História O Filho do Olimpo - Capítulo 4


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Categorias Mitologia Grega
Personagens Personagens Originais
Tags Deus Vs Deus, Filhos De Deuses, Jornada Do Herói, Lutas Épicas
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Palavras 2.527
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shounen, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 4 - Saiba Como, Quando Saber


Theo corria.

E rápido.

Mais rápido do que quando tentou fugir do minotauro.

E é só isso que pôde fazer. Afinal, estavam atrás dele. Neste momento, quase metaforicamente. Quase.

Enquanto Athena mantinha o troll ocupado, agora à uma grande distância dele, barulhos de passos vinham dos dois lados da rua, acompanhados dos perturbadores sons de folhas rasgando ou amassando e árvores se dobrando.

Isso sendo apenas 09:00hrs AM.

E das matas saem mais dois trolls. Um de cada lado, em frente a Theo. 

O da direita não tinha dentes grandes como o primeiro e chegava à ser um pouco menor. Tinha pele avermelha e pupilas cor esmeralda. Mas era corpulento, seus músculos eram mais avantajados e carregava uma clava feita primitivamente com uma pedra.

O outro já chegava à assustar mais que o primeiro. Sua boca não mostrava uma espécie de dentadura, mas seus caninos superiores(enormes por sinal), saindo de dentro da boca e chegavam perto do queixo. Sua pele já atingia o preto e as pupilas eram vermelho rubi. Tinha uma cicatriz mais clara e destacada no rosto que ia do final do maxilar até o olho esquerdo. Também era corpulento, mas não era nem musculoso e nem corcunda, era até magro além de mais alto que o companheiro, acompanhando uma barriga avantajada. Além de tudo isso, ainda carregava uma lâmina enorme feita de pedra, dividida por uma tentativa de cabo no meio.

Theo só pôde ficar parado olhando. Eles o estudavam. Mas não por curiosidade. Suas feições transmitiam fome.

O moreno então nota estar entre 5 e 10m deles e arrisca desviar o olhar. Foi a abertura perfeita para a dupla avançar em sua direção e ele ser obrigado a correr de novo. Desta vez correu para a mata, se esgueirando por entre as árvores não muito grandes e arbustos, ouvindo o som dos objetos sendo quebrados conforme os trolls o perseguiam.

Ele vê uma elevação de na terra e se viu obrigado à dar um alto pulo, conseguindo se segurar com as mãos no chão perto do topo. Porém, ao ouvir os passos do inimigo, teve que rolar pro lado para não ser acertado em cheio pela lâmina do troll preto, se agarrando no topo da elevação para impulsionar o corpo para trás e escapar de uma investida dental.

Do outro lado da elevação Theo vê um tronco de árvore caída, mais de um metro acima de um riacho. Ele rapidamente corre sobre o tronco caído, avistando o troll vermelho pular e cair atingindo a árvore com a clava, destroçando-a instantes depois dele conseguir dar um pulo para o outro lado do riacho, correndo à toda velocidade.

Isso vai cansar... Theo então vira o rosto aleatoriamente para os dois lados e acaba parando subitamente, arfando um pouco ao ver algo.

Era a lança que foi atirada contra ele, fincada no solo. Diferente das armas dos outros 2 trolls, essa lança parecia ser feita de metal, pelo menos em partes. O metal era reluzente e a lâmina grande.

Cac***. Eu agradeceria à Deus se fosse cristão agora. O mesmo se aproxima da lança. Que. Cagada. Theo então a segura pelo cabo e tenta desfincar do chão. O que não foi tão fácil devido aos mais de 3m de comprimento. Porém, conseguiu com mais facilidade do que imaginou. É... vai mais que servir. 

Ele tenta levantá-la e até consegue. Era de um material até leve para um metal mas o tamanho complicava as coisas.

E os passoa então vieram. Dois direções. Direita e esquerda diagonalmente. 

Que venham. Theo contrai os lábios e, ao ouvir uma árvore quebrando à esquerda, gira a lança com quase toda a força que teve, acertando o troll vermelho em cheio no tríceps do braço direito, o jogando contra o chão. 

