História O Fio Vermelho - Capítulo 24


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Categorias Fátima Bernardes, William Bonner
Personagens Personagens Originais
Tags Fatwill
Visualizações 207
Palavras 1.970
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi lindezas!
Gente é cada bomba que essa fandom toma né, ontem as fotos do William com a namorada, dá até um desânimo de continuar escrever. Mas vamos lá, acreditando e escrevendo né.
Aproveitem o capítulo.

Capítulo 24 - Constrangedor


Fiquei olhando pra ela sem saber o que fazer, e ela estava do mesmo jeito, ouvia a conversa animada do trio com William, mas não conseguia prestar atenção em nada, quando percebi que já estavamos ali há algum tempo, suspirei e sorri pra ela.

-Oi Fátima – ela suspirou aliviada e também sorriu – Entra – dei espaço e ela entrou, fechei a porta e me virei pra ela.

-Cecília antes da gente ir pra lá eu queria te explicar o porque eu vim – eu interrompi antes dela continuar.

-Que isso Fátima não precisa explicar nada não – ela passou a mão nos cabelos.

-Mas eu sinto que preciso, enfim – ela suspirou e abaixou a cabeça – Eu não queria vir de verdade, mas os meninos insistiram tanto que eu não tive como negar, eu só vou dar um oi e já vou indo.

-Fátima não precisa disso de verdade, se for por mim não precisa ir embora, tá tudo bem – ela me olhou sem entender nada – Você tem todo direito de vir aqui ver ele, de saber como ele tá, vocês foram casados durante muito tempo é natural que queira saber notícias dele depois que ele se machucou – ela ficou parada me olhando, parecia não acreditar no que eu estava falando – Fátima ta tudo bem mesmo, eu não vou ter ataque de ciúmes, ou brigar com você, nem nada parecido – ouvi William me chamando e continuei olhando pra ela.

-Tá bom, vamos lá – assenti e fomos onde eles estavam, fui na frente dela que parecia estar sem coragem.

-Me chamou – disse sorrindo e ele me olhou.

-Porque – mas antes dele terminar Fátima apareceu, ele parou de falar e ficou olhando pra ela, os dois se olhavam sem falar nada, e naquele momento eu sabia que já tinha visto aquele olhar antes, eu vi ele em todas as entrevistas que eles deram juntos, abaixei a cabeça e fiquei olhando para os meus pés – Fá – então olhei pra ele que agora tinha um sorriso no rosto, fui em direção a poltrona que tinha ali e sentei.

-Oi William, vim ver como você está – ela disse e se sentou no sofá ao lado do Vini, no outro sofá William estava sentado com uma filha de cada lado.

-Agora que as dores passaram estou ótimo, mas morrendo de tédio – ela riu e olhei para os trigêmeos que olhavam para os pais com os olhinhos brilhando de felicidade, eu me senti tão excluída naquele ambiente de dei graças a Deus quando meu celular começou a tocar.

-Licença – disse já levantando e indo em direção a varanda, minha mãe me ligou dizendo que estava morrendo de saudades de mim, e achei a desculpa perfeita para sair dali.

Desliguei o telefone e me virei olhando todos reunidos ali na sala, então eu me toquei que eu jamais poderia fazer parte daquela família, e eu também jamais seria capaz de destruir o que eles construíram, ali havia tanto amor que suportaria qualquer coisa. William e Fátima se olhavam constantemente, e toda vez desviavam o olhar fingindo que nada estava acontecendo, entrei novamente na sala e eles me olharam.

