História O Fofo e o Pervertido - Taekook-Vkook - Capítulo 10


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Chan-yeol (Chanyeol), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Chanbaek, Jeon M, Jihope, Jungkook, Menção Daddy!kink, Namjin, Taehyung, Taekook, V Hyung, V Tae!gêmeos, Vhope Amizade, Vjeon, Vkook, Yoonmin, Yoonseokmin
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Palavras 5.302
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Saga, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Tomara que a Clara não me mate por ter escrito mais partes nesse capítulo deixando ele maior kkkk Ah, não se pode jogar ideias fora né?

Boa leitura galera.

Capítulo 10 - Despertando um sentimento forte e confuso.


[...]

— Mas, omma! Eu nunca havia desejado tanto algo como esse presente!

— Pela milésima vez, NÃO, JUNGKOOK! — gritou, irritada por ter que ficar repetindo a mesma resposta várias vezes.

— Mas por que não?? Por que o meu irmão não pode vir passar o meu aniversário que, também será aniversário dele, comigo?? — perguntei me sentindo péssimo, eu queria muito ver o meu irmão e conversar com ele.

— Porque não, Jungkook. Eu já disse, não, não e não! Nada que disser vai me fazer pensar diferente sobre isso! Entenda! — andou nervosa até a cozinha, a procura da mistura na geladeira para o nosso almoço de hoje.

Fiquei enrolando o meu dedo na barra da minha camisa, pensativo enquanto eu mordia o meu lábio um tanto nervoso e chateado. Eu tinha que arrumar um jeito de convencer a minha mãe a permitir que o Myung e o appa viessem passar o meu aniversário comigo. Seria o melhor presente de todos os anos! E o meu irmão poderia voltar a sua amizade fofa com o V-hyung!

Mas ela deixa bem claro que não quer mais ver a cara do pobre Myung... Como será que ele está lá naquele país diferente? Espero que ele esteja bem e feliz.

Pensei em continuar insistindo até receber um sim, já que eu não tinha outra ideia melhor.

— Mamãe, a senhora sabe que o meu aniversário é um dia muito importante, não sabe? — disse calmo com uma voz fofa e ela bufou, percebendo o que eu estava fazendo.

— Hum, diga. 

— Então... Seria muito legal se os meus amigos e o meu irmão... Pudessem vir aqui em casa brincar comigo, sabe

— Seus amigos e o seu irmão?! Nem pensar, de forma alguma eu deixaria uma coisa dessas acontecer.

— Mas seria muito divertido, nem iríamos fazer tanta bagunça!

— O problema nem seria a bagunça — disse lavando os utensílios que ela usaria para fazer o almoço.

— Então, qual seria o problema? — ela soltou um longo suspiro e se virou de frente para mim.

— Você não pode querer que o seu irmão venha aqui, nem sequer sabe se ele gostaria de vir para cá.

— E por que ele não gostaria? — insisti, quero perguntar até ela não ter mais nenhuma desculpa.

— Ele está nos Estados Unidos, lá é bem diferente daqui. E ele com certeza já fez novos amigos. Será que ele não vai passar o aniversário dele com esses amigos? — disse agachada na minha frente.

— E será que ele trocaria o dia de passar com o irmão que não vê à anos, por amigos que ele pode ver todos os dias? — ela ficou surpresa. — E se ele pode passar o aniversário com os "tais amigos" dele, por que eu não posso passar o meu com os meus amigos?

Por um momento ela ficou sem o que dizer, finalmente deixei a minha mãe sem palavras. E olha que ela sempre tem uma resposta na ponta da língua para tudo.

— O que foi, mãe? Não vai dizer nada? — ela abriu a boca e permaneceu em silêncio por alguns segundos, parecia pensar em algo.

— Eu não sou igual a seu pai que deixa o filho fazer o que bem entender, eu tenho juízo e educo o meu filho muito bem. Se digo que não quero seus amigos aqui, então você não terá eles aqui. Muito menos terá o seu irmão, aliás... Tenho certeza que ele não iria querer voltar para a Coreia, o lugar onde ele mora deve ser ótimo — disse rapidamente, mantendo a postura de séria e convencida.

