História O filho do meu padrasto - Parte 2 - Capítulo 57


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Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Zayn Malik
Tags Amor, Harry Styles, Hot, Justin Bieber, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Nina Dobrev, Romance, Zayn Malik
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Palavras 2.729
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 57 - Capítulo 56


Lauren on

- O que está fazendo aqui? – me forcei a perguntar minha voz estava tremula e insegura. 

Ele não respondeu de imediato, continuou apenas me encarando e eu quase podia ver a fumaça sair de seus ouvidos, talvez ele realmente tivesse andando chorando e fumando, mas definitivamente a raiva era sobressalente. 

Passei por ele desviando para não toca-lo e entrei na sala. Normalmente eu teria tirado meu sobretudo e deixado na entrada, mas não o fiz, não queria que ele notasse o que todos já estavam notando se prestassem atenção. Ele fechou a porta, veio atrás de mim e logo começou a falar. 

-Quer saber mesmo o que eu vim fazer aqui? – sua voz estava firme, forte, viril e com um toque de sarcasmo.. Me causou um arrepio só de ouvi -lo.

Me virei para olha-lo e falei da forma mais tranquila que pude. – Foi por isso que perguntei. 

-Vim  comprovar com meus próprios olhos o que me disseram. 

Meu estômago gelou. Ele sabe da gravidez. Pensei.

-Estou enojado, decepcionado. 

Pensei em responder dizendo que ele não precisaria se preocupar pois eu assumiria toda a responsabilidade sobre os meus bebês. Mas para não me precipitar, apenas perguntei de forma serena – O que te disseram? 

Estava impressionada comigo mesma por manter o controle, já que por dentro eu estava gritando.

-O que eu acabei de ver, porra.

-E o que você acabou de ver? 

Ele passou as mãos furiosamente pelos cabelos. – Você se esfregando naquele imbecil do caralho, vai negar? 

Ele não sabe. Me acalmei um pouco. Senti uma satisfação imediata por ver que Zayn estava provando de seu próprio veneno. 

- Bom, se você viu, não vai adiantar eu negar, não é? 

Ele ficou ainda mais nervoso e começou a berrar. – Você está me dizendo que voltou com ele? 

- Não, na verdade estou dizendo que, quem sou eu pra negar algo que você  tem certeza que viu?

- Você está de brincadeira com a minha cara? 

- Não, Zayn, não estou. Na verdade tive um dia cheio, estou cansada. E não preciso dar satisfação, já que nem estamos mais juntos. – era um prazer usar suas próprias palavras contra ele. -  Agora se me der licença, vou me retirar. 

Virei as costas e caminhei em direção a escada, mas ele me puxou pelo braço com força.

 – Ainda não terminei. -disse baixo, com a voz contida e um olhar assassino.

Sabe aquela paciência, serenidade... evaporou dando lugar  a raiva. Todo sofrimento das últimas semanas era graças a ele. 

- Solte a porra do meu braço, agora. – eu disse baixo e pausadamente. A raiva que se agitava dentro de mim fez meus olhos se encherem de lágrimas. Quando ele olhou em meus olhos, sua expressão mudou, ele foi de leão para gatinho em um piscar de olhos. Parecia muito  arrependido. 

Ele me soltou. – Me desculpe, Ok? Me desculpe. 

Ouvi -lo fez com que minha raiva se dissipasse um pouco. 

-O que você quer, Zayn? 

- Quero conversar. Estou ficando louco com tudo isso. Preciso entender tudo que está acontecendo. 

Ponderei por um momento. Eu não podia fugir disso. Aquela era hora de colocar as cartas na mesa. Estava tão magoada com ele e com tudo que me fez passar. Eu sentia que o amava, mas pensar em tudo que nos aconteceu, me fazia querer ficar longe, era como se algo dentro de mim me avisasse que ele iria me fazer sofrer novamente. 

- Vamos para o meu quarto. – eu  disse e subi as escadas, ele veio atrás de mim. 

Yaser e minha mãe com certeza estavam lá e eu não queria dar um show na casa deles. 

Eu entrei e arranquei meus saltos, mas ainda continuei com o casaco. Me sentei na cama e depois de fechar a porta, ele puxou a cadeira da escrivaninha e sentou em minha frente. 

- Sobre o que quer falar? – decidi deixar ele dar o rumo a conversa.

