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História O Filho Do Pastor (Taekook- Vkook - kookv) - Capítulo 43


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Capítulo 43 - Aqui por você.


Eu nunca me senti tão furioso em toda a minha vida. Era como se eu estivesse revivendo o terror que a minha mãe passou, mas de uma forma terrivelmente pior.

Soquei a cara daquele maldito com tanta força que senti meus ossos da mão estralarem. Mas não parei e continuei uma sequência de socos sem dar chances para que aquele infeliz revisadasse ou conseguisse se erguer.

– Agora você vai aprender a ser um homem, seu desgraçado! – grunhi acertando bem no nariz dele que já começava a sangrar.

Nele eu conseguia ver uma parte do meu pai e um homem bem pior. Achei que Hoseok fosse o cara perfeito e por muitas vezes pensei em deixar Taehyung seguir sua vida com ele.

Graças a Deus que não desisti dele.

Um perfeito lobo em pele de cordeiro. Alguém que parecia ser o sucessor do pastor estava mais para o sucessor do trono de Lúcifer no inferno.

Coloquei toda a minha raiva e a minha frustação em cima dele e não consegui parar de socar aquele imbecil até que tivesse desacordado, e pude ouvir a voz de Lisa me chamando e me mandando parar.

Lisa?

Quando parei com os socos, estava ofegando severamente e minhas mãos e camisa sujas com respingos de sangue daquele maldito, que agora deveria estar sonhando com a minha mão.

Olhei para Lalisa que estava ajudando Taehyung, retirando a sua amordaça, e confesso que aquilo me surpreendeu. Lisa abraçava Taehyung e cobriu o corpo dele com o casaco que usava. Tae estava em choque enquanto seus olhos transbordavam arduamente e, então decidi me aproximar, mas ele chorou mais se agarrando a Lisa.

Não entendi muito bem a cena.

– Biscoitinho, é melhor dar um tempo para ele. – Lalisa sussurou e engoli a seco.

Não acredito que esse filho da puta fez isso com ele.

– Taehyung, está seguro agora. – ouvi a voz de Lalisa e nunca fiquei tão grato por tê-la ali para ajudar.

– Babe... – susurrei.

– Eu liguei para a polícia, eles não vão demorar. – disse Lisa com calma.

Esfreguei meu rosto me sentindo terrivelmente impotente quanto ao que Hoseok fez com Taehyung e quis matá-lo com as minhas próprias mãos. Olhei para o desgraçado no chão e chutei-o uma vez mais, fazendo-o urrar.

– Kook, se você continuar vai matá-lo, será preso e vai deixar ele só. – Lisa me alertou s suspirei.

Abaixei-me e olhei para Taehyung desejando que ele permitisse que eu ao menos o abraçasse, mas estava entrelaçado aos braços de Lalisa como se fosse uma criança indefesa. Aquilo partiu meu coração.

– Babe...

– Eu preciso ir embora daqui. – Taehyung pediu entre lágrimas e o encarei.

– Eu posso levá-lo para casa biscoito, mas alguém precisa esperar pela polícia.– Lalisa disse e assenti.

– Muito obrigado, Lisa. – falei a olhando com sinceridade e ela sorriu fraco.

Ajudei Taehyung a levantar e também Lisa. Confesso que a expressão de dor no rosto de Tae me fez quebrar por dentro de uma forma terrivelmente devastadora.

Deveria ter chegado antes, deveria ter agido mais rápido, deveria ter feito mais...

– Por favor, bunny, não faça nenhuma besteira.

– Tudo bem, Lisa. Obrigado novamente.

– Não precisa agradecer.

Lalisa envolveu o abraço de Taehyung em seu pescoço e caminhou com calma com ele até fora da casa, me deixando sozinho com aquele desgraçado e tentado a usar de todas as artimanhas para fazê-lo sofrer.

Quando o ouvi gemer e recuperar aos poucos a consciência, pude aliviar minha alma chutando a sua cara e o colocando para "dormir" novamente. Só desejei que aquele desgraçado não acordasse mais.

Em poucos minutos ali, olhando para a cara de Hoseok e imaginando mil formas de matá-lo, ouvi o barulho da sirene, logo, entrarem dois policiais na casa e ficarem surpresos com a cena.

