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História O fim de uma Era - Inuyasha (Interativa) - Capítulo 11


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Notas do Autor


Desculpem a enorme demora; Eu estava com problemas de criatividade neste capítulo, talvez por isso não esteja no mesmo patamar que os outros, mas urgh, tentei!
O próximo vai sair bem mais prontamente, eu acredito, até pq, mesmo tendo atividades e provas para entregar online, já estou em quarentena por aqui lol corona vírus você me paga 😤
No capítulo temos o grupo 3 e o grupo 2! Perguntas nas notas finais para ambos os grupos!
Boa leitura, fiquem com a imagem do grupo mais diverso da fanfic lol

Capítulo 11 - Cordas invisíveis.


Fanfic / Fanfiction O fim de uma Era - Inuyasha (Interativa) - Capítulo 11 - Cordas invisíveis.

 

Akinori andava de um lado para o outro, preocupado, mexia nos cabelos freneticamente; "Por que isso tinha que acontecer agora?" Pensava ele.

– Irmão! -Um garoto de cabelos negros e curtos levemente ondulado abriu a porta de correr.

 

Seu rosto estava vermelho e suado, mas não tão preocupado quanto Aki.

– O filho do senhor feudal está aqui! -Avisou.

 

A competição feudal era muito acirrada, mas felizmente o feudo vizinho e o dos irmãos Botan tinham uma certa parceria, até onde duraria dependeria da saúde de sua mãe e das intenções do lorde feudal.

 

Akinori assentiu, em seguida saiu, seus cabelos castanho escuro estavam ensopados de suor, caminhou até a frente da enorme casa para receber seus visitantes.

– Taromaru de Aki. -Ele se curvou em reverência.

O jovem a sua frente era esbelto, uma yukata aberta mostrando o peitoral definido e uma katana repousando na cintura, tinha olhos de águia, azulados e profundos, diferentes dos castanhos e rebeldes de Akinori, seu cabelo era negro e médio, num corte reto que lhe caia bem, mesmo que lembrasse uma tigela com camadas.

 

– Akinori da família Botan. -Taromaru se curvou levemente, menos respeitoso. – Como vai sua honorável mãe?

– Ela… está um pouco frágil hoje, não está bem para receber visitas.

– Tch. -O garoto soltou uma expressão de reclamação, mas em seguida voltou a postura formal. – Não há o que se fazer, a Srta. Junko sempre foi assim, não é? Meu pai está preocupado com os acordos, não acho que poderemos esperar, você deve servir como porta-voz da família Botan, não é? Afinal -Seus olhos se tornaram ainda mais estreitos. – é o mais velho… não?

 

Akinori sorriu falsamente, engolindo em seco, sabia que os rumores percorriam por todo o feudo vizinho… Que tinha uma irmã mais velha hanyou… E que estava viva.

– Certo… Chamarei Haru para que possa te levar aos aposentos, começaremos a reunião após minha mãe se estabilizar. Com licença.

 

Aki apertou seu punho com força, aquele metido do Taromaru não tinha pior hora para aparecer, mas devia ter pensado nisso também, uma visita surpresa para pegá-los desprevenidos.

– Que desgraçado… -Sussurrou Akinori. 

Ao passar pelo corredor, o orgulhoso Haru desfez sua pose e revelou seu lado mais tímido e frágil.

– Irmão, eu---

– Escolte o Sr. Mori para a sala de reuniões, Haru. -Pediu o mais velho, passando por ele e se dirigindo ao quarto da mãe.

Haru ficou mais vermelho ainda, nervoso, andou como se estivesse pisando em lava e chegou a entrada da casa, onde o belo e sério Taromaru esperava sentado, comendo um espeto de dango.

– Sa-Saudações, Mori-san. -Cumprimentou Haru, fazendo uma reverência.

– … Haru, não é? -Haru estremeceu em ouvi-lo chamar seu nome. – Qual é, você cresceu, hein?

 

O lorde se levantou e afagou o cabelo de Haru, como um irmão mais velho.