No entanto, Theo usou força demais e teve dificuldade de levantá-la. E quando o outro Troll avança rapidamente à suas costas, quase rezou por dentro ao usar toda a sua força e girar a lança para trás.

No entanto, foi quase em vão. Evitou que lhe acertasse com sua lâmina, mas ao se virar, o moreno vê que apenas fez um corte superficial no ombro devido a mão do troll. Segurava o cabo da lança. E a puxa das mãos de Theo, jogando-a longe deles.

A única chance mínima de sobreviver a isso. Jogada longe. O que a a expectativa daria de porcentagem agora ao balançar da lâmina do troll, com intenção de ir em sua direção?

A resposta seria a porcentagem mínima vir na forma de um grande leão branco/Deus Ex-Máquina para cima do troll, mordendo seu pescoço.

O troll dá um grunhido de dor e solta a lâmina, tentando pegar o leão. 

Theo olhava aquilo, perplexo. 

O leão arranha o ferimento no ombro dele, piorando-o. O troll bate em uma árvore, tentando tirar o leão. Depois se chacoalha, também em vão. Até por fim conseguir agarrá-lo e jogá-lo no chão. Só que o leão começa à se transformar. Ficava cada vez maior, a juba diminuía, as garras sumiam junto do belo e seu corpo ficava cinza. 

Por fim, havia se transformado em um elefante.

Theo, que já havia se afastado, consegue erguer a lança e apontá-la para o troll.

O elefante avança contra o próprio troll tenta lhe empurrar na direção da lança. Entretanto, o enegrecido, ao conseguir ser arrastado, consegue agarrar o elefante e força-lo à parar.

Theo, percebendo isso, assobia. E o troll o olha, recebendo no olho direito um galho atirado pelo mesmo.

O incômodo feito por isso o fez se desconcentrar e soltar o elefante, que lhe dá um baque forte o bastante para empurrá-lo na lança.

E a tal perfura suas costas até atravessar e sair pelo peito.

O troll tem espasmos enquanto cuspia sangue por alguns segundos, até pender para trás e fazer a lança descer cortando seu corpo até ele cair morto ao lado de Theo.

O mesmo, ofegante, se senta no chão. O elefante se aproxima dele e, conforme ia se aproximando, tomava a forma de cachorro. De poodle.

-Ah Chionom...- Um sorriso de alívio toma o rosto de Theo, sendo enchido de lambidas. Lembrará agora de que, na primeira parada deles em Nova Jersey, Athena ter lhe informado que fez algo em Chionom logo depois de o nomearem- É tão bom te ver.

Theo afaga a cabeça de Chionom, até ouvir um grunhido perto dele, olhando de onde havia vindo. Athena havia fincado a espada na cabeça do troll avermelhado, matando-lhe.

-O descanso deve ser bem aproveitado.- A ruiva vai até a boca dele- Mas apenas depois de todas as tarefas serem feitas devidamente.- E arranca os caninos dele.

Isso é nojento... Pensa Theo

-Pra que tirar os dentes dele?- O mesmo a vê ir até o outro e arrancar as grandes e afiadas presas dele, para então responder:

-Presas de trolls e orcs são ótimas para fazer armas.- Athena pega a mala de Theo- E por falar em tal assunto, qual seria seu estilo de arma?

-Não sou muito bom com lâminas ou armas cortantes.- Responde o moreno, imaginando ela usando aqueles dentes para criar um machado ou uma espada.

-Prefere usar os próprios punhos?

-Exactamente.

-Isso resolve.- A ruiva vai andando até a lança e a puxa de debaixo do cadáver do troll- O que acha de um escudo?

Theo a olha. 

-Eu acho interessantes. Maneiros, até.- Ela então arranca o cabo da lâmina, cortando dois pedaços do próprio cabo com sua espada, entortando as pontas e pondo-as em um dos lados, sublinhando as extremidades de cada ponta, assim as fazendo se fundirem com a lâmina- Caraca...

-Hefesto teria feito melhor, mas isso servirá até chegarmos em minha casa para ajustar.- Comenta Athena, indo até ele.

Theo dá uma rápida afagada em Chionom e o afasta carinhosamente, se levantando.