Com relutância ele disse. – Eu odeio falar dos meus sentimentos. 

Quase revirei os olhos.- E  então, quer falar sobre o que? 

- Quero que saiba a forma que me sinto, mesmo odiando falar sobre os meus sentimentos. 

- Por que isso agora? 

- Bem, foi escondendo coisas um do outro que acabamos aqui.

Ele tinha razão. 

- Não acha que percebeu isso um pouco tarde demais? 

Eu realmente estava magoada. 

Depois de alguns segundos pensando, ele falou. -Senti sua falta. 

Fingi não me importar, na verdade não acreditei muito. -Legal. 

-Estou falando sério, eu sofri muito com sua ausência. 

-Isso foi antes ou depois da sua nova namorada? 

Ele fez uma careta. – Ela não é minha namorada. 

- Sua ficante? Desculpe, não sei o nome que se dá para relacionamentos onde o casal se beija, transa, sai pra jantar, na minha época era namoro. 

Ele olhou em meus olhos e com uma expressão cansada disse – Não transei com ela. 

-Dificil de acreditar.

- Eu estou falando a verdade, não vou mais mentir pra você. – fiquei em silêncio decidindo se deveria acreditar ou não, ele continuou. – Quando você saiu de casa eu fiquei péssimo, mas não quis admitir, por isso comecei a dar festas, foi em uma dessas que conheci a garota, eu estava bêbado e não me lembrava de nada quando acordei ao lado dela na manhã seguinte. 

Soltei o ar com força, exacerbada. -E você quer que eu acredite que não transaram? 

- Eu sei que é difícil, eu mesmo fiquei em dúvidas quando acordei e estávamos quase sem roupas. 

Me levantei e virei as costas pra ele, coração acelerado, estômago se contraindo– Estou em dúvidas, talvez eu prefira conviver  com a mentira, já que a verdade me choca tanto. 

- Eu sei que não é fácil. – ele se aproximou de mim, mas não muito. – Mas, eu só fui parar nessa situação, porque ela tinha o seu cheiro, acredite em mim. Quando acordei e senti o cheiro do cabelo dela, eu pensei que fosse você que estava lá, como um milagre. 

- Você mesmo disse que não se lembra de nada, como pode ter tanta certeza do que aconteceu? -me virei para olha-lo.

- Ela me disse que fiquei falando sobre você, e que depois apaguei. 

-Serio? E em que momento vocês ficaram quase sem roupas? – cruzei os braços na frente do peito.

-Bem, ela disse que nos beijamos antes de eu apagar.

Fiquei nervosa. – Bem a sua cara.

- Eu acordei me sentindo um lixo, muito culpado por sentir que tinha traído você, e na nossa cama. 

Eu ia vomitar. – E  foi exatamente isso que você fez. 

- Só rolou um beijo. 

-Isso porque você desmaiou.

- Eu estava bêbado. 

- Foda-se. -alterei a voz. - Como se sentiria se te dissesse que bebi e acabei levando um cara para nossa cama, a nossa cama, onde fazíamos amor, onde jurávamos  nosso amor, - lagrimas escorreram  dos meus olhos – como se sentiria que dissesse que nos beijamos e ficamos sem roupas, mas que não transamos  porque por um milagre eu apaguei. E como você se sentiria se depois disso eu tivesse saído com esse cara pra jantar e tivéssemos nos beijado novamente...

- Ela me beijou. – ele também estava nervoso, parecia desesperado para que eu acreditasse em sua historia. 

- E você foi obrigado né?

-  Não, mas eu queria tentar algo diferente do que ficar sofrendo por alguém que não me queria. 

-Não te queria? Você levou sua ex-namorada para uma viajem de negócios.

- Eu já falei sobre isso com você. Liam levou, ele está comendo a Emily, não eu.

Estávamos quase gritando.

- Eu não sabia disso, você não me disse, deixou eu pensar o que quisesse.

- Eu também não sabia, só soube quando eu a vi.

- Não  foi só Isso, você escondeu meu passaporte, você sabia que eu viria quando Molly entrasse em trabalho de parto.

Estávamos irritados - Eu não pensei nisso, pelo amor de Deus. 

- Então porque escondeu?

-Não sei, eu só estava com medo.

-De que? 