-William minha mãe esta fazendo um drama danado, vou aproveitar que você está em ótima companhia e vou ver ela – ele assentiu sorrindo – Licença gente – todos assentiram e eu fui em direção ao quarto, troquei de roupa rápido, não estava aguentando ficar ali, sei que parece clichê, mas eu preciso urgentemente da minha mãe, terminei de me arrumar e peguei minha bolsa já saindo do quarto, na sala fui em direção a William – Qualquer coisa me liga viu – ele assentiu, quando me abaixei pra dar um selinho nele, eu não consegui e fiz o caminho até sua bochecha, quando me afastei ele estava olhando pra mim sem entender nada, mas fingi que nada estava acontecendo – Tchau Trio, tchau Fátima – acenei pra eles que me deram tchau em coro, então sai do apartamento quase correndo, entrei no meu carro na garagem e soltei a respiração que não tinha nem notado que tinha prendido, encostei minha cabeça no volante tentando me acalmar, e finalmente liguei o carro indo em direção a minha casa. No caminho minha cabeça parecia borbulhar de tanto pensamento que tinha, estacionei meu carro e entrei em casa – Mãe – disse gritando.

-To na sala filha – fui até lá e ela abriu um sorriso assim que me viu, cheguei perto dela e ela me abraçou – Como você está?

-To bem mãe – nos sentamos no sofá e me virei pra ela que estava me analisando.

-Tem certeza? – fiquei olhando pra ela tentando formular uma resposta convincente.

-Não quero falar sobre isso mãe – senti meus olhos lacrimejarem e um nó na minha garganta se formar.

-Cecília você está me deixando preocupada – ela chegou mais perto de mim e pegou minhas mãos – William fez alguma coisa com você? – ela tinha um tom preocupado.

-Não mãe, é claro que não – mas ela não se convenceu e continuou olhando pra mim.

-Então me fala o que aconteceu Cecília, e não fala que é nada porque você está quase chorando – abaixei a cabeça tentando me controlar, mas a vontade de chorar estava aumentando a cada minuto.

-Quando eu saí de lá os trigêmeos tinham acabado de chegar lá pra ver o William, mas tinha teve uma surpresa que obviamente eu não estava preparada, a Fátima foi junto com eles – ela arregalou os olhos.

-Não me diga que você e o William brigaram por causa disso – neguei e respirei fundo.

-Não mãe, eu não me importei de ela ter ido lá, mas o que me machucou mesmo foi o que eu vi depois – mordi minha bochecha e tentei controlar as lágrimas que estavam tentando descer a todo custo – Os olhares dos dois mãe, eles não faltaram com respeito em nenhum momento comigo, ela nem chegou perto dele, ficou só de longe, mas os olhares eles não podiam controlar – e então as lágrimas começaram a descer na  minha bochecha e minha mãe começou a fazer carinho na minha mão – Ninguém consegue mentir com o olhar, eles estavam ali se olhando como eu nunca vi alguém se olhar, tinha tando amor ali mãe – e não consegui mais falar, ela puxou e me abraçou, ficou calada só me acalmando.

-Oh meu amor eu não sei o que falar pra te acalmar – ela falou se afastando e limpando minhas lágrimas.

-Não precisa falar nada não mãe, só precisava chorar mesmo, daqui a pouco eu fico bem – tentei dar um sorriso, mas falhei.

-E o que você vai fazer?

-Eu não sei mãe, não faço a miníma ideia, preciso pensar muito sobre o assunto, tem muita coisa em jogo – nos encostamos no sofá, eu encostei minha cabeça e fechei os olhos.

-Cecília você ama ele? – abri os olhos e olhei pra ela novamente.

-Amo mãe, mas eu não posso ser egoísta de prender ele em mim, ele merece ser feliz, eu sei que também mereço, mas se não for pra ser com ele vou encontrar alguém que me faça feliz – ela concordou e me puxou me abraçando de lado.

-Isso aí filha, pensa muito bem no que vai fazer, e eu vou estar aqui sempre pra te apoiar em qualquer decisão que você tomar – sorri pra ela, me deu um beijo na bochecha e passamos a tarde abraçadas.

Fátima

Assim que Cecília foi embora me senti muito mal por estar naquela situação, para começar eu não queria ter vindo por vários motivos, não queria ver o William, não queria voltar naquele apartamento e principalmente não queria ver os dois juntos. Não vi os dois juntos, mas só de saber que ela estava ali com ele me machucou, fingi que nada estava acontecendo. Quando ela foi despedir dele pensei que beijariam, mas ela somente deu um beijo na bochecha dele, vi a confusão estampada no rosto de William, mas logo ele esqueceu e começou a conversar com os filhos, eu me mantive calada.

