História O Filho do Presidente - Capítulo 43


Escrita por:

Visualizações 123
Palavras 2.551
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


BOA LEITURA!

Capítulo 43 - 42. Verdades e Mentiras


1

18 de janeiro de 2018 – Estados Unidos, Washington D.C. – 01:23 p.m.

Im Jaebum havia passado as duas noites que antecediam o velório de Choi, em claro, após saber do falecimento do mesmo através de Jackson que aparecera em sua casa com Park Jinyoung, aquele que não tinha notícias e que não via há um bom tempo, durante a tempestade que caía do lado de fora. Não conseguia fechar os olhos e não pensar nele, em seu sorriso e nos momentos que tiveram juntos. Entretanto, também não deixava de se perguntar se todos aqueles "eu te amo" não tiveram valor para Youngjae como tiveram para si, se todos os seus sentimentos tinham sido em vão, se eram tão descartáveis daquela forma, como um verdadeiro lixo.

Estava devastado.

Jinyoung havia se recusado a deixar o Segundo-Tenente sozinho naquela situação, passando esses dois dias em claro com ele – em sua residência –, que não fora trabalhar por estar sem condições, dando-o um colo amigo e conforto. Pois, sabia que aquele tipo de dor, era um tipo que nunca mais o deixaria. Enquanto Jackson resolvia assuntos dos passaportes para solo americano e no quartel, deixando o pelotão dos recém-chegados que treinavam há algumas semanas, por conta de Kim Seokjin e Lee Jooheon que seriam seus substitutos por duas semanas.

Haviam acabado de colocar os pés no aeroporto americano, assim que desembarcaram do avião. Tão logo, os olhos de Jackson encontraram com os de Lalisa que os aguardava ao lado de dois seguranças na pista de pouso. Ela não havia mudado muito, pelo menos, fisicamente. O seu cabelo diferente de cinco meses atrás, estava longo com ondulações nas pontas, e em um tom castanho escuro, caindo perfeitamente sobre os seus dois ombros, realçando bem o seu rosto. Tinha em corpo um vestido preto, colado e longo, que batia um dedo acima de seus joelhos, de mangas longas que marcavam os seus braços finos, deixando a aparecer as suas mãos delicadas, de unhas recém-pintadas brancas. E em pés, para finalizar, um salto alto da mesma coloração.

Ao se aproximarem, puderam notar olheiras profundas abaixo de seus olhos que pareciam estar tristes com toda aquela situação. Ela abriu um sorriso bem fraco e amarelado, em forma de cumprimento. Estava em turnê na América do Sul quando recebera a notícia do provavél falecimento de Choi através de seu agente e telefonema do policial Jeon Jungkook, que a pedia para fazer o reconhecimento do corpo para terem certeza se era realmente ele, fazendo-a mais uma vez, faltar aos seus compromissos e voltar a América do Norte, depois de tudo que aconteceu.

Ela e Jinyoung não estava mais juntos, porém, a amizade permanecia.

Não tinha tempo para ele, por conta de sua agenda super-lotada e nem ele para ela, já que havia conseguido um emprego como empresário do cantor Shawn Mendes que tomava metade do seu tempo. Entretanto, era temporário. Era só até terminar de legalizar a sua agência de advocacia que teria Sede nos EUA e filiais nos seguintes países: Bélgica, Brasil, Coreia do Sul, Malásia, Marrocos, Austrália e Japão.

Após fazerem todos os procedimentos necessários no aeroporto, pegaram suas bagagens quais foram levadas pelos seguranças para o carro que os aguardava no estacionamento e que os levariam para o local onde estava o caixão. Tiveram de esperar por reforços para conseguirem por culpa da mídia que estava interditando todas as saídas possíveis. Aliás, a súbita morte de Youngjae, tinha deixado todos eufóricos e a espera de uma resposta. Eles não sabiam que era uns dos infiltrados e um terrorista, o que levava-os a escrever manchetes como: "O melhor amigo do filho do ex-presidente dos Estados Unidos morto". Até porque se soubessem, seria um baque grande.