-Quer experimentar?- Ele olhava o novo "escudo", quase boquiaberto e o segura. 

O mesmo passa o braço esquerdo por uma das "alças" e segura na ponta, perto da ponta pontuda. Era um pouco mais pesado ao segurá-lo com um único braço mas o peso era bem distribuído. A lâmina toda cobriu seu braço até o bíceps.

-Como se sente?- Com a pergunta ouvida, Theo ergue o rosto e estufa o peito. Não sabia explicar mas...

-É maravilhoso.- Um sorriso maravilhado surgiu no rosto dele.

Logo depois Theo tira o "escudo" dos braços e o põe delicadamente no chão.

-Tem como fazer...- O mesmo mau sabia como chamar-... o lance da caneta?

Athena o olha, curiosa.

-Pois bem. Já será uma oportunidade de lhe ensinar.- Ela se ajoelha ao lado dele, em frente ao escudo e pega sua mão, espalmando-a sob o objeto- Primeiramente, os humanos chamariam esta habilidade de controle molecular e atômico. Eu chamo de Transfiguração. Se fosse do ponto de vista científico, você diminuiria a distância entre os átomos ao mesmo tempo que controlaria as moléculas que compõem o objeto. De forma mais leiga... você apenas transforma e diminui ele.

-Entendi.

-Eu uso um truque meu pra facilitar. Você vai ouvir e se concentrar. Foco e imaginação são as suas armas aqui e um grande domínio disso torna a habilidade melhor. Pronto?- Theo assente, respirando fundo- Olhe para o que você quer transformar.- Ele o faz- Agora imagine o que mais te acalma.

Ele o faz também. Alguns se acalmam com uma bela paisagem, uma pessoa, sensação ou até sentimento. Já Theo se tranquiliza sempre que chove. 

Quando chovia geralmente o moreno ia até a janela e escutava a chuva. Os pingos caírem lá fora ou baterem na janela.

E assim o fez ao fechar os olhos. Imaginou um espaço branco com 5 nuvens cinzas, cada uma deixando cair uma fileira de gotas de chuva.

-Agora faça as alterações. Mude a forma que age. A forma que está, o tamanho, a cor... e prepare um produto final.

Na cabeça dele as nuvens se aproximavam cada vez mais, formando uma única grande nuvem. As fileiras se aproximam, ficando consequentemente com as gotas de chuva menores e mais numerosas, porém, coladas.

Logo as gotas acabam ficando na cor vermelho-sangue e a nuvem num tom mais rubi. As fileiras se fundem em uma só que começa à atirar tantas gotas que acaba formando um rio de água perfeitamente reto. A nuvem se torna material e fica semelhante à ponta de uma flecha serrelhada.

O rio de vermelho se desprende da nuvem, se forma material e fica dobrado em formato oval, se prendendo em um dos lados do objeto.

Ao abrir os olhos Theo presencia o objeto formado. Devia ser do tamanho de um prato comum. Porém logo ele tira a mão ao senti-lo quente.

-Foi bom pra sua primeira vez.- Ao comentar, Athena pega o objeto, fumegando de tão quente e solta um sopro, (que mais parecia uma ventania) e logo a fumaça se desfaz- Experimente.- A mesma estende o objeto e, um pouco receoso, ele o toca. Não estava quente.

Theo então o pega com delicadeza e o põe no anti-braço. Mesmo nessa forma ainda podia defendê-lo. Especificamente de um soco ou uma faca pequena, mas, defendia.

Isso dá uma enpoderada bacana. Theo estufa o peito de novo e fala veementemente:

-Hora de continuar nossa jornada.- E sai andando enpoderadamente.

Chionom vai junto animadamente. Athena não pôde fazer outra coisa se não dar um sorriso divertido e acompanhar.


-Ah, para, o Al Pacino fez um bom trabalho no Poderoso Chefão.- Esclarece Theo, enquanto andavam nos limites da estrada.

-Não seria justo nem sábio dizer que não, mas o tal Marlon Brando fez uma atuação melhor.- O comentário de Athena soava absoluto à ela.

-E quantos filmes mesmo você assistiu?- Brinca o moreno.

