História O fim de uma lenda - Capítulo 1


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Categorias Saint Seiya
Personagens Hyoga de Cisne, Ikki de Fênix, Personagens Originais, Saori Kido (Athena), Seiya de Pégaso, Shiryu de Dragão (Shiryu de Libra), Shun de Andrômeda
Tags Atena, Athena, Cavaleiros Do Zodiaco, Cdz, Cisne, Dragão, Fênix, Hyoga, Hyoga De Cisne, Ikki, Ikki De Fênix, Pegaso, Pegasus, Saint Seiya, Saori, Seiya, Seiya De Pégaso, Shiryu De Dragão, Shun de andromeda, Shun Shiryu
Visualizações 33
Palavras 1.747
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Luta, Romance e Novela, Shounen
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Demorei, mas olha eu aqui com a fic de CDZ que prometi em fevereiro. -q

Alias, hoje é aniversário dele, o cavaleiro de constelação de mau-humor: Ikki de Fênix e em poucas semanas será aniversário do Shun. <3 Então em homenagem a eles, decidi postar algo que falasse um pouco sobre esses irmãos.

Enfim, boa leitura!

Capítulo 1 - Primeiro Capitulo


– Cavaleiro de Fênix… – O adversário sorriu com desdém. – Vejo que os boatos sobre sua arrogância não foram exagerados. – Sacudiu os ombros mantendo o sorriso no rosto, sorriso o qual fazia com que Ikki imaginasse dente por dente caindo após um soco certeiro. – Quatro de seus amigos não foram o suficiente para me vencer, o que te faz pensar que você sozinho o será?

O cavaleiro olhou com pesar para seus amigos desacordados no chão, as feridas eram profundas e suas armaduras estavam em pedaços. Ignorando momentaneamente seu adversário, Ikki se aproximou do irmão que se esforçava para não perder a consciência, murmurava o seu nome e esticou a mão em sua direção, balbuciou algo que Ikki imaginou ser “tome cuidado, irmão”.

– Shun, você está bem?

Encostou um joelho no chão, passou a mão na cabeça de seu caçula sussurrando algo inaudível e neste momento os sentidos do cavaleiro de Andrômeda pareciam se esvair, ele não conseguia responder ou reagir de alguma forma.

– Está louco? Como ousa virar as costas para o inimigo? – Indagou indignado pela audácia do leonino.

Era bem verdade que Ikki nunca fora adepto de batalhar em grupo e como de praxe decidiu chegar ao campo de batalha após os demais, preferia chegar para prestar suporte quando os amigos estivessem exaustos e assim aumentar as chances de sucesso. Entretanto se questionava se, dessa vez, não tinha chegado atrasado.

– Quer mesmo saber por que sou o suficiente para te derrotar? – Ikki abriu um meio sorriso de canto, era um daqueles sorrisos que delineavam seu rosto antes dele enviar mais um homem vil para a morte. – A resposta é simples: eu não sou tão misericordioso quanto eles, vou enviá-lo ao inferno sem pestanejar. – Estreitou os olhos erguendo sua mão enquanto elevava sua cosmo-energia. – Sinta o bater das asas flamejantes de Fênix… Ave Fênix! – Gritou seu golpe lançando uma rajada de fogo sobre o homem à sua frente.

O cavaleiro não estava para brincadeira, aquele seria um ataque mortal, iria fazê-lo pagar caro por ter humilhado seu irmão e amigos. Iria... Se não fosse covardemente atingido pelas costas no meio de seu ataque. Debilmente levou as mãos na região do abdômen tentando manter-se, ao menos, de joelhos. Para Ikki não houve tempo de sentir de onde veio o ataque ou a presença de outro alguém ali, aliás, tudo foi tão rápido que o cavaleiro sequer conseguiu gritar para expressar a dor.

Um segundo ataque foi desferido, desta vez uma lâmina fria e cumprida fora cravada em suas costas atravessando-lhe o peito. Surpreso Fênix observou o aço banhado de vermelho e não resistiu mais, atingiu o chão de forma violenta, o líquido rubro escorria por seus ouvidos, nariz e boca. Andrômeda não conseguiu fazer mais que ver seu irmão cair em seu próprio sangue. Sua vista escureceu, sentia-se tonto e em choque.