— Mas, apenas um dia não iria interfirir em nada na vida atual dele! Quem sabe voltar para o verdadeiro lar dele o fizesse bem — ela deu risada.

— Voltar para o "verdadeiro lar" dele? Ele nunca foi feliz morando com a gente, você sabe disso. Ele não sabia o que queria da vida, só sabia se isolar nos cantos por motivos bobos. Ele jamais seria uma criança feliz aqui, não era antes, por que seria agora? — abriu um sorriso assustador. — Ele deve estar transbordando de felicidade lá, na nova casa dele... Bem longe de onde ele não é aceito.

— Aposto que ele não está feliz nada! Eu tenho certeza que ele não foi por conta própria pra lá! Alguém que forçou ele e usou aquilo de mais valioso que ele possuía para afeta-lo — na mesma ora ela arregalou os olhos. Sim, eu havia cutucado o lado obscuro dela e essa era a intenção.

— Como ousa dizer algo tão absurdo?! Ele que quis sumir, ele que decidiu abandonar a todos, inclusive nós doi–

— Mentira! — gritei. — Ele não quis ir, eu tenho certeza! Dava para perceber no olhar dele o quão triste ele estava em deixar a nossa casa! E ele não deixou apenas isso.

— O que está querendo dizer?!

— A senhora sabe muito bem, muito bem mesmo — falei sério.

— Olha só, não estou para brincadeirinhas suas, Jeon Jungkook! Não fale o que você não sabe. Eu sabia que era uma péssima ideia permitir a sua amizade com aqueles gêmeos tóxicos! — ao escutar isso eu senti um pouco de raiva. Eu odeio quando alguém ofende os meus amigos. 

— Eles não são tóxicos! — a repreendi, após bater o pé no chão.

— São sim, principalmente aquele V-hyung. Ah, aquele é o pior de todos! É uma péssima ideia vocês ficarem sendo amigos. Não deu certo com o seu irmão, então também não vai dar certo com você.

— Desculpe, mamãe. Mas você não pode dizer coisas sem antes elas acontecerem primeiro. Então, de qualquer maneira, eu quero ter os meus amigos e o meu irmão bem aqui!! — disse alto e pude escutar a minha voz ecoar pela sala.

— Pois bem, já que está tão atrevido em me responder... Aí vai uma escolha — podia perceber a indignação em seu rosto. Eu nunca gritava com ela assim e ela não aceita esse tipo de comportamento.

— Escolha?

— Sim, vejamos... Você quer que os seus amigos venham passar o seu aniversário com você, junto do seu irmão, não é isso? — perguntou olhando bem nos meus olhos.

— Sim!

— Certo, então você terá que escolher entre esses dois.

— Como assim?? — perguntei um pouco confuso.

— Vai ter que escolher quem vai vir no seu aniversário: seus amigos ou... seu irmão. Não poderá ser os dois, apenas um, afinal, isso é uma escolha — piscou para mim, segurando seu sorriso maldoso.

— Mas, isso não é justo! — exclamei indignado.

— É justo sim. Não se pode ter tudo o que quer, meu filho — disse se levantando para continuar o almoço.

— Como eu vou escolher entre eles, se todos são importantes?? — perguntei sentindo um peso na consciência.

— Jungkook, na vida temos que fazer escolhas difíceis. Não pense que estou sendo má, eu apenas estou usando essa oportunidade para te educar melhor ainda — disse sorrindo como se estivesse falando a verdade. Mas sei que isso é tudo isso não passa de uma desculpa esfarrapada.

— Entendi... Mas, posso responder a minha escolha outra hora? Eu preciso pensar um pouco... — disse um pouco triste.

— Te dou até o final deste dia para me dar uma resposta, caso o contrário, irei esquecer esse pedido maluco — disse de costas, pegando uma faca para cortar a comida.

— Uma última pergunta, se eu escolher... A senhora vai permitir que um deles venham mesmo? — perguntei, só para ter certeza de que não era uma enganação.

— Uhum. Infelizmente, vou — respondeu com o maior desânimo.