-Não me menospreze por ter visto apenas 5.- Exige ela, fazendo-o dar um sorrisinho de canto.

-Além de O Poderoso Chefão e Batman: O Cavaleiro das Trevas, foram quais?

-Bastardos Inglórios, Cinquenta Tons de Cinza e... Titanic.

-Tinha espaço na porcaria da porta pro Jack.- Comenta Theo, rapidamente.

-Tinha mesmo!- Exclama ela- Eu experimentei fazer isso em casa e só cheguei a conclusão de que a Rose deixou ele morrer.

-Isso!- Concorda Theo, respirando fundo- Sério, realmente eu preciso te perguntar uma coisa.

-A vontade.

-O que achou de Cinquenta Tons de Cinza?- A pergunta pareceu a de um repórter perguntando:"quando é o fim do mundo?" para alguém que acabou de descobrir quando é realmente o fim do mundo.

Athena o olha.

- Filmes tentam contar histórias, não?- Theo assente- Esse filme não soube contar uma história. E além disso, levou ao extremo coisas graves como relacionamento abusivo e de certa forma... machista, acho que é essa a palavra. E ainda pareceu chamar aquilo de algo certo.- Ao ouvir aquilo, parecia que Theo tinha encontrado realmente sua irmã.

-Meu D...- Ele se interrompe, pensando um pouco- Caramba... finalmente achei alguém que concorda.

Athena sorri, mas percebe uma "oportunidade".

-Nunca pôde conversar com ninguém?- Ao ouvir a pergunta, Theo fica cabisbaixo, acenando negativamente com a cabeça- Deve ter sido difícil, imagino.

-Não é como se eu pudesse reclamar, sabe? Eu não tinha tanta escolha. Fui acolhido, treinei o que pude treinar e trabalhei em uma instituição privada, tentando ganhar meu dinheiro. Não era a melhor coisa mas pelo menos não morri ainda bebê.

-Entendo. Sua vida foi meio decepcionante pra você, não foi?

Theo assente e a olha, curioso com algo.

-Você já fez algo decepcionante? Algo que não excedeu suas expectativas?- Ao ouvir a pergunta, ela olha para o chão.

Era a primeira vez que ele a via abaixar o olhar assim.

-Todos decepcionam as próprias expectativas. A própria vida dos humanos se resume a isso. Tentam se superar e superar os outros ao redor, tetam não amar mas acabam se apaixonando, trabalham duro na esperança de algo milagroso lhes dar uma quantidade enorme de bens materiais enquanto outros já nascem tendo tudo.- Athena contrai os lábios- O maior erro dos humanos é tentarem fazer de si únicos em meio a tantos iguais.

Theo não podia discordar. Já virá, presenciará ou sentirá isso antes mesmo de descobrir seu samgue divino. 

Será que os deuses são iguais? Ou tem realmente alguma falha como ele tem?

-Athena.- O mesmo recebe rapidamente o olhar dela- Somos deuses, não? Qual seria nosso maior erro?

-Nos acharmos diferentes de nossas criações.- Ele arregala os olhos levemente. Não esperava  resposta- Nós deuses sabemos o que sabemos, fazemos o que fazemos e criamos o que criamos. Por tudo isso aqui estar realmente aqui por causa dos deuses, somos reverenciados e amados. Cortejados como os mais belos e perfeitos.

-E não somos, né?- Athena para de andar junto a ele.

-Não, não somos.- Olhava-se uma decepção e tristeza nos olhos dela- Eu recebi meu título de Sabedoria por ter saído da cabeça de Zeus. Só me senti merecedora décadas depois. Eu aprendi a mais simples e significativa lição de todas, e que Zeus... nunca aprendeu.

Theo se põe a frente dela, ficando com um olhar carinhoso.

-E qual seria?

Athena levanta o olhar com um sorriso meigo.

-Não é sobre você...- Uma pequena lágrima desce por seu olho esquerdo-...é sobre todos.


Notas Finais


Obrigado por ler, eu sinceramente achei difícil escrever o último diálogo(principalmente pelo fato de ele todo ter sido apagado acidentalmente), enfim, espero que tenham gostado e...
Bye Bye


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