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História O florista da janela. - Renjun - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Bem, vamos lá, eu simplesmente não sei fazer one-shot mas quis testar e ter a experiência disso. Me perdoe qualquer erro ortográfico e vamos lá.

Capítulo 1 - Episódio único.


“A luz dos seus olhos, o som do seu riso”


 Quando o relógio entregava que o horário seria 06:30 o pequeno Renjun corria para a janela de seu quarto que se localizava em frente a grande sacada enfeitada por flores de todos os tipos de sua vizinha. Sua doce, doce vizinha. Sempre quando sua irmãzinha chegava da escola, todos os dias as 06:30, Renjun fazia o mesmo que a pequena criança que habitava a casa de sua vizinha, corria para perto para escutar a garota lendo um livro com sua doce e contagiante voz. Ela era como um anjo, seus cabelos voavam com a leve brisa gélida do vento e seus lábios brilhosos e que de longe pareciam macios enlouqueciam o jovem rapaz. 

Hoje o dia não era diferente. No mesmo horário, na mesma janela, a mesma feição, a mesma paixão. O mesmo teria percebido um amor escondido pela sua vizinha a alguns meses atrás, quando o mesmo reconheceu que ela estudava na mesma escola que ele porém em um prédio e série diferente. Passou a observala e viu que realmente talvez a amasse pois sempre que a jovem olhava de canto para ele, o menino podia sentir suas bochechas queimarem, suas pernas ficando mais fracas e trêmulas, e logo seu coração baria mais rápido. No ponto de vista dele a menina era a perfeição em pessoa, gentil, fofa e tudo oque alguém pode querer, tudo oque ele pode querer. 


O dia estaria frio, já teria passado do horário em que a garota normalmente trazia sua irmã para o local e ali lia alguma parte de algum livro. Ele estava estranhando isso tudo, não importava o tempo, a menina sempre lia para sua irmã e indiretamente para o garoto de lábios rosados. Já teriam se passado uma hora e talvez já deveria desistir, o clima já estava horrível e o céu mostrava que a chuva estava próxima e logo não se via mais ninguém na rua. Apesar disso, o menino pode observar as flores que mostravam uma beleza única e espetacular que enfeitavam cada partezinha do local, afinal, Renjun trabalhava na floricultura perto da escola em meio período pois mesmo que seus pais pudessem bancar a escola e as contas sozinhos, o menino insistiu em ajudá-los. Ele gostaria de um dia chegar perto dela e poder falar sobre como cada flor dali tem sua beleza única e falar sobre os cuidados extras que se deveria ter com elas, mas o menino nem sequer tinha coragem para olhar dentro dos olhos dela. O tempo passava e já não aguentava mais ficar em pé, amanhã era mais um dia de aula – o último da semana, assim sendo sexta – e ele precisava dormir para que o mesmo pudesse acordar e manter sua rotina diária, acordar, ir a escola e depois de um tempo ir até a floricultura, ou seja, agora ele já estaria deitado e em pouco tempo o sono já dominava a sua consciência. 





Já era de manhã, o menino acordou com o despertador fazendo um barulho chato e a persiana de sua janela estaria entreaberta, assim transmitindo alguns raios solares até o rosto do belo jovem no máximo de seus 17 anos. Logo ele levantou o braço em uma calma e desligou o despertador apenas apertando um único botão de coloração preta que emitiu um pequeno estralo, logo o silêncio reinou no local se não fosse por seu amigo, Jaemin, adentrar o local e logo começar a falar com ele. 


— Bom dia meu jovem, Renjun. Pronto para mais um dia de luta? — disse ele já arrancando algumas risadas fracas de Renjun, ele nem sequer sabia como ele tinha entrado lá mas com certeza com o consentimento de sua mãe. Renjun logo deu um suspiro piscando várias vezes, levantou e ficou encarando o chão, Jaemin ainda estaria parado em frente ao garoto com um sorriso, mas Renjun diferente dos outros dias não estava bem, claramente o sumisso de sua vizinha teria o abatido. 


— Já vamos para a escola? — disse Renjun se levantando e indo até o guarda-roupa, abrindo ele e jogando o uniforme na cama, logo seguindo até o banheiro, Jaemin se sentou na cama e logo começou a falar. 