— Ebaaaaa!! Obrigado, omma! — fui até ela e abracei as suas pernas bem forte.

Logo saí correndo dali e fui tomar um banho para começar a me arrumar para ir à escola.


»»» 

Quando cheguei na escola, a minha omma logo se despediu de mim e foi a caminho do seu trabalho.

Ao entrar na escola, a primeira pessoa que vi foi o V-hyung. E logo fui na direção do mesmo para cumprimentá-lo 

— V-hyung! — abracei ele e o mesmo tremeu pelo susto.

— Aigo, por que você tinha que assustar justo a mim? — tentou me abraçar de volta, mas eu estava abraçando ele por trás.

— Desculpe, eu esqueço que não posso chegar de repente assim nas pessoas — ri e percebi um certo alguém emburrado no banco. Um certo baixote.

— Ah, tome mais cuidado então! — o loiro disse sorrindo. 

— Oi para você, baixote! — ele me fuzilou com o seu olhar.

— Praga!

— Barata nervosa! — o que foi? Eu não consegui me segurar...

— O quê?! Você me chamou de BARATA NERVOSA?! — exclamou,  bem alterado.

— Sim e posso repetir. Park Jimin é uma barata nervosa! Park Jimin é uma barata nervosa! — vários alunos ao redor olharam para nós. — Cuidado gente! Essa barata nervosa pode passar doenças fatais a vocês!

Eles deram risadas e o Jimin ficou muito vermelho, com certeza vermelho de raiva e de vergonha ao mesmo tempo.

— Vou te matar, sua praga!

— Vai ter que me pegar primeiro! La, la, la, la, la, laaa — cantalorei fazendo uma careta com a língua pra fora.

— Argh!! — ele levantou do banco e saiu correndo na minha direção.

E quando ele me alcançou... 

— Ai! — acariciei o meu braço. — Pra um baixote você bate forte — reclamei e ele riu.

— Bem feito pra você! Se me provocar de novo vai ser pior! — mostrou a língua e saiu andando.

Eu achei engraçado o jeito dele andar e fiquei rindo baixo para ele não voltar.

Logo escutei outras risadas. Risadas meio afeminadas.

Eu olhei para o lado e vi algumas garotas rindo enquanto faziam cócegas no pequeno Taehyung. Na mesma hora o meu sorriso sumiu. 

Sim, ciúmes outra vez.

Eu não entendo porque sinto tanto ciúmes dele, isso é normal? Eu não me sinto bem vendo outras pessoas tocando nele, outras pessoas fazendo ele sorrir. Eu sinto que eu quem deveria fazer isso o tempo todo, eu me comprometi a cuidar dele.

Me pergunto se foi uma boa ideia ter levado ele para falar com aquelas meninas. Espero que tenha sido mesmo, não quero deixá-lo triste por ter que separar eles. Isso seria horrível.

Soltei um suspiro e fiquei andando pela escola. Pensei em quem eu poderia escolher para passar o meu aniversário comigo.

Eu gosto muito dos meus amigos,  principalmente dos gêmeos... Queria muito que eles pudessem ir na minha casa. Com certeza seria muito divertido. Mas eu também quero ver o meu irmão, eu preciso conhecê-lo melhor. Não quero crescer sem ter contato com ele, e eu sinto que ele não está bem morando lá. E também queria juntar ele com o V-hyung, mas minha omma já deixou bem claro que eles não vão se ver de novo juntos.

— Jungkook! Ei, venha ficar com a gente! — olhei para a direção onde meu nome foi chamado e era o Hoseok, me chamando para sentar na mesa com seus amigos.

Eu não queria ir por causa da presença de certas pessoas, mas fui mesmo assim.

— Oi.

— Kook, você tá aí! — o loiro abriu um enorme sorriso. — O Jimin disse que te deu uma bela surra, mas eu duvidei disso. Isso é verdade mesmo? — perguntou duvidoso.

— Mas que mentira! Ele que quase caiu no chão com a rasteira que dei nele — comecei a rir. Sim, dei uma rasteira nele e ele me devolveu um soco forte. Mas, esquece essa do soco. Ninguém precisa saber...

