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História O fim de uma Era - Inuyasha (Interativa) - Capítulo 3


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Notas do Autor


Uma imagem do Inushirou (caçula de Kagome e Inuyasha que eu criei) seu nome significa cão branco e é isso :p Espero que gostem do capítulo!

Capítulo 3 - O começo: Crise do Arroz.


Fanfic / Fanfiction O fim de uma Era - Inuyasha (Interativa) - Capítulo 3 - O começo: Crise do Arroz.


 

Kagome analisava as ervas que havia colhido, precisava ter o suficiente para preparar os remédios naturais, ou "o espírito de Kaede viria a noite puxar seu pé" pensava, soltando um pequeno riso de nostalgia e saudade.

– Mamãe! Mamãe! -Ouviu uma voz impossível de não identificar, seu filho mais novo: 

– Hum? -A Sacerdotisa sorriu levemente, inclinando-se para receber o abraço de seu pequeno. – O que houve?

Ele retirou o rosto das vestes da mãe e falou preocupado:

– Um mercador apareceu! -Disse Inushirou. Mercadores passavam por aquele lugar o tempo inteiro, especialmente naquela época, mas, ultimamente, com os rumores de ataques de Youkai e desaparecimentos, muitos evitavam aquela região e seguiam por outras rotas. – Ele me chamou de "Oni"! 

– Ah… -Kagome se surpreendeu um pouco, todos que passavam ali sabiam da relação pacífica da vila com os Youkais, especialmente com Inuyasha. – Deve ser um mercador diferente… -Kagome pensou alto, a maior parte dos mercadores já eram conhecidos ali. Seu filho ainda estava com o olhar de aflição. – Não se preocupe, vamos conversar com ele, não é?

 

A criança negou com a cabeça, mas Kagome a segurou pela mão, com o cesto cheio de ervas medicinais no outro braço, e juntos seguiram para a aldeia. 

Ao chegar lá, um vendedor em seus 30-40 anos fumava em um cachimbo, sentado na soleira da porta da casa principal - de Kagome e Inuyasha - seus cabelos negros foram para cima quando avistou a criança Hanyou.

– AH! ONI! -E se afastou rudemente. Kagome o encarou com desaprovação, seu filho se escondendo amedrontado atrás de si.

– Sou Kagome, a Sacerdotisa da aldeia, o que deseja aqui, senhor…? -Se apresentou cordialmente.

– Murata! -Ele se inclinou respeitosamente, ainda nervoso com a criança. – Eu… Eu vim vender mercadorias! Soube que não estão passando muitos mercadores por aqui e me dei ao privilégio de passar por essa rota. -E se inclinou novamente, tamanho o nervosismo, ao levantar o tronco, ainda olhava para a criança. – Com licença… Por que anda com essa criança youkai, se me permite a pergunta…

 

– É meu filho. -Anunciou Kagome com orgulho, o rosto levantado sem temor. O homem não poderia estar mais surpreso. – Nessa aldeia convivemos pacificamente com youkais, como já deve ter ouvido.

– Sim, eu… Ouvi. -Vendedor Murata engoliu em seco. – Mas… não esperava que uma Sacerdotisa se casasse com um Youkai… 

– Não tenho que dar satisfações a ninguém, não é mesmo? -Sorriu Kagome docemente, apesar de sua frase e da veia pulsando em sua testa.

– NÃ-NÃO, SENHORA! -E novamente uma reverência. – Me perdoe pelas minhas palavras! Ouvi que a senhora é a dama que rege esse feudo… Seria o seu marido youkai… o senhor destas terras?

– Algo assim. -Kagome estava mais preocupada com seu filho do que com aquela conversa. – Shiro, pode ir brincar com seus irmãos, se quiser.

A criança Hanyou exitou, olhando com desconfiança ao estranho, em seguida soltou as vestes de sua mãe e saiu de trás dela, fazendo questão de passar pelo vendedor e encará-lo, descendo para as fileiras de terra por entre os arrozais. 

 

– Aceita um chá? -Kagome já estava dentro da casa, o que fez Murata se surpreender novamente, o qual antes olhava a criança de orelhas de cachorro se distanciar.

– Sim, por favor. -Ele se sentou novamente e ambos tomaram um delicioso chá preparado por Kagome e suas mãos de Sacerdotisa, que sabiam agora tudo sobre folhas, ervas e chás. – Muito bom!

– Agradeço. Então, o que têm para vender por aqui?