– Temo que este seja o fim da lenda de Fênix.

Ouviu a frase dita de forma bem-humorada e então perdeu a consciência de vez, então seus olhos cerraram e o virginiano desfaleceu.

 

 A enorme sala de visitas da mansão Kido, naquele instante, parecia minúscula. Os quatro cavaleiros de bronze se encontravam enfileirados diante de Atena, cabeças baixas encarando os próprios pés; não havia muito o que dizer, era para ser uma missão de reconhecimento, porém foram emboscados e sofreram uma derrota rápida.

Seiya, Hyoga e Shiryu pareciam não saber como encarar sua deusa após aquela que fora sua primeira falha em uma missão e como senão bastasse a vergonha de não só terem sido facilmente derrotados como também perdido o rastro do adversário, precisavam lidar com a profunda tristeza que atormentava o jovem Andrômeda.

Shun estava introvertido, completamente isolado dos demais. Não que estivesse agindo como seu irmão mais velho, todavia o cavaleiro não precisava alterar sua voz ou ser grosseiro para que os amigos notassem sua mudança. Ikki havia desaparecido subitamente, o que não era de todo uma surpresa, mas dessa vez era diferente; nem os companheiros e nem Atena conseguiam sentir seu cosmo.

Passaram por algumas semanas internados em um dos hospitais da fundação GRAAD e durante aquele tempo Saori não permitiu que falassem sobre os assuntos da batalha, todavia Shun não conseguia se calar. Relatava em detalhes e repetidas vezes de como seu irmão apareceu naquela missão para ajudá-los e como foi ferido traiçoeiramente, já os amigos sequer haviam visto Ikki no campo de batalha.

Estavam reunidos ali em prol de reportarem sobre a missão. Agora que os quatro estavam recuperados, era hora de expor as informações para a deusa. Saori, agradecia aos seus fiéis guerreiros pela determinação a qual executaram a ordem que lhes foi dada. Haviam falhado, é verdade, no entanto a jovem deusa pressentiu que não devia ter optado por aquela estratégia. Oras, era a deusa da sabedoria, sua estratégia deveria ser perfeita, entretanto olhando os rapazes à sua frente percebeu que cometeu um erro e no meio de tantos problemas o que realmente a deixava desolada era a perda de um dos seus mais fiéis cavaleiros.

– Shun, alguma notícia de Ikki? – Shiryu decidiu vociferar a preocupação que atormentava a todos ali.

Ikki era temperamental e rebelde, entretanto também era justo, fiel e bondoso. E se em verdade ele perdeu a vida naquela batalha, então seus amigos sequer puderam se despedir e ele não receberia, ao menos, o seu lugar dentre os valentes cavaleiros que também pereceram defendendo a paz na Terra.

Nenhum deles ousara fazer essa assustadora pergunta antes, pois a resposta negativa de Shun era algo que não estavam prontos para receber. Preferiam acreditar que ele estava bem, era como se alimentar esse pensamento fosse fazer Fênix surgir naquela sala diante deles e provavelmente surgiria com seu típico mau humor. Não era um pensamento absurdo, já que conhecendo o mais velho dentre os cinco, o mais provável é que aparecesse atrasado, como sempre, para a próxima missão. Certamente deve estar enfurnado dentro de algum vulcão se recuperando da última batalha como em tantas outras vezes. Se agarrar a essa esperança talvez seja a única coisa que ainda mantinha neles a força para seguir. 

– Não... – Negou com a cabeça sentindo os olhos nublarem. – Sequer consigo sentir o cosmo do meu irmão, e mesmo sem ver o corpo dele, toda vez que me lembro dos golpes que ele recebeu... – Fez uma longa pausa. – Eu realmente acho que... –

– Não fala uma besteira dessas! – O cavaleiro de Pégaso protestou. – O Ikki é o mais cabeça dura de todos nós, ele não morreria fácil assim! – Fechou a mão direita a batendo com força na palma da outra. – Então não abre a boca pra insinuar uma coisa dessas, Shun. Ele vai aparecer quando achar que deve aparecer!