— Que rasteira? Ainda tem coragem de mentir, seu covarde! — disse o baixote.

— Tá querendo outra rasteira... Barata nervosa? — abri um sorriso e ele agarrou a gola da minha camisa, me puxando para mais perto.

— Se você me chamar disso mais uma vez, eu juro que vou quebrar você inteiro! — gritou na minha cara.

— Nossa, você podia ser menos nervosa, não é? Barata nervosa — sim, eu posso ser bem irritante quando quero. 

Ele levantou o seu punho fechado e eu saí correndo pela escola.


»»»

— Desça daí, seu cachorro! Desça daí!! — gritou, com os punhos fechados. Gente, aquilo nem da medo. São apenas mãos de bebês. 

— Não vou descer, escale você mesmo. Baratas sabem subir nas coisas — provoquei e ele subiu no gramado.

Agora neste exato momento, eu estava com o meu corpo agarrado em um galho grosso de uma das árvores do jardim da escola. E o rosado estava ali embaixo, gritando para mim descer para ele me quebrar em pedacinhos.

— Desça, agoraaa! — chutou a árvore. O que não fez nenhuma diferença na natureza.

— Esse chute de merda não fez nem cócegas na árvore. Que decepção.

— Filho da p–

— Park Jimin e Jeon Jungkook! Vão para a sala da direção agora mesmo!

Merd...


»»»

Que saco, levei um monte de bronca por culpa desse garoto irritante. Certo que eu que comecei a encher o saco dele antes, mas mesmo assim, a culpa ainda é dele!

Não acredito que levei um bilhete no meu caderninho... A minha omma vai me matar! Depois dessa ela com certeza não vai mais me deixar escolher quem vai passar o meu aniversário junto comigo.

Fui para a minha sala e fiquei isolado na última carteira, triste e desapontado comigo mesmo. Todos os meus aniversários eu passei sozinho com a minha omma, e graças a mim vou passar esse ano apenas com ela mais uma vez.

— Oppa — Taehyung me chamou e eu olhei para ele. — Ti foi? Pu que tá tisti?

— Bem... Daqui 3 dias será o meu aniversário. E eu gostaria muito que vocês pudessem ir, mas a minha omma não quer vocês lá em casa — disse chateado e ele pegou a minha mão.

— Ah, Taetae quelia ir. Masi se sua mamãe nãum dexa... Tá tudu bem. Nãum fica tistinho, Gguk! — disse animado, acariciando as costas da minha mão e eu continuei pra baixo. — Humm... O que Tata podi faze pla dexa o oppa feliz?

— Que tal me dar um abraço? Você ficou um tempão com seus outros amigos... — ele sorriu e se levantou ficando do meu lado.

— Dicupa, oppa! — me abraçou e deixou um selar demorado na minha bochecha.

Na mesma hora eu senti as minhas bochechas queimarem um pouco. Estranhei e logo o menor estava soltando uma risadinha.

— O que f-foi? — perguntei envergonhado e ele colocou as mãozinhas nas minhas bochechas, fazendo um carinho nelas.

— O oppa ficou vermelhinho, hihihi! 

Ah, por isso senti as minhas bochechas quentes... Mas, eu nunca havia sentido isso antes. Que estranho.

— Ah, você está achando isso engraçado, não é? — perguntei, vendo que ele não parava de rir.

— Xim!

— Então é melhor correr agora mesmo! — me levantei com pressa e ele saiu correndo.

Ficamos correndo pela sala de aula e era muito bom ouvir suas risadas quando eu fingia não alcançá-lo.

A nossa brincadeira só acabou quando do nada um garoto mais velho entrou na sala e o Tae acabou esbarrando nele. Ele parecia ser um aluno do 9° ano.

— Ei, moleque! Não presta atenção não? — gritou com o Tae, mas logo abriu um sorriso estranho. — Hum, você é uma garota ou um garoto? Tá mais pra uma garota com essas roupas aí.

— T-Taetae é m-menininho... — respondeu um pouco nervoso.

