História O fim da Primavera - Capítulo 1


Postado
Categorias Loona
Personagens Chuu, GoWon
Tags Chuwoon, Loona, Loonatheproject, Tema 3
Visualizações 54
Palavras 1.319
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Fluffy, LGBT, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


É UMA HONRA ESTAR NESTE PROJETO LINDO AAAA, agradeço muito a oportunidade e espero que vocês gostem dessa estorinha aqui, escrevi com <muito> amor. Tenham uma boa leitura ~♡

Capítulo 1 - Desabrochou para sempre;


Como sempre, o dia começou. O som dos pássaros, o sol presente nos dias sem chuva e o clima solitário no quarto da pequena Jiwoo continuava o mesmo. E poderia ser um dia normal, em que levantaria e iria atrás de se preparar para ir ao  trabalho, onde faria o seu melhor para importunar Jinsoul e pararia no exato instante em que sua chefe aparecesse.

Exatamente como nos outros dias, deveria estar sorrindo por poder ter a graça de viver nesse mundo onde nem todos têm o privilégio de ficar. Porém, enquanto observava o vaso em frente à sua janela já começando a florescer, percebeu que a primavera finalmente chegara.

— Eu deveria te colocar na descarga.  

Indagou Jiwoo para o delicado vaso onde o seu lírio já encontrava-se aberto, a flor favorita de Chaewon. Com pesar, encarou o pequeno objeto rosa, pensando em como parecia se encaixar bem nas mãos da garota que ela tanto amou. Em razão de já estar na perto da janela, aproximou-se e se pôs a observar à rua, a mesma já começando a parecer mais alegre em meio a estação mais bonita e otimista do ano.

A Kim revirou os olhos enquanto contemplava a sua vizinha Heejin finalmente tomar coragem pra bater na porta da garota que sempre gostou, acompanhada das mais belas rosas vermelhas. Sério, rosas vermelhas?! Impossível ser mais clichê, sinceramente... Todavia, se contar que a mulher em questão é Jo Haseul, não é muito de se estranhar a escolha da mais jovem.

O clima na vizinhança que costumava ser mais sem graça estava realmente mais bonito e vibrante; até as crianças em que os pais costumavam prender em casa, gritavam e corriam por ali, até desaparecerem da visão de Jiwoo e dos outros que observavam a cena.

Havia tanta felicidade, positividade, romance e beleza. Por que a primavera precisava ser tão bonita? Para Jiwoo, não existia primavera mais bonita do que as em que a sua namorada passava passeando com si dentre todos os jardins da cidade mas, não podia negar o quanto o clima podia ser irritantemente agradável.

Por um tempo imaginou se algum dia poderia haver algo mais etéreo e sublime do que Park Chaewon sorrindo em meio às cerejeiras, provavelmente reclamando das pétalas que Jiwoo insistia em por no seu cabelo loiro; não, decidiu. Recordar-se da cena fez com que os olhos da mulher marejassem, mas não fez questão de dar espaço às lágrimas, não queria chorar por alguém que só merecia sorrisos novamente. Estava cansada de lembrar dela e chorar, parecia até que a mesma não foi o melhor acontecimento que já houve em sua vida.

Todavia tornava-se inevitável não recordar da sua maior felicidade na estação em que a conheceu e, principalmente, na estação em que ela se foi.

Jiwoo conheceu Park Chaewon em um projeto que à sua escola fez na primavera, com o intuito de visitar e ajudar um hospital que carecia de cuidados e isso incluía conhecer os muitos e muitas pacientes de lá. Entre os corredores do hospital e em uma cadeira de rodas, estava a sorridente e positiva Chaewon com um vaso no colo, o mesmo contendo um lírio que acabara de florescer. Esquecendo-se de todo o resto, a Kim foi atrás de conversar e conhecer a garota, não se importando com os avisos de sua professora.

— Sabe que até te encontrar aqui, eu não lembrava ser primavera?  — Indagou Jiwoo carinhosamente, sorrindo e sentindo o seu coração errar uma batida com o sorriso tímido que recebeu da outra garota.

— Deve ser porque você parece um sol e me floresce.