-Mãe ta tudo bem? – Vini me abraçou de lado e falou baixo no meu ouvido.

-Não deveria ter vindo aqui filho – ele me olhou sem entender nada e ouvi William se pronunciando.

-Porque não deveria ter vindo Fá? – olhei pra ele assustada e percebi que não tinha falado tão baixo assim.

-Não queria ter causado tanta confusão William, eu acho melhor ir embora – tentei levantar, mas Vini me segurou.

-Para com isso mãe, não causou confusão nenhuma.

-Não mesmo Fá, a Cecília é super tranquila, ela não ficou chateada, ta tudo bem – William disse me olhando – E não tem nada disso de ir embora não, vocês acabaram de chegar – assenti e me ajeitei novamente no sofá.

-E além disso vai levar a gente no aeroporto mãe.

-Aé esqueci, temos que ficar de olho no horário viu – olhei as horas no meu celular.

-Não acredito que vocês vão pra São Paulo e eu não vou junto – William fez drama e puxou as meninas para um abraço.

-Você pode ir também pai, passar o feriado com a gente – Lau disse e sentou olhando pro pai.

-Não dá minha princesa, preciso ficar de repouso absoluto, não to levantando pra nada, fico só com pé pro alto – William fez carinho no rosto dela – E você Fá também vai? – ele falou me olhando.

-Vou, mas não hoje, tenho que apresentar o encontro amanhã, ai sábado eu vou – ele assentiu e ficou me olhando, até que Beatriz chamou a atenção dele e engataram uma conversa – Meninos vamos – disse depois de um tempo e eles me olharam tristes.

-Ah não – William brincou e puxou as meninas, chamou Vini que foi abraçar o pai também, sorri com aquela cena tão linda dos quatros abraçados, eu senti muita falta de ver cenas como essas, William me olhou sorrindo também, ele parecia me chamar com o olhar, mas eu não podia me juntar a eles naquele abraço como fiz tantas vezes, abaixei a cabeça e respirei fundo, quando levantei a cabeça ele ainda me olhava, comecei a mexer no cabelo de nervoso – Mandem um beijão pra Bel e fala que eu queria muito ir no aniversário dela viu.

-Pode deixar pai, e se cuida viu – Lau falou, deu um beijo no pai e levantou, Bea e Vini também se despediram dele.

-Tchau William – disse de longe e ele arqueou a sobrancelha.

-Fá posso falar com você – assenti e os meninos saíram da sala – Vem cá – me aproximei dele e sentei ao seu lado – Porque você ficou tão longe de mim hoje? – ele se mexeu no sofá e com dificuldade conseguiu se sentar.

-William - disse suspirando, então ele me puxou me abraçando, e eu fiquei calada.

-É só um abraço Fá, não estamos cometendo nenhum crime – ele disse baixo no meu ouvido – Muito obrigado por ter vindo, significou muito pra mim – ele me apertou mais contra seu corpo e ficamos ali abraçados só sentindo o calor um do outro, até que me mexi um pouco e me soltei dele, ele estava me olhando com um olhar tão carinhoso.

-Melhoras viu – ele assentiu e se aproximou mais de mim, me deu um beijo demorado na bochecha, olhei pra ele e levantei, mas ele segurou minha mão não me deixando ir e ficou me olhando, parecia que queria falar algo só que não saiu nada – Tchau William – ele suspirou e soltou minha mão, e eu virei as costas saindo dali, mas deixando o meu coração ali com ele, a cada abraço que trocava com ele eu tinha mais certeza que o único lugar que moraria pra sempre é no seu abraço.

Saí com os meninos do apartamento, eles foram tagarelando durante o caminho e eu troquei poucas palavras, deixei eles no aeroporto e fui obrigada a voltar pra solidão da minha casa. Cada vez que eu ficava sem eles em casa eu me sentia mais sozinha, mas eu não podia fugir disso e tive que ir.


Notas Finais


Amores se preparem para o próximo capítulo (postei e sai correndo kkkkkkk)
Beijos até o próximo.


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