— Hum, um menininho bem diferente... Interessante até — disse acariciando o rosto do mesmo enquanto o olhava de cima a baixo.

Na mesma hora me subiu uma raiva e eu fui lá e dei um tapa na mão daquele atrevido.

— Saia de perto dele! Você não tem direito de encostar nele! — gritei após entrar na frente do Taehyung.

— Ora, você é dono dele agora pra dizer o que eu posso ou não fazer nele? — debochou.

— Não, mas eu sou quem cuida dele. Então não chegue perto! — fui na direção da minha mesa puxando o menor junto comigo.

O Tae parecia um pouco assustado, então abracei ele para deixá-lo mais confortável.

— Você está bem? Machucou quando ele encostou no seu rosto? — perguntei, preocupado.

— N-nãum... Masi foi istanho — disse me abraçando também.

— Não se preocupe, vou cuidar de você — peguei os seus materiais e coloquei eles na minha mesa, me sentei na minha cadeira e peguei o Taetae no meu colo.

— Gguk...

— Shh, se a professora brigar, eu te coloco na sua cadeira — ele assentiu e eu envolvi a sua cintura com um braço.

A professora entrou na sala e após fazer a chamada, ela explicou que aquele garoto estranho era o seu filho de outra escola. Não gostei nem um pouco de saber que ele vai estar presente em algumas das nossas aulas, ele não me parece ser uma pessoa muito agradável e muito menos, confiável.

Mas na frente de sua mãe o mesmo sabia disfarçar bem. Bem até demais, parecia até outra pessoa.

— Professora, tudo bem se o Taetae ficar no meu colo durante a aula? — perguntei e a mesma assentiu.

— Não vejo nenhum problema, se ele se sentir confortável assim, tudo bem para mim — sorriu, indo passar alguns exercícios na lousa.

Deixei um selar no topo da cabeça do Tata e percebi que ele sorriu. Sorri também e ajudei o menor nos exercícios.

Fomos de mãos dadas para o recreio e sentamos na mesa com o Chanyeol e o Baekhyun porque não havíamos ficado com eles hoje. O V-hyung apareceu bem alegre e veio sentar com a gente também.

— Oie, vocês são da sala deles, não são? — o loiro perguntou para o Chanyeol e o Baekhyun.

— Somos, e você é o irmão do Taetae? — o Chanyeol perguntou.

— Sim, prazer em conhecer vocês! — disse todo animado comprimentando eles.

Estranho essa animação toda, ele geralmente fica pra baixo pensando no meu irmão. Será que ele está tentando esquecê-lo?

— Kookie... — o loiro olhou para mim. — posso me sentar no seu colo? — piscou os olhinhos e eu estranhei mais ainda.

— Ah, pode sim... Mas por que isso do nada?

— Eu tô acostumado em me sentar no colo dos meus amigos, meio que criei manha e sinto falta quando não estou no colo de ninguém. Então, posso mesmo? — perguntou olhando para mim e para o Tae.

Como o Tata pareceu não se importar, deixei o V ficar em meu colo e percebi a expressão do Taetae mudar. Ele agora não parecia mais "não se importar", ele ficou de cabeça baixa.

— Taetae? O que foi? — perguntei e ele negou com a cabeça.

— Nadinha... Taetae só vai ir fala com minhas abiguinhas — se levantou e saiu andando à procura daquelas garotas.

— Oba! Agora tenho você só pra mim! — o V agarrou o meu pescoço.

Ficamos nós três olhando para ele e o mesmo me soltou, um pouco envergonhado.

— É... É que você sempre fica grudado com o Taehyung, quase não me da atenção! Eu sou um bebê também, tá? Preciso de carinho! — disse manhoso, fazendo um biquinho muito fofo.

É, agora ele realmente está se parecendo com o Taehyung. Mas por que ele está agindo assim? Ele nunca fez isso.

— V-hyung... Você tá bem? — perguntei e ele assentiu de um jeito fofo.

— Tô, mas quero um pouco do seu carinho — disse emburrado.