2

Durante todo o trajeto até a capela, Jinyoung tentava entreter Jaebum com vídeos aleatórios em que tinham no Youtube, arrancando algumas risadas fracas até, do mesmo em que tinha a cabeça apoiada em seu ombro. Diferente do habitual, ele e Jackson não vestiam fardas e sim, ternos próprios para a ocasião, assim como o ex-secretário de Trevor. Assim que o carro fora estacionado em frente ao destino, desceram, sendo cercados por oficiais do FBI que os aguardavam e que fizeram um cordão para protegê-los dos repórteres que estavam indo para cima, enchendo-os de perguntas com suas câmeras e microfones em mãos, escoltando-os até a capela, onde estava o caixão, que fora restritamente fechada para terem um pouco privacidade.

Foram recebidos por Taemin que vestia o seu uniforme, qual os cumprimentou e prestou os seus sentimentos pela perda. Im Jaebum levou um tempo para tomar coragem e então, se aproximar da grande caixa envernizada que estava sustentada sobre dois objetos de ferro enquanto ao lado, na lateral do caixão, havia um quadro com uma foto de Youngjae, preta e branca. Nela, vestia um terno e estava completamente sorridente, mostrando toda a sua arcada dentária.

Taemin se aproximou novamente, entregando-o um bracelete de ouro e Jaebum, conhecia bem aquele acessório... Havia o comprado quando estavam na Coreia do Sul. Deu-o como presente e agradecimento por ter permanecido ao seu lado em meio ao caos que enfrentavam, o caos em que ironicamente Choi tinha parcelas de culpa.

— Encontramos com o corpo e achei que tinha a obrigação de lhe dar, já que foi alguém tão importante na vida dele. — Aquelas palavras do Chefe do FBI, fez com a única parte de JB que tinha sobrado, fosse embora. — Meus pêsames. — Prestou os seus sentimentos novamente e se afastou de Im que desmoronou.

Jackson foi em sua direção, se agachando a sua frente e ficando em sua altura. Não demorando muito para puxá-lo para os seus braços, sendo envolvido pela cintura com total fervor por parte do militar que chorava de soluçar e que tremia. Wang podia sentir o seu peito doar ao vê-lo naquele estado e por não poder fazer nada, além de consolá-lo. Sabia como era a dor de perder alguém que amava. Sabia o quão doloroso era. A sua mão afagava o cabelo preto do Segundo-Tenente que ao receber o seu carinho, começou a ficar um pouco mais calmo e o seu choro a cessar aos poucos.

— Precisa se acalmar, Jaebum... — Falou baixo apenas para que o mais velho ouvisse. — Você pode acabar passando mal. — O que definitivamente ao olhar de todos que observavam a cena silenciosos, não estava muito longe de acontecer com ele pela forma que tremia, pela forma que estava nervoso e destruído emocionalmente.

Sentiu-o concordar com a cabeça que estava contra o seu peito, mais tranquilo do que antes. Wang não se desvencilhou dele mesmo assim, continuando naquela posição desconfortável de doar a coluna até Taemin e mais um policial, pegarem o caixão e levarem para a van que o levaria para o cemitério, onde seria o sepultamento e em que todos aguardavam.

3

Ao chegarem ao cemitério, Jackson pôde reconhecer alguns automóveis que estavam estacionados do lado de fora. Conforme desceram, não precisaram serem escoltados, pois, a polícia local conseguiu manter longe a mídia e conforme foram se aproximando, puderam avistar militares com seus respectivos uniformes. Ali se encontrava toda a equipe do FBI, a Interpol, a CIA, o Exército americano, a Marinha e a Aeronáutica. Fora os colegas de faculdade de Choi que se fosse fazer uma contagem de quantos eram, se perderia

Ele, Jaebum, Park Jinyoung e Lalisa, se sentaram na primeira fileira de seis cadeiras e alguns minutos depois, Taemin e mais três oficiais apareceram carregando o caixão por toda a extensão do jardim, até que chegassem finalmente à sepultura. Por um breve momento, Wang perguntou-se de quem era os dois lugares vazios ao seu lado, mas não demorou muito para que a resposta lógica viesse a sua mente. Logo, o padre deu início ao sepultamento.