– Fa-faz algum tempo, Taromaru-nii-sama. -Se atreveu a chama-lo pelo primeiro nome.

Taro sorriu de lado, distante, em seguida caminhou para dentro da casa, sem regalias, Haru o seguiu.

– Está casa esta aos pedaços. -Observou rudemente. – Não estão mais recebendo empregadas? Que coisa para um lorde… 

– Minha mãe… Não gosta de ver mulheres pela casa… A lembram de sua fi-- digo, atacam sua condição. -Explicou Haru, envergonhado.

 

– Humm… -Taro bateu com as costas dos dedos num pedaço da parede de madeira, vendo que estava começando a mofar com a umidade. – Bem, não há o que fazer, homens não servem para trabalhos domésticos.

Haru desviou o olhar, apesar de não concordar com as palavras do lorde, ainda o estimava muito.

– Taromaru-san está para se casar? -Ousou perguntar.

Taromaru virou seu rosto ligeiramente enquanto andava, o Botan jurou ter visto um sorriso de malícia brotar e desaparecer de seus lábios, antes dele se virar novamente.

– Quem sabe… Tenho muitas pretendentes, mas nenhuma delas me serve, malditas caipiras desengonçadas. -Como podia ser prepotente, pensou Haru, um pouco magoado, mas certo de que os requintes para satisfazer o lorde tinham de ser altos, como… os dele.

 

Ao chegarem na sala de reuniões, Haru avisou que traria uma xícara de chá de cerejeira, se retirando em seguida, o ardiloso Mori não conseguiu aguardar 2 minutos antes de partir para o corredor novamente.

 

Andou até achar o quarto em que lembrava ser o da Mulher que teve relações com um yōkai, a conhecida Junko Botan.

Abriu a porta de correr com barulho, dentro do enorme quarto, por trás de um detalhado mosquiteiro rosa claro, via a figura espantada de Akinori, o filho mais velho, ao lado de Junko, aparentemente sentada no chão, várias folhas pintadas de nanquim espalhadas no chão e uma única pena negra no meio delas.

– Senhor Mori, acho que combinamos de nos encontrar na sala de reuniões. -Disse Aki, calmamente.

 

– Perdão pela intromissão, Aki, achei que precisasse de ajuda para acalmar… a dama.

Akinori não era burro, sabia que estava sendo apenas um curioso como todos os outros, mas devia ter algo mais para ser tão petulante a ponto de entrar no quarto da matriarca.

– Agradeço a preocupação, mas prefiro que espere lá. -Aki abriu as cortinas, por um breve momento, Taro viu o rosto de Junko.

 

Um rosto sofrido, escuro e dolorido como a doença a qual batalhava, uma mulher quase perdida na vastidão de seus pensamentos trágicos e melancólicos.

–… Certo.

 

Ao voltarem para a sala de reuniões, Haru esperava nervoso com uma travessa e duas xícaras de chá, tremia tanto que o conteúdo delas parecia quase pular para fora.

– Haru, feche a porta, por favor. -Pediu Aki.

Assim que Haru o fez, a conversa começou.

– Novidades da terra provinciana de Aki? -Akinori perguntou.

 

–… -Taromaru bebeu silenciosamente de sua xícara, aumentando a tensão de propósito. – Ouvimos de uma Tengu.

 

Os rostos de Aki e Haru se retorceram em surpresa.

 

– Nas terras próximas a província de Mino. Achei que se interessariam, já que se acharmos tal hanyou, a dinastia da família Botan estará em apuros.

– Isso é uma ameaça?! -Aki se levantou, raivoso, era incomum o vê-lo assim, mas Taro sabia passar dos limites.

– Irmão! 

– Um aviso, Botan. -Taromaru se ergueu, tinham a mesma altura. – Honestamente, prefiro vocês no poder que outro senhor feudal irreverente, nossa união é útil. Por isso, digo que se der conta da hanyou a sujar o nome de seu clã... Nada mais os atrapalhará de continuar no poder.