– Se acalmem, amigos. – O cavaleiro de Dragão tentou contornar a situação, o assunto era mais delicado do que imaginou. – Digo, nenhum de nós viu o Ikki no campo de batalha e é do Ikki que estamos falando, o mais provável é que tenha ido embora após o inimigo se afastar, ele sempre gostou de se isolar.

– Eu vi! Eu estou dizendo que eu o vi, Shiryu. Logo após receber o golpe eu vi o meu irmão se aproximar, ele perguntou se eu estava bem, mas não consegui respondê-lo. – Insistiu com certo desespero no olhar. – E como você pode insinuar que Ikki nos abandonaria naquele estado? Você faria uma coisa dessas? Um de nós faria? E por que acha que meu irmão seria capaz? Vocês conhecem ele bem melhor que isso! – Andrômeda desviava o olhar entre os amigos enquanto discursava com a voz falha. – Você Seiya… Hyoga… Não se lembram? Depois de derrotar Lymnades, Ikki avançou e nos deixou para trás sim; só que primeiro ele tratou de acertar nossos pontos vitais para estancar o sangramento.

Cisne e Dragão se entreolharam rapidamente. Hyoga, até então se mantinha calado porque sabia que Shun tinha razão, havia sentido o cosmo do amigo, foi rápido, porém havia sentido. Assim como tinha para si a certeza das afirmações de Shun, Fênix nunca foi um homem de fugir da briga ou abandonar seus amigos para a morte; largar seu irmão mais novo ferido então, não, apenas morto deixaria Shun prostrado da forma que estava naquele momento. O último pensamento o causou arrepios.

– Essa discussão é, além de um grande desrespeito a Atena, totalmente inútil. Como você mesmo pontuou, Shun: nós conhecemos bem o Ikki. – Respirou longamente, as palavras podiam ser duras, entretanto precisavam ser ditas. – Se ele estiver vivo, então correr atrás dele só vai irritá-lo e se estiver morto, então não há nada que possamos fazer para reverter o que houve, só nos resta esperar.  

O rapaz russo não era indiferente a perda do amigo, só que por experiência própria sabia bem a dor da negação, quanto mais rápido aceitassem o que houve com Ikki, mais rápido superariam o luto. Pelo menos era assim que ele esperava que fosse. 

Sentiu o peso dos olhares chocados sobre si, os de Shun e Seiya tinham uma mágoa a mais e já imaginava isso, afinal eram os mais novos entre eles, eram também os mais próximos de Ikki. O cavaleiro de gelo entendia bem como é não conseguir esquecer um ente querido, ainda sentia falta de sua mãe e sabia que Andrômeda também sentiria a falta do irmão por muito tempo, talvez não consiga jamais superar a saudade dele.

– O que o Hyoga quis dizer é que estávamos todos feridos, de repente o que você acha que viu foi só uma espécie de alucinação pela pancada na cabeça. – Shiryu tentava reverter a situação com sua típica calma.

Andrômeda engoliu em seco para evitar dizer algo que magoasse os amigos e meneou com a cabeça com pesar.

– Não precisa se preocupar com ele, nenhum de vocês, deixa que eu faço isso. – Virou-se para Atena fazendo uma curta e gentil reverência. – Saori, me perdoe, eu sei que algo muito grave está para acontecer, mas ele é meu irmão. Se algo acontecesse comigo ele não descansaria até me encontrar e eu não terei paz se não fizer o mesmo por ele. 

– Shun… – A moça se aproximou levando a palma até o rosto de seu cavaleiro e acariciou levemente a região. – Enquanto vocês estiveram hospitalizados eu enviei alguns cavaleiros de prata atrás de alguma notícia de Ikki no lugar em que vocês indicaram, mas infelizmente…

– Eu realmente sinto muito, no entanto dessa vez preciso agir mesmo contra a sua vontade. – Segurou a mão de Saori e vagarosamente a tirou de si. – Eu voltarei assim que tiver notícias do meu irmão.


Notas Finais


Eu sei não é uma comemoração, porém não prometi festa e sim homenagem a eles. -q
Não terminei ainda a historia, mas ela fechará em mais ou menos 10 capítulos e vou atualizá-la a cada 15 dias.


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