O céu sobre as suas cabeças, estava com nuvens carregadas que estavam começando a se estender por cada centímetro seu, dando indício de que logo começaria a chover. Os galhos das árvores próximas de onde estavam, começaram a balançar enquanto o padre falava sobre Youngjae e o retratando como um amigo exemplar, namorado excelente e companheiro. Rezou para que estivesse em paz e para que o coração de todos os presentes, fossem confortados. O cabelo de Jackson balançou conforme o vento forte que passava por ali, retirando os fios acastanhados de seus devidos lugares, deixando-o em uma perfeita bagunça desalinhada.

— Alguém quer falar algumas palavras? — O padre perguntou com a sua atenção sobre todos que se mantiveram em silêncio. — Por favor, venha cá. — Disse olhando para um ponto fixo lá trás, fazendo com que algumas pessoas olhassem por cima de seus ombros para ver a quem se referia.

Antes que cochichos começassem, a pessoa se locomoveu até o local onde estava o padre que o passou a palavra, preenchendo toda a visão de Jackson que sentiu o seu coração palpitar e a sua pressão, por um momento, cair como se estivesse sendo empurrada de um precipício. E quando os seus olhos se encontraram, enrijeceu a postura com o coração aos saltos, faltando sair pela boca. O seu mundo, tudo ao seu redor, parou. Restando apenas ele e Mark que estava parado bem a sua frente, que estava bem ali, depois de cinco de meses, depois que tudo aconteceu, aquele que não imaginava ver tão "cedo".

Tuan usava uma calça preta com uma camisa de mangas compridas da mesma cor, básica com uma jaqueta de couro por cima enquanto em seus pés, havia um par de tênis da Adidas e em seu rosto, logo abaixo de seu queixo, uma máscara também preta. Finalizando o visual, em sua cabeça, um boné que tampava o seu cabelo castanho escuro. Ele encarava Jackson que não pôde deixar de perceber o quão abatido estava e o quão magro também. Por um momento, perguntou-se o que ele esteve fazendo esse tempo inteiro para se descuidar de tal forma.

O mais novo desviou a sua atenção friamente para os outros presentes.

— Eu não sei o que exatamente vocês esperem que eu fale aqui, mas vou optar por falar primeiramente da pessoa incrível que o Youngjae era. — Mark mordeu o lábio inferior e suspirou. — Independente de qualquer coisa que tenha acontecido, independente de qualquer erro dele ou de ambos, Youngjae era uma pessoa maravilhosa que sempre esteve comigo, em todos os momentos possíveis. — Deu ênfase a "independente", reforçando-a de forma ríspida, com os seus olhos diretamente presos nos quatros que estavam sentados na primeira fileira e em seguida, voltando para o restante com o maxilar travado. — Choi era um ótimo amigo e um ótimo irmão. E espero que todos que estão presentes hoje, guardem apenas as lembranças boas relacionadas à ele e que deixem as ruins para trás, no passado, de preferência. — Wang ficou incrédulo com as palavras de Mark e surpreso, como os outros que estavam sentados ao seu lado. Era como se ele estivesse ignorando o fato que aquele que chamava de "melhor amigo", foi um dos infiltrados, um terroristas e que o apunhalou da pior forma possível pelas costas. — A vida de uma pessoa que tinha inúmeros sonhos, que era coberta de esperanças, que tinha fé que o mundo uma hora melhoraria, foi tirada da forma mais brutal possível. E a pessoa que fez isso, espero que seja punida também da pior forma possível. — Sua voz de firme e "calma", teve uma súbita mudança para "firme" e "rancorosa".