-De você decidi ir  embora enquanto eu não estava por perto para implorar que ficasse. 

-Por que eu faria Isso? 

- Por que eu fui um idiota com você depois da viajem, depois do Ash. E você não quis me acompanhar, quando te chamei...

- Minha mãe quase morreu, Zayn. Eu fiquei quase louca procurando a porcaria do passaporte enquanto você estava... adivinha? Bêbado. 

- Eu só bebi porque sentia falta. – tinha sofrimento em sua expressão. – Eu queria tanto você lá comigo, você não faz ideia. 

As coisas começavam a fazer sentido, não éramos culpados pela separação, não precisávamos ter passado por tudo que passamos, mas não dava pra apagar tudo. 

- Você deveria ter vindo atrás de mim. – eu disse mergulhada em meus pensamentos. 

- Eu vim, Lauren. Eu vim correndo pra você. Mas você me disse coisas horríveis, não deixou eu me explicar. 

Senti um pouco de culpa. 

- Você deveria ter continuado tentando. 

- Depois de você dizer que sou um drogado mentiroso, depois de jogar na minha cara que acabei com sua vida, que seu ex era melhor que Eu? – ele parecia magoado com isso. – Você não sabe o quanto isso me afetou. 

-Afetou tanto que fez você cair nos braços de outra rapidinho. -alterei a voz e o estado de nervos novamente. 

Ele também parecia ter se irritado. – Exatamente, toda vez que lembrava do que me disse, tinha vontade de me empurra entre as pernas de alguém, qualquer uma. – não era só irritação, ele estava fervendo se raiva. - Você sabe que eu não suporto a porra desse imbecil, e você está sempre esfregando ele na minha cara. Agora a pouco vocês estavam se abraçando la fora, – ele começou a chorar, literalmente chorar – por que você faz isso comigo? Você sabe que eu não suporto pensar que ele já tocou você, que vocês tiveram uma história. E depois você voltou a beijar ele, e eu odeio pensar nisso, odeio pensar em vocês juntos, porque doí. 

Também comecei a chorar, ver ele daquele jeito quebrava meu coração, mas me fazia sentir raiva também, eu estava passando pela mesma situação. 

- Você acha que não doi  saber que você estava saindo e beijando outra pessoa, enquanto eu estava aqui... – me  calei, algo me impedia de falar, medo, mágoa, sei la.

- Aqui o que? Saindo com seu ex namorado?  - ele também tinha muita mágoa, era evidente. 

Eu não queria me justificar, mas fiz.

-Não  é isso que você está pensando, ele é só meu amigo.

- Amigo? Tá na cara que não é sua amizade que ele quer. Pode ter certeza que ele está esperando o momento em que você vai abrir as pernas, se é que isso ainda não aconteceu. 

Fui tomada por uma raiva controlada, calculista, meus nervos borbulhando.

-Isso porque todos os homens tem que ser como você, não é? Só se aproxima de uma mulher com interesse de “comer”, palavra do seu rico vocabulário. Ryan tem sido presente, ao contrário de você. – vi a decepção se formar no rosto dele- Se “Aconteceu” ou não, sabe, abrir minhas pernas pra ele, você nunca vai saber.  Mas sem dúvidas ele merece mais do que você. 

Ele me olhou com raiva e nojo, como se eu fosse a maior vadia do mundo. Meu coração apertou, algo me dizia que Zayn estava erguendo um muro diante de si naquele exato momento.

-Vir  aqui foi a maior perda de tempo da minha vida. – ele sorriu com maldade. – Sabe, eu dispensei uma boceta incrível por sua causa. Deixa eu te contar uma parte da história com riqueza de detalhes... – ele sorriu friamente e me deu uma piscadinha, senti um arrepio, meu estômago embrulhou. – No dia em que você  desligou o telefone na minha cara, e não atendeu minhas ligações, Nicole me ligou.- ao ouvir o nome da mulher, dei alguns passos pra trás e me encostei na parede, tinha dúvidas se conseguiria me manter de pé. – Eu estava decidido  a seguir em frente, e ela estava louquinha pra me dar, você não faz ideia. Ela chegou lá em casa mais do que rápido, com um vinho, ela gosta de vinho como você...- era horrível saber que ele queria me ferir, e estava conseguindo.