 

Ele começou a mostrar seus produtos, cestas feitas artesanalmente, tigelas de madeira feitas a mão, tatamis novos, móveis de bambu… Ia tirando um por um de sua carroça, até chegar a parte dos mantimentos.

– É um arroz de boa qualidade! -Apresentou.

– Ah, não precisamos… Meu marido pegou duas sacas enormes no seu último trabalho. 

Duas "sacas" durava bastante tempo, mesmo para uma família de não sei quantos componentes como a dos dois.

– Tem certeza? -O homem abriu mais dois sacos de mantimentos, brotos de bambu e temperos a gosto. – Ouvi dizer que a crise chegou por estas terras também.

Kagome arqueou uma sobrancelha, confusa:

– Crise?

– Sim, senhora. -Ele mexia em suas mercadorias enquanto explicava: – As últimas colheitas têm sido difíceis, falam sobre pragas e escassez de mantimentos… Trigo, arroz, nabo… Todos os componentes de nossa alimentação tirando o que vêm do oceano estão sendo afetados.

– Não ouvimos nada sobre isso… -Kagome estava mais chocada do que o comum, a colheita não estava nada ruim ultimamente, mas, pensando por um lado… Por que até mesmo os produtos mais comuns estavam sempre em falta nas feiras? Fazia tempos que não via escovas de cabelo, carne suína e outros… 

– Bem, aposto que não chegou aqui. Que ótimo! -Sorriu Murata. – Dizem que é o trabalho de um demônio ou a fúria dos deuses.

– Hmmm… -Kagome cruzou seus braços, pensativa. – Se fosse trabalho de um demônio, acho que o Inuyasha já teria notado…

– Por que não checa seus mantimentos? -O vendedor Murata olhou para dentro da enorme casa de madeira. 

–… -Kagome se virou, em seguida entrou em sua casa e vasculhou seus mantimentos, havia uma maçã mordida pela metade sob a mesa, provavelmente feito de um de seus filhos mais novos… – AHH! -soltou um grito, em seguida correu para a porta e gritou: – INUYASHAAA!

 

O Sr.Murata levou um susto e temeroso perguntou:

– E-Ele está por perto? -Mas não foi respondido. – Ou longe?

– Não importa, meu marido tem ótima audição. -Kagome sorriu.

De repente, no topo das folhagens das enormes árvores, seus galhos foram sacudidos, de uma forma que não se assemelhava ao soprar do vento, uma por uma as árvores iam sendo desbravadas, mas nunca derrubadas.

– KEH!

A voz que soltou a reclamação apareceu como um vulto vermelho na frente dos dois, com a rapidez de um relâmpago, Murata abafou um grito.

– Chamou? -O homem de cabelos longos e brancos usava vestes vermelhas, ornadas por ossos de youkais poderosos os quais havia derrotado, tinha os olhos dourados e orelhas de cachorro.

– Veja isso. -Se adiantou Kagome, pegando a saca de arroz de dentro da casa, enquanto os dois esperavam do lado de fora, Murata tentando não olhar nos olhos do Hanyou e Inuyasha o encarando desconfiado. "Quem é esse velhote?" se perguntava.

 

Kagome finalmente trouxe o que queria mostrar.

– Arroz?! -Inuyasha incrédulo.

– Eu abri porque o Vendedor Murata me avisou sobre as pestes nas plantações e a escassez de alimento em outros feudos… -Quando Kagome abriu a saca, se viu incontáveis larvas e insetos dentro daquele arroz. 

– Urgh… Isso é nojento. -Admitiu Inuyasha. – Mas o que tem? Dá pra comer!

Kagome o encarou raivosa.

– Não vamos dar larvas pros nossos filhos, Inuyasha!

– Senhorita, com licença… -Murata interveio. – Mas o produto foi bem armazenado?

Kagome pensou por um momento, dando uma resposta confiante:

– Sim! Não estava assim ontem, inclusive.

– Era o que eu suspeitava… -Murata, ainda suando frio pela presença do meio youkai. – Vocês também foram pegos pela maldição…

 

– Keh! Supersticioso! -Xingou Inuyasha. O homem abaixou a cabeça em perdão.

– Hum… -Kagome trouxe o indicador ao lábio, pensativa. – Pensando bem, é uma possibilidade.

– Vai cair nessa?! -Inuyasha. – Ele deve tá tentando nos vender amuletos ou coisa assim!

– Eu… não vendo essas coisas… se-senhor. -Murata.

 

– De qualquer forma… -Kagome jogou a saca de arroz nos braços de Inuyasha, que os segurou, um pouco espantado. – Vamos comprar mais arroz, Inuyasha, temos de jogar essa fora!