Mark Tuan não era mais o mesmo e fez questão de deixar bem explícito para todos verem. Não era mais aquele rapaz calmo, tranquilo e inocente. Não era mais o garotinho do papai e não queria ser mais o "queridinho" da América. Simplesmente, estava cansado de tanta falsidade, de tanto ódio, de tantas mentiras e segredos. E a sua forma de demonstrar isso, foi através da sua frieza, da sua indiferença ao dizer todas aquelas palavras e ao se retirar ao término delas, de cabeça erguida e colocando a sua máscara.

4

Mark estacionou o seu Bugatti Veyron preto no estacionamento do hotel de luxo Capital Hilton – localizado a apenas dois quarteirões da Casa Branca e de três estações do Metrô, ficando também somente a oito quilômetros do Aeroporto Nacional Ronald Reagan –, em que ficaria temporariamente e desceu do automóvel, trancando-o em seguida. Ao se afastar uns centímetros do mesmo, deu uma breve olhada ao redor, notando que era o único no local enquanto começava a chover forte do lado de fora. As luzes passaram a piscar freneticamente como nos filmes de terror por conta da ventania forte. Não pode deixar de revirar os olhos ao fazer a comparação e ver o quão aquilo era clichê.

Ele começou a andar em direção a entrada do hotel quando fora interrompido por uma mão alheia que o puxou pelo antebraço, fazendo-o virar bruscamente para trás e trombar com um corpo que o amparou pela cintura com as mãos grandes e firmes. O seu coração que estava em saltos, pareceu se acalmar ao reconhecer a face do indivíduo e dissipar toda a tensão que tinha se espalhado por si inteiro.

— Por que? — Mark ficou ligeiramente confuso. — Por que você apagou as provas que incriminavam o Youngjae? Por que não o entregou? O que foi todo aquele discurso no velório? — Jackson simplesmente soltou tudo o que queria perguntar, de uma vez só, tendo a oportunidade de tê-lo em seus braços outra vez.

Ele tentou se afastar, mas o chinês o impediu, puxando-o mais para si e deixando os seus rostos a centímetros. As mãos do mais novo pararam espalmadas sobre o seu peitoral que subia e descia lentamente.

— Por onde andou esse tempo todo? — Indagou-o novamente, mas dessa vez, em um tom baixo e completamente rouco. — Eu sinto a sua falta, Mark. — A voz de Wang soou em um fio, totalmente embargada.

O outro abaixou a cabeça com os lábios reprimidos e olhos fechados para que não tivesse que ver os de seu ex-namorado que provavelmente a altura daquele campeonato, estariam cheios d'água e para que também, não tivesse uma recaída. Ele queria dizer o quanto também sentiu a sua falta, queria dizer o quanto o amava, o quanto queria o ter por perto outra vez, mas... O seu orgulho ferido, não deixava. Mentiras e segredos sempre estariam entre os dois, sempre seriam obstáculos no relacionamento.

O americano teve que usar uma certa quantidade de força para se desvencilhar de Jackson que diferente de antes, deixou. Deu alguns passos atrás, ficando em uma distância razoável e tomou coragem de erguer a cabeça, encontrando com os olhos escuros do chinês que pareciam analisar cada traço de seu rosto, como se quisesse ter a certeza que estava bem e inteiro.

— Apenas vá. — As palavras do Tuan saíram firmes. — Se cuide, Jackson. — Ele estava tão frio ao ver de Jackson, estava tão diferente.

Quando deu um giro para se retirar do local, a voz do militar soou, fazendo-o ficar parado.

— Você gosta de mim ainda, Mark?

Aquela pergunta o pegou de surpresa, o deixando estático por alguns segundos. Ele pensou bem e antes de respondê-lo, apenas respirou fundo, ainda de costas.

— Gostar? Não. — A voz do filho do ex-presidente dos Estados Unidos estava visivelmente tomada pela ironia. — Agora... Amar, sim. — E foi a sua fala final antes de se retirar, deixando Wang só e acompanhado por seus pensamentos mais confusos possíveis.


Notas Finais


Espero que continuem apoiando a fanfic...
Eu não desisti de Instituto e de O Filho do Presidente.
Estou aqui e continuarei aqui.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...