— Obviamente, espero que se arrume logo, uh? Vou estar te esperando na sala, sua mãe está fazendo a comida e eu vou lá aproveitar. — disse ele gargalhando enquanto descia as escadas que davam direto para a sala que se localizava ao lado da cozinha, onde a mãe e o pai de Renjun estavam. 


A escola foi um completo tédio se não fosse pelos imprevistos assim todos os alunos foram liberados a sair mais cedo, a saída estava um inferno, todos aglomerados e muita gente se empurrava e se batiam uns contra os outros, ok, estavam todos ansiosos para sair do local e viver o final de semana de boa, mas não precisava disso né? Tudo isso resultou em uma bagunça mas logo o menino se encontrava em frente a floricultura onde trabalhava, sua mochila era segurada por apenas um ombro do rapaz e ele logo adentrou o local fazendo com que o sino da porta fizesse um barulho cujo ele adorava. A vida de Renjun era assim, um menino muito bonito que trabalhava na floricultura a alguns meses e não ganhava mais de 500 reais. Mas pelo menos ajudava né? O lugar sempre era bem cheio, comprado a ser a floricultura com a reputação mais boa da cidade normalmente ela era cheia de jovens, mas hoje, sexta-feira, o lugar não estava tão cheio, até agora apenas cinco pessoas tinham vindo até o local sendo que basicamente ele já teria aberto a mais de uma hora. 


Estava um tédio, o menino ficou parado sentado em uma cadeira atrás do balcão observando algumas flores com um sorriso fofo nos lábios rosados e grandes dele, a beleza das flores eram tanta que o mesmo sem percebeu que uma moça jovem e bonita teria entrado lá, o sino ecoou pelo local mas o mesmo nem percebeu a presença de mais alguém ali. Logo, uma mão delicada pousou em seu ombro e a voz doce de sua vizinha fez cócegas em sua orelha. 


— Boa tarde, moço. — disse a vizinha de Renjun dando um sorriso grande e gentil a ele. O mesmo corou e de longe podia ver as mãos tremulas dele, o ar envolta dos dois agora já estava se tornando algo único, os dois compartilhavam do mesmo clima e Renjun se sentia um príncipe ao ver a tamanho fofura das bochechas da mais velha porém mais baixa. Não consegui responder de forma segura e direta, soltando um gemido manhoso que demonstrava seu constrangimento, a menina ao notar aquilo acabou por dar um sorriso ainda maior tirando sua mão de forma delicada do ombro do rapaz, o mesmo respirou fundo e logo passou a mão no rosto para ter certeza que ele estava falando mesmo com ele. — 


— A-ah, olá! De... Deseja uma flor c-correto? — disse em entrelaçando seus dedos de uma forma nervosa, seus olhos se arregalaram e sua bochecha continuaria rosada. — 


— Sim, eu costumo vir até aqui nos dias de domingo, preciso pegar algumas coisas para minhas flores, entende? — disse a menina de forma simples, maldita troca de horários! Dias de domingo, seu amigo Mark dominava o local, oque não era uma coisa muito boa. — 


— Mas então... Oque... — o menino engoliu em seco ao ver Mark escorado na porta dos fundos dando um sorriso grande, ele armou aquilo?! — Oque vai... Querer?... — disse ele em pausas voltando a encarar a menina. — 


— Apenas quero algumas sementes de novas flores, também desejaria um buquê de rosas! — disse ela passando a mão no cabelo, pequenas ações como aquela a deixava linda e Renjun odiava aquilo. Aquele sentimento de querer ter ela apenas para ele. 


Então o menino saiu de perto e viu Mark piscar antes de sumir entre a porta que dava para a sala onde os funcionários costumavam ficar. Ele procurou o buquê e logo o deixou em cima da mesa, viu que a menina teria pegado algumas sementes de girassóis e logo o menino sorriu. 