Eu ri dele por achar engraçado o jeito que ele estava agindo, mas logo abracei ele e fiz um carinho em seus fios loiros.

Algumas vezes ele olhava para cima e ficava encarando o meu rosto, ele me deu um beijo na bochecha e pediu que eu continuasse com o carinho em suas madeixas loiras. Ficamos assim juntinhos até o final do recreio e achei estranho o Taehyung não ter aparecido outra vez mas deixei pra lá.

Levei o V até a sua sala e fui para a minha, não achando o Taetae lá dentro.

— Baek, o Taetae não foi falar com você? — ele negou com a cabeça. — Ok, obrigado.

Ele sorriu e eu fui me sentar na minha cadeira. Fiquei pensando onde o Taehyung poderia estar, já que estava demorando tanto para voltar e o Baekhyun veio até mim.

— Ah, Kook... Baek tinha vistu Taetae falando com aquele galotu istanho.

— Que garoto?! — perguntei, preocupado. Espero que não seja quem estou pensando.

— O filho da plofessola — o menor respondeu e o meu coração apertou.

— Onde eles estavam?!

— Pelto do banheilo — voltou a colocar a sua chupeta lilás na boca.

— Obrigado, Baek! — agradeci e saí correndo da sala em direção aos banheiros.

Eu corri o mais rápido que pude, esbarrei em alguns alunos mas continuei correndo. E quando cheguei no corredor do banheiro infantil, o banheiro estava vazio...

— Eles estão no banheiro dos alunos mais velhos pensei em voz alta.

Eu corri feito um doido para o outro lado da escola onde ficavam os banheiros dos alunos mais velhos e logo escutei vozes lá dentro.

— Nãum! Taetae nãum quer, saii!! — escutei o Tata dizer e logo depois escutei sons de beijos e resmungos.

Eu entrei no banheiro e todas as cabines estavam fechadas. O jeito vai ser gritar.

— Solta ele, seu infeliz! Eu vou chamar a diretora agora mesmo, e olha que vi ela passando perto daqui! — menti, mas foi para um bem maior. O bem do Taetae. — Vou continuar gritando se não deixar ele sair! 1...2... — uma cabine se abriu e o Taehyung foi jogado no chão com a sua roupa toda amarrotada.

— Moleque intrometido. Não pense que isso vai ficar assim. Vou ir atrás de vocês dois — aquele merda disse, lavando suas mãos e saindo dali.

— Taetae! — me joguei ao seu lado e abracei o mesmo. — Você está bem?? O que aquele idiota fez com você?! Ele te machucou? — olhei para o seu rosto, onde havia várias lágrimas molhando as suas bochechas gordinhas.

Ele não disse nada, apenas continuou chorando muito. Eu senti o meu coração doer, ver ele assim me deixou muito triste. Eu me odeio! Eu devia ter ficado com ele e não com o V-hyung, merda!

— T-Tae, por favor... Me diga o que ele fez com você! — puxei ele, abraçando-o bem forte.

— Junggukie... E-ele...

— Ele??

— Ele bateu no Taetae... Ele tentou tilar a loupinha do Taetae e mandou eu tilar, masi Taetae disse que nãum entãum ele ficou beijando o pescoçinho do Taetae — disse entre soluços e eu deixei um beijo no topo da sua cabeça.

— Me desculpa, Taetae. A culpa é toda minha, eu devia ter cuidado melhor de você. Mas agora eu vou cuidar, não se preocupe! Aquele idiota vai pagar por isso, vou fazer ele se arrepender — ele pulou no meu colo e ficou agarrado no meu pescoço.

— Obigadu, oppa! Vuxê xalvou Taetae, o Gguk é o meu helói! — disse me apertando bem forte e eu segurei o seu corpo para me levantar com o menor em meu colo.

— Herói? Mas, por minha culpa ele te machucou — disse triste.

— Masi depois vuxê veio e xalvou Taetae! E tá aqui ablaçando o meu colpinhu! Ixu fez Taetae solir! Obigadu, meu helói — beijou a minha bochecha e eu corei, sentindo muita vergonha.

