História O fim de uma lenda - Capítulo 5


Escrita por:

Postado
Categorias Saint Seiya
Personagens Hyoga de Cisne, Ikki de Fênix, Personagens Originais, Saori Kido (Athena), Seiya de Pégaso, Shiryu de Dragão (Shiryu de Libra), Shun de Andrômeda
Tags Atena, Athena, Cavaleiros Do Zodiaco, Cdz, Cisne, Hyoga, Hyoga De Cisne, Ikki, Pegaso, Pegasus, Saint Seiya, Saori, Seiya, Shiryu, Shun
Visualizações 28
Palavras 1.597
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Luta, Romance e Novela, Shounen
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, oi, oi, pessoal! (:

Trouxe capitulo novo. Espero que gostem!

Capítulo 5 - Quinto Capítulo


– Oh, Shun, corta essa! – O sagitariano se levantou batendo as palmas na própria perna de forma irritada. – Não vem com esse papo de ficar sozinho como o Ikki, você nunca foi como ele. – Apontou o dedo para o amigo como se lhe desse uma bronca. – E vou te dizer mais, hein. Nem aquele teimoso gostava tanto assim de ficar sozinho, acho que aquilo era papo de quem quer parecer mais forte do que já é.

– Não era isso. – Hyoga corrigiu o amigo calmamente. – Nunca foi isso, Seiya, pelo contrário. Ele não quis parecer mais forte, ele nunca se viu assim; ele só não queria demonstrar que se achava fraco. – Suspirou voltando seu olhar celeste na direção de Shun. – Para o Ikki saber lidar com os próprios sentimentos é algo que exige muita força. Ele sempre te admirou por conseguir lidar com os fantasmas e a capacidade de perdoar de coração. – Os olhos esmeraldinos se arregalaram em surpresa e o loiro continuou com confiança. – É verdade, Shun, ele o admirava por isso. Como ele nunca soube lidar com a culpa que carregava pela morte de Esmeralda, por ter matado o próprio mestre e, acima de tudo, pela confusão durante a Guerra Galáctica, ele preferiu se afastar. Era apenas medo de mostrar o que ele considera uma fraqueza... – Abaixou a cabeça e cerrou os olhos. 

Ikki e ele nunca conversaram sobre essas coisas, na verdade Ikki nunca desabafou sobre esses sentimentos com ninguém, no entanto os cavaleiros de Fênix e Cisne tinham muito em comum. O loiro reconhecia isso, quiçá essa seja a razão a qual nunca tenham se dado tão bem. O cavaleiro de Cisne, mesmo estando com os demais fisicamente, mentalmente mantinha-se afastado. A morte de sua mãe ainda lhe doía profundamente e ele jamais seria capaz de se perdoar pela morte de seu amigo Isaak e seu querido mestre Camus. Fizera em nome da justiça, era o que repetia para si toda a noite com a cabeça sobre o travesseiro, entretanto foi pelas suas mãos que ambos foram mortos. 

– A fraqueza de não saber como conviver com os próprios pensamentos. – Soltou em um fio de voz, todavia a conclusão não era apenas sobre os remorsos de Fênix.

Os três companheiros nada comentaram, apesar de Hyoga e Ikki sempre discutirem por qualquer coisa, notavam o respeito mútuo que havia entre eles. Notavam também tais semelhanças, porém não chegaram a analisá-las com tanta profundidade e por isso ouvir tudo aquilo do aquariano chamou a atenção dos companheiros que assistiam o russo justificar não só o cavaleiro de Fênix, como também as próprias atitudes indiretamente.

– Pessoal, eu estou realmente contente por rever vocês. – Chamou a atenção para si de forma insegura. – Entretanto eu não vou voltar ao santuário, eu estou bem vivendo pelo mundo. Conhecendo o jeito que ele costumava viver, vocês não têm ideia de como é boa a sensação de liberdade e o prazer que é conhecer o mundo que tantas vezes arriscamos nossas vidas para salvar. Existem tantas culturas diferentes… 

Após tanto tempo sem sentir o cosmo agressivo e tão familiar fez com que os guerreiros conhecidos como  “cavaleiros da esperança” não tentassem mais negar o óbvio, desta vez Fênix não ressurgiria das próprias cinzas. Ademais o inimigo havia levado seu corpo para garantir isso. Entretanto não falhariam com o amigo, internamente cada um dos três prometeu pela alma de Ikki que iriam cuidar de seu irmão mais novo e assim fariam. E foi por essa razão que, quando sentiram o cosmo do mais novo tão angustiado durante toda a madrugada, não hesitaram em pedir permissão à Saori e partir de imediato para acalentar o coração amargurado de Andrômeda e levá-lo para o santuário, o lar dos cavaleiros de Atena.

– Você nunca gostou de ficar sozinho, Shun. – Shiryu o lembrou com certa serenidade. – Lembra-se disso? É por isso que viemos buscá-lo. É difícil, mas o ajudaremos a passar por esse momento.

– Ikki nunca permitiu que eu ficasse sozinho. – Recordou saudoso. – Quando crianças, ele sempre ficou ao meu lado no orfanato e quando, por ventura, eu acordava enquanto ele estava se alimentando, Ikki chegava depressa assim que ouvia o ruído do meu choro, me fazia companhia sem reclamar. Ele abriu mão das brincadeiras, da própria infância e muitas vezes de suas refeições para me acalentar e, mesmo após nos tornarmos cavaleiros, após ele superar todo aquele ódio, ele só afastou por saber que eu ficaria bem na companhia de vocês, as únicas pessoas que ele confiava. Seus únicos amigos. – Levou as mãos ao lado esquerdo do peito e fechou os olhos. – Mas, meu irmão não está mais aqui e eu não sou mais uma criança a ser protegida.