Os olhos de Taro brilhavam como fogo, cheios de algum sentimento ardente que os irmãos não conseguiam identificar. O maldito Mōri da província de Aki tinha a presença ardilosa de um general.

– Ofereço meu exército para lhe ajudar nessa tarefa. -Disse por fim.

 

Haru olhou assustado para o irmão, que não ousou desviar os olhos de Mōri enquanto uniam mãos.

A sentença de Emi Botan estava dada.


 

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Botan continuava sua expressão de surpresa após dilacerar o ombro de sua companheira de equipe, como pôde… pensava… sua resistência a feitiços era mais baixa de que suas companheiras, mas não foi isso que veio a sua cabeça no momento.

"Eu sou fraca!" Pensou, ardendo em ódio e auto-deploração.

 

Hagi Asakura P.o.v

 

A sensação quente de meu sangue escorrendo por minha nagagi e haori me assombrou por um instante, a dor ainda não havia feito sua aparição, mas sabia que seria escandalosa quando viesse.

 

Meu ombro tinha um corte de pelo menos seis centímetros, a katana da estúpida hanyou corvo era afiada, havia apenas parado no osso de meu braço;

Por sorte, Onis tem uma couraça muito forte, senão fosse por isso, teria de me acostumar em lutar com apenas um braço de agora em diante.

 

– Hagi-san! -O grito de Cho Taishou me despertou mais que a lasciva dor em meus ossos.

 

Com um salto defensivo, me empurrei para trás enquanto Harusame empurrava a lâmina para fora de minha carne.

Agora fiquei com raiva.

 

– Tengu… O que pensa que está fazendo? 

 

– Confiando num hanyou tão facilmente? -Caçoou a exterminadora, em posição. – É loucura até para outra hanyou.

Preconceituosa.

Mas Cho havia percebido algo, sua flecha não mirava a Emi como nossas lâminas o faziam, antes que nos matassemos ela soltou sua flecha em direção a youkai, que teve de se retroceder em um pequeno salto.

 

– Escutem, por favor! -Pediu Cho, tarde demais, Botan vinha para cima de mim novamente. 

Azar o dela, meu sangue era o que eu precisava para lançar aquilo.

 

– Koori no Tsuno! -Ao tingir Harusame com meu sangue meio humano, seu poder "Chifre de Gelo" foi acordado, a lâmina se tingiu de branco e logo cristais de gelo se empilharam sobre ela, a tornando uma arma letal.

 

Desferi um ataque na direção de Emi, mas a maldita Tengu era rápida como um raio, acabei por congelar a grama e a árvore em sua direção, enquanto ela já desviava longe para a esquerda.

– Ela está sob um feitiço! Está sendo controlada! -Cho disse o óbvio enquanto pegava mais uma flecha e passava sem medo por nós, indo atrás da youkai que realizará o feitiço.

 

– Droga…! -Botan estava tendo sua própria auto condenação enquanto se movia sem sua vontade, seu rosto olhava para o chão com ódio, mas seu corpo tentava nos matar. – DROGAAAAAA!

 

Aquele grito fez até minha ferida doer, aquela garota estava possessa… de forma literal.

Finquei meu pé ao solo ignorando a dor e lancei mais uma rajada de Koori no Tsuno, dessa vez, segurei o braço e a perna esquerda de Botan ao solo, congeladas por pelo menos dez minutos a partir de agora.

– Pegamos. -Makoto se aproximou com sua espada cauda de escorpião, queria ferir Botan, algo que eu não era contra, mas também não exatamente a favor.

– Não a mate! -Ordenei.

 

O que deu em mim? Piedade? Já ouviu falar de um conto de um Ogro piedoso? "E então ambos ogro e corvo deram as mãos e caminharam em direção ao pôr do sol" não. 

Mas, atacar uma pessoa que estava contida no meu gelo, aí é covardia demais, coisa de humano, no mínimo.

 

Antes que eu descobrisse essa incógnita, meu ombro começou a latejar de uma forma bem mais dolorosa. O que estava acontecendo? Eu sei a dor de um ferimento grave, e não era nada como aquela.

