidamente de forma surpresa. Uau! Uma conversa informal? Claramente é um avanço. Estou começando a ficar mais confiante com o rumo dessa reunião. — Ótimo. Então Jimin, como somos homens de negócios extremamente ocupados, vou direto ao ponto. A razão pela qual você esta aqui.

— E qual seria? — Perguntei mais rápido do que eu planejava, porém não consegui me conter. O Senhor Jeon me encarava atentamente, parecia analisar todas as minhas expressões com cuidado.

— Eu venho lhe observando desde seu primeiro caso aqui na empresa Jimin, e posso dizer que sempre apostei minhas fichas no seu trabalho, por isso acabei adquirindo algum tipo de favoritismo por você, como todos na empresa estão cientes. — Deu um leve sorriso que eu correspondi, ainda que não entendesse porque ele estava falando aquilo. — Sei do seu potencial, — continuou — mas existem funcionários com muitos anos a mais de experiência esperando por essa oportunidade.

— Talvez o motivo de esperarem por tanto tempo é porque não importa o quanto de experiência tenham, eles simplesmente não são bons o suficiente para assumir a responsabilidade que o cargo demanda.

— E você é?

— Sim. — Curto e grosso. Esse é meu jeito.

Jeon Dongsun riu descontraído e se recostou na sua cadeira. Espera. Ele riu? É isso mesmo produção?

— Acredito na sua capacidade, mas ainda necessito de mais do que isso. Eu preciso de uma prova de confiança. — Arqueei uma sobrancelha. Onde ele está querendo chegar com isso? Percebendo que eu não falaria nada, ele apenas prosseguiu. — Eu tenho uma proposta para te fazer Jimin, você terá duas missões e seis meses para cumpri-las, se for bem sucedido, então a vaga de mais novo sócio da JA&A é sua.

Meu coração estava batendo descontroladamente no meu peito. Fica calmo desgraçado, eu não posso morrer agora. Não agora.

— O que eu preciso fazer? — Minha voz por incrível que pareça, saiu de forma precisa.

— Eu tenho um filho sabia? — Ãhn? Eu definitivamente não estou entendendo mais nada. É claro que eu sabia sobre o filho dele. Todos sabiam. Apenas assenti confuso. — Enfim, lhe explicarei de forma breve. Meu filho teve essa ideia anormal de que gosta de pessoas do mesmo sexo e como, obviamente, eu não permiti que dissesse bobagens do tipo, ele saiu de casa e cortou contato comigo e com a mãe dele desde então. Mas o fato é que já fazem dois anos e, apesar de ter deixado que ele brincasse de casinha por um tempo, isso já foi longe demais. Está na hora de Jungkook largar aquela faculdade estúpida de música, voltar pra casa, assumir o império que construí para ele, honrar o sobrenome que carrega e se casar com uma mulher de boa família, viver uma vida decente!

Seu tom de voz havia subido alguns bons graus no decorrer do seu discurso, junto com uma vermelhidão que agora tomava conta do seu rosto, deixando-me demasiadamente receoso.

— Desculpe-me, mas eu não consigo entender onde me encaixo nisso, senhor Jeon.

Ele tomou fôlego para continuar e quando voltou a falar, sua voz já tinha voltado a tonalidade calma e controlada de sempre.

— Pode me chamar de Dongsun, apenas. — Sorriu levemente. Seu humor parecia realmente inconstante. — Bem, como eu disse, quero que meu filho volte, mas que volte por conta própria. Não quero que imagine que eu controlei sua decisão, mesmo que essa seja a realidade. Para isso eu preciso de alguém que possa me passar informações, Jimin, mas informações pessoais, não algo que um detetive qualquer possa me falar. Quero saber o que ele faz, com quem ele faz, e porque ele faz, quais são seus planos futuros. Quero detalhes sobre tudo o que ocorre na vida dele. E só uma pessoa próxima, sem nenhum vínculo aparente comigo ou com sua antiga vida, poderá me ajudar. 

Seu sorriso se intensificou de forma assustadora. Eu sabia que ele fazia o tipo supercontrolador, mas, porra, ele estava parecendo um maníaco. Era o filho dele, porque simplesmente não tentava se aproximar como um pai normal? Mas isso não é problema meu. Foco no objetivo.

— Então o que eu tenho que fazer é me tornar amigo de seu filho, coletar o máximo de informações possíveis e lhe passar, é isso? — Seria moleza! Minha promoção estava no papo.

— Quase isso, essa é a primeira parte da missão. Na segunda parte, a qual eu diria que é a mais importante, é que eu quero que você se torne mais do que apenas amigo dele. 

O QUÊ?

Que brincadeira é essa? O cara claramente contra a opção sexual do seu filho está me pedindo o que eu acho que está me pedindo? Para que eu namore o garoto? Será que tem câmeras aqui e é uma pegadinha, quem sabe algum tipo de teste? Girei minha cabeça para olhar ao redor. Nada.

Eu tenho cara de gay, por acaso?

Aflição

Esse sentimento me definia no momento.

— Dongsun, não sei se realmente entendi bem o que quer dizer c-com isso... – Merda, estou gaguejando! — Mas, bem, o que eu quero dizer é que... Eu não sou homossexual.

— Tampouco meu filho é! Não me entenda mal Park, não quero que você e meu filho fiquem fazendo safadezas e indecências. — Constrangido, arregalei meus olhos, enquanto encarava aquele homem sentado em minha frente falando-me palavras que jamais imaginei que ouviria dele. — O que eu quero é justamente o contrário. Quero que você tire essa ideia absurda da cabeça de Jungkook. Não existe boiola na família Jeon, somos homens de verdade. Eu quero que você se aproxime, torne-se amigo, e então faça ele achar que está apaixonado por você e infernize a vida dele, faça com que ele se arrependa do dia em que te conheceu. Que ele te odeie. E então veja que homem com homem só traz desgraça, que um relacionamento tão errado, tão abominável, nunca funcionará. E aí Jimin, quando ele voltar para casa arrependendo-se do dia em que decidiu ir embora, você terá a sua promoção.

Minha cabeça estava rodando. Eu não sabia de onde esse homem tinha tirado uma ideia maluca dessas, mas provavelmente isso já rondava a mente dele há semanas. Por isso os olhares que ele me lançava, as conversas no elevador, os sorrisos esquisitos. Ele estava me observando. Adquirindo confiança para me fazer essa proposta um tanto quanto inadequada. E o pior, é que eu estava cogitando seriamente aceitar. O que eu tinha a perder? Nada. O que eu tinha a ganhar? Tudo que eu sempre quis.

— Por que eu? — Perguntei. 

— Porque você, depois de mim, é o melhor advogado dessa empresa. E sabem o que dizem sobre advogados: somos ótimos mentirosos. — Sorriu cúmplice para mim. — Então o que me diz Jimin, aceita?

Eu não me sentia confortável com aquilo, simplesmente ia de encontro com meus próprios princípios. Se eu disse que sentia certeza de que aquilo acabaria bem, estaria mentindo, entretanto, tudo que vivi na minha vida para estar sentado nessa cadeira, nesse momento, tendo essa chance, me passava pela cabeça. Isso foi o suficiente. Já tinha minha resposta.

— Aceito.

Então com um sorriso trocado e um aperto de mãos selamos nosso acordo.

Em seis meses eu estaria vivendo a vida como sempre quis, afinal de contas, o que poderia dar errado?



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