– Esse cara. – apontei para seu corpo no chão.

– Você fez a denuncia? – o policial de menor estatura perguntou.

– Não, foi a... – pigarreei. – a minha esposa.

– Tudo bem. Onde está a vítima.

– Foi levado para minha casa com a – pigarreei novamente porque parecia estranho demais dizer isso agora. – minha esposa.

– Ele precisa prestar depoimento, fazer exame de corpo de delito e tudo mais.– ele disse e suspirei.

– Quanto tempo pode nos dar? – ele falou – Vamos levá-lo porque também recebemos denúncia de outros vizinhos, mas ele não vai ficar preso se a vítima não der queixa.

– Ele vai.– disse firme e ele assentiu – Obrigado.

Observei os policiais levando Hoseok sem nenhum cuidado – do jeito que ele merecia – e decidir ir logo até minha casa ver como Taehyung estava e tentar aliviar um pouco essa aflição em meu peito.

 Entrei e exalando ansiedade por preocupar-me demais com ele, pulei de dois em dois degraus da escada. Chamei por Lalisa no corredor e ela respondeu que estava no quarto de hóspede.

Bati duas vezes na porta e ao entrar novamente tive outra surpresa: Taehyung estava sentado na cama – ainda extremamente abalado e com os olhos vermelhos – enquanto Lisa penteava os seus cabelos platinados e molhados.

Notei também que Taehyung usava uma das minhas roupas, provavelmente ela deve ter pegado para ele. Confesso que não esperava uma atitude como essa de Lisa, apesar de saber que era uma boa pessoa.

– Taehyung? – chamei baixo e seus olhos triste encontraram os meus, causando-me arrepios até na alma.

Estava me sentindo culpado pelo que houve com ele e não fazia ideia se poderia reparar isso ou como ajudá-lo. Se eu tivesse conseguido arrombar a porta só um pouco mais cedo...

– Jungkook... – ele susurrou e soltei um suspiro aliviado.

– Eu terminei. – Lisa se pronunciou – Vou preparar algo para jantarmos. Fique a vontade Taehyung, sinta-se em casa e o que precisar, pode pedir. – ela sorriu e Taehyung a olhou com ternura.

Pude vê-la segurar a mão de Lisa e balbuciar em agradecimento ao gesto. Lisa apenas sorriu e levantou, guardando a escova na cômoda e aproximou-se de mim com um sorriso.

– Vá com calma. Ele está muito fragilizado.– Lisa sussurrou.

– Obrigado. Você está sendo incrível. – disse segurando sua mão e ela sorriu.

– Você me mostrou que não vale a pena manter um casamento de fachada Jungkook, e apesar da nossa igreja condenar, sabemos que precisamos ser felizes. Deus não irá se alegrar em ver seus filhos vivendo juntos por conveniência. – ela disse e sorri fraco.

– Sim. Obrigado. – sorri e ela assentiu.

– Eu vou indo. Novamente, seja cauteloso, coelhão. – ela alertou e assenti.

Lisa então suspirou, soltou minha mão e caminhou para fora do quarto, fechando a porta com sutileza, mas devido o extremo silêncio ali pude ouvir perfeitamente o som da mesma fechando.

Olhei para Taehyung e pude ver nele que, apesar de estar despedaçado, iria superar aquilo. Pude ver claramente toda a razão de meu coração bater nesta Terra cheia de infelicidade. Ele era a única coisa que me mantinha ali, de pé.

Aproximei-me com extrema cautela e senti seus olhos em mim. Para minha felicidade, ele afastou-se na cama e colocou a mão ao seu lado como se me pedisse para sentar com ele ali.

– Babe...– disse assim que sentei e ele ofegou.

– Não fala nada, Jungkook. – Taehyung pediu com uma voz embargada e deitou a cabeça em meu peito, começando a chorar de forma desgostosa.

– Eu estou aqui, meu amor. – disse acariciando seus cabelos com uma mão e o envolvendo com meu outro braço.

Só precisava que ele acreditasse que eu estava ali por ele.



Notas Finais


deve está cheio de erros pq eu não corrigi NADA, mais tarde eu vejo isso pq agora tô com sono, me desculpem


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