História O forte cavaleiro e seu belo príncipe - Capítulo 14


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Categorias Saint Seiya
Personagens Hyoga de Cisne, Shun de Andrômeda
Visualizações 43
Palavras 1.698
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 14 - Capitulo 14


O cavaleiro tentou beijar o príncipe por duas vezes, mas o mais novo se esquivou dele as duas vezes que pode. Na terceira, Hyoga encostou Shun contra o murinho da varanda do quarto do príncipe e este teve que apoiar os cotovelos sobre o parapeito. Shun inclinou as costas para trás quando Hyoga tentou beijá-lo. Então o loiro resolveu brincar um pouco acreditando que o menor esta se fazendo de difícil. Com um braço em volta da cintura do príncipe, ele puxou Shun para si, mas depois o empurrou fazendo o príncipe se assustar e segurar em Hyoga com os braços em volta de seu pescoço. 

-Vo-você está louco, cavaleiro?! Quer me jogar lá em baixo é?!! _o príncipe perguntou encarando seu cavaleiro com um sorriso falso. 

Então ele ficou envergonhado ao ver que seus braços estavam ao redor do pescoço de Hyoga, mas mesmo assim não quis tirar seus braços porque era tão gostoso aquela posição, ele abraçado ao cavaleiro mais lindo do mundo que se inclinava sobre ele segurando-o pela cintura com apenas um de seus braços, enquanto o outro apoiava a mão no parapeito, ao lado do corpo de Shun.

-Por que você não diz nada? Pa-para de me encarar assim Hyoga... _Shun virou o rosto de lado com vergonha. 

O loiro sorria por dentro com aquilo. 

-Era isso que eu queria fazer com você desde a primeira vez que você voltou para este lugar. Você era aquele moleque atrevido que fez da minha vida um inferno e eu só queria ter a oportunidade de me vingar uma só vez, ainda que fosse só para te assustar. 

Shun ficou espantado com o que Hyoga disse. 

-Quer dizer que você queria me matar me jogando aqui de cima?

-Digamos que eu havia pensado nisso naquele tempo em que você ainda era um pirralho atrevido. Mas eu nunca faria isso, não poderia machucar alguém dessa forma.

-Está satisfeito agora? Conseguiu o que queria?

Agora foi Hyoga que ficou espantado com a reação de Shun. Então Shun o empurrou de leve e se afastou dele virando as costas para ele. 

-Shun, eu queria te dizer que... essa era a minha vontade, eu seria incapaz de machucá-lo. Era só uma vontade mesmo, eu tinha raiva de você.

-Você era a única pessoa que eu acreditava que sempre cuidou muito bem de mim e que nunca me faria mal, apesar de tudo que eu fiz a você. 

Hyoga se aproximou dele e ficou por trás dele, quase colado ao seu corpo. 

-Eu nunca machucaria você, Shun. Eu não poderia, principalmente agora. 

-Por que agora?

Hyoga ficou de frente pra Shun.

-Porque agora eu quero seu bem mais do que qualquer coisa no mundo. 

-E você não queria antes?

-Antes era só uma obrigação, eu fazia apenas o meu trabalho. Agora... eu faço porque... bem é... porqueee... 

Hyoga estava sem jeito pra dizer

-Porque a minha mãe pediu a você, eu já sei, não precisa repetir isso.

-Porque eu estou completamente apaixonado por você... Shun.  

-Isso... é-é verdade? 

Shun perguntou com aqueles olhinhos de gato de botas. Hyoga encostou nele e colocou a mão no rosto dele. 

-É. Ainda que você se faça de difícil.

-Eu não estou me fazendo de difícil Hyoga, por que está dizendo isso?

-Agora a pouco eu tentei beija-lo e você não me deixou. Ou você não gostou daquele beijo que eu te dei?

-Eu... eu... não é isso... é que... eu... 

-Tudo bem, você está fazendo charme, dengo, eu aceito isso. 

-Não é isso! É que... você já pensou que eu poderia não ser experiente nisso?

-O que???

-Nada. 

-Eu ouvi direito, você disse que não é experiente nisso? 

-Esquece o que eu falei.

Hyoga puxou Shun pelo braço e colou em seu corpo, agora segurando o garoto apertado naquele abraço, envolvendo sua cintura. 

-Agora você vai me confessar isso porque eu não vou te soltar. 

-Isso não é justo. 

-Não é justo pra quem? Shun você está brincando comigo?

-Hyoga me solta.

-Você quer que eu te solte ou que eu te beije?

O menor não respondeu. 

-Então você nunca beijou antes. 

-Não! Pronto! Falei! Tá satisfeito?

-Nossa... 

O cavaleiro ficou tão surpreso. 

-Desculpa, eu não imaginava, é que esse Shun tímido, meigo e dócil eu só estou conhecendo agora que você voltou do colégio interno. Você era tão mais corajoso, sem papas na língua. Se fosse o Shun de antes você teria cuspido em mim, ou me dado um tapa ou sei lá mais o que. O que aconteceu com você pra ter mudado tanto?

-Eu sempre fui um bom menino, você que nunca viu isso. Eu só mudei com o tempo. Por que, você não gosta de mim assim?

-É isso que me encantou em você. Essa sua mudança.

O loiro encarava os olhos de Shun e seus lábios tão convidativos.

-Mas então aquele beijo que eu te dei... foi seu primeiro?

-Foi.

-Nossa... 

-Vamos mudar de assunto?