Senti minha visão ficar turva… Agora não! Pensei.

Makoto, que trocava choques de lâmina com a mão livre de Emi, me olhou de canto de olho, notando algo errado.

 

– Botan… -Minha voz saiu dolorida. Botan olhou para mim, ainda cheia de ódio. – O que tem essa espada?

Um sorriso.

Aquele sorriso ardiloso e ladino que apenas aquela maldita tengu conseguia dar, especialmente em situações como essa.

– Quem sabe… Ouvi que é amaldiçoada.

Ela não estava na melhor posição para rir de alguém, e mesmo assim, o fazia.

 

Makoto adotou uma nova posição, atacando mais distante, estendendo sua cauda, provavelmente evitando de ser acertada por alguma maldita maldição.

– Saía. -Disse simplesmente.

Makoto me olhou com choque.

– Vá atrás de Cho… Eu cuido disso.

 

Se acha que ela ficou de papinho e discutiu, está bem errado… Correu como um raio na direção que as duas seguiram.

Agora minha mente calculava sem parar minhas chances.

 

Hanyous são mais resistentes que humanos, mesmo para maldições;

Tínhamos uma miko no grupo, mesmo que estivesse ferida, tiraria tal maldição de mim o quanto antes;

E eu tinha coisas a acertar com Botan.

 

Um sorriso semelhante ao da maldita corvo surgiu em minha face, preparei Harusame novamente, os dez minutos haviam passado, Botan avançou.

O encontro de lâminas era instigante, Botan lutava como se dançasse, manobras perfeitas e leves, muito bem arquitetadas, ela parecia se divertir com aquilo.

 

Já eu, não continha força em meus ataques, uma Oni como eu não poderia evitar, e nem queria.

Cada vez que movia minha lâmina, parecia que quebraria a de Botan, ela aguentava muito bem.

 

Com uma mão livre, me distanciei o suficiente e finquei minha palma numa casca de árvore, as lascas que voaram quando a retirei foram de encontro aos olhos de Botan, que ficou sem visão por breves segundos, tempo suficiente para que eu lhe desferisse um soco seguro, que a fez voar tão longe quanto suas asas jamais a levariam.

Não esperei que tocasse o chão.

 

– KOORI NO TSUNO! -E dessa vez, havia feito a própria Era do Gelo na maldita corvo, presa dos pés ao pescoço, se agoniando e me xingando sem parar.

– ISSO QUEIMA, DESGRAÇADA! 

Bem feito.

Olhei na direção que as garotas foram, não podia segui-las por enquanto, me aproximei de Botan, que me olhou torto, massagiei minha mão e em seguida a ergui, fechada… 

 

POW!

 

Um completo nocaute no topo da cabeça de Botan.

 

Aquilo deixaria um calo.

Mas, que seja, me vinguei.

– Agora quem deve a quem, huh? -Sorri, me deliciando com o sabor da vitória.

 

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Cho e seu arco subiam a enorme montanha, estava escuro e sua visão humana não ajudava em nada, mas sentia o jyaki daquele ser, ela estava perto, bem perto.

– CUIDADO!

Com um grito, Cho se virou a tempo de ser salva pela experiente taijiya, que se atirou na garota, a afastando de onde antes era grama e  agora eram lascas de pedras com enormes furos, quais lembravam garras.

– Obrigada… -Cho olhou para os olhos escarlates de Makoto com uma admiração tremenda.

 

A Karui se ergueu e em seguida puxou a companheira, que se levantou envergonhada, pois sua saia havia subido na queda.

– Bem que eu senti um ventinho… -Comentou Cho, inocentemente, lembrando do leque da youkai.

 

– Uma taijiya? -A voz da pequena youkai as alarmou, estava no topo da maior árvore daquele lugar, um pinheiro, equilibrado como um gato. Ela pôs seu leque em frente ao rosto: – Interessante.

Cho sacou mais uma de suas flechas e mirou bem na youkai, que fugiu antes de ser ceifada, num mortal para trás.