Sua frase saiu baixa, pois apesar de ser extrovertida e gostar de papo furado, a Park sentia-se um tanto intimidada perto daquela garota tão legal e bonita. Sem falar que nunca havia se sentido assim antes, tão feliz e ansiosa, apenas por mais uma das visitas que estudantes alheios faziam por ali.

Jiwoo e Chaewon se conheceram na primavera, mas as mesmas permaneceram lado a lado nas estações seguintes. A mais velha passou a sempre visitar a garota, não hesitando em a levar para encontros com a permissão de seus pais algumas vezes. O sentimento que crescia mais a cada dia era claro demais para as duas que, na maioria do tempo, não sabiam lidar com aquela enormidade de sensações e felicidade. Os abraços, beijos no rosto e frases amáveis que dirigiam sempre que podiam uma à outra pareciam até aquele presente de natal que pedimos e nunca vem, um sonho perto do acordar.

— Chaewon? — Jiwoo começou meio hesitante, enquanto abraçava a mais nova por trás, deixando a cabeça descansar em seu ombro.

— Sim?

— O que você acha de eu pedir pra sua mãe que a gente namore?

De primeira, a mais nova não disse nada e apenas suspirou sofregamente, querendo chorar e sair correndo entre o mundo e proferir o quanto era a garota mais sortuda do universo e o quanto sentia-se plenamente e completamente feliz, apesar de saber que seus dias de vida estavam contados.

— Eu amo você demais.

Com a pouca força que tinha e sem se importar no impacto que às suas palavras tinham, mudou de posição e grudou os seus lábios nos da mais velha, começando um beijo intensamente puro, em que cada saliva trocada transformava-se no maior desejo de qualquer ser humano. Enquanto beijava Chaewon, a Kim sentia como se tivesse errado a percepção do que é um beijo todos os anos da sua vida. Ali, com os lábios nos dela, idealizou que o beijo é um dos maiores sonhos que duas amantes poderiam ter, o ato mais bonito e satisfatório na vida de alguém apaixonado.

Após ali, a vida de Jiwoo tornara-se uma primavera eterna. Por causa do estado em que a namorada vivia, precisou mudar grande parte da sua rotina para se dedicar a garota; mas o mesmo não a incomodou em momento algum, não havia dificuldade alguma que diminuísse a alegria que sentia ao estar com a mais nova. Seus dias, horas e minutos passaram a ser apenas da Park. Principalmente na época em que as coisas começaram a se complicar realmente, quando os momentos torturantes em que apenas ouvir a voz da mais nova, era uma vitória.

 

Jiwoo entrava no hospital com o vaso que hoje morava em sua janela no dia em que recebeu a notícia que a fez morrer um pouco. O que ela sentiu ao saber sobre a partida de Chaewon é impossível por em palavras, atos ou metáforas, é algo que apenas um coração desesperado poderia entender. Jiwoo se sentiu morta. Sua vida aparentou terminar por meses, até que finalmente juntou forças para viver novamente e entender que caso sua namorada a visse daquela maneira, seria infeliz para sempre.

Compreender que o amor da sua vida foi embora cedo demais e com uma estadia tão curta era extremamente cruel, mas necessário. O ato de viver não se resumia em momentos inexplicavelmente felizes ao lado da sua paixão, havia outras coisas, outros sonhos, outros infinitos.

Com uma força digna de uma heroína, a Kim seguiu em frente e conseguiu alcançar uma outra felicidade, acompanhada de seus talentos e amizades. E, inevitavelmente, acompanhada de Chaewon, a mesma não estando apenas em seu coração mas também sendo ele.

Mas até o herói mais forte continha uma fraqueza e a de Jiwoo, seria eternamente, a primavera. Houve um instante em que não viu mas sentiu o sorriso de Chaewon em frente à sua janela e então decidiu as fechar, deixando-se sentir o vazio apenas algumas horas. Gostaria de dormir até a estação terminar, mas o mesmo não era possível, então conformou-se em chorar em silêncio, em meios aos lençóis até que a saudade a torturasse um pouco menos.

Era primavera apenas nas flores, no sol, na chuva e para o resto do mundo. Para Jiwoo, a primavera se foi no instante em que a sua felicidade em forma de menina lírio, partiu.


Notas Finais


Obrigada por ler até aqui! O que acharam? Me alegraria demais saber. Dêem amor ao projeto e até a próxima ~♡


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...