-Por que? Se é agora que está ficando interessante.

O loiro empurrou Shun contra o parapeito. 

-Hyoga o que você...

-Você confia em mim Shun?

O menor não disse nada. 

-Apenas feche os olhos. Eu vou te ensinar o que é um beijo de verdade. 

Shun ficou retraído e Hyoga teve a certeza que Shun não estava fingindo ou brincando com ele. E quanto mais ele descobria que Shun era esse menino tímido e inocente, mais Hyoga ficava encantado por ele. Ninguém merece o Shun rabugento de antes, mas o Shun de hoje era um verdadeiro príncipe, com porte de príncipe, com beleza de príncipe, um verdadeiro nobre à altura. Hyoga levou sua mão direita e segurou o rosto de Shun, deslizando pela pele suave e macia na lateral de seu rosto. 

-Feche os olhos. Isso. Assim. 

O loiro colou seu corpo no dele, mas sem apertar. Seu polegar deslizava a pele macia de seu rosto, e com o polegar ele desenha os lábios de Shun, acariciando de forma lenta e delicada. 

-Hyo...

-Shiiii não abra os olhos. Agora faça o que eu pedir. Confia em mim.

Shun começou a se sentir quente com o polegar de Hyoga acariciando seus lábios. A voz de Hyoga era próxima de seus ouvidos. Hyoga colocou o polegar dentro de sua boca para umidecer com sua saliva, e colocou o polegar dentro da boca de Shun. 

-Hummm o que está fazendo?

-Apenas sugue, devagar.

Shun apenas obedeceu e Hyoga sentiu a própria ereção. Estava excitado com a ccena e a delicadeza da boca de Shun. Então ele tirou lentamente o polegar da boca de Shun e aproximou-se dele o abraçando. 

-Não abre os olhos ainda. Você tem que sentir esse momento.

-O que você vai fazer?

-Não pergunte, apenas sinta. 

O loiro levou sua boca até a orelha de Shun e mordeu de leve. Os beijos vieram descendo da orelha até o pescoço e Shun começou a gemer e curvar a cabeça e seu corpo para trás, mas Hyoga estava no controle. 

-Hyooogaa... _ Shun pronunciou o nome dele bem baixinho.

Quando Shun sentiu os lábios dele contra os de Hyoga, involuntariamente ele se fechou. Hyoga sentiu que ele se retraiu e nao entendeu o motivo. 

-Eu não quero um selinho, então abra a boca bem devagar. Lembre-se do meu polegar. Vamos Shun... _Hyoga pedia com carinho enquanto sua voz amansava a tensão do menor. Quando a língua de Hyoga entrou dentro da boca de Shun, o menor se lembrou de como fez com o polegar dele e então começou a sugar delicadamente. O loiro se excitou e puxou a língua de Shun  como se quisesse sugar sua boca por inteiro, porém devagar. O beijo de língua se aprofundou de tal maneira que a respiração de ambos estava ofegante. Hyoga estava tão excitado que preferiu que Shun não sentisse isso, ainda - pensando que o garoto fosse virgem já que era BV - agarrou a cintura dele e o elevou e o fez sentar no parapeito, e antes de Shun reprovar a atitude dele, o loiro pediu com carinho para o príncipe sempre confiar nele. Então o beijo não parou em nenhum momento. Shun estava na mesma altura de Hyoga porque estava sentado no parapeito. O príncipe se sentindo tão amado e seguro naqueles braços, envolveu os braços pelo pescoço de Hyoga e os dois se apertaram mais ainda. Shun começou a ficar ofegante e tentou empurrar Hyoga. Então ele gemeu um pouco mais alto para que o mais velho pudesse parar de beijá-lo. 

-Eu preciso de ar... 

Hyoga sorriu com o rosto corado de Shun. E deslizou a mão em seu rosto com carinho. 

-Você já é lindo por natureza, corado então...

Shun sorriu lindamente. Que sorriso encantador ele tinha. 

-Eu fui bem?

Hyoga demorou responder. Shun ficou tenso com isso.

-Foi o beijo mais delicioso que eu já provei. 

-Sério?

-Mesmo sendo inexperiente, você me deixa louco, Shun.

-Ah Hyoga, não fala assim, eu fico sem jeito. 

-Mas é verdade. 

Os dois trocaram mais algumas carícias, algumas palavras, em meio aquele olhar apaixonado de ambos. Shun ainda não declarou isso, mas já estava apaixonado por seu cavaleiro. Só que ele preferia contar isso a outra pessoa. E foi o que ele fez no dia seguinte, na manhã daquele sábado, quando Seiya, seu primo, foi lhe fazer uma visita e passar alguns dias em sua casa. 

Hyoga estava numa felicidade que só. Ele chegou a comentar com o irmão que ele está apaixonado pelo príncipe e que vai tentar dar uma chance a esse amor, embora tenha receio por causa da posição diferente entre os dois, da idade do príncipe, e da realidade sobre sua sexualidade. Eram três coisas que impediam de seguir com aquilo, mas o sentimento que Hyoga tinha por Shun era muito forte para ser racional agora. 

Camus foi até o palácio para levar um recado de Hyoga, que teve que viajar a pedido do príncipe Ikki até a capital, e de repente viu a Eiri conversando com um capataz empregado do palácio, o mesmo que era responsável por cuidar dos cavalos da realeza, em especial, o cavalo do príncipe Shun. Ela parecia dar a ele um pacote, talvez um embrulho com algo dentro. 

 

 

 



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