 A flecha de Cho voou pela noite, sem alvo.

 

– Se fosse pelo menos lua cheia! -Reclamou Makoto, falando sobre o escuro, conduzia Cho por entre as árvores, alerta a qualquer "ventinho", jyaki e som.

– Não deveríamos voltar? -Se questionou Cho, olhando para trás, preocupada com Emi e Hagi.

 

– As hanyous se resolvem.

 

Makoto se sentia ansiosa;

Não era a melhor rastreadora sem Karu, nem tinha vantagem no escuro como aquela Youkai, mas o maior problema era Cho, se ela fosse controlada como Botan foi, teria coragem de corta-la?

 

Novamente, o cheiro havia voltado, Karui avançou por entre as árvores de pinho e ergueu a cauda de escorpião, acertando a youkai que se escondia por trás de uma árvore… ou quase.

 

Os olhos assustados da youkai do leque evidenciavam que ela não esperava ser encontrada tão fácil.

"Ela está contando com algo para esconder sua presença" Raciocinou Makoto, entrando em batalha com a youkai criança, que desviava de seus ataques como se fosse feita de vento.

 

Esquerda, direita, um ataque de cima e uma investida direta, o combo de ataques que sua arma fazia não eram o suficiente, os músculos de seus braços gritavam por descanso, mas continuou.

– Makoto! -Cho avisou antes de lançar uma flecha na direção da exterminadora.

Apesar de nova em dinâmica de equipe, Cho sabia onde mirar para não acertar a companheira, sorte de Makoto, que tinha 0 de trabalho em equipe.

 

A flecha serpentiou por entre os cabelos loiros de Makoto, que se afastou a tempo também, e acertou a lateral da bochecha da youkai, novamente surpresa.

Cho preparou outra flecha:

– O próximo é na sua testa se não parar!

"Ser misericordiosa vai lhe custar caro, Taishō!" pensou a Karui.

 

– Se contenham. -Uma voz masculina surgiu das profundezas da escuridão daquela floresta. –… Por favor.

Cho abafou um grito.

Makoto também ficou em choque.

Era um homem que chorava coberto de sangue, sua vestimenta evidenciava que era um exterminador, agarrado em seu ombro direito havia um mão com a mesma cor de suas vestes.

Ele havia matado outras pessoas.

– Se não querem que eu o mate, se afastem. -Avisou a youkai. 

– Por favor… -Chorava o taijiya. – EU NÃO QUERO MATAR MAIS NINGUÉM!

 

O coração de Cho afundou de pena e compaixão, e Makoto, que apesar de tudo ainda era humana, soltou um "tch" contendo ódio.

– Youkai… -Makoto vociferou. – Qual o seu nome?

 

A youkai colocou o leque em frente aos lábios, e disse misteriosa:

– Kiri, como a árvore. -Disse com orgulho, se referindo a paulownia ou árvores da imperatriz. – E sou a favorita.

– Favorita? -Cho questiona com inocência.

– De quem?

– DO DEMÔNIO! -Grita o homem, assustado, sendo em seguida mandado avançar para frente pelo leque de Kiri, vindo com sua katana em mãos para cima de Makoto.

 

Makoto defende a investida de sua lâmina, mas o homem era enorme, tinha peso e altura, ainda por cima, mesmo ferido, parecia ter a estamina de um guerreiro samurai.

Reuniu forças do fundo de seus pulmões e o empurrou com cautela, em seguida saltando para trás, antes que se recuperasse, uma sequência de golpes começa, todos para matar.

Makoto os defende enquanto Cho mira novamente na Youkai Kiri.

 

– De quem você diz ser favorita? -Exige Cho.

–… -A garota não responde, sacode o seu leque, Makoto sabia de quem era esse leque, ouviu em seu treinamento taijiya, de outros companheiros de luta:

– Leque da Kagura, cria do finado Naraku, ladrão da jóia de quatro almas. -Anunciou, mais avisando para a youkai que para Cho, que na mesma hora se lembrou:

– MEU PAI ME CONTOU SOBRE!