— Porque veio hoje e não domingo? — perguntou o menino passando os dedos nas rosas que pareciam inofensivas. — 


— bem, precisei vir hoje pois queria trocar algumas flores na minha sacada e também queria dar essas rosas a minha irmã. — disse ela dando um sorriso dócil a ele. —


— Entendo. — foi tudo oque ele pode dizer, ele pensava se teria sido muito grosso ou invasivo e isso o deixava talvez um pouco nervoso. Por um momento passou pela cabeça dele perguntar o motivo do sumiço de ontem, mas lembrou que ela nem sequer sabia que ele a observava. Logo, podesse ouvir alguns pingos de chuva caiam na janela e logo a chuva teria se intensificado, ok, já estava meio difícil de sair. Então eles passaram algumas horas conversando e então a hora de saída de Renjun teria começado, logo, ele sugeriu que poderia levá-la até a casa dela pois o mesmo era vizinho dela, a menina não disse nada sobre como o mesmo sabia que ele era vizinho dela, apenas seguiu. Renjun pegou as suas coisas e foi até onde alguns guarda-chuva costumavam ficar, assim, ele pegou e a menina chegou perto dele assim os dois saíram do local onde o sininho ecoou quando anunciou a saída dos dois. 

A saída foi silenciosa e estranha, totalmente diferente de quando eles estavam dentro do local de trabalho de Renjun. A menina se mantinha quieta e séria encarando o chão molhado a sua frente. Logo eles estavam perto da porta da casa da menina que foi aberta pela irmã e mãe da garota, ele sorriu juntamente a mãe da menina e logo viu a irmã mais nova da menina sorrir grande olhando diretamente para ele.  


— Maninha, esse não é o garoto que nos observa na janela? — disse a mais nova dando uma risada, e então, Renjun corou e arregalou os olhos piscando eles algumas vezes, a mãe da menina sugeriu a entrada e os dois fizeram exatamente isso. Entrando lá tudo já estava explicado. 


Ontem a noite a irmã mais nova da vizinha de Renjun teria percebido a precença do mesmo na janela e então elas decidiram bolar um plano para ver se aquilo acontecia todos os dias. As duas não saíram para a sacada e ficaram olhando para ele de outro local, o mesmo ficou esperando que ela saísse para contar as histórias por muito tempo, mas a menina não apareceu. Elas concluíram que ele sempre estava lá para ouvir as histórias que ela contava e então ela conversou com Mark para saber quando ele trabalhava lá e então foi até lá no sábado. Ela encontrou ele e decidiu conversar mais com ele, mas não é como se aquele fosse o primeiro encontro. Ela já sabia dele pela escola e a mesma gostava da personalidade e beleza dele, sempre via ele a observando e ela podia sentir seu coração pulsar juntamente ao dele. Os dois se amavam mas não sabiam completamente. 


Renjun se assustou com a inteligência da pequena menininha e logo sorriu então a menina pegou na mão dele e o levou até seu quarto, Renjun não entendeu muito mas logo entendeu do que se tratava quando ela abriu a porta de vidro da sacada, pegando um livro e permitindo a passagem dele para que ele adentrace o local onde as flores moviam suas pétalas por causa do gélido vento. O céu já estava negro e a lua iluminava o local de uma forma linda. E assim eles passaram o resto da noite, agora o menino não precisava mais se esconder para ouvir as histórias da menina. Eles tinham muito em comum, ambos gostavam de flores e livros, os dois adoravam ouvir histórias e logo já teriam se aproximado muito em apenas alguns minutos. 


Alguns meses depois 

6:30 da noite, sacada da vizinha de Renjun. 


Mais uma vez os dois podiam se permitir em ficarem sozinhos e afundarem no amor que só crescia. Mas hoje foi diferente. O menino estava prestes a mostrar que ele queria avançar aquilo tudo e talvez ele tivesse certeza de que ela iria aceitar. O olhar de Renjun mudou, agora ele estava mais apaixonante e encarava os lábios rosados e pequenos da estrangeira. Ela nem sequer teria percebido aquilo, mas ao som do luar Renjun se aproximou e logo selou os seus lábios ao da garota que não exitou. Os lábios dela tinham o gosto mais doce e eram macios, em um passo simples a menina permitiu a entrada da língua do garoto e logo os dois já estavam se afundando em seus próprios desejos. Logo eles estavam se afundando em seus próprios desejos em meio as flores e a lua. 







“No final ninguém imaginou que uma pequena espionada para a sacada alheia lhe traria tanto amor.” 




                                                       (...) 


Notas Finais


Eu sou horrível em cenas de beijo sim ou claro? Bem, também sou horrível em one-shots mas ousei trazer isso. Até, bah.


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