— Então, você me desculpa, Tata? — perguntei ainda com vergonha, pelo beijo recebido na bochecha.

— Xim, meu helói vemelinhu! — soltou uma risadinha fofa.

— Aigo, você é tão fofo, Taetae! — deixei vários beijinhos em seu rosto e ele ficou se mexendo enquanto ria.

Mas com esse mexe-mexe, eu acabei beijando o canto da sua boca e nós dois ficamos vermelhos. Ficamos nos encarando por alguns segundos e ele desviou o olhar para a minha boca. Ele ficou olhando a minha boca do mesmo jeito que ele sempre olhava, mas sempre quando pergunto ele nega dizendo que não é nada.

Dessa vez ele vai ter que me contar.

— Tae?

— Huh?

— Por que você olha assim para a minha boca? — ele desviou o olhar para baixo.

— Nãum é nada...

— Eu sei que tem algo sim. Mas você não quer me dizer o que é — ele ficou em silêncio. — Tata, eu só quero saber o motivo. Não precisa ficar tão fechado assim, eu só quero cuidar do meu amigo e tentar ajudar de algum jeito. Pode me contar, huh? — balancei de leve seu corpo e ele fez um biquinho.

— Hum... Se meu hyung sabe disso, ele vai fica blavo com Taetae — disse emburrado.

— Eu prometo que ele não vai saber de nada que você me contar.

— Entãum ele também nãum pode sabe do que aconteceu aqui com Taetae — disse sério, tão sério que eu até me assustei.

— Mas, Taetae... Ele precisa saber disso. Aquele garoto não pode se safar dessa e muito menos voltar a te procurar.

— Taetae vai conta depois... Agola nãum. O oppa plometi que nãum vai conta? — pensei um pouco e concordei.

— Prometo. Agora você pode me dizer o motivo? — ele assentiu.

— É que Taetae fica culioso pensando em como selia beija alguém. O meu hyung disse que beijava o Myu e que beija ele era muito bom. Masi, Taetae acha que só é bom beija as pessoas que nós gostamos... O que o oppa acha? — perguntou olhando para mim.

— Ah, bem... A minha omma sempre disse que só se pode beijar quando for maior de idade. Ela disse que é errado crianças se beijaram, talvez esse seja um dos motivos por ela não ter aceitado a amizade dos nossos irmãos. Mas eu sempre tive essa curiosidade também. Será que é tão bom assim como vários dizem? — perguntei fitando seu rosto e ele fez um bico emburrado.

— Hum... Taetae nãum sabe, masi Taetae gostalia de descoblir.

Pensei um pouco e despertou um certo desejo em mim.

— Gostaria de descobrir junto comigo?

— Masi...

— Tudo bem se não quiser... Isso é uma pergunta bem estranha de se fazer para um bebê como você — apertei o seu narizinho e ele riu.

— Ei, Taetae nãum é um bebê! E... Taetae gostalia de descoblir com o Ggukie — disse se ajeitando no meu colo e deixando os nossos rostos bem próximos.

Foi estranho a sensação que senti, a sua respiração próxima a minha... Nosso olhar fitando nossas bocas. E quando estávamos chegando bem perto de nos beijar pela primeira vez...

— Ei, o que vocês dois estão fazendo aqui do outro lado da escola?! Não era para estarem em aula? E por que vieram usar o banheiro dos alunos mais velhos que vocês?! — uma inspetora entrou gritando com nós dois.

— A-ah, desculpa! N-nós...

— Não quero saber! Apenas voltem para o lado certo de vocês e vão para suas salas! — me interrompeu e eu rapidamente saí do banheiro com o Taehyung em meu colo.

Saí correndo dali segurando o corpo do menor bem firme, seu peso é bem leve então não tive muita dificuldade em carregá-lo.

— Ufa, achei que ela fosse nos levar na diretoria — suspirei aliviado.

— Taetae também achou — soltou uma risadinha. — Masi que bom que ela só bligou com a genti.

— É, imagina só se nós dois estivéssemos nos beijando na hora? Isso com certeza seria algo bem... Constrangedor. E iríamos direto para a direção, o que não resultaria em algo bom — disse fazendo uma careta e ele sorriu, um pouco tímido.