 

Makoto não estava surpresa, Sesshoumaru havia tido algo com a mulher do leque, uma luta, um romance, quem ligava? 

– Então… -Cho raciocina: – Ataque de ventos e controle de corpos, não lembro do resto, mas é isto mesmo, Makoto-chan! É o leque vermelho da youkai Kagura! A qual morreu em uma batalha antes da derrota de Naraku e da destruição da Shikon no Tama!

 

Então, pensa Karui, realmente ela era relacionada a criação de uma nova jóia, e muito provavelmente… com as mortes dos taijiyas e samurais naquela região, tudo se encaixava.

 

– A quem você serve, responda! -Exigiu Makoto, segurando a lâmina de seu inimigo com sua cauda de escorpião, a envolvendo.

A garota youkai levantou o queixo e os olhou de cima, desumilde.

– Humanos não fazem perguntas… -Ela levantou seu leque com suas pequenas mãos: – Humanos dançam! 

E antes que pudesse pensar em algo, Makoto foi acertada atrás da perna por uma flecha.

 

– MAKOTO-CHAN! -Gritou Cho, controlada pela youkai por breves segundos, mas de volta ao controle de seu corpo. – Não foi proposital! Não sei o que me deu!

 

Mas ambas sabiam bem, especialmente Karui, que agora tomava uma nova estratégia.

– Você. -Makoto empurrava sua lâmina contra a do enorme exterminador, tremendo com o esforço. – Conte tudo que puder, agora.

O homem torceu o rosto, mas dominou seu medo, pegou ar e em seguida começou:

– Fomos atacados ao buscar companheiros por entre as florestas da região, essa youkai… Nos fez ir um contra outro até que não sobrasse ninguém! Meus filhos, meus primos… Meu irmão! -Chorava o homem, seus cortes eram tão profundos que pareciam letais, e mesmo assim era obrigado a ficar de pé, cruel, pensavam as duas.

 

– Para de choramingar… -Reclamou a youkai, dando outro comando, dessa vez, Cho foi mais rápida e lhe atirou outra flecha, sua aljava já estava perto de acabar.

– Eu cuido de você, pestinha! -Anunciou Cho, erguendo seu arco novamente.

 

Hagi de Fuku chegou bem a tempo, anunciando que havia cuidado de Botan.

– Você a nocauteou?! -Cho, enquanto junto a Hagi perseguia uma youkai bastante rápida.

– Meu gelo apenas dura 10 minutos. -Evidenciou Hagi. – Foi apenas uma garantia.

– Soa como uma vingança, se quer saber… -Cochichou Cho, mais para si mesma.

 

Mas aquilo pouco havia alterado, quando os dez minutos se passaram, o homem que lutava contra Makoto agonizou e ficou inscosciente, seu pescoço havia sido torcido, estava morto.

– O que… -Makoto não teve tempo para luto ou raciocínio, o homem morto continuava a atacando, e das sombras da noite surge Emi, também inscosciente.

 

Se continuassem lutando, era o pescoço dela que seria torcido, então Makoto apenas desviava de seus ataques, bolando um plano, mas a hanyou era bem mais rápida que o humano exterminador.

Dois contra um, estava em séria desvantagem, e matar não surtiria efeito.

 

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Nakimushi guiava seus companheiros, atravessavam por entre o prado onde conseguiram localizar um jyaki semelhante ao do Kappa, encontraram uma caverna que dava para o outro lado da montanha, escura.

– Eu cuido disso. -Disse Kin, indo a frente com o fogo de raposa em suas mãos, iluminando o caminho na úmida caverna.

Akira farejou um cheiro nostálgico e correu a frente, sem dar explicações.

– KITAMURA? -Hiromi o chamou, Kin revirou os olhos e o exterminador Ryuu seguiu atrás do garoto, em seguida todos.

 

Ao chegarem no outro lado, encontraram seu companheiro abaixado, a mão em cima de um lobo da montanha ferido, que uivava de dor.

Kiyoko tirou seu arco, se colocando em prontidão para qualquer ataque surpresa.