– Olha, eu tive uma ideia! – Seiya ergueu a mão e sacudiu os dedos. – Pessoal, eu acho que o problema é que ninguém aqui passou pelo luto da morte de Ikki da forma correta. – Gesticulava enquanto dizia carregando certa tristeza na voz. – Ele era nosso companheiro de batalha, nosso amigo, sempre fomos todos como irmãos... A gente devia voltar naquela ilha e fazer um enterro simbólico para ele. – Fez uma curta pausa e suspirou para se explicar melhor. – Perdemos tantos companheiros ao longo desse tempo, no entanto não adianta fingir que acostumamos com essa perda, porque não acostumamos. Continuamos humanos apesar de toda loucura que vivemos, e sentimos saudades de cada um deles, nossos amigos e irmãos de batalhas, especialmente de Ikki que sempre esteve conosco mesmo daquele jeitão dele. – Estreitou as sobrancelhas castanhas. – Acredito que isso vai ajudar não só Shun como a todos nós... Qualé

– Eu não acho sensato... – Shiryu ia argumentar quando Shun levantou com um leve e triste sorriso no rosto.

– Eu topo! – Respondeu firme. – Como eu disse para vocês, essa noite eu sonhei com ele e… Eu senti seu afago, sua presença. – Pousou as mãos sobre o peito com a lembrança. – E em algumas noites eu sinto, mesmo que fraquinho, o cosmo dele próximo. Acho que vem da armadura, deve ser a forma dele cuidar de mim mesmo de lá dos Elíseos. – Passou o olhar pelo quarto analisando a feição de cada um dos três. – E se ele continua cuidando de mim, significa que nos observa e protege. É justo que a gente se despeça dele, diga que ele pode finalmente ficar ao lado de sua Esmeralda e assim, descansar em paz. Tenho certeza que ele vai se agradar com a ideia do Seiya.

– Se vamos mesmo voltar àquele lugar. – O libriano dava-se por voto vencido. – Devemos levar nossas armaduras.

E então pegaram suas urnas, colocaram suas respectivas mochilas nas costas e partiram. Não eram bons com essas coisas, na verdade eram guerreiros desde sempre. Sabiam que deviam dar sua vida em prol da vida de um inocente, da justiça e da paz. Estavam prontos para se sacrificar para que seus amigos seguissem em frente, mas nunca para perder um.  

Fizeram uma simples cruz de madeira e gravaram ali o nome do cavaleiro, abaixo uma simples e significativa frase “em memória do melhor irmão mais velho que poderíamos ter”. A frase foi escrita no plural, pois para Seiya, Shiryu e Hyoga, Ikki foi um irmão. O turrão guerreiro não era bom em palavras ou gestos de afeto, porém sua postura protetora, as broncas que lhes dava em campo de batalha e sua forma de ajudá-los mesmo que resmungando deixavam nítidos os sentimentos do leonino, ele amava seus amigos e os protegia de forma fraternal. Ele nunca precisou dizer uma única palavra para que os demais entendessem isso, era bem verdade que o temperamento de Ikki os irritava às vezes, especialmente o cavaleiro de gelo, mas brigas bobas e constantes não fazem parte do amor entre irmãos?

Eles abriram um fundo, apesar de pequeno, buraco no solo arenoso onde cada um dos quatro bronzeados colocariam uma pena de Fênix que haviam removido da armadura. Era impossível não olhar aquela simples pluma da armadura de bronze e não recordar das vezes que Ikki as arremessou.

No momento que ele aparecia no campo de batalha e via que o adversário estava prestes a dar o golpe fatal em um de seus amigos Ikki atirava uma pena da armadura para interromper o inimigo, usava seu cosmo para incendiar ao redor e assim fazer de sua entrada marcante e triunfal. Um gesto arrogante e vaidoso talvez, mas Ikki era leonino. Não era de se estranhar o vestígio de egocentrismo.

Fecharam a cova simbólica e Shun, entre lágrimas, fincou a cruz ali. Calado, o quarteto ficou encarando aquele túmulo, cada qual com suas lembranças e dores. Preferiram não vociferar aquela dor, ademais não saberiam o que dizer.

– Vocês se lembram da cara de terror dele quando fizemos aquela festa surpresa? – Pégaso relembrou com a voz embargada. – Ele queria matar a gente, nossa sorte foi que seu olhar não lançava “Ave Fênix”. – Abriu um sorriso molhado pela lágrima.

– Ele reclamou mais que o normal, mas se divertiu também. – Shiryu complementou com a voz baixa. – Óbvio, depois de superar a estranheza inicial de se ver com pessoas ao redor.

– E quando ele não reclamava? – Hyoga tentou sorrir inutilmente.

O silêncio tornou a se instalar entre os cavaleiros. Shun não conseguiu participar daquela conversa, os olhos que antes refletiam esperança só conseguiam refletir dor. Porque não suportou um pouco mais e salvou seu irmão? Ikki o salvou inúmeras vezes, porque não foi capaz de fazer o mesmo por ele?

– Me desculpe, Ikki... Eu devia ter te protegido. – O virginiano murmurou. Os olhos presos naquela cruz desviaram-se para a urna que guardava a armadura de Fênix no meio entre sua armadura e as dos amigos.


Notas Finais


Eu sei que até aqui tivemos capítulos mais tranquilos, mas esse capitulo encerra a primeira metade, Teremos mais agitação e batalhas em breve. ;)

Bjks e até o próximo capitulo.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...