— Huh... Gguk, Taetae nãum quer ir pla sala.

— Taetae quer ir pra onde então? — perguntei colocando ele no chão.

— Taetae quer ficar sozinhu com o oppa! Masi ninguém podi sabe — ele colocou um dedinho na frente da boca, sussurrando bem baixinho.

— Aigo, coisa fofa! — apertei suas bochechinhas e recebi um resmungo de volta.

— Gguk! Pala com ixu! Taetae nãum gosta! — cruzou os braços, fazendo um bico emburrado.

— Ta bom, parei! — ri abraçando aquela coisa pequena.

Fomos para o jardim da escola sem ninguém perceber e ficamos lá embaixo de uma árvore, conversando e fazendo carinho um no outro. Desistimos do beijo porque pensamos que isso é errado por dois motivos: somos novos demais e somos dois garotos.

Minha omma sempre disse que garotos só podem beijar garotas e vice-versa.

E eu nem sei se gosto do Tae desse jeito... Eu só sinto que tenho muito carinho por ele. E ele também tem muito carinho por mim, mas não sei se passa disso.

Eu realmente não entendo essa coisa de sentimento. É bem confuso. Ainda mais quando se sente esse sentimento forte por duas pessoas.

Na hora de ir para casa o Tae veio se despedir de mim com um beijo na bochecha e o V também fez o mesmo, o que foi bem confuso.

Será que o V-hyung está tendo esse sentimento forte por mim também?

E eu passei horas pensando nisso quando cheguei em casa. Essa pergunta me deixava inquieto.

Se o Tae não sente esse mesmo sentimento forte por mim... Então o V-hyung... Sente?

Não! Ele sente isso pelo meu irmão, não posso tentar interferir na relação deles. Pode ser que eles nunca mais voltem a se falar como antes, mas não posso me aproveitar disso. Isso é errado!

Me joguei na minha cama com um pouco de dor de cabeça. Eu só tinha poucas horas para decidir quem eu iria chamar para o meu aniversário. Minha omma com certeza não iria vir perguntar quem eu escolhi, ela vai se manter calada para se caso eu esquecer, ela não ter tanta dor de cabeça.

Pensei e repensei várias vezes...

Já sei! Eu já me decidi! Só que não vai ser do jeito que a minha omma quer, eu vou ter que sair um pouco da regra.

— Omma! — chamei a mais velha, enquanto eu descia as escadas.

A mais velha agora se encontrava fazendo a janta. Estava um cheiro delicioso no ar, mas eu tentei ignorar a vontade de perguntar o que iríamos comer para falar sobre outra coisa.

— Sim? O que houve? — perguntou, mexendo a colher dentro de uma das panelas que haviam sobre o fogão.

— Eu fiz a minha escolha.

Ela olhou para mim e revirou os olhos, soltando um suspiro leve.

— E então? — esperou pela minha resposta.

— Sinto muito, mas a senhora vai ter que receber o seu outro querido filho aqui em casa — disse sério e ela arqueou uma das sobrancelhas.

— Acha que fez a escolha certa, Jungkook? Tem certeza que quer aquele moleque aqui? — fiquei com raiva de como ela se refiriu ao meu irmão.

— Sim! Tenho toda certeza, e a senhora vai ter que ligar para ele amanhã mesmo! Foi uma promessa! — disse alto e ela ficou me encarando por um tempo.

— Certo. Amanhã ligarei para aquele... Garoto. Mas, se caso ele não aceitar... Você passará outro aniversário maravilhoso com a sua querida mamãe! — sorriu de um jeito assustador e eu engoli em seco.

— Tá bem, não vejo problema nisso — disse simples e ela assentiu, voltando a cozinhar.

Ela que se prepare porque o V-hyung vai ver o meu irmão mais uma vez sim! E não será ela que irá me impedir de juntá-los outra vez! Vou fazer acontecer, palavra dita! 


Notas Finais


Será que o plano do Kook vai dar certo? V-hyung vai conseguir reencontrar seu amorzinho?


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