– Akira…? -Kin se aproximou, cautelosa.

–… Desgraçados… -Xingou o youkai lobo. – É o mesmo cheiro dele… Do maldito kappa e sua trupe.

Mas por qual motivo matariam um lobo qualquer? Qual era a necessidade? Se perguntavam, mas Hiromi já havia sacado:

– Estão tirando energia dos seres vivos da área para fabricar a jóia. Por isso está ferido… -Lamentou.

– EU SEI! -Berrou Akira.

 

Todos se puseram condolentes, afinal, lobos eram sua família, especialmente os montanhosos… 

Akira Kitamura começa a sussurrar para o lobo, o perguntando aonde foi seu assassino, o lobo grunhe em resposta.

– Seguiremos por aqui. -Disse com frieza, em seguida pegando sem cerimônia a lâmina de Kin e finalizando a dor de seu conterrâneo.

Todos desviaram o olhar, penosos.

 

Akira se levanta e começa a correr sem aguardar pelos outros, rápido como sempre.

– Ele está sendo imprudente… -Reclama Kiyoko, baixo.

–… Suba. -Hiromi se coloca abaixado na frente de Kiyo. 

Kin olha aquilo com os braços cruzados e revira os olhos, ciumenta.

– Ah… -Kiyoko se põe vermelha, mas Nakimushi a ergue e juntos seguem rápido atrás de Akira.

 

Kin começa a correr atrás deles, a contra gosto, Ryuusei fica para trás, por um momento tira sua máscara e olha para cima, as nuvens estavam bem mais pesadas na direção onde seguiam os outros, então sabia muito bem para onde ir.

 

Ao atravessarem a floresta, Hiromi percebeu que Kiyo tremia em suas costas, escondendo o rosto nos longos cabelos negros de Nakimushi.

– Está tudo bem? -Pergunta o mesmo, saltando uma pedra e continuando o percurso.

–… Vai ficar… -Responde a mesma, mais para si do que para o hanyou, que percebe seu desconforto.

– Akira tinha de ser tão emocionado?! -Reclama Kin, atrás deles, comia com raiva um doce de mochi que havia guardado. – Vou dar um sermão quando o encontrarmos!

Hiromi solta um riso, pensando que a Akiyama não era tão diferente assim.

 

Ao chegarem onde Akira parava, ao lado de outro lobo - vivo e saudável - da montanha, se erguia uma fortaleza feudal, longa e imponente.

Ryuusei chega em seguida, arfando e suando bastante.

– Invadiremos? -Kin.

– Um plano… -Kiyoko desce das costas de Hiromi, seu rosto estava pálido e parecia que iria desmaiar a qualquer instante. – Precisamos de um plano.

Todos menos Akira - o qual observava com ódio a construção a frente - assentem afirmativo.

– Então… o… como que faremos? -Ryuusei se pronuncia, para a surpresa de todos. 








 


Notas Finais


Qualquer erro será corrigido ainda hoje ou amanhã, já que estou ocupada esses dias com algumas coisas, oof
Pergunta para equipe 2, Hiromi, Kin, Akira, Kiyoko e Ryuusei: Qual o melhor plano para invadir um local como esse? Uma fortaleza Youkai que provavelmente contém HUMANOS dentro? Entrem em consenso nos comentários 🤭
Pergunta para equipe 3:
Qual o melhor plano para derrotar Kiri, a youkai que porta o leque de Kagura? Um ataque direto a ela talvez ceife a vida de Botan também, mas cabe a vocês!

Sobre Emi Botan, preciso de feedback da personagem também, o que ela deve fazer para recobrar controle de seu corpo? @EuTeVejo por favor comente, como não vejo comentários seus fica difícil fazer algo com a personagem, que já está bem ameaçada...
É isso, pessoas! Obrigada pela paciência e pela leitura, planejo concluir essa história então não se preocupem se eu demorar um tico ok? Não estou desistindo, provável que esteja ocupada ou apenas com bloqueio criativo 🤧 beijinhos!


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