 Minha barriga endureceu, e comecei a sentir movimentos, não eram mais como bolhinhas estourando, eram movimentos mais fortes, eu nunca havia sentido daquela forma. 

Ele continuou. – Nós tomamos vinho, e eu me lembrei do quanto eu gostava de sentir o gosto de vinho na sua boca, – Ele vacilou um pouco, a voz ficou embargada. -lembrei da nossa primeira noite no seu apartamento, lembrei do quanto desejei aquele maldito momento e...

Ele parou se recuperando da emoção, e meu coração estava a mil, engasgada, não conseguia dizer nada, nem pra ele ir embora. 

Ele colocou os olhos vermelhos nos meus e  continuou – Eu beijei ela, dessa vez fui eu, beijei ela como beijei você. – meu estômago se contraiu, embrulhou, lágrimas rolaram silenciosamente e eu permaneci parada como um pedra, olhando ele acabar comigo. – Eu tirei a roupa dela como tirei a sua, e levei ela pra nossa cama, onde você fez juras de amor falso. – as lágrimas escorriam de seus olhos até o sorriso que ele abriu. – Juro, eu queria terminar essa história com, “Eu comi ela como comia você, a tarde inteira até a noite, e foi melhor”. Mas prometi a mim mesmo que viria aqui pra falar a verdade, então, escuta essa... Eu não consegui parar de pensar em você, no seu maldito corpo, na porra do seu sorriso, nem seu maldito cheiro ela tinha mais pra eu me enganar, então me veio um súbito mal estar, e eu chorei em cima dela, como a merda de um garotinho, e o meu pau, sabe, aquele que nunca negou fogo pra você, ele estava como gelatina. E sabe do que mais, eu disse pra ela esquecer o meu número, nunca mais me procurar, porque eu não era capaz de amar alguém que não fosse você. E desde  então, eu me tranquei em casa, não tenho ânimo pra nada, minha vida e  te ligar e você não atender, nas últimas semanas ia direto para caixa de mensagens, e eu deixei inúmeras mensagens, que eu tenho certeza que você nem ouviu. 

Era oficial, eu não estava me sentindo bem. Estava respirando profundamente tentando controlar meu estômago, para que eu não vomitasse  ali, nos pés dele. Não ia da, a minha ideia era conseguir chegar ao banheiro, fechar a porta e vomitar da forma mais silenciosa que conseguisse. Mas ele me puxou pelo braço.

- Fala comigo. – sua voz estava implorando. – Se outro cara tocou você, me diz agora. Não vou suportar viver com essa dúvida, você sabe. Se me deixar sair por essa porta sem me dizer a verdade, nunca mais vai me ver. Eu desisto de você pra sempre. 

-Me solta. – consegui dizer, enquanto tentava puxar meu braço. Não ia consegui segurar.

- Estou falando sério. 

Não dava mais, com ele ainda segurando o meu braço apenas me curvei  e comecei a expulsar o jantar do meu estomago.

Rapidamente ele me apoiou em seu braço e segurou meus cabelos. Coloquei a mão em minha barriga e ela estava mais dura do que nunca. Limpei a boca com mão e pensei no que diria para o Zayn, eu continuaria mentindo? Onde isso iria parar? 

- O imbecil deve ter te levado em um restaurante muito ruim, pelo visto a comida estava estragada. 

Levantei minha cabeça e meu olhar encontrou o dele. – A comida não estava estragada. 

- Claro que estava, olha só você aí colocando tudo pra fora...

- Eu estou gravida.

-Esses restaura... – ele se interrompeu,  ficou pálido e me olhou nos olhos. – O que você disse? 

- Eu disse que... – senti uma pontada na parte inferior da barriga e soltei um pequeno grito de dor. Depois veio outra e outra, eu me ajoelhei, Zayn se ajoelhou comigo.

Desesperado ele começou –  O que está acontecendo? Me explica, pelo amor de Deus.

Nervosa, eu levei a minha mão por baixo do vestido, entre as minhas pernas, minha calcinha estava molhada e não era xixi. Eu ergui meus dedos trêmulos , húmidos, e Zayn eu encaramos o sangue que tinha neles. 

Com o voz fraca e tremula e chorosa eu me forcei a dizer. -Me leva para o hospital agora, acho que estou perdendo os nossos bebês. 


Notas Finais


Continuo?? Comentem muito o que acharam.


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