– Keh! Só espero que não precise trabalhar o dobro para compensar os gastos. -Reclamou Inuyasha.

– Mas é claro que sim. -Kagome, com um bico.

– ARGH! -Inuyasha não fez alarde, ele não era mais um jovem - tão - reclamão, apenas saiu dali com a saca, amaldiçoando o vento.

– Seu marido… é bem esquentado, não é? -Sr.Murata.

– Hã? Ah, um pouco. -Sorriu Kagome. – Mas eu também tenho um gênio difícil.

"Notei… " Pensou Murata, sem coragem para dizer isso alto.

 

A noite chegou e todos os aldeões se reuniram para conversar sobre a praga, no meio da confusão ocasionada pelo desespero de conseguir mantimentos, Miroku levantou sua voz:

– Chega! -Disse calmamente, como se repreendendo um de seus filhos, Miroku não havia envelhecido nada durantes os anos, o cabelo era o mesmo, apenas uma barba curta abaixo do queixo de diferença. – Temos de nos unir, não nos desesperar. -Se fez silêncio pelo pedido do respeitável monge. – Sango.

Sua linda mulher apareceu, a roupa de exterminadora ainda lhe caia muito bem, ao lado dela estava Kohaku, um adulto agora, alto como sua irmã, o rosto ainda repleto de sardas, porém menos inocente, mais corajoso, os cabelos ainda com o mesmo corte, porém mais longos. 

– Eu e meu irmão estivemos nas aldeias próximas, fizemos a procura por ayakashis e não descobrirmos nenhum traço de miasma nas terras acometidas pelas pragas. -Disse Sango, a voz confiante, seus filhos mais novos a olhavam com admiração, ao lado do pai.

– Se fosse algo relacionado a youkais teriamos descoberto. -Disse Kohaku, a voz ainda doce como antes, apenas um pouco mais grossa. – Mas não sentimos ou descobrimos nada.

 

– E essas larvas não conseguem ser mortas! Você esmaga e aparecem mais num piscar de olhos! Já remexemos a terra várias vezes, mas não a sinal de onde elas vêm! -Disse Muichi, um agricultor.

– Deve ser culpa dos daimaos! -Se interpôs um dos moradores. – Eles quem jogaram está praga em nós por não sermos serventis!

Gritos de concordância, a casa principal estava bastante agitada, um dos filhos mais novos de Miroku e Sango se escondeu com medo atrás do pai.

 

– Por favor, façam silêncio para que possamos achar uma resposta para isso o mais breve possível. -Pediu Kagome, sua figura era respeitada onde era conhecida, uma sacerdotisa habilidosa e corajosa, mais adorada que temida. 

– Eu também fui olhar com o Miroku os lugares vizinhos, fomos até outro feudo. -Disse Inuyasha, sentado de braços cruzados em cima da mesa. – O problema está se alastrando por todo canto, os humanos já estão sendo afetados e estão se alimentando apenas de peixes há semanas.

– Por mais que seja bom que ao menos tenhamos peixes e algas como alimento -Sango, o punho ao peito, preocupada. – não podemos sobreviver apenas disso! Se não tomarmos logo alguma medida até mesmo as árvores frutíferas serão atingidas.

– O que propõem? -Mushino, um simples agricultor. 

Inuyasha levantou seu rosto, os olhos até então fechados ouvindo a conversa:

– Proponho uma busca, para acabarmos com a raça de quem quer que esteja fazendo isso, o covarde que não quer ao menos ser encontrado.

Mais gritos de concordância, Kohaku soltou um suspiro enquanto uma veia pulsava na testa de Sango.

– Ele sempre tem que fazer um alarde… -Reclamou a exterminadora.

 

– Que comecem as buscas! -Se animou Kagome, sendo olhada com surpresa por seu marido e amigos. – O que? Eu… só estava com saudade de lutar com vocês, só isso.

Uma gota escorria atrás de sua cabeça, enquanto suas bochechas se enchiam de sangue e vergonha.

Inushirou bufou em um canto, se seus pais fossem viajar: quem ficaria com ele? Tio Sesshomaru? Seus pais às vezes se deixavam levar demais, pensou ele, cruzando os braços bravo.

 

 


Notas Finais


Comentem se querem uma história mais séria ou mais descontraída, especialmente em relação a retratação dos personagens canônicos de Rumiko (Inuyasha, Kagome, Sango etc)
é isso ai pssoal, beijinhos


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